segunda-feira, 22 de outubro de 2012

CURIOSIDADES – HISTÓRIA (IDADE MÉDIA)


Nunca é demais obter-se, certos  conhecimentos, quer através de leitura, da internet, etc., que nos levam a ter um melhor conceito do que foi feito a Idade Média, no nosso Portugal e principalmente na parte do território que se veio a denominar Condado Portucalense.

O meu gosto de assuntos que versem sobre tal período da nossa História, levaram-me a visitar locais, dos quais se contam muitas coisas, que em alguns casos estão relacionados com personagens e monumentos, dos séculos X ao XIII/XIV, que ainda estão bem visíveis ou noutras circunstâncias já, pura e simplesmente, não existem, estão reduzidos a pó, mas que nos atestam o que encontramos escrito sobre tal, bem como são suporte de «lendas» ou tradições orais.

Uma das curiosidades de que vou tratar, é da existência de alguns monumentos, a que lhe atribuem a edificação no séculos XIII, e que são denominados por, MEMORIAL ou MARMOIRAL. Segundo Almeida Fernandes, em “Sep.de Actas das I Jornadas de História e Arqueologia do Concelho de Arouca – Arouca, 1987, p. 10”, o termo Memorial, deriva do latim «memorare», que significa memória, enquanto que o termo Marmoiral deriva do antigo termo «morbus» que significa doença ou morte.

(Marmoiral do Sobrado – Castelo de Paiva)
 
No nosso território estão assinalados a existência de “Memoriais” ou “Marmoriais”, desde o século X, na região do Douro, encontramos os de Ermida, Sobrado, Arouca, Alpendurada e Lordelo, que estão relacionados, segundo a lenda, com  D. Mafalda, filha de D. Sancho I.

(Memorial de Ermida – Irivo; Penafiel)
 
D. Mafalda  era devota da Nossa Senhora da Silva, na Sé do Porto, quando se deslocou de Arouca ao Porto, em visita àquela imagem, acompanhada do seu séquito, morreu na viagem de regresso em Rio Tinto, a 1 de Maio de 1257. Ao longo do percurso, de Rio Tinto a Arouca, segundo refere a Lenda, foram erguidos Marmoirais destinados ao pouso do féretro da Infanta durante a viagem até ao Mosteiro de Arouca, que reformou e onde foi sepultada.

(Memorial de Alpendurada – Marco de Canaveses)
 
Nas Memórias Paroquiais de 1758 regista-se, ao que se conhece pela primeira vez, o Memorial de Sobrado, referindo-se que: «Há nella hua memoria ou memorial a que os moradores da terra, corrupto bocabollo, chamão Marmoiral, de comprimento de dez palmos a entrada da Quinta da Boavista, com suas cruzes abertas em pedras redondas nas cabeseiras, onde dizem descansarã o corpo da Raynha a Beata Mafalda, que trazia trazi o da villa de Canazeses para o seu Real Mosteyro de Arouca de Religiozas de Ordem de Cister, que dista desta villa duas legoas.»


(Memorial de Santo António – Burgo- Arouca)

Por: Solraro

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Morreu Manuel António Pina

Manuel António Pina 1943 - 2012


Manuel António Pina,  escrevia no «Jornal de Notícias» há três décadas, e entre os escritos que assinava, tinha uma coluna na última página, «Por outras palavras» que se destacava pela intervenção política (e muito crítica do estado da nação), e que muitas vezes o Engenho aqui reproduziu.
Além de jornalista, era autor de livros infantis, mas sobretudo um poeta! Tendo mesmo sido galardoado com o prémio Camões em 2011. Morreu hoje no Porto, aos 68 anos vítima de cancro, a este senhor o Engenho deixa aqui sua homenagem!

«O alerta do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos de que irá aparecer por aí, num futuro próximo, aquilo que o presidente desse organismo chama de "médicos de segunda", com diplomas obtidos em escolas privadas ou por "equivalência" (à maneira da controversa licenciatura de Relvas), devia ser levado a sério pelo Ministério da Educação, que tanto fala em "rigor" e em "qualidade".
A posição da Ordem dos Médicos surge na sequência da notícia de que uma escola privada terá arranjado maneira de transformar os seus licenciados em Ciências Biomédicas em turbolicenciados em Medicina (com dois meros anos de formação especializada), entrando por "equivalência" no 4.o ano da universidade espanhola Alfonso X, El Sabio. Tudo, como habitualmente, "dentro da lei".
O "caso Relvas" é apenas expressão daquilo que poderíamos classificar de "caso português", o chico-espertismo. Este atingiu proporções inimagináveis com o negócio de diplomas em que se tornou algum ensino superior privado (uma escola já oferece mesmo "licenciaturas duplas" em quatro anos, ao bom estilo promocional do "pague uma e leve duas").
A não ser que o Ministério da Saúde faça como o da Justiça, que não aceita licenciados à bolonhesa em Direito nas magistraturas, o mais certo é que os turbomédicos acabem no SNS-D (D de "desconstruído") do dr. Paulo Macedo: ficarão em conta e, para quem é, bacalhau basta.»

A sua última crónica assinada no JN em 03 de Agosto de 2012

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

C.D. P.B - Assembleia Geral dia 26 de Outubro

Enviado por e-mail:


BE - Oferece cheque ao ministro Pedro Mota Soares

Enviado por e-mail:



No Hotel Imperial em Aveiro, na abertura do IV Fórum Nacional das Pessoas em Situação de pobreza e/ou Exclusão Social, o Bloco de Esquerda decidiu aproveitar a presença do Ministro da Solidariedade e Segurança Social para lhe entregar um cheque de 35 mil milhões de euros, quantia que o Governo PSD/CDS vai tirar do bolso dos portugueses para dar de juros à troika. 

No entanto como agora o governo anda com medo do povo, os ministros não saem à rua. O BE vai enviar pelo correio o cheque para o ministério tutelado pelo Ministro Pedro Mota (Audi) Soares. Para 2013, o governo já anunciou mais medidas de austeridade que sacrificam os mais pobres - cortes nos subsídios de desemprego e de doença; corte nas pensões; aumento do IRS particularmente penalizador para as famílias com menos rendimentos.

Este assalto feito em várias frentes ao povo português servirá apenas para alimentar os juros à troika. O ministro Pedro Mota Soares, que tem criado milhares de pobres em Portugal para alimentar uma troika de juros especulativos, merece por isso que lhe seja entregue um cheque que materializa esse mesmo esforço.

CDU - VISITA DE TRABALHO AO CONCELHO DE STª Mª DA FEIRA

Enviado por e-mail:


Acompanhado por uma delegação de ativistas e dirigentes regionais do PCP e de “Os Verdes”, o deputado do PCP no Parlamento Europeu João Ferreira deslocou-se, na tarde da passada sexta-feira, ao Concelho de Stª Mª da Feira para se inteirar diretamente de alguns dos seus problemas ambientais mais prementes. 
Consistia objetivo principal dessa visita uma abordagem a duas situações/intervenções, onde nomeadamente se investiram fundos comunitários, a saber: o sistema de águas residuais da ribeira de Rio Maior e a selagem das pedreiras de Lourosa. Iniciando-se esta jornada de trabalho em Lourosa, aí se pôde constatar o atraso de mais de um ano por que passa a concretização da requalificação das respetivas Pedreiras. Como é público, esta matéria foi alvo de sucessivos alertas e denúncias da CDU e de ambos os Partidos que integram esta coligação, desde 2004, tanto no plano concelhio, como junto dos órgãos de soberania e instâncias europeias, mas que lamentavelmente o Executivo e Assembleia Municipais sempre fizeram vista grossa e só agora por elas pressionados se viram compelidos a agir e intervir no sentido da erradicação deste verdadeiro “cancro “ambiental. 
O próprio funcionamento da Comissão de Acompanhamento, reivindicação antiga da CDU, deixa muito a desejar, pois continuam a persistir dúvidas sobre a real capacidade das obras em curso naquelas pedreiras e sobre os montantes respetivos para a plena descontaminação dos terrenos e lençóis freáticos adjacentes, bem como faltam análises e monitorização ambiental feita até ao momento para se saber da evolução, se de facto existiu, desde o início das obras. 
Convém referir neste caso que, a Comissão enviou uma carta de notificação ao estado português, ao abrigo do Artigo 260.º do TFUE, por incumprimento do acórdão do tribunal. Seguiu-se depois uma deslocação a várias freguesias, em especial, Stª Mª de Lamas, Paços de Brandão e S. Paio de Oleiros, ao longo do curso da Ribeira do Rio Maior, em que foi notório o estado deplorável em que ela se mantém. Na verdade, confirmou-se mais uma vez nestes locais, tal como as fotografias anexas mostram, e como a CDU não se tem cansado de alertar, que não obstante toda a propaganda da Câmara PSD em relação ao tratamento da rede de esgotos no Concelho e dos muitos milhões já consumidos com a sua opção em concessionar a privados, nunca se lhes exigiu sequer objetivos a atingir no que à recuperação ambiental de ribeiras e rios se refere. Estamos neste plano praticamente na mesma. Em pleno século XXI, os rios e linhas de água continuam como se não tivessem sido investidos mais de 40 milhões de euros neste sistema de Rio Maior e ETAR de Paramos (59% vieram do Fundo de Coesão da União Europeia). Continuam pois, fortemente poluídos por descargas industriais e domésticas ilegais, praticamente mortos, com cores negras e cheiros pestilentos, sem qualquer tratamento ou reabilitação, num triste cenário de incúria, impróprio de uma sociedade desenvolvida e sustentável. Salta à vista a leviandade com que se prevarica, poluindo despudoradamente a céu aberto, pois a impunidade reina dada a inexistência de uma fiscalização no terreno que seja minimamente dissuasora e pedagógica. Na sequência desta visita de trabalho, o deputado João Ferreira não deixará de levar estas questões ao Parlamento Europeu, em articulação com as diferentes ações e iniciativas locais dos membros da CDU, contribuindo para a sua urgente resolução.

 Stª Mª da Feira, 17 de Outubro de 2012
 Comissão Coordenadora da CDU / Stª Mª da Feira.

Mário Crespo - Cai a máscara de um crápula

Caiu no e-mail:



«O texto vem de Moçambique onde, ao que parece, têm em fraca conta o jornalista Mário Crespo.
O sujeito que observo neste texto é aquele que diariamente fecha o telejornal da SIC dizendo que a RTP gasta, diariamente, não sei quantos milhões e que dá pelo nome de Mário Crespo.
Este sujeito foi meu colega de liceu Salazar, em Lourenço Marques, hoje Maputo. Sempre foi mau estudante, mas cheio de truques e boas amizades, sobretudo com a Mocidade Portuguesa.
Á custa das amizades, supõe-se, fez a "guerra" como relações públicas do Gen. Kaúlza de Arriaga, Comandante Chefe, em Moçambique.
Com o fim da guerra tornou-se no "papagaio" da rádio do apartheid na África do Sul, a SABC.
Com os estertor do regime sul africano, esperto como é, resolveu mudar de ares. Como era bem falante em inglês, e certamente com bons contactos nos protectores do apartheid (USA), veio para Portugal onde logo lhe ofereceram um bom tacho na RTP- correspondente em Washington. Trabalhava pouco, o que parece ser mal de nascença, mas gastava muito do dinheiro de todos nós, em cartões de crédito, ajudas de custo, festas, whisky etc. Foi devolvido, por má figura, para Lisboa.
Infelizmente, em vez de ser despedido, foi colocado na prateleira onde a SIC o foi buscar.
Imaginem quem o repatriou de Washington para Portugal. Um governo do PS! Está explicado o posicionamento político do crápula.
Os jornais revelaram que o seu amigo Relvas apadrinhava o regresso do Crespo à RTP. O Presidente da RTP, e bem, recusou. Foi demitido.
PS- Para que se saiba. Quando durante o governo de José Sócrates, este já farto do aproveitamento da posição de pivot na SIC Notícias, Mário Crespo fazia em directo uma campanha sem fundamento e contra o governo, José Sócrates então declarou num restaurante a um amigo que almoçava com ele, que era preciso afastar o Mário Crespo. Esta frase de desabafo foi ouvida numa mesa ao lado onde se sentava um amigo do Mário Crespo que lhe foi dizer, atiçando-o e dando origem a uma série de atitudes de aproveitamento político que envolveram a Assembleia da Republica onde o Mário Crespo também foi depor, fazendo então uma cena ridícula com uma T-shirt. Ora, quem era o amigo do Mário Crespo que ouviu o desabafo de José Sócrates....foi o "dr" Miguel Relvas.
Pertencem ambos ao mesmo conjunto de pessoas-tipo.»