quarta-feira, 19 de junho de 2013

BE - É preciso defender e reforçar a Escola Pública

É preciso defender e reforçar a Escola Pública

O Bloco de Esquerda realizou, em Santa Maria da Feira, uma sessão sobre Educação. Sob a pergunta 'Que escola queremos para o futuro?', o Bloco quis discutir os problemas e as soluções para a educação no concelho e no país. Para isso contou com a presença de Pedro Azevedo, estudante na secundária da Feira e membro da Comissão Municipal de Juventude; António Torres, professor e candidato do Bloco e Luís Fazenda, professor, deputado do Bloco na Assembleia da República e membro da comissão parlamentar de Educação.

Numa altura em que o ensino público e de qualidade está colocado em risco, o Bloco quis abrir sobre o assunto. São muitos, hoje, os riscos e ameaças que pendem sobre a escola: a redução de professores, o aumento de número de alunos por turma, o aumento do custo da educação, o aumento das propinas, o encerramento de cursos e escolas superiores, a redução de bolsas, o cada vez menor apoio social, a ideia de implementação de propinas no secundário, ou o novo modelo dual que marginaliza os que têm mais dificuldades, são alguns exemplos dessas dificuldades.

Pedro Azevedo, estudante, alertou para problemas de falta de democracia nas escolas. Os estudantes  não são tidos nem achados nas decisões de cada escola, apesar de serem a maior parte da comunidade escolar. Para além deste problema, existem os problemas financeiros e a incerteza do futuro, o que leva muitos estudantes a pensar se vale a pena estudar, muitos outros a confrontarem-se com a triste realidade de que já não têm dinheiro para poder continuar os seus estudos.

Já António Torres defendeu a escola pública, universal e gratuita. Resgatar estes princípios é tarefa fundamental para garantir o futuro da escola e implementar a escola que o Bloco de Esquerda quer. Isso não se fará nem com menos professores, nem com menos escolas, nem com menos ação social. Pelo contrário, só se conseguirá fazer, reforçando-se estes pilares. Porque uma escola não consegue ser universal se nem todos podem ter acesso à educação e não é de qualidade se os professores não poderem desempenhar o seu trabalho.

Luís Fazenda, deputado do Bloco na AR, acusou Nuno Crato de ter uma visão conservadora da escola e de querer implementar em Portugal a escola do antigamente, onde só contava saber ler, escrever e dizer a tabuada e onde não se promoviam espaços para desenvolver o raciocínio, o livre pensamento e a crítica. Para além disso, acusou Luís Fazenda, o governo do PSD e do CDS propõem-se ainda a implementar no país uma espécie de escola para ricos e outra para pobres, sendo que só os ricos é que podem seguir os estudos e o seu caminho académico, condenando-se os mais pobres a fazerem cursos de formação, de forma compulsiva. Revelando que já está a ser aplicado em algumas escolas piloto um projeto que retira do ensino regular os alunos com piores resultados, Luís Fazenda, acusou este plano de ser um plano de segmentação social, onde à partida uns já estão condenados, sendo que os condenados.

Por todos estes exemplos e outros tantos que foram dados, tornou-se ainda mais relevante várias propostas que o Bloco de Esquerda tem apresentado, mesmo a nível local, para melhorar o ensino e a escola, porque por este caminho, daqui a pouco tempo, pouco restará daquilo que foi a Escola Pública. Basta olharmos para países como a Finlândia para perceber que foi a Escola Pública e o investimento forte na mesma que permitiu que, em cerca de cem anos, aquele ano passasse de um país rural para um país desenvolvido e com altos níveis de qualidade de vida. Portugal está no caminho contrário. É preciso inverter a marcha!

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