sábado, 15 de maio de 2010

O seu comentário deu um post (VI)

Comentário deste Post:

estou a responder a estes comentarios porque não se sente não é boa gente, estou a ficar cansado do que aqui se escreve lanço o desafio a todos os "ANONIMOS" para que se quizerem ser esclarecidos de alguma coisa venham falar comigo,não se escondam por tras de um computador a lançar "bocas foleiras" pois acho que muitos de voces só dizem baboseiras, ou por não saberem o que se passa ou por mero desconhecimento de causa.
O assunto da Junta está enterrado de uma vez por todas se acham que a instituição esta satisfeita com o que aconteceu claro que não mas devemos respeitar as decisões de outras instituições e para que estar sempre a bater no ceguinho os actos são avaliados por que de direito, quanto ao que saiu no TF trata-se de dar conhecimento e mostrat desagrado por tere subsidios por receber desde 2007 e nos dizerem que não há dinheiro logo.....
eu estou a frente do CiRAC porque gosto muito da instituição, mas não tenho que penhorar a minha vida pela mesma e nesta altura de crise é mais facil criticar do que resolver problemas, mas eu não sou assim e se falei é porque não concordo logo posso e devo opinar porque vivemos num pais livre e acima de tudo não me escondo de ninguem, não é minha postura.
Paulo Rodrigues

So Mais uma coisa ao ANONIMO das 23.19 penso que se tem algo a dizer(historia do CiRAc) gostaria de falar consigo......
Paulo Rodrigues

Eco-pontos - Vergonha em Paços de Brandão!

Enviado por e-mail:

Enquanto brandoense estou muito desanimada porque os constantes apelos que têm sido feitos no sentido de melhorar a nossa atitude perante o ambiente não têm tido surtido resultados positivos. Apesar de alguns (poucos) esforços da Junta de Freguesia, e a contínua falta de civismo da população, o lixo orgânico continua a ser depositado junto dos ecopontos.
É triste e desanimador que uma localidade com uma história tão rica, anterior à fundação de Portugal, tenha decaído tanto para níveis tão baixos. Interessa o dinheiro, as casas bonitas e grandes, os belos carrões, a aparência, o bem-estar pessoal. As Pessoas e as Entidades competentes olham só o seu umbigo. É só vaidade. As localidades circundantes evoluíram, mas nós não: simplesmente paramos no tempo. Pouco se fez em prol do desenvolvimento.
Porque é que as entidades responsáveis por esta área, não têm mais iniciativas? Tem-se feito alguma coisa, mas muito pouco. Através de panfletos afixados nos cafés, noutros locais públicos, campanhas de sensibilização, através do correio, etc. Penso no que Paços de Brandão se tornará dentro de 10, 20 anos! Um monte de lixo… Não se está a criar uma nova mentalidade. Se não presta, deita-se fora e o resto não interessa.
Já tive a oportunidade de estar noutros locais do país onde não havia a recolha do lixo e tudo estava limpo. Nem um papel no chão. É isto que queremos para nós? Não creio! Quando daqui a uns anos o ar se tornar irrespirável, as doenças respiratórias aumentarem devido às mudanças climáticas (entre tantos outros factores), aí pensaremos no que andámos a fazer. Não se pensa no amanhã.
Vamos acordar enquanto temos tempo, porque depois não há mais nada a salvar. Prevejo um futuro negro para todos nós.

Sara

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O seu comentário deu um post (V)

Comentário deste post:


Em resposta a um Anónimo tenho somente a dizer que está confuso: o PBFC é que tinha a sede na Aldeia e a SUD era na Estação e a sua sede no Antigo Café Carioca; mas o facto de ter referido o salão de Ferreira Alves e de ter mencionado ter existido um porteiro, gostaria de tirar uns considerandos com o mesmo, pois pode possuir a chave da solução de uma história sobre o futebol na localidade que infelizmente está inexistente por falta de documentos e fotos; se estiver interessado em ajudar este historiador amador envie para o 967122846 e poderemos conversar e quiçá trocar de ideias ... o facto de criticar não considero que seja censura (ninguém é dono de toda a sabedoria e nem ninguém é DEUS em todas as matérias ...)
bardo da fina

Nota: O Engenho disponibiliza também o seu endereço de e-mail e agradece, desde já, a todos os que possam e queiram ajudar o nosso estimado Bardo da Lira na sua demanda em busca da história do nosso futebol!
E-mail do Engenho: engenhonopapel@gmail.com

CIRAC - Quando a cara não combina com a careta!

As faltas de apoio ao CIRAC continuam nas bocas do mundo! Uma vez mais, o seu presidente, nosso muito estimado Paulo Jakim, veio dar conta ao Jornal dos lados do Castelo, que lhe andam a "meter a mão no bolso", que é como quem diz não andam a mandar o dinheiro que lhes é devido. Inicialmente, suspeitou-se ser uma vez mais a Junta, e pensamos que estava o "caldo entornado" outra vez! Porém, lembramos as palavras elucidativas do nosso querido Mino na assembleia de freguesia, onde referia que iam apoiar o CIRAC com uns trocos, para ver se calavam os rapazes, coisa de 1.500 euritos, assim para os palcos e tal.
Contudo, e com o decorrer da leitura, verificamos que o Jakim estava mesmo chateado com os tipos da Câmara, que lhe devem 70.000 euros, e isso sim é uma pipa de massa, pois é como o ovo na galinha que se espera para fritar que, neste caso, é para proceder a obras na cobertura que refere serem urgentes! Se aquela massa todo viesse chegava e sobrava!
Não quereremos aqui no Engenho sequer questionar este desabafo escrito do presidente do CIRAC, que é legítimo e que se impõe num responsável de uma instituição em zelo dos interesses da mesma. Contudo, isto soa a "deja vu"! Já vimos este filme passar nos cinemas de Paços de Brandão antes do Carnaval, onde a instituição fez questão de com a cara destapada mostrar a careta que as pessoas da Junta lhes fizeram, mas que depois veio praticamente dar o dito pelo não dito, e não disse mesmo nada quando lhe era exigido, pelo que agora ficamos até na dúvida: foi mesmo o CIRAC a ser pressionado?! Apesar de tudo ainda queremos entender que sim...
Pois é de fácil compreensão o desequilibro de forças, e as pessoas podem ser pressionadas de várias formas, e o poder laranja tem pontas em muitos lados influentes, e todos nós temos de viver, temos o trabalho, os amigos a família, que está sujeita a pressões, não é? Por outro lado, pode ter outra explicação, sendo que a do medo não está excluída! Até porque, como todos sabem, isso acontece em todo lado: em Paços, em Mozelos, em Lamas, e citando aquele bravo ex-Ministro de Guterres e titular de um alto cargo de "tacho" numa empresa de nome "Mota": "Quem se mete connosco leva!"
Por essas razões mencionadas, ou por outra razão qualquer, o CIRAC começa a suscitar algum descrédito junto de muita gente, na forma como se posiciona publicamente em relação aos homens do poder, aliás depois de o Mino ter dito em Assembleia de freguesia que dava dinheiro, o Paulo Jakim, veio agora meter o pé na argola, dizendo no TF, que esta Junta afinal não vai apoiar o CIRAC, pois está envolvida em muitas obras e não dispõe de recursos financeiros para apoiar as associações da freguesia. Afinal no que ficamos? Há dinheiro depois não há? Há pressões depois não há? O povo (CIRAC) ia sair à rua e depois não sai?
Enfim...isto é mesmo caso para dizer que ao nosso estimado Paulo Jakim a "cara, já não combina nada com a careta!"

CDU - 3 Requerimentos no âmbito do Conselho Municipal de Segurança

Enviado por e-mail:






Onde está a passadeira pá?! - Rua dos Eucaliptos

Quem costuma subir a Rua da Calçada de Riomaior, e atravessa a passagem de nível, ao entrar na Rua dos Eucaliptos, depara-se com uma sinalética vertical, que indica a aproximação de uma passagem para peões. Até aqui nada a registar, pois pretende-se com isto informar aos condutores que devem estar atentos aos peões. Contudo, para encontrar a passagem de peões é que a coisa começa a ficar complicada! Se seguirmos a rua desde a sinalética da passagem até esta surgir efectivamente, temos de andar até a escola da Póvoa, já é andar uns valentes metros de carro, imaginem para peão!!
O que aqui pretendemos alertar no Engenho, é para algo simples: uma situação destas roça no anedótico, podendo passar a ridículo se nada for feito! Alguém se esqueceu de fazer a passadeira, ou então colocou o sinal longe demais! Por acaso, ou não, junto à escola curiosamente, não existe sinal sequer de passadeira! Assim, e como o nosso querido Mino anda com a mão na massa, que é como quem diz "mão na obra", podia aproveitar a verificar esta situação, já que os Brandoenses, sobretudo os que andam a pé, agradecem!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A propósito do aumento de impostos...

Porque apesar de vivermos numa terra farta em obras (mas que não é farta em dinheiros!), nós cá por Paços de Brandão também nos sentimos como povo integrante deste belo país que é Portugal. Agora, o certo é que este pacote de medidas de austeridade é uma espécie de assalto à nossa carteira avalizado pelo Estado, em nome de uma crise da qual todos aqueles que trabalham, como a maioria de nós, não é responsável! Contudo, e como serei um dos muitos que a vai ajudar a pagar, não poderia de deixar partilhar com os leitores do Engenho, algumas considerações que me chegaram hoje via e-mail:

Sem mais comentários, cá vai:

Não divulgar é cumplicidade!

O que é pior é que, mesmo os que criticam estas e outras situações inaceitáveis, quando a elas acedem, já acham que está tudo bem...

É preciso que se saiba que:
"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,

mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos;

- mais 22,5% do que os franceses;

- mais 55 % do que os finlandeses;

- mais 56,5% do que os suecos"

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PCP - 7ª Assembleia Concelhia de Stª Mª da Feira

Enviado por e-mail:


No passado dia 8 de Maio o PCP realizou, com a participação de largas dezenas de militantes (mais de 40) a sua 7ª Assembleia de Organização Concelhia de Santa Maria da Feira,
Sob o lema “ mais força e intervenção do PCP, por um concelho melhor!” e com base no projecto de resolução que foi aprovado, depois de ligeiras alterações, por unanimidade, a Assembleia debateu longa e aprofundadamente a grave situação social e política.
Num momento de agudização da crise social e económica nacional, com a tomada de medidas por parte do Governo PS (com a negociação e apoio do PSD) que vêm agravar, ainda mais, a vida da maioria dos portugueses, o PCP analisou a situação social feirense e a necessidade de reforço da sua estrutura concelhia e da ligação às populações para melhor defesa dos seus interesses junto das instituições.
Num quadro em que Santa Maria da Feira conta hoje com 9 401 desempregados registados, 56,7% dos quais são mulheres, representando um aumento de 22,5% em relação a Março de 2009, este número, com o encerramento fraudulento da Rohde, que conta com a conivência do Governo e a acção condenável do sindicato que não defendeu a manutenção dos postos de trabalho, elevará o número real dos desempregados para cerca de 12 000.
Os problemas ambientais no concelho agravam-se e a situação social será ainda pior com a introdução de portagens nas SCUT, perante o recuo do executivo que já defende portagens em nome da “crise” se elas forem em todo o país, sem olhar às dificuldades que os feirenses hoje atravessam, e com as medidas previstas no PEC de corte no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, de aumento dos impostos.
A Assembleia contou com a participação de Carlos Gonçalves, membro da Comissão Política do PCP que analisou a situação nacional, sublinhando o reforço da concelhia de Santa Maria da Feira, eleita por unanimidade, que conta com 23 militantes, 11 dos quais integram a comissão concelhia pela primeira vez, traduzindo o rejuvenescimento e o trabalho intenso da organização.
Com 6 novos inscritos desde a última Assembleia de Organização, também a JCP reforçou a sua acção e intervenção junto da juventude feirense, tendo o seu Congresso marcado para 22 e 23 de Maio, em Lisboa.
Também a situação das mulheres feirenses foi analisada, apelando-se à participação de todas no 8º Congresso do Movimento Democrático de Mulheres, a realizar-se a 15 e 16 de Maio, também em Lisboa.
Apesar das medidas gravosas do Governo PS, agora respaldado pelo PSD em toda esta ofensiva, a contestação social tem sido grande – no buzinão contra as portagens, na participação massiva no 25 de Abril e no 1º de Maio, na luta dos corticeiros, entre tantas outras lutas – sendo este o momento crucial para apelar a todos e a todas que participem, no próximo dia 29 de Maio, em Lisboa, na manifestação nacional convocada pela CGTP-IN, contra o PEC e as políticas de direita.
A nova comissão concelhia sai reforçada, confiante na luta e no trabalho contra as medidas que têm sido tomadas contra os trabalhadores feirenses, contra os desempregados, os reformados, as pessoas com deficiência, os jovens, as mulheres e reafirma o seu compromisso com a população de ser sempre a voz dos seus interesses e aspirações.
No encerramento da 7ª Assembleia Concelhia foi servido um porto de honra.
Stª Mª da Feira, 12 de Maio de 2010

Comissão Concelhia de Stª Mª da Feira do PCP

Considerações sobre a história local - Paços de Brandão (I)

Introdução:

Quando se pretende escrever ou simplesmente falar sobre a história de uma certa localidade, recorre-se, em primeiro lugar, a qualquer espécie de monografia que exista sobre esse localidade, tendo em atenção as regras que existem para tais factos e que são comuns, tanto para a história local, regional ou nacional.
Se os factos históricos que pretendemos narrar são anteriores ou se reportam à Idade Média, as dificuldades em encontrar documentos, que sirvam de suporte àquilo que vamos escrever, são enormes e por vezes de diversas e complicadas interpretações.
No que se refere às origens de Paços de Brandão, é evidente a falta de suporte documental, para muita coisa que se afirma, principalmente na única monografia que existe desta localidade, os “900 Anos de Paços de Brandão”, do Sr. Pde.Correia.
Por tal facto, tenho procurado recolher informações sobre documentos, livros, etc., que me levem a ter uma percepção mais histórica das origens de Paços de Brandão, sem preconceitos políticos ou religiosos. É este o trabalho que vou tornar público, procurando a compreensão de todos os brandoenses, aceitando as suas críticas construtivas bem como a colaboração e elucidação que me queiram prestar.
A parte que surge com mais probabilidade de ter dado origem à toponímia de PAÇOS DE BRANDÃO, surge-nos em fidalgos oriundos das Terras da Maia, pelo menos é aquela que surge com melhores suportes de documentos da Idade Média.
Em 1096, Afonso VI de Leão e Castela, constitui o Condado Portucalense, incorporando nele as terras a Sul do Minho, Condado de Portugale, e do extinto Condado de Coimbra, entregando o seu governo a seu genro o Conde D. Henrique , que tinha casado com a sua filha D. Teresa.
Se é certo que com o Conde D. Henrique vieram muitos fidalgos, guerreiros, ou simplesmente aventureiros, que o ajudaram na luta contra os mouros, não é menos certo que as Terras de Santa Maria, nas quais se inclui Paços de Brandão, já há muito tinham sido objecto de algumas presúrias, trocas, vendas, doações, testamentos, etc., entre pessoas que as possuíam e os Mosteiros, que por cá existiam, S. Salvador de Grijó, Pedroso, Arouca, etc. e de que muitos dos que originaram tais actos eram oriundos da Maia, Leça do Balio, que foi sede da Ordem do Hospital – Malta, e a quem metade dos bens da nossa igreja pertenciam (a outra era de S. Salvador de Grijó).
Verificamos que em datas muito anteriores a 1095, já esta parte das Terras de Santa Maria tinha possuidores que usavam nos seus nomes denominações como: BRANDON, BRANDILA (ANO DE 967); BLÂDO, BLÂTO (ANO DE 982); e que esta «vila» já em 1025 é chamada de «Palaciolo» e de que, em 1136, encontramos como patrono da «villa Palácios», Diogo Trutesendes (BLANDON), descendente dos referidos senhores da Maia.
É claro que FERNÃO BRANDOM, existiu no século XI, era filho de Trutesendo Venandiz (que aparece referenciado em documentos de Grijó, Malta, Livro Preto, Sta. Cruz de Coimbra, em 1075, 1080, 1084, 1092, 1099), não se sabe o nome da mãe, mas sabe-se que confirma documento do Mosteiro de Lorvão, no ano de 1131. Contudo, a sua origem é bem «portucalense», é «maiato», o que em nada tira o brilho, a fidalguia e a antiguidade à Terra de Paços de Brandão. Parece-me que o valor dos pergaminhos dos fidalgos, que foram proprietários desta terra de Paços, foram de valor muito elevado, não só quanto à sua antiguidade, mas também quanto à histórica família dos «BRANDÕES». Eles foram Patronos, Contadores e Poetas.
Se ao que ficou atrás escrito se juntar uma leitura, mais atenta, sobre HERÁLDICA, verifica-se que em 1095 seria uma data pouco previsível para que existisse o que em “900 Anos de Paços de Brandão” vem descrito na página 52: «…em 1095, aqui entrou para levantar o seu Palácio e iluminá-lo com os 5 Brandões da sua estirpe nobre.»
Quem quiser consultar o livro “Introdução ao Estudo da Heráldica”, do Marquês de Abrantes, fica a saber que a Heráldica Europeia tem a sua origem no decurso do século XII, e que só em meados dos séculos XII – XIII aparece no nosso País, referindo-se apenas a um número bastante reduzido de grandes linhagens (de Sousas, da Maia, de Bragança, de Baião e de Riba-Douro os Gascos).
Por outro lado, temos que das CARTAS DE ARMAS ou CARTAS DE BRASÃO, só se tem conhecimento de dois diplomas referentes ao reinado de D. Duarte e de que a mais antiga Carta de Armas, que chegou até aos nossos dias, é datada de 1492 pelo Rei D. João II. Fica-se com a dúvida se o que vem escrito em algumas passagens dos “900 Anos de Paços de Brandão” tem ou não rigor histórico, ou se apenas o que se encontra narrado, ou foi feito com o amor e carinho, de alguém que muito gosta da sua terra e ter considerado «lendas» como que de factos históricos se tratassem. É pena que tal tivesse acontecido, pois encontramos, naquela monografia, muito trabalho em pesquisas de documentos e a menção a muitos acontecimentos, que poderão ser muito úteis a quem se interessar pela história local de Paços de Brandão.

(continua)

PAÇOS PREMIUM

Atento como sempre sobre o que se passa em Paços de Brandão, e por sugestão de alguém que frequenta a Academia de Música da nossa terra, o Engenho traz ao vosso conhecimento:

Paços de Brandão - Curso de Aperfeiçoamento de Clarinete com Prof. Nuno Silva e Concurso "Paços Premium" para Clarinete.





Fonte: http://bandadacovilha.blogspot.com/2010/05/pacos-de-brandao-curso-de.html

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alerta para os perigos do uso de herbicidas em Paços de Brandão

Uma notícia desta manhã de segunda-feira, dava conta de um alerta por parte da Quercus para os perigos que podem resultar para a saúde pública e para o ambiente, da aplicação descuidada de herbicidas dentro dos perímetros urbanos e em diversas estradas. Por se tratar de uma situação corrente em muitas autarquias, a que Paços de Brandão não é alheia, esta organização ambiental, alerta para o facto de inúmeras denúncias que lhes têm chegado, darem conta de envenenamento acidental de animais, de contaminação de linhas de água e de desrespeito pelas normas básicas de segurança na aplicação destes produtos químicos.
O Engenho teve conhecimento que, há alguns dias atrás, a nossa Junta procedeu a uma pulverização com herbicidas de algumas bermas de ruas na freguesia, nomeadamente na zona de Riomaior. Foi também do nosso conhecimento que acidentalmente foram afectadas plantas (batateiras e couves) em  algumas hortas, que estavam mais perto das zonas de pulverização. Não há, por agora, registo de outros problemas.
Porém, estas notícias  não deixam de ser preocupantes, a julgar pela forma displicente com que  o Executivo do nosso querido Mino lida com as  questões de Higiene e Segurança no Trabalho dos funcionários da Junta, as quais, aliás, ficaram bem  claras na última assembleia de freguesia! Pois, apesar de serem  usados herbicidas bio-degradáveis, segundo foi dito publicamente numa assembleia de Dezembro passado, não espanta que estes acidentes aconteçam e, possivelmente, os trabalhadores incumbidos desta missão pulverizadora não cumpram as regras básicas de segurança  e saúde exigíveis nestes trabalhos. Isto porque mesmo "amigos do ambiente", nestes herbicidas podem ser encontrados na sua composição alguns químicos que continuam a ser prejudiciais, como é exemplo deste:

Glifosato - Que é prejudicial para numerosos insectos benéficos, induz alterações na comunidade microbiológica do solo, podendo inibir a assimilação de fósforo pelas plantas e aumentar a vulnerabilidade da cultura a determinadas doenças. Nos humanos duplica o risco de aborto espontâneo, alterações neurológicas e de comportamento em crianças e suspeita-se que possa estar associado a alguns tipos de cancro.
Face a isto, e porque esta prática contraria os princípios de gestão ambiental sustentada, presente na  Agenda 21 Local, a qual se encontra em processo de implementação em diversas autarquias por todo o País, vimos  aqui no Engenho fazer eco a um apelo da Quercus,  que informa para a existência de alternativas aos herbicidas. São exemplo disso: meios mecânicos e queimadores a gás, os quais trazem vantagens ambientais significativas, como o seu uso em compostagem  e, além disso, não prejudica a saúde pública.
A autarquia deve dar o exemplo nestas questões da sustentabilidade ambiental, já que nem sempre isso acarreta custos elevados e o retorno supera muitas vezes os investimentos. Este executivo já teve a sua dose de erros em matéria ambiental e não pode continuar a ignorar estes problemas. Deve, por isso, ser exemplo e, como tal, promover  e desenvolver iniciativas, seja localmente seja em cooperação com o município, que levem  a  práticas sustentáveis de gestão ambiental, sob pena de serem os responsáveis morais no futuro  daquilo que irão herdar as gerações vindouras!
Face a isto, o futuro começa agora! Tenham uma actuação mais cuidada e sustentável! Não queiram ser recordados apenas como aqueles que um dia deitaram abaixo pinheiros saudáveis na Quinta do Engenho!

Uma promessa cumprida

Num passeio pelo arraial brilha aos nossos olhos a beleza do parque infantil. Um investimento na casa do 26.000 Euros, vale quanto custa porque a alegria das crianças não tem preço e também porque não é um investimento politicamente descuidado, pois ele faz parte de uma promessa pós-eleitoral cumprida. Naturalmente haveria lugar a discussão sobre prioridades, mas o que me trás cá com o parque é algo sem importância até acontecer aos outros porque se for aos nossos não vamos achar graça nenhuma.
A primeira observação vai para a placa identificativa, está incompleta. O que falta? Espero que algum leitor da Junta ligado a estas coisas dê conta disso e reponha o que lá falta, nos próximos 5 dias, caso contrário o Engenho à semelhança de outras situações voltará a dar uma ajudinha…

A segunda observação, e já vamos adiantando, trata-se do cavalinho, que já vem do parque anterior, e de um outro brinquedo novo. O que têm em comum? Uma mola de suporte que devia estar isolada com uma manga de borracha para evitar algo como a fotografia demonstra.

A terceira, relaciona-se com a falta de sinalética de entrada e saída bem observada por algumas crianças: “mamã onde é a entrada?..”
Porque queremos que o parque infantil continue a ser o brilho dos olhos das crianças, pelo menos daquelas que a ele vão tendo acesso, aguardamos uma intervenção rápida antes que seja tarde. Obrigado.

domingo, 9 de maio de 2010

Benfica é o novo campeão nacional 2009 - 2010

Foi tirado a ferros, mas sempre foi desta! Ao fim de 5 anos, o Sport Lisboa e Benfica sagra-se novo campeão nacional de futebol, época 2009 - 2010.


A todos os Brandoenses simpatizantes do clube da águia, o Engenho apresenta os seus parabéns!

Futebol em Paços de Brandão - RESPIGOS COM HISTÓRIA (VII)

Enviado por e-mail:

A FUNDAÇÃO DO CLUBE DESPORTIVO DE PAÇOS DE BRANDÃO: 10 MAIO 1960

Mas vamos ao início. Com o cessar das colectividades desportivas e porque ambos campos desportivos eram alugados, rapidamente foram utilizados de forma diferente, gorando-se de vez as ilusões da maioria dos atletas e outros candidatos, que pretendessem começar ou praticar futebol no clube da sua terra. Entretanto, a juventude local ávida de desporto começou a estrebuchar, exigindo da edilidade local dum campo que fosse pertença dum clube que seria único e representativo da localidade. Estava aberto o caminho para a formação duma única COLECTIVIDADE e não cruzou os braços até à sua concretização.
Entretanto, devido à inexistência dum recinto desportivo, os jovens treinavam no antigo Arraial ou Feira dos 7, organizando equipas para participação em torneios de futebol a nível de freguesias organizados pelos grupos da região: Lamas, Feirense, Espinho, onde eram evidentes as multidões que acompanhavam as nossas hostes. Esta acção da juventude não passou despercebida às chamadas forças vivas, pois nelas também faziam na vertente desportiva alguns dos membros da Junta. Por isso, ajudou pelo menos a não deixar cair a ideia da construção dum recinto desportivo.
Depois de varias tentativas falhadas, sempre apareceu alguém que tornou possível a concretização de tal objectivo e de certa forma eivou a criação do actual clube. Essa foi com a chegada do Padre José Rocha em 1957, cujo panorama iria mudar. Este era um adepto do futebol, era um bairrista empreendedor das coisas associativas, conseguiu unir as forças vivas da terra ansiosas pelo aparecimento do futebol, deitou mãos à obra e em dois anos foi a força aglutinadora da fundação do CDPB.
A ideia inicial foi sempre a da construção dum recinto desportivo que nunca deixasse de o ser e não a de fundar um clube, mas com a concretização do primeiro objectivo, o clube nasceu espontaneamente. Mas o caminho não foi tão pacifico como parece. Fizeram-se várias tentativas que iam falhando desconsoladamente, por vários motivos, uns por não concordarem com certos nomes na lista e outras por evidente protagonismo de certas pessoas, quase que fizeram morrer à nascença o desiderato sonho. Tais tentativas levaram a que várias Comissões se desinteressassem e muita confusão nasceu daí. Como tudo na vida, os entusiastas foram muitos. Mas em 1960, com o padre Rocha à cabeça, promoveu-se no velho Cinema várias reuniões e duma delas com o presidente da Junta, chegou-se finalmente ao consenso. Em ambiente de entusiasmo foi elaborada uma Comissão, assim constituída: Padre José Gomes da Rocha, Diamantino Sousa, Manuel Ferreira, Joaquim Marques Pinto, Fernando Sousa, Mário Coelho, Anésio Sousa, Fernando Gomes, Ramiro Rocha, entre outros, a que não tive a sua confirmação.
Com o passar do tempo o entusiasmo foi esfriando devido aos contrários pontos de vista entre elementos, levando à desistência de alguns, cujas feridas passados 50 anos ainda são visíveis, chegando ao ponto de alguns terem virado as costas ao clube local e outros continuam a não falarem entre si. Foram estes sentimentos bairristas, muitas destas coisas incompreendidas, que possibilitaram o nascimento deste clube que fará este ano (2010) 50 anos de vida, mas que já praticava futebol desde os anos 10 do século passado, por isso quase centenário se fosse respeitado o aparecimento do primeiro clube, União Desportiva Brandoense em 1917.
Mas a vontade das pessoas inclinou-se para a fundação dum novo clube, o que se apraz aplaudir. Este é o que ficou - CDPB e há que respeitar o verdadeiro, o nosso clube, a Briosa Verde e Branca, desta terra secular de nome "Paços de Brandão ."

Fig: fotos da comissão e direcção da fundação do CDPB

A dita Comissão reduzida a 6 elementos, os que na realidade fundaram este clube: Norberto Sousa, Fernando Sousa, (Joaquim Carvalho Jr) Joaquim Dias Carvalho, Diamantino Sousa, Anésio Sousa e Joaquim Pinto. Os fundadores do clube, que eram simultaneamente comissão de obras, dedicaram-se de corpo e coração à obra que se propuseram realizar. Entre este grupo há que lembrar duas pessoas que também fizeram parte desta plêiade, mas que por motivos a eles dizentes, foram esquecidos mas importantes: Manuel Chapa (que se afastou e nunca foi director ou sócio) e o Padre Rocha (que sairia da localidade em 1961 e nunca mais foi lembrado). Assim, construíram o campo, criaram a sede com sala de café, escolheram as cores do clube (verde e branco como os antigos) e o emblema obra do artista amador Dr. Ramiro Relvas.
Entretanto, também criados os Estatutos do Clube, embora poucos em prática, não estavam aprovados oficialmente. Só muitos anos depois, em 1969, os novos e actuais estatutos foram oficializados. Mas seria deselegante da minha parte não lembrar duas pessoas que foram essenciais nisto tudo: refiro-me a Joaquim Narciso e á sua esposa, que daria o nome ao estádio: Dona Zulmira de Sá e Silva. Estes desconhecidos da maioria dos simpatizantes e praticantes jovens, foram os que possibilitaram o estado das coisas acontecerem.

FIG: Dona Zulmira de Sá e Silva (nome do estádio) e Joaquim Narciso (beneméritos).

Depois de o sonho ter finalmente acontecido, começaram a aparecer praticantes e a formação de equipas; novos e velhos jogadores realizaram a prática do futebol e o CDPB uma REALIDADE.
O desejo dos brandoenses em 1960 foi entrar a competir mas devido ao facto de não ter ainda infra-estruturas (balneários, vedação, etc.), ficou decidido que o clube iria competir na época 1961–1962, no campeonato da Promoção. Enquanto não competiam oficialmente, os jovens jogaram contra as outras da região e duma dessas partidas constatou-se que já haviam atletas para competir e dentro desses haviam elementos com valor que, apesar de convidados a jogar oficialmente, recusaram esses convites, alegando que só jogariam pelo clube local. Era simplesmente um inusitado amor à camisola pouco visto nos tempos que correm.
Esta foto seria na verdade a primeira equipa de Paços de Brandão que seria a causadora da fundação do nosso grandioso clube: Clube Desportivo de Paços de Brandão: 1960, no Estádio Dona Zulmira, a primeira equipa do CDPB:




DE PÉ: Sr. Ribeiro, Guerra, Ângelo, Lopes, Rios, Sá Reis, Aires, Mário Belinha e Carlos Honório. AGACHADOS: Preguiça, Aurélio, Barroca, Rodrigues e Rodrigo.


Bardo da Lira

Uma questão de "guias"

É sabido que os comentadores de “maior peso” (e que mais se insurgem) neste espaço já aqui deram provas das suas enormes faculdades e competências no tocante às questões do rigor de sintaxe, significado e correcção da língua portuguesa.
Imbuído desse mesmo espírito (ou não fossemos nós tão “cuscos”), o Observatório do Engenho lá partiu para essa que é a enciclopédia livre universal dos dias de hoje (wikipédia) à procura do significado da palavra-chave que nos é sugerida pela imagem aqui partilhada: “guias”.
E, como não poderia deixar de ser, os nossos dois únicos neurónicos entraram desde logo em conflito. É que falar em “guias” por terras brandoenses tem muito que se lhe diga e relacioná-las com o significado que vem nos “livros” ainda mais. Ou seja: matéria mais que válida para estudo científico!
Assim, após longo período de pesquisa e meditação sobre o assunto (eis a razão para que, desde 17-04-2010, o Observatório não tenha dado ares da sua graça: puro retiro reflectivo!) apraz-nos aqui deixar registada a grande tese a que chegamos e que passamos a descrever:

O termo “guia” pode ser encarado enquanto individuo que nos orienta, mostrando o caminho; pode igualmente ser considerado como manual que nos dá instruções ou até mesmo dispositivo (régua, linha, esquadro,…) que serve para orientar/regular o movimento de uma ferramenta, máquina ou mão.
Posto isto, alcançamos o óbvio da “grande obra” a que temos vindo a assistir, desde há largas semanas, na Urbanização do Cerrado que, somente por coincidência, corresponde à área circundante do nosso “Palácio de Belém”, a mais prioritária das zonas de intervenção (segundo o manual de instruções, que guia os desígnios brandoenses!).
Só por isso se compreende, justifica e aceita todo o manancial de maquinaria e de recursos humanos que por lá andam à conta com as guias. É que nem mesmo a força dos temporais os demoveram desse local e/ou sobrepuseram às ordens (pretensões) do “guia” do Palatiolo. É tudo uma questão de se seguir à risca as “guias”.
As obras (de primeiríssima necessidade) prevê-se que sejam de tal grandeza e que se traduzam de tal forma numa melhoria considerável nos níveis e qualidade de vida de todos os brandoenses (não serão admitidas sequer excepções!) que, não tarda nada, “guiarão” as mãos dos eleitores à quadrícula mais “direitinha” do boletim de voto, dispensando-se até mesmo a régua e o esquadro, de tão bem instruídos que foram para esse acto!

sábado, 8 de maio de 2010

Futebol em Paços de Brandão - RESPIGOS COM HISTÓRIA (VI)

Enviado por e-mail:

UM CLUBE REGIONAL CHAMADO DE CLUBE DESPORTIVO DE PAÇOS DE BRANDÃO (6)
Sociedade União Desportiva (SUD)
Os anos de ouro da SUD de 1938 a 1940

A época de 1938–39 foi bastante benéfica para a SUD, onde terminou a 1ª fase em 2º lugar atrás do Espinho. A primeira divisão de honra era composta pela: Ovarense, Espinho, Oliveirense, Beira Mar, Sanjoanense e SUD; no fim da primeira volta a classificação era a seguinte:
1º- SUD, 4V, 1E e 1 D, 15 Pontos,
2º- Espinho e Ovarense, 3V, 1E e 1D, 13 pontos,
3º- Oliveirense, 3V e 3 D, 13 Pontos,
4º- Beira-mar, 2 V e 4D, 10 Pontos e
5º- e em último, Sanjoanense, 1V, 1E e 4D, 9 Pontos.
A SUD era líder incontestável ao fim da 1ª volta, com uma linha avançada muito forte, que apesar de ter uma linha defensiva inconstante, possuía uma linha média e avançada temíveis, onde possuía extremos muito rápidos (Tarene e Arlindo) e um avançado muito concretizador (Pereira). A primeira volta foi muito boa para o SUD, mas claudicou na 2ª volta terminando empatada com o Espinho, ficando em segundo por melhor goal-score da equipe dos Tigres e por conseguinte apurou-se pela primeira vez para a poule da 2ª divisão. Os resultados da SUD foram os seguintes: Espinho (1-1, 1-1), Ovarense (3-1, 3-3), Oliveirense (3-1, 3-0), Sanjoanense (2-1 , 3-2) e Beira-mar (1-3 e 1-1), com a classificação: 5V, 4E e 1D, 24 Pontos.
A SUD ficou incluída na II Divisão – Série Douro Litoral, onde estavam equipas da região do Porto e por conseguinte muito fortes ficando, desde logo, muito condicionada a possibilidade da nossa equipa subir de divisão; mas mesmo assim, apesar do último lugar, a equipa brandoense conseguiu 2 vitórias, 5-3 ao Leça, 2-1 ao Espinho e 1 empate 1-1 com o Espinho, sofrendo 7 derrotas: 5-3 e 5-1 com o Boavista, Salgueiros 7-1 e 5-0, Leixões, 4-0 e 5-0 e Leça 3-1. Apesar de alguns resultados desnivelados, a equipa brandoense realizou um campeonato interessante, pois esta era muito amadora. Os jogadores jogavam por amor à camisola e contra a força não havia resistência; a equipa tipo dessa altura era: Lino Carvalho, Veluda, António Malícia, Lino Relvas, Nelinho Malícia, Valada, António Oliveira, António da Fabiana, Pereira, Loureiro, Arlindo, Tarene, Rebola, Pais, Guedes.
Os jogos disputados no campo da Estação entre o Boavista, Leixões e Salgueiros, arrastaram multidões a visionar os jogos, onde o transporte do caminho de ferro não está alheio, pois era fácil vir do Porto via Espinho. O jogo disputado entre o SUD e o Boavista foi o melhor de sempre realizado na localidade, que nem mesmo o desfecho de 3-5 a favor da equipa nortenha, esmoreceu as gentes locais, pois o resultado só aconteceu devido à lesão do valoroso Lino Carvalho, quando o resultado era de 3-1 a favor dos locais.
A época de 1939–40, foi a mais brilhante do clube brandoense, tendo terminado o campeonato de honra de novo em 2º lugar atrás do Espinho, só não foi campeão porque foi espoliado pelas arbitragens, especialmente no jogo disputado em Espinho, onde foi inventado um penalty e expulsos 3 jogadores locais. O Campeonato de honra teve como equipas participantes: União de Lamas, Lourosa, Beira Mar, Sanjoanense, Ovarense, Espinho, Estrelas de Ovar e a SUD. Nesta época, foi o começo de jogos entre Paços e Lamas, começando desde então uma rivalidade entre as freguesias vizinhas, arrastando multidões e jogos intensos. Para melhor compreender o que digo, o clube local não ficou em 1º porque perdeu o jogo do titulo com Lamas na Estação, permitindo ao Espinho ser Campeão.
O Campeonato foi muito renhido, chegando a estarem 3 equipas empatadas a 3 jornadas do fim sendo, por isso, polémicas as mesmas, com arbitragens caseiras, roubos de igreja e muita confusão, envolvendo: SUD, Ovarense e Lourosa, obrigando inclusive a um terceiro jogo entre a SUD e a Ovarense, com a vitória a sorrir aos locais por 4-1. Não possuo a totalidade dos resultados, mas entre os que conheço: Lamas e o SUD 1-4, 3-1, SUD - Lourosa 4-3, 4-4, SUD – Espinho 1-2, 2-1, SUD – Beira-Mar 1-3, 2-1, SUD – Estrelas 6-3, 1-1, SUD – Ovarense 4-3, 1-4. Foi necessário um playoff entre SUD – Ovarense, sorrindo a vitória aos locais por 4-1, com 3 golos de Tarene. Durante o jogo entre o Ovarense e o SUD deu-se um caso que marcou este clube, pois conduziu ao abandono da prática do futebol do central Joaquim Loureiro que, segundo as suas palavras, “terminei para o futebol na ida a Ovar onde a escandalosa arbitragem dum tal Hilário que nos prejudicou em favor do Espinho, que disputava connosco o primeiro lugar, marcando um penalty inexistente, perdi a cabeça agredindo-o, abandonei o campo e o futebol para sempre. Soube que a baliza foi ocupada pelo Alfredo do Lino, que seria anos depois defesa do F. C. Porto, mas tinha jeito para qualquer posição. Pensei ser irradiado mas só levei dois anos mas o futebol acabara para mim. Nessa mesma época o grande Lino Carvalho acabou para o futebol. “
Por isso, de novo a SUD ficou apurada para a II Divisão – série Douro Litoral 1939–1940, competindo de novo com as equipas do Porto, onde se encontravam: Boavista, Leça e Salgueiros, e o campeão de Aveiro, Espinho. Ficou de novo evidente a fragilidade da nossa equipa em compita com as fortes equipas da série, mas conseguiu um resultado surpreendente quando venceu e Leça por 5-3, retirando a este último a possibilidade de subida; a equipa da SUD terminou em último lugar com apenas 2 pontos, com 1V, OE e 7 D, e o score de 13-35 golos: Boavista 2-6, 3 -5, Espinho 0-3, 2-3 , Leça 5-3, 0-3 e Salgueiros 1-6, 2-4 .
Pegando num artigo do grande Tarene, o mesmo recalcava: “bom, as nossas tácticas de jogo eram diferentes das de hoje. Eram tácticas para fazerem golos. O sistema de marcação era outro: guarda redes, 3 defesas, 2 médios e 5 avançados. Ora havia 5 avançados contra 3 defesas, o que facilitava a penetração. Mas tinha que ser um jogo cruzado e largo para que os avançados pudessem marcar. Hoje as tácticas são mais defensivas, por isso os avançados dão menos nas vistas. No meu tempo eram jogos de contra ataque, jogo ao primeiro toque, corrido, sem mastigar. Por outro lado, éramos todos valentes, bastando recordar os seus nomes: Alfredo Lino, Lino Relvas, Preguiça, António da Fabiana, Lino Carvalho, Alberto Oliveira, Arlindo, Avelino Sapateiro, Veluda, António da Laura, Zé Cocas, Ângelo da Guedes, Titi, Zeca da Elvira, Toneca das Fogaças, Jorge das Mobílias, Joaquim Loureiro e Américo, António e o Nelinho Malícia, Rei do Café Vouga, Olímpio, Zeca Ferreira, Rogério, Torto, entre outros, foram indivíduos fortes, possantes. Tínhamos uma defesa onde não passava ninguém e uns avançados de meter medo a qualquer defesa. As pessoas admiravam-se de eu ser tão pequeno e ter tanta força… O Jorge das Mobílias chegou a treinar para guarda redes, mas quando lhe aparecia pela frente fugia. Os jornais da altura teciam muitos elogios ao extremo esquerdo, afirmando que parecia impossível como arrancava com a bola para fazer golo, sem dar tempo de o adversário se aproximar.“

A melhor equipa de sempre da SUD em 1939 - DE PÉ: Arlindo, Zé Cocas, Loureiro, Alfredo Guedes, Avelino Ribeiro e Lino Carvalho. AGACHADOS: Rui Técnico, Ângelo Guedes, Lino Relvas, Tarene e TITI. Desta equipa fazia parte também: Alberto Oliveira e Pereira.

Bardo da Lira

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Compostagem doméstica avança na Feira, e para Paços de Brandão?

Finalmente uma boa notícia ambiental no nosso concelho!

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira vai avançar com um projecto-piloto de compostagem doméstica, que tem como principal objectivo reduzir a produção de resíduos orgânicos. Numa primeira fase, este projecto abrange cinco freguesias, mas o objectivo é alargá-lo a todo o Concelho.
Este projecto resulta de uma parceria entre as autarquias de Santa Maria da Feira e Vila Nova de Gaia, Suldouro e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Nesta primeira fase, podem candidatar-se a este projecto e receber gratuitamente um compostor, os munícipes que tenham casa com jardim ou horta e tenham residência permanente nas freguesias de Santa Maria da Feira, Fiães, Lourosa, Sanguedo e Vila Maior.
Sendo os lixos uma questão que incomoda os Brandoenses e onde as práticas das pessoas são muito pouco recomendáveis nesta matéria, interessa mesmo muito saber, aqui em Paços de Brandão: isto é para quando? Talvez numa próxima Assembleia de Freguesia, algum elemento da Junta que não precisa de telefonar ao presidente faça esta pergunta, para ser anunciada com pompa e circunstância!
Já agora fica uma proposta do Engenho, e certamente subscrita por muitos Brandoenses, e que até pode ser muito interessante:
No cemitério e/ou também junto da Quinta do Engenho Novo, porque não adoptar um sistema destes em escala maior? Aproveitava-se o composto resultante para uso nos jardins da freguesia, podendo ainda ser vendido a hortos e jardineiros e, com isso, obter uma fonte de receita sem custos quase nenhuns!
Além disso, começar-se-ía a criar novos hábitos e boas práticas ambientais nas pessoas, onde a Junta seria porta estandarte tendo, por isso, um papel importante ao dar o exemplo!
Fica o repto... aguardamos para ver o que vai acontecer.

Compostagem
A compostagem é um processo biológico através do qual os microrganismos transformam a matéria orgânica (restos de comida e de jardim ou horta) num material semelhante ao solo, chamado composto, que poderá ser utilizado posteriormente como um adubo natural.

“Turno da Noite” no Museu do Papel em Paços de Brandão

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Assembleia Municipal de 30 de Abril de 2010

Numa sessão onde pouco ou nada foi falado sobre a nossa terra, já que questões prometidas sobre a nossa Quinta do Engenho Novo foram remetidas para o esquecimento, o interesse não foi por isso além do período antes da ordem do dia!
Apesar de surpreender, mas ao mesmo tempo de louvar, o público fez-se notar em número elevado, onde a presença de muita juventude bem como gente oriunda directamente da Assembleia de República revelam um interesse crescente da opinião pública pelos assuntos da sua terra.
A qualidade dos intervenientes e das intervenções baixaram significativamente em relação ao anterior elenco, excepção feita talvez aos elementos da CDU que tendem a melhorar sempre cada vez mais a sua equipa, desta vez com Pedro Almeida. Dos outros, destacamos sobretudo António Cardoso do PS cujo discurso assenta em questões de interesse pessoal (melhor dizendo: "bairristas") relevando para segundo plano aquilo que importa aos munícipes. A continuar assim ainda são ultrapassados pela esquerda pelo CDS-PP, cujo elemento Rui Tavares, através de um discurso azedo, produz um feroz ataque às hostes PSD.
Da parte do BE continuamos sem vislumbrar António Silva, que é o elemento eleito, continuamos por isso a ter de levar com Nuno Serrano, o qual continua a ter um discurso aborrecido, pouco fluido e confuso na forma como expõe as suas ideias, pese embora até possam ser válidas! Apesar de tudo desta vez parece que se conseguiu dizer tudo no tempo que lhe era reservado.
Fazendo a média, com uma oposição tão fraca, não é de estranhar que o PSD consiga efectivamente reinar tranquilamente e José Leão, qual rei da bancada, não dê hipótese aos adversários! É que até dá gosto ouvir o homem, mesmo que nada talho tenha! Ah Leão... é assim mesmo: mostra quem manda cá na savana política!

Da Assembleia propriamente dita, destacamos o facto de Alfredo Henriques não ter estado presente. Segundo informação recolhida, a ausência ficou-se a dever a problemas de saúde. Emídio Sousa, que representou o executivo, revelou bastante tranquilidade e conhecimento na forma como respondeu às várias questões que lhe foram colocadas, tendo mesmo sido capaz de com uma elevação de discurso invulgar, dar repto a uma questão levantada pelo deputado PS, Marco Jesus, relativamente a Fiães que passamos a citar:
"Vou sair deste reunião ainda mais confuso, porque não levo resposta alguma. O vereador sabe que há mecanismos, há regras, para bem da transparência e do rigor. Por vezes, parece-me que a Câmara decide as coisas, faz e desfaz entre um grupo de amigos, numa esplanada de Esmoriz."
Ao que o vereador retorquiu:
"Gosto muito da beira-mar, mas nenhuma decisão é tomada na esplanada de Esmoriz. Se quer respeito tem que o manter. Fui claro na resposta, se não ficou esclarecido, terá que arranjar formas de se cultivar melhor. É falta de educação dizer-se que a Câmara decide na esplanada de Esmoriz."
Confessamos que gostamos da resposta dada pelo nosso Vereador Emídio (e mais que provável sucessor de Alfredo Henriques). Porém todos sabemos que muitas decisões são tomadas um pouco à rebeldia dos órgãos deliberantes, democraticamente eleitos, onde apenas vão para formalizar decisões há muito tomadas, retirando por isso a discussão e troca de ideias que devem estar implícitas numa democracia saudável.
Um outro assunto que merece destaque da parte do Engenho, foi a questão levantada sobre as portagens das SCUT, onde num estilo digno de Abril, Emídio Sousa defende que “devemos desobedecer colectivamente e não pagar nada”, sendo um claro sinal que a luta afinal não terminou! E onde se argumenta, novamente que só a norte é que querem colocar portagens. Contudo, manteve o discurso que "a ter de pagar que seja para todos".
Sobre esta matéria, o BE apresentou uma moção contra a pretensão do governo, a qual seria aprovada apenas com uma abstenção. Em relação a isto, a CDU criticou o executivo, afirmando “a resoluta indiferença” de Alfredo Henriques, que “já foi contra as portagens” em todas as SCUT e não na A-29 ou A-28 em particular. Emídio Sousa garantiu que a posição da Câmara se mantém “há muitos anos”, dizendo que “Só aceitaremos, se todo o País pagar. Não aceitamos uma política discriminatória da Região Norte.” A moção do BE contra a introdução de portagens nas SCUT, manifestava total solidariedade com os outros municípios servidos pela A-29, A-17 e A-25 e argumentava a ausência de estradas alternativas.
Todos os partidos aderiram ao espírito da moção, até mesmo José Leão (PSD), embora defendendo a política do “utilizador-pagador”, considera “inaceitável que a região Norte, a mais desfavorecida do País, seja a que vai pagar portagens, quando a região com maior rendimento não paga” reforçando por isso a visão do executivo PSD sobre isto. A única excepção foi mesmo Cardoso da Costa que se absteve, alegando que a forma como a moção estava redigida não correspondia exactamente ao seu pensamento, enfatizando o argumento de que não pode ser portajada uma via que, num trajecto, veio substituir a EN-109, na nossa opinião, ele contradiz-se, até porque se mora em Coimbra não lhe faz grande diferença!
Para a história desta Assembleia ficaram mais umas quantas moções, sendo que se destacam as saudações do BE e CDU ao Dia do Trabalhador, 1º de Maio, que viriam a ser aprovadas, pese embora fossem na sua essência repetidas, e com sinceridade, desnecessárias! Pois tais moções assentam no senso comum, e uma recomendação bastaria... mas pronto. O presidente da mesa lá teve de gramar com essa pastilha e  ainda por cima, ouvir queixas quanto ao exíguo "tempo de antena" que lhes era dado! Pareciam mesmo putos a fazer queixinhas: haja pachorra...
Depois do período antes da ordem do dia, decidimos fazer uma pausa e verificamos que as conversas no exterior podem ser bem mais interessantes que no interior onde decorriam os trabalhos e, como tal, por entre trocas de ideias e conversas informais com alguns dos intervenientes (note-se que muitos deles de verdadeiro "peso": o Engenho já não brinca em serviço!), lá fomos conhecendo melhor o que pensam os nossos autarcas.
Em resumo: da próxima vez mais vale fazer sala na parte exterior!

PCP - Comunicação sobre a liquidação da Rohde

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A VERDADE É QUE OS TRABALHADORES, EMPURRADOS
PARA UM “BECO SEM SAÍDA”, VOTARAM CONTRA
O PLANO DE LIQUIDAÇÃO DA ROHDE!


1. O progressivo desmantelamento e asfixia da ROHDE ao longo dos anos, resultou duma gestão de rapina permanente, em que os lucros foram expatriados em massa, a produção deslocalizada em busca das mais altas taxas de exploração, os apoios e fundos do Estado e comunitários “engolidos” sem os indispensáveis investimentos, e os lay-offs, os despedimentos, os baixos salários e o desrespeito pela lei e pelos direitos dos trabalhadores assumidos como instrumentos de gestão corrente.

2. Esta pilhagem sem peias está intrinsecamente ligada à política de direita de sucessivos governos do PS, PSD e CDS, agravada pelo actual executivo, e que conduziu o país ao actual quadro de privilégio ao capital financeiro e de brutal concentração da riqueza, à custa da destruição do tecido produtivo, da recessão económica, do retrocesso social e do declínio nacional.

3. Nestes últimos meses o processo de liquidação da empresa assumiu contornos maquiavélicos, visando garantir os lucros do grupo alemão mesmo nesta fase de morte da ROHDE, o objectivo da gestão foi não pagar as dívidas, nem cumprir as obrigações legais para com os trabalhadores, (parcialmente transferidas para a Segurança Social) e rentabilizar ao máximo em seu proveito o respectivo património.

4. Neste quadro, o Governo, a gestão da ROHDE, a administração da insolvência e o executivo municipal, agindo de facto em conluio, tudo fizeram para protelar a decisão em “Assembleia de credores” até ao momento da exaustão dos trabalhadores, esmagados por meses de destabilização, sem meios para continuar a resistir, “vencidos pela fome”, divididos e desorientados por manobras e mistificações, “propostas de viabilização” perversas e inaceitáveis e pelo evidente demissionismo e colaboracionismo sindical (até hoje sem explicação).

5. Os trabalhadores da RODHE sempre estiveram contra a liquidação da empresa e, sem outro apoio para além da intervenção do PCP e dos seus deputados, na Assembleia Municipal, na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, sempre repudiaram os diversos planos da Administração de Insolvência. Por isso votaram em massa contra esses planos que pretendiam, por absurdo, que fossem os próprios trabalhadores a decidir a liquidação da empresa, o fim dos postos de trabalho e o não pagamento de parte dos seus direitos.

6. Sabendo que os trabalhadores votariam contra o plano da Administração, foi então gizado um maquiavélico “beco sem saída” - o voto contra o plano de liquidação da empresa teria como resultado a mesma liquidação da empresa (sem plano), ou seja, o voto dos trabalhadores na Assembleia de dia 4 não serviu para nada, estava tudo decidido, conforme os ditames do capital, sem que o Governo mexesse uma palha para defender o interesse nacional e com a colaboração do Sindicato.

7. Mas a tramóia era completa, no final da Assembleia, a administração da empresa e o Sindicato de calçado apoiaram o mesmo candidato a representante dos trabalhadores na Comissão de Credores, que vai gerir daqui para a frente a liquidação da empresa e do seu património, no caso apoiaram um tal sr. Gishler, um alemão que foi director da empresa (que falta de vergonha!). Mas os trabalhadores, enfrentando a pressão do sindicato, derrotaram a manobra e deram a maioria a um outro candidato, de facto trabalhador e independente.

8. Foi então que o resultado da votação efectuada foi brutalmente manipulado, numa inaceitável chapelada eleitoral, sem qualquer cobertura legal. A votação individual por voto secreto viu as normas alteradas e transformou-se numa votação em que os votos valeriam conforme o montante da dívida, coisa que ninguém controlou ou verificou. A vitória foi atribuída sem qualquer legitimidade ao alemão que tinha perdido a votação real. Estes factos assumem contornos de ilegalidade, que deveria ser objecto de investigação judicial, e que merecem o veemente repúdio do PCP.

9. Tudo isto é mau demais para ser verdade. A JUNTAR AO VERDADEIRO CRIME SOCIAL E ECONÓMICO QUE O FECHO DA ROHDE REPRESENTA PARA OS SEUS TRABALHADORES, PARA O CONCELHO FEIRENSE E A ECONOMIA NACIONAL, A FORMA COMO SE PROCESSOU ESSE ENCERRAMENTO COMPROVA A OPACIDADE E PERVERSIDADE DE TODO ESTE PROCESSO.

10. A Comissão Concelhia da Feira do PCP saúda a resistência e a luta dos trabalhadores da ROHDE e manifesta a total disponibilidade do PCP para intervir e lutar em defesa dos seus interesses e direitos, nomeadamente para o esclarecimento de todos os factos opacos ligados à liquidação da empresa.

6 de Maio de 2010.
Comissão Concelhia de Sta Mª da Feira do PCP

Recrutamento de Apoiantes (M/F) ao Papa Bento XVI no Porto

A visita do Papa a Portugal, e ao Porto em particular, começa a gerar polémica antes mesmo de começar! Longe dos tempos áureos de multidões a acorrer fielmente a todos estes eventos, mesmo com uma intensa campanha de marketing, a Igreja não consegue inverter este afundamento progressivo a que a crise de fé a levou.
Números recentes apontam para que mais de 80% dos Portugueses que se dizem católicos, afirmam-se não praticantes! Se por terras Brandoenses isso parecia não ter qualquer impacto, alguns acontecimentos recentes, que vão sendo veiculados nas Eucaristias dominicais, vão deixando a descoberto uma verdade preocupante para a paróquia. Isto é, cada vez vão menos pessoas à Igreja, e sem crentes não há receitas, e sem receitas não se podem fazer aquelas tantas coisas que nos fomos habituando a ver relacionadas com a Igreja. Em suma a crise financeira chegou ao largo da igreja!
Tudo isto veio a propósito de uma notícia curiosa que pode ser lida aqui e que dá conta do recrutamento de "Apoiantes ao Papa". Apesar de desmentido, como podem ler no anúncio para o Porto e também aqui para Lisboa, são mesmo verdade e, como tal, talvez possa ser usada por muitos fiéis para tentarem ajudar a paróquia!
Por isso, num gesto solidário de "passar a palavra" o Engenho traz ao conhecimento dos seus prezados leitores (crentes, ateus e outros) que caso tenham entre 18 e 50 anos (com mais de 50 anos já não se trabalha???) e que queiram ganhar uma t-shirt a dizer "I love the pope" (se não disser isso deve ser algo semelhante) e ainda pretendam habilitar-se a receber até (imagine-se!!) 3,5o€ à hora (não sabemos se inclui os descontos), basta responder aos anúncios seguintes:

Lisboa: http://www.net-empregos.com/974795/apoiantes-m-f-ao-papa-bento-xvi/

Porto: http://www.net-empregos.com/970604/apoio-ao-papa-bento-xvi-porto/#ixzz0n8ruKppy


Actualização: Ainda a propósito disto, veio a empresa promotora do recrutamento afirmar que afinal se enganaram no texto! Haja pachorra: mas alguém acredita nisso? Naturalmente que toda a gente percebeu que é importante mobilizar as massas para este evento, não vá alguma manifestação anti-papa conseguir erguer a voz mais alto e causar um tremendo embaraço! Assim, convém prevenir e, como tal, recrutar "mercenários" para o campo, de forma a criar desequilíbrios cirúrgicos para o lado das hostes do Papa!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Santa Maria da Feira - PCP aos trabalhadores da ROHDE

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Aos Trabalhadores da ROHDE!

O Estado tem que intervir pela salvaguarda da empresa e dos postos de trabalho!

1. É escandaloso o que se tem passado com a ROHDE e com a ausência de soluções que garantam o futuro da empresa e dos seus quase mil postos de trabalho!
Foram meses e meses de indefinições e manobras para tentar adormecer os trabalhadores: falsos e contraditórios “planos de viabilização” e sucessivos adiamentos, num conluio mais que evidente do Governo PS/Sócrates, do patronato, da Administração de Insolvência e da própria Câmara, e num quadro de uma estranha debilidade da resposta sindical.
Estas forças fizeram tudo para suscitar a confusão e o conformismo e dividir e desmobilizar os trabalhadores da ROHDE.
O seu objectivo, que hoje fica mais claro nesta “Assembleia de credores”, é a liquidação pura e simples da empresa, sem sequer pagar todas as dívidas e indemnizações aos trabalhadores.

2. A situação de descalabro a que se chegou podia ter sido evitada!
Como o PCP denunciou, nunca houve vontade política do Governo para intervir e salvar uma das maiores empresas de calçado do país. E a essa indiferença associaram-se, lamentavelmente, o Executivo Municipal e o seu Presidente.
A ROHDE, como repetidamente demonstrámos, tinha e tem capacidade para produzir - tanto pelos equipamentos, como pela mão-de-obra qualificada.
A ROHDE tem todas as condições para ser uma empresa rentável, desde que o Estado a apoie, por exemplo através da Caixa Geral de Depósitos.

3. O encerramento da ROHDE constitui um novo e gravíssimo crime social e económico, que é imperioso denunciar e impedir!
A destruição da ROHDE é inaceitável para os seus trabalhadores e para o martirizado concelho da Feira, que regista um dos mais altos níveis de desemprego do país.
Os trabalhadores da ROHDE não podem aceitar uma decisão que só serve as taxas de lucro do grande capital!
Os trabalhadores da ROHDE não podem aceitar o encerramento da empresa, nem votar o absurdo de se despedirem a si próprios e de não receberem o que a empresa lhes deve!
Os trabalhadores da ROHDE não têm nada a perder e só lhes resta lutar!
Exigir ao sindicato apoio e coragem na defesa dos seus interesses!
Lutar e exigir soluções para a Empresa e o apoio efectivo do Governo!

Protestar e Lutar na Feira, em Aveiro e na Grande Manifestação Nacional convocada pela CGTP-IN para 29 de Maio em Lisboa!

Os trabalhadores da ROHDE, como sempre, podem contar com o PCP na luta pela viabilidade da empresa, pela defesa dos seus postos de trabalho e dos seus direitos, pela produção nacional e o desenvolvimento do país!

Os trabalhadores da ROHDE podem contar com o PCP na luta contra a exploração, contra a política de direita e o PEC do PS, PSD e CDS!

Viva a Unidade e a Luta dos Trabalhadores!


4 de Maio de 2010 Comissão Concelhia de Stª Mª da Feira do PCP

Futebol em Paços de Brandão - RESPIGOS COM HISTÓRIA (V)

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UM CLUBE REGIONAL CHAMADO DE CLUBE DESPORTIVO DE PAÇOS DE BRANDÃO (5)

Sociedade União Desportiva (SUD)

S.U.D (1931–1942) - Durante 5 anos entre 1938 e 1942 uma das melhores equipas da Aveiro



Das cinzas da União Brandoense nasceu a Sociedade União Desportiva Brandoense, que rivalizou durante quase 8 anos com a outra equipa local, entre 1931 a 1938, entre campeonatos da promoção e das primeiras com partidas renhidas e com muitas peripécias.
Pelas fileiras desta equipa passaram alguns dos melhores jogadores da terra, disputando por 2 épocas 2ª liga nacional da zona Douro Litoral, mas infelizmente terminaria no seu auge em 1942 quando era a melhor equipa do concelho, rivalizando com o Espinho, Feirense e a Ovarense os títulos da primeira divisão.
Parte dos jogadores da época 32–33 vinham do PBFC que disputara antes a promoção de 1931-32, mas com a zanga entre directores rumaram à SUD e começaram o dito campeonato da promoção em 1932. O primeiro jogo oficial entre ambas equipas realizou-se no dia 18 de Junho de 1932 no campo das Ameixoeiras; terminou com o resultado de 3-0 a favor da SUD e começou então um ror de polémicas, com a rivalidade chegar diversas vezes a extremos e com vantagem para a equipa da Estação.
Da fundação em 1932 não podem ser esquecidos os nomes de: Dias da Póvoa, Joaquim Oliveira (Estronca), cujo Café Carioca serviu de sede deste clube, Jorge Pinto de Sá e António do Chico, entre outros, que foram ferrenhos defensores desta agremiação, digladiando com os rivais das Ameixoeiras acesas discussões. Não foi fácil a fundação deste clube porque a época era de crise severa; não havia muitos apoios financeiros para a construção doutro campo de futebol, mas a enorme rivalidade entre as duas partes da freguesia fez com que fosse possível tal desiderato. A escolha do terreno recaiu num terreno do Sr. Brandão da Estação, “sendo vendido a uma comissão com pessoas de confiança e de palavra, cuja a honra era mais válida do que assinaturas“, começando a construção do campo em 1932, ficando a baliza norte virada para a Fabrica do “Mata e Rouba” e a parte do sul para os terrenos regadios do actual bairro Vieira Pinto.
A primeira equipa era rudimentar e sem expressão, constituída por meros amadores, mas com a entrada no campeonato de promoção na época 1932–33 e sobretudo com as vitórias sobre o PBFC, tornaram-se relevantes cimentando uma supremacia na região feirense. Apesar disso, somente na época 34-35 subiriam à primeira divisão; disputariam na época 1935-36 a 2ª divisão por questões financeiras, subindo na época 36–37 e até acabar em 1942, quando desceu à Promoção.
A mais valia desta equipa ficaria reforçada com a chegada de Zé Tarene em 1932 vindo do Estrelas de Ovar, constituindo como o maior goleador e extremo esquerdo existente nesta terra. Mas não podem serem esquecidos outros valores, onde se revogam nomes como: Alberto Oliveira, Lino Relvas, Pereira, Titi, Lino Carvalho; parte destes chegariam a ingressar no FCPORTO, ESTORIL e noutras equipas da região.
Na época 1932 ano da sua entrada no campeonato de promoção obteve duas vitórias sobre o PBFC: 3-0 e 4-2, ficando em 5º lugar.
Na época 1933, a SUD alcançaria o 4º lugar, disputaria a subida mas perdeu a final com o Estrelas de Ovar.
Na época 1934, a SUD subiria de divisão , disputando com a outra equipa local o campeonato.
Na época 1935 disputou a 2ª divisão, vencendo a sua poule, com o Feirense, U. Lamas, Estrelas de Ovar, Beira Mar, Império de Anta, Cesarense, sagrando-se campeão de Aveiro.
Nas épocas de 1936 e 1937 disputaria a 1ª divisão ficando em 3º lugar, falhando por pouco a subida à 2ª divisão nacional.
Na época 1938–39, a SUD disputaria a 2ª divisão nacional série Douro Litoral, depois de ter vencido o seu grupo A de Aveiro da 1ª divisão e vencendo o Beira Mar na final dos 2ºs classificados por 3-1, em que o SP. Espinho se sagraria campeão de Aveiro.
Na época 1939-1940, a SUD disputaria de novo a 2ª divisão série Douro Litoral, tendo por isso vencido o grupo A, após renhida luta com o União de Lamas.
Na época 1940–1941 falharia por pouco a subida à 2ª divisão Nacional, após derrota com a Ovarense em 3 jogos com 2 empates e a finalíssima derrotados por um penalty, em jogos polémicos que conduziria ao seu desaparecimento, tal facto que aconteceria na época 1941–42, com a desistência desta equipa no final do jogo com a Ovarense em que haveria sérios desacatos entre atletas e a equipa da arbitragem, levando ao abandono da equipa do campo .

FOTO da equipa de 1937 - de pé: Alberto Oliveira, Nelo Torto, Abraão, Loureiro, Tarene, Lino Relvas, Pereira (Torto) e Manuel Malícia. Em baixo: António da Fabiana, Veluda e Arlindo.

Bardo da Lira

sábado, 1 de maio de 2010

BE - Acidente de Trabalho na empresa Amorim Cork Composites

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O Bloco de Esquerda tomou conhecimento de um acidente de trabalho grave na empresa Amorim Cork Composites. O resultado deste acidente foi um ferido grave que se encontra ainda hospitalizado.
O acidente de trabalho ocorreu quando o trabalhador em causa cumpria uma tarefa que executa regularmente e que consiste na deslocação para proceder à recolha de amostras para controlo de qualidade. Na deslocação para a execução da tarefa, o trabalhador foi atropelado por um empilhador que estava a ser utilizado para descarga de cortiça. Devido ao ruído que existe no interior da fábrica, o trabalhador que foi atropelado não conseguiu perceber a aproximação do empilhador.
O acidente acontece pela inadequação do plano de segurança da empresa. Neste plano não está incluída a execução das duas tarefas em simultâneo, apesar de esta ser uma situação que ocorre diariamente.
O Bloco de Esquerda considera extremamente grave a ocorrência do acidente de trabalho e a inadequação do plano de segurança da empresa.
O Bloco de Esquerda denunciou a situação ao Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, exigindo uma investigação célere por parte da Autoridade para as Condições no Trabalho. O deputado Pedro Filipe Soares, eleito do Bloco de Esquerda pelo distrito de Aveiro, colocou várias questões a este Ministério para que não se repitam tais situações.
O Bloco de Esquerda considera essencial a construção de uma prática activa nas empresas para a prevenção dos acidentes de trabalho, sendo essencial que situações como esta sejam averiguadas e tratadas exemplarmente para consciencialização da sociedade.

A REVOLTA DA MARIA DA FONTE

Nota do Administrador: Em homenagem ao 1º de Maio, o Engenho deixa aqui registo do seu agradecimento pelo contributo com que o autor da comunicação que abaixo se apresenta, nos presenteou. Acreditamos que a força e vivacidade das cidadãs brandoenses aqui se veja reflectida. Bem haja!


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Maio de 1846, o Minho levanta-se (Maria da Fonte); e, diante desta reacção, o Paço treme e Cabral cai. A causa imediata da revolta foram questões de recrutamento e a proibição do enterramento feitos dentro das igrejas; a população do reino andava em permanente efervescência, devido ao ressurgimento do espírito jacobino de 20 (1820), que é o mesmo de Setembro (1836). Às Câmaras (46) vem a união dos moderados (Palmela, Sabrosa, Rodrigo) com os setembristas (Passos, José Estêvão, Garrett, Mouzinho de Albuquerque ) e com os miguelistas – sob o comando do duque de Palmela. Foi neste cenário que o papel irrequieto e desembaraçado de uma mulher do concelho de Póvoa de Lanhoso, conhecida por Maria da Fonte, teve um papel bastante relevante na insurreição que do Minho lavrou a grande parte do reino.

À Maria da Fonte sucede a Junta do Porto. Comete-se o erro da aliança com os miguelistas, reproduzem-se todos os males dos movimentos políticos nacionais, a intriga, a inveja, a pequenez dos meios e a maior ainda dos fins; lutam as pessoas mais do que os princípios; e por tudo isso a Junta do Porto, depois de vencer, entrega as armas como vencida.

Pode-se afirmar que no movimento popular da Maria da Fonte, continuado pela Junta do Porto, de novo as ambições republicanas aparecem à luz. É interessante reproduzir, na íntegra, e com a ortografia de então, o “HYMNO DO MINHO - (Vulgo MARIA DA FONTE), canto patriótico cantado a primeira vez no dia 24 de Junho de 1846 em casa do marquês de Niza, por uma dama de teatro lírico e dedicado a D. Libania Ferreira Loureiro, música do maestro Ângelo Frondoni: