Apesar de se tratar de uma comédia, aludia a algo a que Paços a população não está muito habituado e que se trata da revolução! Esta que veio a cena, por acaso foi levada a cabo por mulheres.
Para que os nossos leitores possam ter uma imagem mental do que se passou em palco, precisam de exercitar o imaginário que existe dentro de si e viajar até à Grécia Antiga, onde a Democracia deu os primeiros passos. Esta assentava em conceitos muito rudimentares da igualdade entre as pessoas, em que apenas os homens podiam governar e a posse de escravos era normal!
Uma conspiração de contornos quase marxistas, levada a cabo pelas mulheres, conseguiu que as mesmas chegassem ao poder por entre peripécias e disfarces de barbas postiças. Colocando as suas ideias mais ou menos comunistas em prática e começando pela criação de uma sociedade mais justa e igualitária. Porém, uma série de novas leis de cariz feminista originaram o caos nesta sociedade habituada ao desfrute máximo dos prazeres da vida, sobretudo pela recém deposta governação masculina, originando alguns cenários caricatos.
A peça termina com uma ideia final interessante: tudo o que impede a liberdade do ser humano, não funciona. Efectivamente quando as novas leis das mulheres as colocaram no centro das atenções, impondo obrigações de índole libidinoso aos homens, colocaram-se no lugar onde outrora estes estavam , e também elas falharam, cometendo os mesmos erros e abusos.
Apesar do Auditório não estar cheio (longe disso), os actores conseguiram arrancar boas gargalhadas da audiência. Afinal poucos mas bons!
Até mesmo o presidente do CIRAC, pessoa ligada ao lado contrário do pensamento "canhoto" fez notar a sua ausência na hora de entregar uma lembrança ao grupo em cena, tendo sido substituído por um dirigente que nos fez pensar que a comédia afinal não tinha terminado, tal foi o desconforto que o mesmo sentiu em se dirigir ao público!
Foi uma risota!
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