terça-feira, 14 de janeiro de 2014

BE - E o pavilhão de Fiães?

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Numa das últimas Assembleias Municipais de 2013, questionado sobre a situação do Pavilhão de Fiães, Emídio Sousa foi perentório em afirmar que este tema não lhe merecia qualquer preocupação, uma vez que estávamos todos convidados para a sua inauguração ainda antes de findar o ano. Bem, já estamos em 2014 e nada.

Pode parecer grave o erro, mas o pior ainda estava para vir...

Será disputado entre 9 a 17 de Abril em Santa maria da Feira e Espinho, o Campeonato de voleibol Escolar, organizado por estes dois municípios em colaboração com o Ministério da Educação e Ciência e com a Federação Portuguesa de voleibol. Evento este, que contará com a participação de 32 equipas masculinas e femininas, envolvendo 950 atletas em representação de 36 Países...não contabilizando com todo o staff que também acompanhará todos os participantes.

Fiães possui um clube de voleibol com 57 anos de história, com vários escalões de formação, com uma equipa sénior que disputa o campeonato da 2ª divisão...não fossem suficientes estes argumentos, possui na sua terra um pavilhão "novo" totalmente dedicado à prática desta modalidade. No entanto o inacreditável acontece, Fiães não é contemplado com nenhum jogo deste campeonato e ainda, o clube não participa sequer na organização do evento.

Estranha-se muito, que numa altura em que se discute neste município a relação a desenvolver com as mais variadas associações e a forma de estreitar a colaboração com estas, valorizando muito mais uma relação imaterial, deixa-se de fora um clube com este palmarés e acima de tudo, com um conhecimento profundo desta modalidade.

Perante uma situação que é no mínimo muito caricata, o BE questiona:
- O que se passa com o Pavilhão de Fiães?
- Está pronto ou não, e pode receber um evento desta dimensão? E porque não foi considerado para este evento?
- Qual é a relação deste executivo com o Clube Desportivo de Voleibol de Fiães? E porque que não foi convidado para integrar a equipa organizadora do evento?

Este novo ciclo começa a parecer ainda muito pior que o antigo, que não deixou saudades a ninguém.

HISTÓRIA DE PAÇOS DE BRANDÃO

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Caros amigos (as),

Nas últimas eleições autárquicas, dirigi-me pessoalmente, a todos os candidatos a autarcas, de todos os partidos, e, aos quais perguntava: «…será audácia a mais perguntar a todos Vós, candidatos a autarcas – prestai atenção, que eu digo todos Vós – avaliais suficientemente o que representa para esta Paróquia (Paços de Brandão) o conhecimento da verdade histórica das suas origens. Não Vos peço mais do que aquilo que não podeis dar.»

É claro que em Fevereiro de 2012, já tinha manifestado e referenciado, o que estava menos correcto à Junta de Freguesia de Paços de Brandão. Se num caso já lá vão dois anos para me darem uma simples resposta, no outro, apenas um partido tomou posição, através do seu candidato à autarquia, como é óbvio, tenho que agradecer ao BE. Também tenho que reconhecer, que a nível pessoal, tenho sido contactado por pessoas, que de certa maneira estão ligadas, tanto ao PSD, como ao CDS, que me têm manifestado o seu interesse em se interessarem pela verdade histórica das origens da nossa Paróquia.

Mas porque me estou, novamente, a interessar-me por este assunto?...Seria mais vantajoso, deixar estar tudo como está, mas, como tenho dito, só tenho procurado que a verdade histórica seja encontrada, nada mais me move, e, assim continuarei. 

Caros Amigos (as), tenho constatado que pessoas, que à falta de outros argumentos, se escudam com a tradição popular, para eles, e evidentemente, para todos aqueles que se interessem por História elaborei o artigo que oportunamente foi publicado, sob o título, A TRADIÇÃO NA HISTÓRIA, talvez todos aqueles que estudaram esta disciplina, revejam os seus conhecimentos e os apliquem em consciência e com o objectivo de se encontrar a verdade histórica.

Devo lembrar-Vos de que esta questão não é nova, e, nem sequer fui o único a referir-me a ela. Já em 1996, o Sr.Dr. A. De Almeida Fernandes, a pedido do Sr. Dr. Pinto de Oliveira, se referia a este assunto, e, particularmente à data de 1095, ele nos diz: «…o ano de 1095 seria inaceitável, porque está há muito arredado da historiografia para a  vinda do conde D. Henrique: de modo que o tal ”Blandon” não podia ter fundado Paços de Brandão nesses anos e não há os 900 anos em 1995, comemorados (e “lapidados”, pelo menos em projecto.». Também em Novembro de 2007, veio à estampa, um livro, com o título, OS BRANDÕES – Origens e Varonia (938-1663),do Sr.Dr. M. Antonino Fernandes, cuja “Dedicatória” é bem explícita quanto ao conteúdo do livro: «A toda a grande família Brandoense, sobretudo os naturais de Paços de Brandão, que se prezem da terra, do sobrenome e de conhecer as suas raízes históricas.»; e na sua “JUSTIFICAÇÃO”, diz-nos: «São tão anacrónicas e fabulosas as notícias que nos dão os Armorias e Nobiliários sobre as origens de algumas famílias portuguesas, que quem procure os ascendentes mais remotos da sua linhagem fica redondamente desiludido.»; e no que se refere concretamente ao  livro do Sr.Pde.Correia, diz-nos o seguinte: «A origem dos Brandões, recentemente tão enfatuada pelo P.Joaquim Correia da Rocha, em “recordar 900 anos de Paços de Brandão”, é mais um exemplo flagrante disso mesmo.»

Em documentos que enviei aos candidatos a autarcas, bem como à Junta de Freguesia de Paços de Brandão, e que agora vou levar ao Vosso conhecimento, podem constatar   que o que se encontra escrito, quanto às origens desta Paróquia, nos 900 anos, está de tal maneira afastado da realidade histórica, que teimar em não rectificar, o que lá se encontra relacionado, e, por mim já  por diversas vezes referido, é não prezar pela história desta Terra e muito menos em ter um  pequeno, que seja, interesse pela verdade histórica das origens de Paróquia de São Cipriano de Paços de Brandão.

Paços de Brandão, 08 de Janeiro de 2014
Carlos Alberto Sequeira Varela





terça-feira, 7 de janeiro de 2014

C.D.P.B. - Mapa Jogos: Semana 11 e 12 Janeiro 2014

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CiRAC - Sábado dia 11, Europarque: "Os Idiotas"

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O espectáculo terá lugar no Europarque – Grande Auditório  e trata-se de uma Comédia. Considerado por muitos como a melhor comédia apresentada em Portugal no Ano 2013, “OS IDIOTAS” saem do Casino dos Oceanos (local onde estiveram 6 meses em exibição) directamente para o Europarque abrindo assim, em Santa Maria da Feira e com o CiRAC, a sua digressão nacional.

Ver «Os Idiotas» é a melhor coisa que lhe pode acontecer... Se no final desta comédia detectar sintomas antes desconhecidos, não se preocupe. Esses sinais fazem parte do projecto de contaminação que «Os Idiotas» delinearam para o livrar desse semblante sério a que a rotina o condenou. Faça uma pausa...

Assim, o CiRAC tem o prazer de apresentar, no próximo Sábado, dia 11 de Janeiro 2014, pelas 21h45, no Grande Auditório do Europarque, o espectáculo “OS IDIOTAS” que conta com a participação de  Aldo Lima, José Pedro Gomes, Jorge Mourato e Ricardo Peres, quatro dos maiores gurus da comédia nacional.
 

PCP - Comunicado de imprensa sobre Lourosa

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CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA DE PAÇOS DE BRANDÃO

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A TRADIÇÃO NA HISTÓRIA


    Quando andava nos bancos do liceu, ensinaram-me que havia uma diferença muito grande entre as leis históricas e as das leis físico-naturais. O cientista limita-se a descobrir as relações constantes entre os fenómenos que observou, traduzindo-as em leis. O historiador tenta compreender o particularismo dos factos passados, num esforço para se libertar do seu próprio condicionalismo como sujeito moral e político que sempre é.

   Na História, o acontecimento é único, não se repete. Não é portanto uma «ciência exacta», porque não pode prever as diferentes modalidades que os factos futuros podem revestir, mas pode chegar a leis de carácter estatístico, servindo-se da história comparada.

   A síntese histórica, consiste, não só na reconstituição dos factos, mas no estabelecimento das suas relações causais. O verdadeiro historiador não é o que descreve, mas o que interpreta e compreende. Ora, só podemos compreender o acontecimento integrando-o numa síntese ordenada e inteligente. O facto é singular  mas tem infinitos liames a liga-lo ao passado e ao futuro. Estará a história subordinada ao princípio da causalidade?

   O bom historiador é aquele que, na vasta teia dos acontecimentos, vai destrinçar os fios da complexidade causal para indicar os que desempenharam o papel de mais relevo num dado fenómeno.

   A História deve ter uma narração verídica dos factos; uma narração que obedeça a uma informação verdadeira, certa, exacta, não fazer parte de qualquer pensamento mítico. Muitos escritores, falam do que merecia calar-se e calam o de que era necessário falar-se, o que se reverte numa ausência de espírito crítico nas suas narrações.

   Um facto histórico não pode ser observado directamente. Ele pertence ao pretérito…Fica, contudo, ao historiador a possibilidade de reconstruir mentalmente o acontecimento, de fazer a história buscando os factos (factum, feito). Para tal, ele tem de se socorrer dos documentos, isto é, dos traços presentes deixados pela acção do homem. Mas estes traços nem sempre são verdadeiros, nem sempre apresentam uma visão total do fenómeno a que parecem ligados. Sem documentos não se pode fazer história, mas só com eles a história não ganha autonomia de verdadeira ciência. Os documentos necessitam de ser iluminados pela crítica. Esta vai discernir o verdadeiro do falso, o provável do ilusório, o certo do duvidoso.

   Autores há que em virtude do seu subjectivismo, convicções políticas, morais, familiares, etc., se deixaram, inconscientemente levar pelo condicionalismo do seu nascimento, relatando um aspecto dos acontecimentos, aquele que mais interessava aos seus interesses particulares. A verdade histórica foi esquecida e os factos que nos apontam como verdadeiros, são escudados por uma possível «tradição popular», sem nos apresentarem qualquer prova documental que confirmem tal facto.

   Para terminar lembro que a Cultura é fruto de um trabalho de elaboração pessoal, ela não se herda espontaneamente, mas adquire-se por um esforço livre e consciente. Como diz Langevin (Écrits Philosophique et Pédagogiques, Paris,  1947), a cultura geral é «o que torna o homem aberto a tudo o que não é ele, a tudo o que ultrapassa o círculo estreito  da sua especialidade.»

  Por último lembro que chama-se tradição a transmissão dos testemunhos feita oralmente, e fixada ulteriormente por meio de monumentos ou escritos. Toda na narração, escrita mais de século depois do acontecimento, pode considerar-se tradicional.

   É sem dúvida este modo de transmissão o mais exposto a alterações e exageros; devemos pois conceder que se deve sujeitar a crítica mais rigorosa. Quanto às regras para apreciar o valor duma tradição, é preciso assegurarmo-nos:

a)      – De que os factos que constituem o seu objectivo são de importância excepcional; porque geralmente a tradição só vale para os sucessos capazes de impressionar  vivamente o espírito dos povos;
b)      -  De que é  ininterrupta; porque a tradição histórica só tem valor quando lhe podemos seguir o rasto até às testemunhas oculares;
c)      – De que é uniforme ao menos nas suas linhas gerais, e não variou nos diferentes povos, de costumes e interesses diversos;
d)      – De que não contradizem os monumentos mais estáveis da história;
e)      – Se finalmente, num dado momento, esta tradição se recolheu nalguma obra, resta fazer a crítica desta obra, e ver o  grau de confiança que nos merece.

Obrigado pela Vossa atenção,
Paços de Brandão, 06 de Janeiro de 2014
Carlos Alberto Sequeira Varela

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

CDU: Requerimento sobre a Rua das Escolas em Fiães

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Requerimento
30/12/2013

Apresentado por: Filipe Moreira (CDU)
Assunto: Inexistência de proteção entre passeio e rio

Exmo.
Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Santa Maria da Feira

A CDU - Coligação Democrática Unitária - tomou conhecimento, por via de cidadãos do concelho de Stª Mª da Feira da inexistência, na Rua das Escolas em Fiães, de proteção entre a margem direita do rio e o passeio (ilustrado nas fotografias anexadas).

Salienta-se que na rua anteriormente indicada existe apenas um passeio sem pavimentação (como ilustram as fotografias anexadas) construído do lado direito da margem do rio.

Esta situação é perigosa e potenciadora de acidentes graves, uma vez que o local mencionado dista apenas 200 metros da Escola D. Moisés Alves de Pinho e a rua citada padece de uma escassa iluminação.

Assim, nos termos legais e regimentais aplicáveis, requeiro a V.Exa, que através do Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal, os seguintes esclarecimentos:

1-    Que conhecimento tem o executivo da situação descrita?
2-    Que medidas vai tomar para solucionar esta situação e em que prazos?