quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mãos à Obra (IV)


Ora cá está de volta a rubrica que já tantas saudades nos dava (estamos certos que aos prezados leitores também!).

É que tem-se andado num corrupio, tão às voltas com as limpezas do Palatiolo, que pouco ou nada tem sobrado nem sido dado a conhecer ao Observatório do Engenho no tocante a obras “novas”.

Mas, com jeitinho, lá conseguimos encaixar aqui alguma coisita. Hoje vem á baila a “replantação”. Conhecem o ditado que diz: “quem planta e replanta e não fica com a melhor planta ou é bicho carpinteiro ou uma anta?” (talvez não seja bem assim… estudaremos melhor os provérbios numa próxima!!!)

Questões sem sentido à parte, o certo é que após tanta polémica, tanta zaragata, tanta cacetada, tanta nem sei o quê, eis que nova vida se insurge lá para os lados da nossa querida Quinta do Engenho Novo. Alguém resolveu fazer ouvidos de marcador e dar continuidade à grandeza da obra, colocando árvores novas onde antes estavam as que já sucumbiram (note-se que ainda não há notícia de onde jazem seus restos mortais).

Esfregamos as mãos de felicidade mas, como o Observatório não é nem de longe nem de perto arquitecto paisagístico (segundo informações cá deixadas, parece ser o profissional “mais entendido” na matéria… entretanto já morta!), resta-nos a dúvida de quando é que se poderá levar o pessoal cá do blog a fazer um grande piquenique sem estar sujeito a comer o pó (que com a maior das facilidades se poderá confundir com o churrasco, já que é basicamente a mesma coisa) ou a deparar-se (enquanto se passeia por tão belos jardins desfrutando da frescura proporcionada pela sombra) com o seguinte alerta: “cuidado com a árvore: não a pise”?

A Democracia (parte 2)

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(... continuação de "A Democracia - parte 1")

Noção de Nação - Pátria - Estado - Governo


NAÇÃO – É a sociedade política historicamente constituída por uma certa comunidade de origem, de língua, de tradições, de aspirações, de interesses e animada de sentimentos comuns, provenientes da vida colectiva.

PÁTRIA – A palavra Pátria significava primitivamente a terra dos antepassados, o país habitado pelos nossos maiores; em seguida, designou a associação estabelecida espontaneamente e perpetuada nesse solo. Um povo expulso do país natal, como o povo judaico, ou que embora tenha continuado a residir nele, perdeu contudo a sua independência, como antes da primeira guerra o povo polaco, pode ainda formar Nação, mas não Pátria. A ideia de Pátria é ideia muito complexa. Compreende:

a) A ideia de um território comum e de uma solidariedade íntima, entre as diversas regiões que a compõem; além disso, a ideia dos que a habitam e dos que a habitaram antes de nós.

b) O conjunto do solo e dos cidadãos constitui por assim dizer a parte material da pátria: a este corpo deve juntar-se a alma, é a autoridade que enlaça entre si os diversos elementos, as instituições nacionais, o espírito comum e, sobretudo, uma certa unanimidade de aspirações, de sentimentos e de esforços; é, quando possível, a unidade de crença, de língua, de costumes; tudo isso constitui a Pátria.

A Pátria é uma pessoa moral. É a nossa segunda mãe que, como tal, se desvela pelos seus filhos; por isso devemos alimentar a seu respeito sentimentos análogos à piedade filial e sentimentos a que chamamos patriotismo.

ESTADO – Pode-se definir Estado como «a associação independente de homens, ou antes de famílias, que vivem em território próprio, submetidas a leis comuns, sob a alçada da autoridade pública incumbida de velar pela sua execução».

A palavra Estado significa, também, não já a associação completa composta de governantes e governados, mas somente o conjunto dos poderes públicos que representam e governam. Entendido deste modo, o Estado é o Governo no sentido concreto da palavra, isto é, aquela parte do grupo social que está encarregado de dirigir a outra parte.

GOVERNO – O Governo pode significar duas coisas muito distintas:
- Em sentido concreto, quer dizer a parte do grémio social que está investida no poder e exerce as suas funções.
- Em sentido abstracto, Governo significa a forma particular da autoridade social, conforme esta reside num só homem ou em vários, e se exerce com ou sem o concurso de todos os cidadãos.

Poderemos distinguir três tipos de Governo:
a) – O Governo monárquico, se a autoridade suprema reside nas mãos de um só homem;
b) – Aristocrático, se está nas mãos de alguns cidadãos reputados melhores;
c) – Democrático, se todos os cidadãos participam mais ou menos no Governo do Estado.

Estas três formas de Governo podem-se combinar e temperar entre si em proporções variáveis. Assim a monarquia é absoluta quando o monarca de facto governa só; é parlamentar, representativa ou constitucional, quando este associa ao seu Governo uma ou mais câmaras cujos membros são eleitos.

Deve existir entre os cidadãos e a autoridade social uma relação de direitos e deveres recíprocos cuja determinação é objecto da moral cívica.


Deveres do Cidadão para com o Estado

Sendo o Estado uma pessoa moral que tem uma missão a cumprir e, por conseguinte, goza de certos direitos e está submetido a certos deveres, compete necessariamente aos cidadãos cumprirem com os seus deveres para com o Estado. Tais são:

1 – O dever de cooperar nos gastos públicos por meio do pagamento de contribuições e impostos;
2 – De concorrer para a defesa da Pátria por meio do serviço militar;
3 – Enfim, o dever de tomar parte na administração dos negócios, pelo voto, em conformidade com a constituição. Deve ser cumprido com inteligência, coragem e imparcialidade; cada eleitor está gravemente obrigado a eleger os que em consciência julga mais capazes de bem gerir os negócios públicos.

(continua...)


O autor: SOLRARO
 

terça-feira, 13 de abril de 2010

A Democracia (parte 1)

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Qualquer artigo ou expressão de opinião sobre um assunto tem a sua explicação. No dizer de António Sérgio «Não há nada que o homem considere mais sagrado do que o seu pensamento e do que a expressão do seu pensamento». Como estamos a uns dias de se relembrar o 25 de Abril de 1974, nada melhor do que os transmitir ao Povo desta terra de Paços de Brandão, na esperança que olhem para a DEMOCRACIA com outros olhares, que a tratem melhor, que respeitem o que ELA nos deu a nós e aos nossos filhos: A LIBERDADE.

Temos que ter a máxima confiança no sistema de ideias da Democracia, no entanto para que o Povo assuma as suas funções de principal fonte democrática, tem que ser educado no respeito pela liberdade; a liberdade de um homem provém da necessidade de respeitar a dum outro.

A grande maioria do povo Brandoense, como aliás de Portugal, é católico ou diz-se católico. No entanto a que temos assistido?... As pessoas fazem-se católicas, não por motivos religiosos, fazem-no, sim, por conveniências plutocratas e materiais, em contrário do espírito da religião verdadeira, da doutrina do Evangelho. Tomam esta atitude como homens-ricos, com fins políticos, etc, etc, e não como religiosos. A religião tem servido para subjugar, tem-se tornado como que o ante-mural dos interesses pessoais de uns tantos «senhores», quer sejam interesses políticos ou financeiros, mediante a passividade (no nosso caso - Paços de Brandão – também) das autoridades eclesiásticas.

Porque entendo que nunca é demais relembrar os factos que levaram a que hoje se conheça a Democracia, como fazendo parte do nosso vocabulário diário, quer político quer pessoal, compilei o material que se segue, desde a Declaração dos Direitos do Homem e Cidadão, Revolução Francesa, até aos conceitos da Democracia Moderna.

Numa outra fase vou tentar descrever a sua evolução até aos nossos tempos. Espero estar a contribuir para o engrandecimento intelectual dos que se interessam por estes assuntos.

_______________


DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO – 1789

«Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos. A finalidade de qualquer associação política é a conservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão. O exercício dos direitos naturais do homem só tem por limites os que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo desses mesmos direitos». (Artºs.1, 2, 3 e 4).

Estes princípios da Declaração dos Direitos de 1789 foram revogados e confirmados pela DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO HOMEM, de 10 de Dezembro de 1948. (Artº.1 a 30).


BREVES CONSIDERAÇÕES

Todo o homem nasce livre, isto é, com o direito de desenvolver livremente a sua actividade física, intelectual e moral, e tem direito ao produto desta actividade. Quer dizer que o que atrás se disse, implica a igualdade dos homens, visto que todos os homens nascem com os mesmos direitos e devem conservar esses direitos. Contudo, eles nascem membros duma colectividade e sujeitos, por tal facto, a todas as obrigações que implicam a manutenção e o desenvolvimento da vida colectiva.

O homem, ao ser naturalmente social, é por isso mesmo submetido a uma regra social que lhe impõe obrigações para com os outros homens, e que os seus direitos são apenas derivados das suas obrigações, dos poderes que possui para cumprir livremente e plenamente os seus deveres sociais.

O homem vive em sociedade e só pode viver em sociedade; a sociedade subsiste apenas pela solidariedade que une os indivíduos que a compõem. Tem direitos, mas estes direitos não são prerrogativas que lhe pertençam na sua qualidade de homem; são poderes que lhe pertencem porque, sendo homem social, tem um dever a cumprir e deve ter o poder de cumprir tal dever. É que a liberdade é um direito porque o homem tem o dever de desenvolver a sua actividade individual tão completamente quanto lhe seja possível.

Concluindo: Todos temos deveres e direitos para com qualquer pessoa, só pelo facto de ela ser homem como nós. Fazemos parte dum todo que é a humanidade, por isso o ideal da nossa natureza, tal como o concebe a razão, não abrange somente o desenvolvimento harmónico da nossa personalidade, mas exige além disso, que este desenvolvimento se opere sem prejuízo e até com proveito das personalidades que nos rodeiam; daí dois grandes deveres para com os nossos semelhantes:

1º. Respeitar neles o desenvolvimento regular da sua personalidade: é a justiça.
2º. Contribuir na medida das nossas forças, para esse desenvolvimento: é a caridade.

Deveres de justiça e deveres de caridade, são as nossas obrigações para com os nossos semelhantes.


(continua...)

O autor: SOLRARO

Teatro à roda no Cirac, com uma peça "Revolucionária"

No passado sábado, no auditório do CIRAC, subiu ao palco o Grupo "Teatro Imaginado" da associação Ritus, de Milheirós de Poiares. A peça tinha um nome sugestivo : “A revolução das Mulheres”!
Apesar de se tratar de uma comédia, aludia a algo a que Paços a população não está muito habituado e que se trata da revolução! Esta que veio a cena, por acaso foi levada a cabo por mulheres.
Para que os nossos leitores possam ter uma imagem mental do que se passou em palco, precisam de exercitar o imaginário que existe dentro de si e viajar até à Grécia Antiga, onde a Democracia deu os primeiros passos. Esta assentava em conceitos muito rudimentares da igualdade entre as pessoas, em que apenas os homens podiam governar e a posse de escravos era normal!
Uma conspiração de contornos quase marxistas, levada a cabo pelas mulheres, conseguiu que as mesmas chegassem ao poder por entre peripécias e disfarces de barbas postiças. Colocando as suas ideias mais ou menos comunistas em prática e começando pela criação de uma sociedade mais justa e igualitária. Porém, uma série de novas leis de cariz feminista originaram o caos nesta sociedade habituada ao desfrute máximo dos prazeres da vida, sobretudo pela recém deposta governação masculina, originando alguns cenários caricatos.
A peça termina com uma ideia final interessante: tudo o que impede a liberdade do ser humano, não funciona. Efectivamente quando as novas leis das mulheres as colocaram no centro das atenções, impondo obrigações de índole libidinoso aos homens, colocaram-se no lugar onde outrora estes estavam , e também elas falharam, cometendo os mesmos erros e abusos.

Apesar do Auditório não estar cheio (longe disso), os actores conseguiram arrancar boas gargalhadas da audiência. Afinal poucos mas bons!
Aqui pelo Engenho, pensamos talvez que o futebol tenha afastado muita gente. Porém, desconfiamos que terá sido uma outra razão! Talvez seja mais um prurido de cariz ideológico que esta peça incorporava, que levou ao afastamento de muitos Brandoenses, receosos que estavam de se terem de coçar!
Até mesmo o presidente do CIRAC, pessoa ligada ao lado contrário do pensamento "canhoto" fez notar a sua ausência na hora de entregar uma lembrança ao grupo em cena, tendo sido substituído por um dirigente que nos fez pensar que a comédia afinal não tinha terminado, tal foi o desconforto que o mesmo sentiu em se dirigir ao público!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O seu comentário deu um post (III)

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Boa Tarde anónimo das 12:06,

Não sei se o meu amigo já era nascido quando se deu o 25 de Abril de 1974. Se era, parece que se esqueceu depressa do que se passou na formação dos partidos políticos, em liberdade, logo a seguir àquela data. Infelizmente em Paços de Brandão, como em muitas terras, o caciquismo e a igreja, determinaram que este ou aquele partido tivesse a preponderância, digo mesmo a exclusividade de exercer o poder em determinada região,e no caso de Paços de Brandão, nesta terra. Todos se recordam do Pde. Julião afirmar que os católicos não deviam votar no Partido Socialista,«a mãozinha fechada não dá nada», que eles eram «comunistas», etc.,etc.,foi contra ventos e marés que quatro ou cinco pessoas aderiram então ao PS e deram a cara para que esta terra não continuasse como dantes, ficando apenas com um partido em quem votar, apenas o nome era diferente do partido único do antes 25 Abril. Com excepção de um elemento, eram todos trabalhadores ou estudantes, os meios económicos eram nulos,enquanto o PSD tinha a maior parte dos industriais , «grandes senhores» e a igreja, que do alto do púlpito não se cansava de apelar para que não votassem nos partidos de esquerda, sendo o PS o que incomodava mais o Sr.Padre e os «grandes senhores». Quanto à música de Sérgio Godinho, do Zeca Afonso, do Adriano Correia de Oliveira, e de tantos outros, eram canções de protesto contra as injustiças sociais, muitas delas foram feitas antes do 25 de Abril, não vamos rotular as pessoas que as interpetaram como sendo afectas a este ou àquele partido, meu caro amigo, o que o Senhor disse não se enquadra na Democracia, tem que ter respeito pela opinião dos outros se quer que respeitem a sua, não se pode ignorar a liberdade de expressão e a variedade de opiniões. Os partidos políticos não podem ser considerados como clubes futebolísticos. Temos que ter a consciência de que ao se votar em alguém, é para que o povo seja respeitado e servido com isenção partidária. Em Democracia não se deve lutar por ter este ou aquele lugar, o lugar é-lhes atribuído pelo voto do povo para o lugar a que concorreram, para que quando forem eleitos sirvam com isenção e honestamente os interesses da comunidade.Foram estes princípios que sempre nortearam aqueles que se filiaram em 1974 no PS, sempre souberam respeitar os outros partidos políticos, fossem de esquerda ou de direita, nunca lutaram para ter este ou aquele pelouro, deixaram sempre que o povo escolhesse e sempre repeitaram o resultado das eleições, embora pese ter-se assistido,muitas vezes,nesta terra, a actos contrários à Democracia e a uma influência directa nos resultados eleitorais. O Partido Socialista nunca precisou de andar a transportar velhinhos para as mesas de voto e nunca procurou que o Sr. Padre os abençoasse.Termino com aquilo que o anónimo das 12:24 disse: "HAJA MEMÓRIA! E VERGONHA! APRENDAM A VIVER COM A CRÍTICA!"

UM DOS FUNDADORES DO PS-PAÇOS DE BRANDÃO

12 de Abril de 2010 15:45

Eleições no Concelho: CDU Mosteirô

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O seu comentário deu um post (II)

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SOLRARO disse...

Infelizmente já estamos habituados às considerações que o Pde.Julião faz nas sua homilias, que por vezes chegam a ser três, ao princípio, ao meio e ao fim, de cada missa. Não é de estranhar que a clientela seguidora venha a lume defender os seus dotes de pregador, não se sabe de que religião, decerto que não é a de Cristo.
Infelizmente não tivemos, nesta terra, um Padre como Dom Hélder Câmara, o Brasil deve-lhe muito, mas também a humanidade não pode esquecer a sua vida e os escritos que nos deixou. Para que as pessoas se possam aperceber das diferenças entre o Pde.Julião e este Bispo da Igreja Católica Brasileira, vou transcrever apenas uma parte que me parece fundamental, deixando aos leitores deste artigo, a curiosidade para se atreverem a ler DOM HÉLDER CÂMARA, e daí tirarem as suas conclusões àcerca do que é ser um Padre a sério e o ser-se um Padre de aldeia, como o nosso Pde. Julião:-

«CRER NA JUSTIÇA E NO AMOR
Se não se acredita na força da justiça, da verdade e do amor; se não se acredita na força das ideias e nos métodos democráticos, então é inútil manter abertas as igrejas, abertas as universidades, aberta a imprensa escrita e falada, aberto o Parlamento...»

«NÓS E O NOSSO CLERO
...ACABEMOS, DE UMA VEZ PARA SEMPRE, COM A IMAGEM DO BISPO-PRÍNCIPE, QUE HABITA UM PALÁCIO, ISOLADO DO SEU CLERO QUE ELE MANTÉM À DISTÂNCIA E COM FRIEZA. ACABEMOS COM TUDO O QUE PODE DAR AOS PADRES A IMPRESSÃO QUE ELES SÓ SÃO VISTOS E CONHECIDOS ATRAVÉS DO GUICHET DA CÚRIA DIOCESANA, NO MOMENTO DE PAGAR AS CONTRIBUIÇÕES OU DE CONHECER AS EXIGÊNCIAS. ACABEMOS COM A IMAGEM DA AUTORIDADE QUE SE IMPORTA MAIS, DE FACTO. EM SE FAZER DO QUE EM SE FAZER AMAR, EM SE FAZER SERVIR DO QUE EM SERVIR»

(O Escândalo dos Infra-Homens, por Dom Hélder Câmara)
12 de Abril de 2010 12:51

Lixo em Paços de Brandão - Novamente a Rua dos Eucaliptos !

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LIXO EM PAÇOS DE BRANDÃO

Esta semana, logo pela manhã ao deslocar-me para o meu trabalho deparei-me com uma visão aterradora. No lugar da Póvoa, mesmo ao lado dos ecopontos no sentido de quem vai para o Centro de Saúde lá estava um sofá e lixo doméstico quanto baste. Esta falta de bom senso é inconcebível nos dias de hoje, tendo em conta as diversas campanhas nos media, no sentido de orientarem as pessoas a separar, reciclar e reaproveitar os lixos domésticos.
É óbvio que isto se trata, essencialmente, de uma falta de civismo atroz. O que se passa com esta gente que não ouve nem vê nada acerca do ambiente que os rodeia? Esta questão dos lixos já não é só uma questão ambiental, mas acima de tudo educacional.
Não obstante o esforço que está ser feito pela Junta de Freguesia em limpar, tudo indica que as pessoas não estão dispostas a fazer um esforço para melhorar o ambiente onde estão inseridas, onde coabitam e vivem. Será assim tão difícil perceberem que o que fizerem por ele, estarão a fazer por si próprias?
A minha sugestão ía no sentido de apelar à autarquia no sentido de melhorar/inovar os instrumentos de divulgação. É a derradeira solução que consigo vislumbrar. Podiam ir desde a colocação de panfletos nos principais estabelecimentos/organismos/instituições da freguesia e distribuição pelas caixas postais nos vários domicílios, ao anunciar nas próprias missas, e-mails, actividades lúdicas que tenham por base estas campanhas de sensibilização, etc.
São meios que a priori poderão nem ter custos assim tão elevados, desde que os recursos sejam realmente optimizados e centralizada toda a atenção para o cerne da questão que se pretende aqui ver resolvida. É que falar em educação ambiental é ainda para muitos (certamente os que mais poluem) o mesmo que nada dizer, levando a que seja o comodismo a vencer.
Com a mentalidade eco-tacanha desta terra, tenho sérias dúvidas se as futuras gerações virão a pensar de forma mais razoável face a estes assuntos. É preciso que elas vejam e sintam, desde agora, o exemplo dos seus educadores, ou correremos o risco de depois já ser tarde demais. E lógico será dizer que só quando os problemas forem mesmo sérios é que haverá preocupação com as consequências destes actos irreflectidos.

Sara

domingo, 11 de abril de 2010

A maldição da Páscoa


Julião Valente protagonizou, durante a passada semana, mais um episódio caricato durante uma cerimónia fúnebre, coisa a que, aliás, nos vem habituando nos últimos tempos.
Apesar da falta de força física, que segundo ele mesmo, o impediu de ir levantar o féretro à capela mortuária a poucos metros da Igreja, não foi por falta de fôlego que durante praticamente toda a homilia da celebração fúnebre concentrou esforços nas críticas aos Brandoenses que não abriram as portas à tradicional visita do compasso pascal.
A sua revolta era tal que, durante as críticas, não se ensaiou muito a ponto de referir que foi tal a sua "dor de côto" que na noite de domingo nem consegui dormir direito! Nessa mesma madrugada deu-lhe vontade de "amaldiçoar" todos aqueles infiéis que não se dispuseram a receber a visita dos seus enviados no compasso pascal, numa execrável abordagem ao pior estilo inquisidor do tempo medieval.
Não sabemos aqui no Engenho, e pensamos que muitos Brandoenses também não, se tudo isto foi o incómodo de ter menos "amêndoas" na algibeira dos colectores do compasso, ou se foi por ver cada vez mais o tapete da fé cega das pessoas a fugir-lhe debaixo dos pés, ou ainda se pelos casos de pedofilia que assolam a Igreja (e dos quais ele nunca disse umas palavras), ou até mesmo se a sua senilidade se encontra galopante e ninguém lhe quer dizer isso!
Contudo, de uma coisa estamos certos: não é admissível que um douto da fé cristã, cuja tolerância e a compressão, são pontos importantes naquilo que professa todos os domingos no culto da Eucaristia, tenha este tipo de comportamentos. Além do mal estar gerado na família do finado e nos crentes Brandoenses, Julião Valente com estas peripécias tem sido capaz de arrancar gargalhadas pelo concelho fora, facto que  até teria alguma piada não fosse ele o "pastor" que guia na fé as suas ovelhas nesta terra!

25 de Abril Sempre! - Conte a sua história no Engenho

O Engenho neste ano em que se comemora em conjunto com os 100 anos da República, os 36 anos da Revolução de 25 de Abril, e no sentido de envolver mais os seus leitores no blog, vem apresentar um desafio aos que nos costumam a ler!
Certamente que muitos daqueles que nos visitam todos os dias viveram a revolução de Abril, uns mais perto do palco dos acontecimentos, outros um pouco mais longe.
Porém, cada um tem certamente na sua memória alguma história, alguma situação pessoal, que lhe lembra este dia. Por isso, desafiamos os nossos leitores que assim o desejem a nos enviarem as suas histórias para as publicarmos aqui no blog até ao final do mês de Maio.
Para tal basta enviar por e-mail, para engenhonopapel@gmail.com, a sua história.

Por um 25 de Abril sempre actual!



Administrador do Engenho no Papel

11 de Abril – Dia Mundial de Parkinson

O dia 11 de Abril é um dia conhecido por todos os Doentes de Parkinson (DP). É o dia do nascimento do Dr. James Parkinson que, como é sabido, foi o médico que descreveu pela primeira vez, em 1817, a doença que viria a adoptar o seu nome. Os sinais cardinais da DP são tremor, rigidez, acinésia e instabilidade postural.

“O quadro clínico não se inicia sempre da mesma maneira em todos os doentes. Em 70% dos casos a doença começa por tremor localizado geralmente a um membro superior que atinge depois o outro membro do mesmo lado. Este tremor pode ficar confinado a metade do corpo durante meses ou anos só depois se estendendo ao outro lado. O tremor ocorre quando os membros estão em repouso e desaparece quando o doente executa movimentos, por exemplo, levar um copo à boca. Pode localizar-se a outras partes do corpo como a língua ou os lábios. É importante fazer distinção com o tremor essencial ou benigno que só aparece durante o movimento e não em repouso.”
“A rigidez é uma dificuldade de relaxação dos músculos. Pode atingir qualquer grupo muscular do tronco ou dos membros. Começa muitas vezes só num membro, pode variar ao longo do dia, pode ser influenciada pelo humor, pelo stress e por medicamentos.”
“A instabilidade postural, ou melhor dizendo, o desequilíbrio, está mais vezes presente nos casos com maior tempo de evolução. É um desequilíbrio que se torna patente durante a marcha ou quando o doente muda de direcção. A instabilidade postural associada à alteração da marcha é usualmente o último dos sinais cardinais a aparecer; é das manifestações da doença a mais difícil de tratar e representa um traço de progressão. O doente adopta uma postura encurvada. Uma vez que perde a capacidade de fazer rapidamente uma correcção da sua postura, a tendência é cair para diante ou para trás.”
“Importa conhecer o peso que a doença tem em termos de saúde pública. Em Portugal existem dois estudos epidemiológicos de prevalência que apontam para a existência aproximada de 12000 doentes. A doença pode manifestar-se pela quinta ou sexta década da vida, e só excepcionalmente mais cedo. A sua incidência aumenta com a idade constituindo esta, só por si, um factor de risco. É previsível, portanto, que o número de doentes venha a aumentar à medida que aumenta a esperança de vida. Afecta ambos os sexos com ligeira preponderância para o sexo masculino.”

(In http://www.parkinson.pt/?lop=conteudo&op=3988c7f88ebcb58c6ce932b957b6f332&id=66f041e16a60928b05a7e228a89c3799)


E como por terras brandoenses também são conhecidos exemplos, o Engenho deixa aqui o seu manifesto de solidariedade a todos aqueles que diariamente convivem e sofrem com esta patologia.




sexta-feira, 9 de abril de 2010

Notícias de Paços de Brandão Nº741

CIRAC - “A revolução das Mulheres” Próximo sábado ás 21h45

 Enviado por e-mail:

Vimos, por este meio convidar-vos para mais um espectáculo de Teatro a decorrer no Auditório do CIRAC. Desta vez damos lugar a uma peça de teatro amador sendo que o espectáculo está inserido no projecto “Teatro à Roda”, organizado pela Federação das Colectividades de Santa Maria da Feira, que visa aproximar a população ao Teatro feito no Concelho.

Este espectáculo intitula-se “A revolução das Mulheres” e é levado a cena pelo Grupo de Teatro Imaginado da associação Ritus, de Milheirós de Poiares. De salientar que esta peça é uma comédia e vai ter lugar no nosso auditório no próximo Sábado, dia 10 de Abril, pelas 21h45.


A tua presença seria para nós um motivo de orgulho, por isso....



.... contamos com a tua presença.


A entrada é livre

Junta de Paços de Brandão - O belo, o feio e o ridículo

Não existe nenhuma regra de gosto objectiva, que determine por meio de conceitos o que seja belo, uma vez que todo o juízo proveniente desta fonte é estético. Isto é, o sentimento do sujeito e não o conceito de um objecto é quem determina o seu fundamento.

Na antiguidade, houve quem propusesse que o belo fosse o útil, mas sabemos que são coisas distintas, porque as coisas úteis não são necessariamente belas e vice-versa.
O útil está circunscrito a uma situação particular e relativa, já o belo é independente de qualquer condição. O belo julga-se por si mesmo, ao passo que o útil deseja-se em função de um propósito.

Como pensou o nosso querido Mino e o duo maravilha alaranjado no seu programa eleitoral, o belo “agrada sem conceito”, logo há que mostrar coisa bela. Então tivemos as máquinas do povo, as limpezas, o parque infantil, tudo num cronograma mesmo a tempo de ser visto, como belo, ora aí está! Aqui neste conceito só falhou um detalhe: só podemos dizer de algo que é útil quando o sujeitamos à experiência ou à ponderação, que nos casos mencionados deixam um pouquinho a desejar em relação à sua utilidade...
Por outro lado, não é possível dissociar o belo do seu antónimo: o feio, o adágio (“Quem o feio ama bonito lhe parece”), mostrando que os juízos sobre o belo e o feio são potencialmente arbitrários. Se um objecto é considerado feio é porque não possui aquilo que se julga ser belo, mas como tal consideração é sempre subjectiva, o que é feio para uns pode ser até sublime para outros e vice-versa, como são exemplo disto cá no nosso Palatiolo o abate das árvores na Quinta do Engenho Novo, as estradas esburacadas e ainda em paralelos, ou mesmo as pressões sobre associações, pessoas e órgãos de comunicação social.

Nem o cómico pode servir de meio de apuramento do belo e do feio, porque tanto podemos rir de uma coisa bela como de uma feia, embora seja esta última, quando associada sobretudo ao ridículo, a que provoca mais vezes o riso.

Toda esta explicação que trago ao Engenho, poderia ter um fim piadético, mas não tem, uma vez que achar piada ao ridículo que nos toca, é ridicularizar os próprios Brandoenses e estes não o merecem! O nosso querido Mino, e a sua equipa, já mostraram que por cá se limitam a fazer obras que dignifiquem o belo, excluindo o útil, escondendo o feio e, por fim, tornando Paços de Brandão um destes dias numa obra do ridículo tais são as trapalhadas que já mostraram!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Casamento das "Fitas 2010"

O Observatório do Engenho traz ao conhecimento dos prezados leitores (muito embora ninguém nos tenha pedido nada, muito menos em casamento) que a Queima das Fitas deste ano, em Paços de Brandão (ou não!!!), será antecipada em relação ao que tem vindo a ser praticado desde há largos anos… a esta altura do campeonato, já se pode mesmo falar em décadas.

Provavelmente, de tão “queimadas” que andam as fitas brandoenses, resolveram “limpá-las” para outros lados!

Porém, as novidades não se ficam só pelas questões cronológicas, mas também geográficas. Espantem-se: ISVOUGA e ISPAB é desta que resolveram “juntar os trapinhos e unir-se”!!! Será união efémera ou haverá algo mais no bico da bengala? Planeia-se a saída de algum coelho da cartola? Ai destino, ai destino…
Dê no que quer, o certo é que os ventos parecem ser mais favoráveis lá para os lados do Castelo que para os de cá do Palatiolo. A tradição já não é o que era meus caros! Afinal, é mesmo caso para dizer que “se não consegues vencer os bons, junta-te a eles”. E lá vamos nós "queimar" até à terra da noiva, antes que alguma das nossas fitas se perca e fique pelo caminho…


(ver aqui e aqui e também aqui)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Hora da FOFOCA (X)


O Observatório do Engenho ficou na dúvida se o tema de hoje deveria pertencer a esta rubrica ou à já famosa “Mãos à Obra”, pese embora um pouco esquecida lá atrás no tempo. Vá-se lá perceber o porquê!!!

Após reflexão bastante ponderada, foi tomada a presente decisão que, pelo que abaixo se irá comentar, logo logo ficará perceptível aos olhos dos nossos estimados leitores.

E, se o dia já estava marcado pelas “obras”, nada como o reforçar, do mesmo modo que reforçado está a ser a "tentativa de esforço" de, aparentemente, se estar a querer fazer algo de útil pelo nosso “Barroso”.

Volvidas 2 semanas desde a última efeméride do género, éis que hoje pela manhã, uma vez mais, as cancelas se voltaram a fechar, quer no início como a meio da via.
Aguardemos a ver se não se cumpre o presságio que diz que “à 3ª é de vez”: temos esperança que seja mesmo nesta 2ª tentativa. Ou será que a sinalética anda só mesmo a assolhar?

Beneficiação da estrada entre as 4 estradas e Paços de Brandão

Terminou no passado dia 30 de Março o prazo do concurso público das estradas de Portugal, para entrega de propostas de obra de beneficiação do troço de estrada que liga Paços de Brandão até à rotunda das 4 estradas.
Esta obra inclui sinalização e conclusão do acesso ao Pontão do Engenho Novo. O prazo de conclusão da obra é até Abril de 2010, por isso esperemos que seja desta que o acesso à nossa freguesia pelo lado de Esmoriz / Engenho Novo, fique com condições mais condignas, tendo em conta que a degradação nos últimos anos é por demais evidente, colocando em causa a segurança de quem por lá passa todos os dias.
Nós no Engenho prometemos estar atentos ao desenrolar desta obra, pois trata-se talvez do mais importante ponto de acesso a Paços de Brandão.

Visita pascal 2010 saiu à rua

Este ano, uma vez mais, a tradição cumpriu-se na nossa freguesia. Nem mesmo com espectro negro que paira sobre a Igreja, onde diversos casos que vieram a público de abusos sexuais levados a cabo por padres católicos e onde até o próprio Vaticano teve um papel activo de execrável encobrimento dos mesmos, conseguiu que esta tradição deixasse de se cumprir.
Também o site da nossa autarquia tem uma nota sobre esta tradição a qual passamos a transcrever:

"Uma das tradições que o povo brandoense ainda se pode orgulhar é existência do compasso que se dirige casa em casa, para que se benzam as casas, onde as as famílias as reúnem à volta da mesa para receber as bênçãos de "Hesus Ressuscito". O chefe de família tem como tradição pegar na cruz e dar a beijar a toda a família que lá se encontra. Saem sempre 4 cruzes feito pelos acólitos e/ou paroquianos que se oferecem para fazer esse trajecto, a todos os que o quiserem receber, colocando para isso, verdes na soleira da porta ou da entrada respectiva. A chegada do compasso apercebe-se pelo som do pequeno sino que um dos paroquianos faz questão de tocar ao longo das ruas."

No Engenho não quisemos deixar também de dar uma nota a este acontecimento que, apesar de não ter o significado de outros tempos, continua a ser motivo para que muitas familias se juntem em Paços de Brandão, fazendo parte, por isso, de uma das nossas raízes culturais, gostemos ou não dela!

sábado, 3 de abril de 2010

Tradições - Regueifa da Páscoa

Se no 20 das fogaças é tradição Brandoense aquela que é feita pela Dona Otília, na Páscoa já a tradição fica dentro de portas, onde várias famílias preparam a sua receita exclusiva da regueifa da Páscoa.

Trazemos hoje ao Engenho a explicação da origem deste doce, aproveitando para ilustrar como se fazem as regueifas com folhas de couve no fundo.

A origem desta tradição, confunde-se com a da própria Páscoa, que é em Portugal uma época característica de presentes cerimoniais, sobretudo de índole alimentar e os presentes da Páscoa levam o nome genérico de «folares». A maioria dos dicionaristas coloca a origem da palavra «folar» no latim «floralis». Moraes, sugere o étimo germânico «flado» que significa «bolo de mel». Faria e Lacerda assinalam-lhe como origem a palavra francesa «poularde». Definem o folar como sendo um bolo em forma de pinta pousada sobre um ovo, ou com um ovo em cima. Hoje são raros os casos dos folares que incluem a galinha.

A nossa regueifa, pode dizer-se que é uma espécie de folar, dos que existem em Portugal, consoante a região. O mais corrente e divulgado é um bolo em massa seca, doce e ligada, feita com farinha de trigo, ovos, leite, banha ou pingue, açúcar e fermento e condimentado com canela e ervas aromáticas – uma espécie de regueifa ou fogaça – comum em todo o Sul, no Algarve e no Alentejo, na Estremadura, nas Beiras e na zona do Porto.

No sul são redondos, espessos e maciços e comem-se no domingo de Páscoa ou, em certos sítios, na Sexta-Feira Santa, na segunda-feira a seguir à Páscoa ou na Pascoela. Nos arredores de Lisboa têm a forma ovolada; em Aveiro a de coração e podem tomar formas zoomórficas, lagartos, pintos, borregos, pombos, etc.

O Rio Douro marca o limite da difusão desse tipo de folar. No Nordeste montanhoso e planáltico de Trás-os-Montes, o folar é uma bola redonda, em massa dura, feita com farinha, ovos, leite, manteiga e azeite, que encerra bocados de carne de vitela, frango, coelho, porco, presunto e rodelas de salpicão, cozidos dentro de massa, que junto deles fica mais tenra com a gordura que deles se desprende. Podem ser grandes e altos, como em Bragança e Mirandela, ou achatados e pequenos, em massa seca, como em Freixo de Espada à Cinta.

Os folares em Trás-os-Montes e Mirandela são feitos em casa, no forno onde normalmente se coze o pão mas também nas padarias locais que oferecem apenas os fornos.

O sonho afinal era outro...feliz primeiro de Abril!

Naturalmente que a notícia que dava conta para um sonho "cor de laranja" para a Quinta do Engenho Novo, por parte do nosso querido Mino, era uma brincadeira de 1º de Abril.
Qualquer pessoa que tenha as aulas de Biologia minimamente em dia, sabe que acções de "limpeza" daquele calibre, vão afectar inevitavelmente qualquer ecossistema existente no local desflorestado. A menos que alguma Arquitecta pense diferente, claro está!
As consequências para uma série de animais que faziam da Quinta habitat, ficou comprometido e as perspectivas de sobrevivência ali de espécies de aves como o noitibós, corujas das torres, falcão peregrino e milhafres, entre outros, que foram identificados por Biólogos há uns anos atrás, é negra! A Quinta era um parque florestal, não um arraial, onde as árvores eram ornamento, mas sim a sua essência. O futuro agora é sombrio.

Novamente numa reprodução artística, trazemos aos leitores do Engenho a perspectiva do pesadelo que é, e será por largos anos a nossa Quinta, na óptica do imaginário da fauna e flora que ali faziam sua casa!

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Centro Social de Paços de Brandão: certamente uma boa caldeirada

Se aqui se anunciou a possibilidade de vir a ocorrer eventual “peixeirada” na assembleia do passado dia 31 de Março, diríamos que o imbróglio que abunda lá para os lados do Centro Social de Paços de Brandão dá certamente para a confecção de uma boa caldeirada.

Para começar, como bons britânicos que somos (desculpem, brandoenses – que a bem dizer é basicamente a mesma coisa!), nada mais óbvio que o primar pela exactidão e rigor no início da ordem de trabalhos. Bem, não sabemos se exactamente ou rigorosamente (já que a fome se confundia com o sono e a vontade de terminar o que nem sequer havia começado), mas lá que eram perto das 22horas quando o espectáculo começou, lá isso eram!

Os bilhetes haviam sido comprados com alguma antecedência para assistir à antestreia. A expectativa era enorme e o atraso derretia os nervos aos actores, com receio de lhes dar “a branca” no momento das suas deixas.

O Presidente da Mesa, não fosse a memória falhar-lhe, entrou também ele todo triunfante anunciando que o primeiro ponto da ordem da trabalhos (leitura e aprovação da acta da assembleia anterior, a “famosa”, a da verdadeira peixeirada!!!) ficava para a próxima. De Outubro de 2009 a esta parte não se pense que o homem seja imenso: o tempo foi curto por demais e não chegou para a elaboração da dita cuja acta.

É então que se começa a perceber a inquietude de alguns actores, já que os planos teriam de ser todos alterados, e de improviso! Ora isto não se faz, Sr. Presidente!!! Lá que quisesse recuperar o atraso, “matando” um dos pontos tudo bem, mas podia ter sido outro qualquer. Este, efectivamente foi pena. Mas, se não foi pela “Ordinária”, que venha de lá a “Extraordinária”.

Quanto aos segundo e terceiro pontos da ordem de trabalhos (contas de 2009 e orçamento 2010), entre outras figuras, destacaram-se sobretudo as abordagens preliminares do Presidente da Direcção (focando a obra feita e algumas das dificuldades sentidas e até já ultrapassadas), assim como algumas “dúvidas existenciais” lançadas pelo contabilista cá do “Palatiolo”, colocando não só em causa a capacidade de quem fez o trabalho, mas querendo sobretudo mostrar que, afinal, até percebe da coisa. Curioso… agora vendo bem as coisas, que fazia ele lá? Onde é que já vimos este filme?

Algumas explicações do senhor auditor, contratado quer para fiscalizar como para realizar a contabilidade do Centro Social, umas achegas do senhor advogado e a noite lá se foi passando com relativa tranquilidade, às voltas com números, estado dos passivos, anos prioritários e menos prioritários (mas que fazem pender os resultados dos prioritários), contas de 2005 bloqueadas pela Segurança Social, etc, etc. Mas esperem lá: o homem que veio para fiscalizar também elabora o que é suposto ele mesmo auditar? E a caldeirada começa a ganhar tempero…

Delicioso, delicioso foi mesmo a entrada triunfal no quarto ponto da ordem de trabalhos (outros assuntos de interesse), quando um (“uma”) dos elementos da anterior direcção, coadjuvado pelo respectivo companheiro (a quem a páginas tantas alguém lhe disse: “respeite para ser respeitado”), lá pôs o improviso (anunciado no primeiro ponto) a funcionar a todo o vapor. É que ao vapor os legumes ficam sempre bem mais saborosos! Ficou registada a indignação pelo facto de a auditoria às contas do Centro Social não estar concluída (nem ter prazo à vista para que tal aconteça) e que mais um mandato chegaria ao fim sem que a caldeirada fosse esclarecida, permanecendo a imagem do anterior executivo do Centro esturricada.
E, sem mais nem porquê, tudo se acaba sem aviso prévio... logo agora que a caldeirada nos estava a saber mesmo bem!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Quinta do Engenho Novo - O sonho de um Presidente!

Segundo informação a que o Engenho teve acesso hoje, a razão para o abate das árvores da Quinta do Engenho Novo teve como motivação um sonho antigo, que o nosso querido Presidente da Junta vinha mantendo ao longo das noites.

Numa reprodução artística desse vislumbre paradisíaco, partilhamos com os nossos leitores um trecho dessa fantasia que inunda o imaginário do nosso Mino!

Personalize funny videos and birthday eCards at JibJab!

GRIB - Resultados 25 a 30 de Março

(Clicar na imagem para aumentar)

"Habemus" Parque infantil!

Não sabemos se por ser Páscoa (onde a tradição diz que devemos enfeitar a fachada para o sr. abade ver), ou se por andar a reboque de algumas críticas mais ou menos simpáticas que o Engenho, e também algum povo da freguesia, ia proferindo em relação ao caricato parque infantil do arraial.
O certo é que esse estava "fora da lei" fazia 2 anos, e isto sem que as autoridades deitassem mãos ao "bandido", que é como quem diz: Ordenassem desmontar o referido parque irregular.

A realidade porém, mostra que o nosso querido Mino da Junta, após um erro inicial de cálculo em relação aos meses do ano, confundindo Fevereiro com Março, lá consegue corrigir e fazer "fumo branco" ao prometido nos jornais, apesar da conjuntura desfavorável e de "dinheiros que não abundam". O Mino com algum "engenho" e "arte", lá descobriu uma "árvore" das patacas, conseguindo com isso dar um parque novo ás crianças da freguesia, mesmo a tempo do domingo pascal!

Se através do Engenho fazemos eco da insatisfação que suscitam muitas coisas que a Junta faz mal, é também aqui, e sem qualquer tipo de prurido, que lhes apresentamos os nossos parabéns por esta obra agora apresentada!

Apesar de já terem rotulado o Engenho de todas as cores do arco-íris político, reiteramos que cada texto aqui publicado não é mais que o reflexo da visão independente que cada autor coloca nas suas palavras. Umas vezes mais ásperas para uns, outras vezes mais suaves para outros, como é prova disso o texto que hoje vos trazemos. Lembramos que essas mesmas considerações visam apenas e só lançar o debate saudável, que numa democracia também ela de boa saúde exige.
Temos como sentido único chamar a atenção e tentar ajudar na solução dos problemas, que inquietam o dia a dia de todos os Brandoenses.

Faz hoje dois anos

Há 2 anos atrás, nesta mesma data, num dia que infelizmente não foi de mentira, a triste realidade de um caso trágico de violência doméstica bateu-nos aqui bem perto da porta. A História que trago aqui ao Engenho, foi extraída do jornal "Público", que relatava um caso extremo que culminou em duplo homicídio e suicídio ocorrido em Paços de Brandão.

"Um homem, com cerca de 40 anos, matou hoje de manhã a mulher de 40 anos e o cunhado de 38 e suicidou-se de seguida. O empresário de Paços de Brandão, Santa Maria da Feira, usou uma caçadeira de canos serrados para matar a esposa que se encontrava no escritório da oficina situada na zona industrial brandoense.
A mulher foi atingida na cabeça. Momentos antes o homem já tinha disparado contra o cozinheiro que se encontrava no restaurante, do qual era proprietário juntamente com a esposa.
O funcionário atirou-se para o chão e conseguiu sair pela porta da cozinha, procurando ajuda depois de bater nos portões de algumas fábricas que se encontravam em frente ao restaurante. O cozinheiro Paulo Jorge Soares conta que o casal estava a tratar do processo de divórcio e que o empresário já tinha ameaçado matá-lo e à esposa. Familiares que acorreram aos locais dos crimes confirmaram que o homem tinha dito, por várias vezes, que se iria matar.
O empresário matou ainda o cunhado num restaurante situado no centro da vila. Depois disso, suicidou-se perto de um parque da freguesia de Santa Maria da Feira. O casal deixa dois filhos menores, uma rapariga de 17 anos e um rapaz de 12. A Polícia Judiciária do Porto tomou conta do caso."

Esta efeméride triste, serve para nos recordar a todos para uma realidade, e quase proclamar este dia primeiro de Abril, como o dia anti-violência doméstica para Paços de Brandão! Fica, por isso, aqui a minha homenagem ás vitimas deste acto de barbárie.

quarta-feira, 31 de março de 2010

O seu comentário deu um post (I)

Comentário deste  post:

Apenas um breve comentário ao publicado pelas 12:10.
Em "FEIRA 2020 - um olhar para o futuro", edição da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, páginas 104 a 107, "Requalificação da Quinta do Engenho Novo - Paços de Brandão", é dito o seguinte: «...As poucas infra-estruturas existentes estão degradadas ou destruídas, não respondendo às necessidades de uma procura crescente e cada vez mais diversificada. É, por isso, objectivo primordial da autarquia responder a esta procura, criando novas infra-estruturas, assumindo este espaço como uma referência concelhia para fins recreativos, ecológicos e pedagógicos, dignificando o seu carácter simbólico.
No Plano Director Municipal (em vigor desde 1983, em fase de revisão), e no Plano de Urbanização de Paços de Brandão, este espaço tem sido sempre considerado como prioritário para desenvolver um Área de Equipamento.»
Quem ler a requalificação, fica a saber que a Câmara Municipal da Feira pretende construir um lago, estacionamento, hortas e um parque merendeiro. Isto tudo faz parte de uma requalificação que será efectuada a expensas da Câmara, ora o que tem vindo a público, é que a Junta de Freguesia está a proceder a tal requalificação, e que não tem que dar explicações a ninguém. Bem, a ser verdade isto, parece-me que se deveria levantar a questão em saber a quem pertence o "Parque Municipal da Quinta do Engenho Novo", se à Câmara se à Junta de Freguesia de Paços de Brandão?...Donde saem as verbas para as despesas e onde entram as receitas referentes à venda da madeira?...Se o projecto é o que vem mencionado no FEIRA 2020 ou se é outro qualquer?...São respostas, quer queiram ou não, o cidadão comum tem que saber, já num comentário que fiz, afirmo que não deverá ser necessário ser-se militante de um partido qualquer, neste caso do PSD-PP, para se ficar a saber das intenções das autarquias no respeitante a assuntos de interesse público. Não cai «os parentes na lama» aos autarcas descerem um pouco do seu pedestal e conviverem e elucidarem aquelas pessoas que neles votaram e que como é óbvio são o povo, que na sua maioria não olharam à cor partidária, mas sim às pessoas em que acreditaram que estivessem em melhor condições para estar à frente da nossa autarquia, quando colocaram o seu voto nas urnas. Não é qualquer agente partidário que tem que dar explicação do que se passa na Junta de Freguesia.
A democracia e a cultura não se alimenta de uma só cor partidária, a democracia é formada pelo respeito mútuo de todos nós, de ideias, de culturas, religiões, de políticas sociais, sem clubismos partidários; quanto à cultura, não se obtém num estabelecimento qualquer, não é ter parteleiras de livros só como motivo de ornamento e mostrar ao semelhante que eu sou culto porque tenho muitos livros. A educação e a formação da intelectualidade de um ser adquire-se ao longo de uma vida, com muito interesse pela leitura, estudo e compreensão pelo seu semelhante, nenhum ser é dono do que quer que seja, sem liberdade,sem educação e sem justiça, a cultura como a democracia, não se compram e nem se alimentam de uma só cor partidária, adquirem-se com trabalho, estudo e espíritos abertos.Construa-se pois a democracia e a cultura, mas em liberdade, educação, justiça e respeito pelo seu semelhante (o povo).
Obrigado Engenho e força com os comentários, em liberdade e em democracia.

Nota do Administrador: São estas manifestações de apoio ao trabalho desenvolvido pelo Engenho, que nos motivam a continuar. Os nossos mais sinceros agradecimentos ao autor deste comentário.

Laranjas - A obra da Junta e seus fundamentos

Do que tenho visto publicar por cá e de muitos comentários lidos, ressalta um tom do “bota abaixo” por tudo e por nada.

Na Quinta do Engenho, por exemplo, estará apenas a desenvolver-se a primeira fase de uma larga recuperação desse espaço.

Naturalmente mais explicações não serão dadas pois o Sr. Presidente não terá que se desdobrar em explicações para meia dúzia de fedelhos que escrevem, e bem, sobre tudo e sobre nada.

Pecam na escrita pela rapidez com que o fazem. Aparecem de imediato quando ainda se projecta a obra ou se fazem os alicerces. Não dão tempo de nada, não visionam o seguimento e depois acontece o comum dos jornalistas, falam, dilatam, fazem noticia sobre a falta de obra, sobre a obra e como poderia ser a obra de outra maneira.

Vamos ser menos mesquinhos e parar de bater sempre no mesmo. Deixem trabalhar quem quer trabalhar.

Gostaria de vos ver mais por perto dos objectivos que aos poucos vão sendo atingidos. Acreditem ou não esta junta é mesmo uma viragem para o progresso e não levará um ano e os resultados serão por demais evidentes. Se estiverem atentos verão que esta junta está a cumprir com os recursos que tem, as principais linhas do seu programa eleitoral. Agora não contem que os elementos do executivo venham para aqui dar explicações pois todos sabemos das suas limitações a nível das novas tecnologias da informação.

Contudo fico grato aos administradores deste espaço por conseguirem manter um certo nível nos posts, o mesmo não se pode dizer dos comentários.

Espero que com a minha colaboração, e se publicarem o meu email, isto fique com uma participação laranja mais personalizada. Como não fazem reportagens nem entrevistas é perdida uma oportunidade de vos pedir uma entrevista.

Fiquem bem, alimentem a democracia e a cultura.


Nota do Administrador: O Engenho reitera, e este post de um texto integral de um simpatizante PSD o prova, que publicamos tudo aquilo que nos queiram fazer chegar, gostemos ou não, apenas deve respeitar as nossas linhas editoriais.

Centro Social de Paços de Brandão - Assembleia dia 31/03/2010

Vai decorrer no próximo dia 31 de Março, pelas 20.30 horas, uma Assembleia Geral Ordinária, dirigida aos associados do Centro Social de Paços de Brandão, cujos principais pontos da ordem de trabalhos tocam aspectos como a discussão e aprovação quer das contas de gerência de 2009, assim como do plano de actividades e orçamento para 2010 (e respectivo parecer do Conselho Fiscal), para além de outros assuntos que possam vir a ser considerados de interesse.


Perspectiva-se uma sessão bastante "apeixeirada". Nós no Engenho procuraremos estar atentos ao que por lá se irá passar.



terça-feira, 30 de março de 2010

As árvores da Quinta

O Problema do corte das árvores segundo a opinião de ilustres pensadores.


As árvores foram cortadas porquê?


-Professora Primária
"Porque as árvores queriam cair no chão."

-Criança
"Porque sim."

-Platão
"Porque queriam alcançar o Céu."

-Aristóteles
"Porque é da sua natureza serem cortadas."

-Descartes
"As árvores cresceram antes de serem cortadas, logo, existem."

-Rousseau
"As árvores por natureza são boas; a sociedade é que as corrompe e as levam ao corte."

-Freud
"A preocupação com o facto de se cortarem troncos é um sintoma de insegurança sexual."

-Darwin
"Ao longo dos tempos, as árvores vêm sendo seleccionados de forma natural, de modo que, actualmente, a sua evolução genética fê-las dotados da capacidade de serem cortadas em prol do ambiente."

-Einstein
"Se o corte prejudicou o ambiente ou se o ambiente prejudicou o corte, depende do ponto de vista... Tudo é relativo."
-Martin Luther King
"Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todas árvores livres podem crescer sem que sejam questionados os motivos. A árvore sonhou."
-George W. Bush
"Sabemos que as árvores foram cortadas para se poder dispor do seu poder de destruição maciça. Por isso tivemos de eliminar algumas."

-Cavaco Silva
"Porque é que foram cortadas, não é importante. O que o país precisa de saber é que, comigo, as árvores vão dispor de uma conjuntura favorável. Não colocarei entraves a que as árvores sejam cortadas ou plantadas."

-José Sócrates
"O meu governo foi o que plantou mais árvores. Quando for reeleito, vou construir duas quintas uma de cada lado da vila para que cada um faça o que quiser ás suas árvores."

-Mário Soares
"Já disse às árvores para não se deixarem cortar! Eu é que vou cortar! Não vou desistir porque sei que os portugueses querem que eu corte novamente!"

-Manuel Alegre
"A árvore é livre, é linda, uma coisa assim... com sombras! Elas cresceram, crescem e crescerão, porque o vento cala a desgraça, o vento nada lhe diz!"

-Jerónimo de Sousa
"A culpa é das elites dominantes, imperialistas e burguesas que pretendem dominar as árvores, usurpar os seus direitos e aniquilar a sua capacidade de atravessar o céu, na conquista de um mundo socialista melhor e mais justo!"

-Francisco Louçã
"Porque é preciso dizer olhos nos olhos que só por uma questão racista a árvore necessita de atravessar o céu. É uma mesquinhice obrigar a árvore a ser cortada!"

-Valentim Loureiro
"Desafio alguém a provar que a árvore atravessou o céu. É mentira...!!! É tudo mentira!!!"

-Paulo Bento
"A árvore atravessou o céu com naturalidade... Era isso que esperávamos e foi isso que aconteceu, com muita naturalidade. As árvores ainda eram muito jovens e estas coisas pagam-se caro, com naturalidade!!!"

-Zézé Camarinha
"Porque foi ao engate! É um verdadeiro macho, viu uma serra camone do outro lado da junta e já se sabe, não perdoou!!!"

-Lili Caneças
"Porque se queriam juntar aos outros paus para descasque."

-Presidente da Junta
"NÃO NOS DIZ NEM TEM QUE DIZER NADA."

Quinta do Engenho Novo - Passado e presente

A Quinta do Engenho Novo, onde outrora foi fundada uma das primeiras fábricas de papel de Paços de Brandão, foi saqueada! Temos que reconhecer que existia a necessidade de uma poda, entenda-se poda no espaço. Principalmente na zona poente, depois da estrada que dá acesso ao Clube de Ténis, existia e existe, um grande amontoado de Acácias (vulgo austrálias) a necessitarem de ser cortadas .
O que foi feito efectivamente, não foi uma poda, foi um desbaste sem dó nem piedade! Saíram camiões de eucaliptos, de austrálias e também muitos pinheiros, ao contrário do que dizem os que se julgam entendidos, e por sinal eram de grande porte.
Afinal porquê? Para arrecadar dinheiro para pagar os gastos desnecessários? Haja decoro, e acima de tudo alguém que assuma os erros. Ao contrário do que alguns senhores dizem, muitos pinheiros foram derrubados. Afinal em que ficamos?
Antes a Quinta era o espaço de lazer, para fazer merendeiros, festas e não só, onde havia sombra. Agora só temos sol. As fotos que hoje trago ao Engenho, documentam a diferença no mesmo local, antes e depois do saque.
As árvores que agora lá colocaram para tapar a boca e olhos ao povo, daqui por quantos anos irão fazer sombra? Seria de bom tom que a Junta de Freguesia se pronunciasse sobre isto, devendo também tornar público quanto rendeu a madeira e qual o destino dado a esse dinheiro!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Quinta do Engenho Novo - Pinheiros centenários abatidos!

Vinha hoje no Terras da Feira, "pasquim" dos lados do castelo, uma referência ao abate de árvores levado a cabo pela Junta de Paços de Brandão. De acordo com a tese quer da Junta, quer da Câmara, nas figuras de Firmino Costa, e Emídio Sousa, respectivamente, apenas Eucaliptos e Acácias, espécies por sinal parasitas, estariam a ser cortadas. Indo mais longe, classificam como "Não entendem nada do que estão a dizer", aqueles que contestaram isso publicamente, nomeadamente a CDU, os ex candidatos à Junta,  e já agora o Engenho!
O que vos trago hoje para verem no Engenho são umas quantas fotos tiradas neste fim de semana, que provam efectivamente estão a ser cortados pinheiros bravos e mansos  e, a julgar pelo tronco, estavam em bom estado de saúde além de terem uma idade considerável.
Por esta razão, e a menos que os eucaliptos ou acácias sejam uma espécie de árvore travestida, os nossos autarcas estão a mentir, ou pelo menos a tentar atirar areia para os olhos das pessoas.

Também pode ser que estes senhores não entendam patavina de árvores e, para eles, um pinheiro seja igual a um eucalipto, tal como uma alface é igual a um limoeiro, ou será que a culpa é da arquitecta que, como só percebe de paisagens, não  entende nada de botânica?

Se as fotos não são de pinheiros cortados na Quinta do Engenho, perdoem-me  que devem ser hortaliças!...Ou serão laranjeiras?
Reafirmo a tese de "grave atentado ambiental" em toda esta situação, até porque soube entretanto que nessas árvores agora abatidas existiam ninhos de aves protegidas, nomeadamente espécies de águias, ou seja não houve qualquer estudo de impacto ambiental.
Como disse o nosso querido Mino, "as afirmações ficam com quem as faz", concordo e vou mais longe, "as atitudes ficam com quem as toma"! 


(Clicar nas imagens para aumentar)

sábado, 27 de março de 2010

Era uma vez um fora da lei



Nada como chegar no final do mês para que se possa fazer render os trocados que caiem no bolso (provavelmente oriundos das recentes receitas provenientes lá dos lados da Quinta do Engenho Novo), podendo-se pagar mais um serviço à freguesia. E se a coisa não aconteceu mais cedo é porque efectivamente a obra tem sido em grande, não havendo tempo nem “tusto” que dê para mais.

Isto acontece, principalmente, quando os meses ficam maiores que os previstos no calendário gregoriano. Não há orçamento que resista a uma situação destas!!! É que, para quem não sabe, o mês de Fevereiro de 2010, para o nosso executivo, prolongou-se por mais 26 dias que o expectável, tornando-se o mês mais comprido de toda a história da humanidade. Mesmo tendo sido afirmado em assembleias de freguesia os timings para a acção, na prática não importam os meses, os dias, os anos… interessa é que a obra surja e aos impacientes: esses que sosseguem o facho (afinal a segurança das crianças não é assim tão prioritária quanto isso... para a angariação de votos!!!).

Acusados de “fora da lei”, logo havia que “limpar” o nome. E como o que mais dá por estas bandas é mesmo limpar, nada como arregaçar as mangas (agora nem percebemos muito bem como o conseguem fazer!!!) e, depois da limpeza dos candeeiros do arraial, começar a limpar o parque infantil. A tendência da limpeza, afinal, é para manter… A propósito: quanto irá render, desta vez, o material que de lá saiu?

Dê o que der, faça-se o que se fizer daqui em diante em relação a este assunto, o certo é que a nossa Junta está de parabéns, por ter prestado atenção e tomado uma atitude face a um assunto que já era gritante.

O Observatório do Engenho agradece o empenho mas… ficará a aguardar com toda a paciência com que o queiram testar, pelos “finalmente” que estão reservados ao ex-parque infantil. As nossas crianças também!!!