Dionísio, que além de Deus do vinho, das festas e bacanais, teve também na origem do teatro ligações à sua divindade, foi naturalmente o primeiro homenageado. Não exactamente pelo estado de sobriedade ou não dos actores presentes, mas talvez porque num acto inédito, alguns dos copos foram parar na plateia! Copos à parte, focamos a nossa atenção no primeiro acto, que foi uma espécie de interrogatório ao executivo, com comédia e tragédia por todos os lados!
Ao questionário da origem dos buracos, crateras, estacionamentos mal desenhados e passagens de nível mal alinhadas. Juntou-se um cavalinho, que não podendo galopar, pelos vistos mantinha-se preso ao solo de um parque infantil, de que a segurança saíra muito desfalcada!
A tudo isto o nosso personagem principal, Mino, respondeu com promessas de resolução que a todos satisfizeram, obviamente uns mais que outros, mas 3 meses voltados, parece que cumpriu!
Já o nosso estimado Carlinhos das Neves, trouxe a tragédia até nós, e num estilo que começa a ficar claro, toca a descascar o executivo e o seu staff de apoio. Não que seja crucial para a freguesia é verdade, e até nem era tragédia, contudo entregar os documentos em cima da hora, traz uma desvantagem enorme para analisar o seu conteúdo. E com isto quase que se adiava o espectáculo! Se calhar até foi de propósito, pois na última peça apresentada, aquele famoso regulamento do cemitério estava muito esmiuçado. E isso não convinha nada ao elenco laranja. O que realmente ninguém esperava, nem nós! Foi a chamada de atenção para tirarem as cópias dos dois lados do papel...Consciência ecológica e com "Engenho" a do Carlinhos! Muito bem!
Após este hilariante incidente, e mesmo com uma proposta de revisão, a mesma acabou aprovada com voto de qualidade do Presidente da Assembleia, o nosso JB. Porque a coisa esteve quase para não passar, visto que entre votos contra e a favor a aquilo empatou!
Após este curioso momento de encenação, eis que a peça continua e passamos ao acto principal: O Regulamento das taxas. Mais uma vez o nosso "faz de eleito" Mano do JB, toma da palavra e começa a explicar o dito das taxas! Qual declamação teatral, onde não se imiscuiu de afirmar que muitas das contas do regulamento que dão origem ás taxas estão erradas! E foi propositado! Ena! (pensamos nós) Grande peça de teatro! Quer dizer então, que anda um tipo a elaborar um regulamento sabe-se lá quanto tempo, e no fim não sabe fazer contas? Este acto não sabemos definir bem se comédia se tragédia!
Se por um lado, será cómico quando alguém se recusar (e com razão) a pagar alguma taxa porque as contas do regulamento estão mal. Por outro, houve quem não estivesse com meias medidas, e fez daquilo mais uma tragédia do executivo laranja, e esse alguém foi o Carlinhos das Neves. Habituado a analisar e esmiuçar até ao tutano os papéis que lhe são entregues, toca a atacar o regulamento e trazer a nu mais umas trapalhadass das contas com valores absurdos, de erradas que estão!
Novamente reinou o debate e a troca de argumentos, desta vez entre o Mano Brito, e o líder do PS. Mas mesmo assim, a maioria laranja venceu! O que confere a este acto o valor de comédia, pois só uma maioria laranja seria capaz de aprovar um regulamento seu errado! Fantástica representação!
Terminada esta cena, deu-se a palavra ao público. E também lá temos os nossos actores e personagens inquisidoras. O nosso estimado líder do CDS local, num acto de cumprimento do dever, e em nome dos maiores interesses dos seus companheiros de bandeira centrista, não hesitou em questionar o nosso protagonista principal sobre algo que estava a acontecer na zona da quinta do engenho. E que se prendia com umas obras que por lá estavam a ser feitas para a construção de uma Alameda. E que curiosamente, momentos antes havia sido esclarecida pelo nosso Mino. Mas ainda assim o líder centrista quis voltar a ouvir a mesma coisa! Uma actuação divinal, capaz de levar sorrisos a todos os presentes! Parabéns!
Na sequência deste hilariante episódio da divina comédia, foi colocada ainda ao executivo a pergunta sobre o destino que estava a ser dado aos restos de vegetação que sobraram do abate de árvores para a referida alameda, uma vez que andavam algumas pessoas a subtrair lenha ao monte existente a todo momento. A isto o nosso Mino afirmou que a lenha não iria ser doada a ninguém, ficando antes na posse da Junta para ser depois vendida a quem a quiser comprar, e que o informassem, quais bufos do executivo, se alguém fosse visto a roubar a mesma! Uma ideia interessante esta da venda da lenha, todavia passados 3 meses parece que não foi bem assim!
Entretanto para terminar, forçou-se a aprovação de uma minuta da acta, de forma a fazer valer como lei a aprovação do Regulamento de taxas, talvez tragédia...Zoou a ilegalidade esta cena, mas o pano ia cair e todos queriam recolher aos bastidores.
Já quando se pensava que seria este o derradeiro acto desta peça, e quando os actores confraternizavam nos seus camarins. Eis que na conversa dos bastidores com o público, alguém (Carlinhos Neves está em todas!), se lembrou de prestar uma homenagem póstuma ao Sr Padre Julião. Tragédia! A malta laranja esqueceu-se do seu divino protector local! Numa quase alusão a uns jogos de futebol com final a 32, reatou-se a reunião para acrescentar na acta já aprovada um voto de louvor ao pároco recém falecido!
Pois bem, mesmo na tragédia e na comédia, o público, critico, regressou ao mundo da realidade global, e na sala que faz do acto de beber um copo, o mais democrata que a vida pode trazer, sociabilizou! E rumou ao café do Belinha!
Bom Ano Novo para todos vós.
ResponderEliminarGostei do resumo. Só é estranho não termos por companhia aquela malta lá do CIRAC,será que enterraram o machado de guerra?