terça-feira, 20 de julho de 2010

O seu comentário deu um post (XI)

Comentário a este post:


Os Eco - pontos são o espelho da nossa maneira de estar e de conviver em sociedade. Só olhamos para nós e os outros que se amanhem.Ninguém tem respeito pelo que nos rodeia, e, por vezes o exemplo devia partir de cima para baixo, quero dizer do poder autárquico para o povo.Não é admissível que numa freguesia como Paços de Brandão, se vandalize os Eco-Pontos e não se encontrem os responsáveis por tais actos, bem como o que se passa com a recolha do lixo doméstico, é deveras confrangedor ver o aspecto das ruas da freguesia, no final de Domingo e de Quarta-Feira. Sacos de lixo por tudo quanto é sítio,( não existem recepientes para os recolher), sujeitos à acção de diversos animais e do «bicho homem», que os pontapeia e atira para o meio da via pública.Julgo que não era muito complicado resolver este problema, de Domingo para Segunda e de Quarta para Quinta-Feira, era sòmente deslocarem-se, as nossas entidades autárquicas, ao Concelho vizinho de Vila Nova de Gaia, e, copiarem o que por lá se passa na recolha e armazenamento do lixo, quer seja o doméstico ou o reciclável, é que na sede do nosso concelho, eles,os senhores do castelo, já o souberam fazer, ou será que há autarcas de primeira e outros de segunda e de terceira categoria?!!!...Quando a nossa autarquia tratar de resolver estes problemas, poderemos então dizer: «Obrigado Amigos, com uma recolha mais efeciente do lixo que nos rodeia, estais a contribuir para um melhor ambiente e para a melhoria do nosso bem-estar». Bem até lá só me resta solicitar que os responsáveis da nossa Junta de Freguesia leiam atentamente o que aqui se vai denunciando e tomem as medidas , para que se lhes possa agradecer pelo que de útil fizerem nesta matéria. Até lá vamos assistindo aquilo que se pode classificar, como o estado mais que deplorável em que se encontra a recolha do lixo em Paços de Brandão, e, que está bem visível aos olhos de todos nós.Espero que o Sr.Presidente da freguesia encare este problema com a maior urgência possível, para que se lhe possa dizer:«Obrigado Sr. Presidente,pois não é só o arraial que é «gente», o resto também mereceu a sua atenção»!....

SOLRARO

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Rua dos Eucaliptos - Um cenário repetido

Fotos enviadas por e-mail:

Apesar de já por diversas vezes aqui termos chamado a atenção para a constante vandalização dos eco-pontos da Rua dos Eucaliptos, parece que a situação não se alterou!
Como podem constatar os estimados leitores do Engenho, as fotos são elucidativas e deveriam de deixar corados de vergonha todos os Brandoenses!
Se aos prevaricadores só mesmo através das autoridades policiais se resolveria a questão, já a mudança de localização e colocação de painéis com avisos sobre a colocação de materiais recicláveis, continua sem execução à vista!

Urge fazer alguma coisa Sr Presidente da Junta! Já está visto que limpar apenas não resolve. Metam aqui também mãos à obra e arregacem essas mangas! Deixem-se de estar de braços cruzados a olhar as árvores crescer na Quinta, e façam alguma coisa em relação a este problema! A freguesia é muito mais que as obras de fachada!

S. Paio Oleiros - Comunicado PCP na Amorim Revestimentos

Enviado por e-mail:

Ao longo das últimas semanas tem-se assistido nesta empresa a toda uma série de medidas por parte da administração e das chefias que lesam os direitos dos trabalhadores e visam aumentar a exploração e a precariedade.
A realidade está à vista de todos e não pode ser escamoteada. Os exemplos são mais que muitos e têm de ser denunciados e combatidos:
Desde o início do ano que se têm agravado as pressões junto dos operários mais antigos para as conhecidas "rescisões", ditas "por mútuo acordo", mas que se tratam de verdadeiros despedimentos encapotados e de que se consumaram neste período já largas dezenas, substituindo-os por novos trabalhadores, precisamente para as mesmas funções, com contratos a prazo que nunca são renovados.
Por outro lado, ao mesmo tempo que se vive na empresa este ambiente e um quadro de tensão, agravam-se os ritmos de trabalho e de produção para valores incomportáveis e desumanos, com todas as consequências negativas e riscos inerentes para a saúde e segurança dos trabalhadores, fomentando-se igualmente a competição e a divisão entre os trabalhadores dos diferentes turnos.
Como se tudo isto não bastasse, sucedem-se os actos administrativos e intimidações para limitar as liberdades individuais e sindicais, as restrições às pausas e à audição de rádio, o recurso ao banco de horas, etc.
Tudo isto não sucede por acaso. Deriva e enquadra-se numa violenta ofensiva anti-laboral que o governo PS/ Sócrates protagoniza e estimula, em benefício dos grandes grupos económicos, que assim acumulam cada vez mais lucros, fruto da maior exploração e concentração de riqueza, como é aqui o caso.
Os trabalhadores não são robots. Os seus direitos, duramente conquistados pela luta ao longo de muitos anos, têm que ser defendidos. Só a sua unidade e luta persistente poderá travar as tentativas em curso para os atingir e destruir.
É hora de dizer basta! É tempo de agir! Contra o roubo nos salários e o aumento dos preços, o PCP exorta à luta por todos os meios por uma ruptura com este estado de coisas e por uma verdadeira alternativa patriótica e de esquerda.

domingo, 18 de julho de 2010

Considerações sobre a história local - Paços de Brandão (XV)

IDADE MÉDIA – ATÉ AO SÉC. XIV – XV

ORDEM DE MALTA


Após a tomada de Jerusalém, pelos Cristãos, nos fins do século XI, cerca do ano de 1046, um grupo de mercadores da zona italiana de Amalfi, fundou ali uma pequena casa religiosa, inspirada na Regra de S. Bento e destinada a receber peregrinos, a dar-lhes asilo, a tratá-los nas suas doenças. Chamavam-lhe «Casa dos Pobres do Hospital de Jerusalém» ou «Hospital de S. João» - 1099.
Esta instituição foi confirmada em 1113 pelo Papa Pascoal II, como Congregação de S. João, que deu origem à Ordem dos Hospitaleiros ou Cavaleiros de S. João de Jerusalém. Bem depressa viria esta Ordem a estabelecer-se em Portugal.
A Casa de Jerusalém, devido às epidemias que afligiram os Cruzados e peregrinos, chegados ao Oriente, em breve se converteu numa vasta enfermaria. Com a fomentação das Ordens Militares, Papa Urbano II, Concílio de Clermont (1095) e a exemplo dos Cavaleiros do Templo, que combatiam os infiéis e defendiam o Sepulcro de Cristo, propunha-se a defender iguais propósitos, convertendo-se em Ordem Militar. Contudo, conservou o carácter beneficiente, mantendo, nas suas casas, os serviços de assistência (agasalho e enfermagem) dos peregrinos. Foi em 1120 que o francês Raimundo du Puy, nomeado Grão-Mestre, acrescentou ao cuidado com os doentes o serviço militar.
No ano de 1122, era de 1160, a Ordem já está dotada, com legados, e está possuindo ou ocupando o Mosteiro de Leça (distante pouco mais de uma légua da Cidade do Porto, junto do Rio Leça, de que tomou o nome) com muitas herdades, coutos e pertenças. No mesmo ano de 1122, em 28 de Julho, existe uma Escritura de Contrato e Composição, que fez o Bispo D. Hugo com Martinho, Prior do Mosteiro de Leça, aparecendo este com toda a regularidade conventual de Prelado e súbditos, remitindo-lhe por si e seus sucessores a obrigação do jantar (colheita ou contribuições, a que sempre ficarão obrigadas as referidas Ordens) em que só pelo referido Mosteiro lhe era obrigado: doação pelo Prior da Ordem ao Bispo do Porto de diversos bens.
É difícil fixar ao certo, quem concedeu a primeira doação à Ordem do Hospital; se o Conde D. Henrique com sua mulher D. Thereza; se esta juntamente com seu filho, ou finalmente se este só, naquela parte das conquistas de seu Pai em a Província do Minho e Galliza, de que somente tinha ficado mais liberto Senhor, continuando a sua Corte em Guimarães ?
Pode-se conjecturar que D. Afonso Henriques, imediatamente que ficou de posse pacífica de todo o Reino em 1128, se lembraria muito naturalmente de confirmar a Doação, ou fazê-la como de novo, a uns Cavaleiros e Donatários, de que cada vez iria recebendo mais serviços.
Em 1130 o Papa Innocencio II dá enorme distinção à Ordem, pelo empenho Na defesa da Terra Santa. É desta época, em que todos os Príncipes, Senhores, e Poderosos, repartem de suas rendas (com mão mais larga) a favor da Ordem do Hospital, que adquire enormes possessões, Igrejas, Terras, por esmola e doações, às quais chamou Comendas, entre as sete Nações e Províncias do Ocidente, que são: Inglaterra, Provença, Alvernia, França, Itália, Hespanha (antes da sua divisão) e Alemanha.
A Ordem foi introduzida em Portugal quase ao mesmo tempo que foi a dos Templários. Segundo D. Armindo Lopes Coelho, Bispo do Porto, na Homilia, da celebração de encerramento das Comemorações do Milénio da História do Mosteiro de Leça do Balio, 14 de Março de 2004, «foi na aproximação do Rio Leça, no lugar de Recarei, que houve um modesto cenóbio, de carácter familiar, documentado desde 1003. Sucedeu-lhe, em continuidade, uma construção românica do século XII, a qual terá recebido os primeiros Hospitalários portugueses. São pouco consistentes as datas e vagas as circunstâncias da sua chegada e implantação. Fala-se da interferência do Conde D. Henrique, insiste-se mais na doação de D. Teresa, por ventura em 1112 (para outros, um pouco mais tarde). Admite-se porém, e pacificamente, que no tempo de D. Afonso Henriques, os Hospitalários se integravam na vida do Reino».
Efectivamente, em 1140, D. Afonso Henriques concede carta de couto e dá privilégios. Leça do Balio foi pois a primeira sede e casa – mãe do Grão-Priorado em Portugal da Ordem Militar dos Hospitalários, que muito contribuiu para o desenvolvimento daquelas Terras da Maia (hoje integradas em Matosinhos).
O primeiro prior no tempo de D. Afonso Henriques, foi D. Frei Ayres, a quem foram concedidos inúmeros privilégios, no ano de 1157.
Em 1194, D. Sancho I doou à Ordem dos Hospitalários, a terra Guidintesta, junto ao rio Tejo, para aí construírem um castelo, ao qual o monarca, no acto da doação pôs o nome de Castelo de Belver, que foi a segunda casa em Portugal, que chegara a possuir treze vilas, e entre elas, Proença, Gavião.
Em 8 de Dezembro de 1231, no reinado de D. Sancho II, era prior da Ordem em Portugal, Mem Gonçalves, foi dado foral a Vila do Crato, mas supõe-se que conquanto a Ordem fosse senhora do Crato, ainda não havia sido elevada a sede da Ordem.
Crato, doado por D. Sancho II à que mais tarde, talvez em 1340, veio a ser a nova sede. O superior português era denominado de Prior do Hospital, e a partir de D. Afonso IV por Prior do Crato, sendo com este título D. Álvaro Gonçalves Pereira. Em 1350 passou por ser sede dos Cavaleiros de Malta, os mais privilegiados de Portugal. A Congregação ganhou fama na Europa e perpetuou-se com a designação de ORDEM DE MALTA, a partir de 1530, quando se estabeleceram na ilha do mesmo nome.
No século XIII (cerca dos anos 60) e princípios do seguinte, no oriente, a Ordem do Hospital, perde as últimas praças que aí possuía, também no seio da igreja existiam enormes perturbações, provocadas pelo cisma do ocidente, o que veio a levar a diversas correcções normativas, que foram efectuadas ao longo do século XV na Ordem de Malta, contudo as perturbações causadas à Ordem não acabaram aqui. A capitulação de Rodes e a defesa desta ilha em 1522, constituíram uma preocupação do Grão Mestre, que o leva a tomar medidas excepcionais, para a defesa da Ilha. A instalação da Ordem de Malta não coincidiu com o fim das hostilidades, bem evidentes na defesa desta Ilha em 1565, o que mais uma vez irá estar na base da resposta dada pelos freires, que saiem do seu Priorado em defesa destes locais distantes.
O conjunto de normas e respectivas penas, aplicáveis sempre que se verificassem certos desvios, traduzem uma crescente complexidade da organização da Ordem do Hospital durante a época medieval e uma maior insegurança nos órgãos conventuais, compatível com um incremento das brigas entre freires e o seu envolvimento com a comunidade civil, fruto do desenvolvimento da sua actuação na vida laica. Paralelamente, a evolução das cláusulas normativas apresenta momentos fundamentais, reflectindo as diversas conjunturas históricas, marcadas ora pela organização do convento, pela definição dos órgãos centrais de governo e pela definição das obrigações de cada unidade territorial, ora por dificuldades económicas resultantes da perda de domínios na Terra Santa, ora pelo Cisma da Igreja, ora por convulsões militares relacionadas com o avanço dos infiéis no Mediterrâneo.
Os Grãos – Priores (num total de 35), eram providos por dez anos prorrogáveis e gozavam no reino de honras de conde quando não eram ainda superiores.
A Rainha D. Maria I, por carta de 31 de Janeiro de 1790, confirmou o Breve apostólico do Papa Pio VI, ordenou que a administração do Grão – Priorado do Crato ficasse unida à Casa do Infantado, que seria extinta em 1843, assim como a Ordem dos Hospitaleiros.
O Priorado do Crato, tinha em 1834, cinco baliados: Leça, Sertã, Crato, Rio Meão e Rossos e Fossos (Rossos junto a Arouca, e Fossos em FAIA, Cabeceira de Basto); com a extinção ficaram incorporados no Patriacado.
No Mosteiro de Leça do Balio, casaram o Rei D. Fernando com D. Leonor de Teles. Na Capela-Mor do Mosteiro, encontra-se uma campa rasa brasonada (armas dos Almeidas e Vasconcelos) e, em arossólio adossado a parede direita, a arca tumular de Frei Cristóvão de Cernache (1569). Na parede fronteira situam-se os nichos que guardam os túmulos de Frei Lopo Pereira de Lima (1684) e de Frei Diogo de Melo Pereira (1666). No absidíolo do lado do Evangelho, encontra-se o túmulo de Frei João Coelho, com estátua jazente. Na capela de ferro, ao lado da Epístola, está a campa rasa do fundador, Frei Estêvão Vasques (1336), encimada por uma placa de bronze contendo o epitáfio do defunto em caracteres leoneses.

sábado, 17 de julho de 2010

Considerações sobre a história local - Paços de Brandão (XIV)

IDADE MÉDIA – ATÉ AO SÉC. XIV – XV

O MOSTEIRO DE SÃO PEDRO DE PEDROSO

O Mosteiro de São Pedro de Pedroso, fica situado na freguesia e Vila de Pedroso, interior Sul do Concelho de Vila Nova de Gaia, que tem o seu nome com origem no Castro do Monte Murado/Castrus Petrosos, ano de 7 d.c., hoje denominado Senhora da Saúde. Era um povoado castrejo habitado pelos Trudulos Velhos, e era servido pela Via Romana, que ligava Olissipo a Bracara Augusta.
A fundação do Mosteiro é de difícel atribuição, contudo, parece que foi doado por D. Gondezindo e fundado, segundo Frei Luís de S. Tomaz, no ano de 897. Era um mosteiro masculino, e pertencia à Ordem de São Bento. A primeira menção documentada, data de 1406. Ederonio Alvites, segundo as observâncias monásticas peninsulares, atribui o início do século XI, como data provável da sua fundação. Cerca de 1115–1120, adoptou a Regra de São Bento e das observâncias de Cluny.
Pedroso foi Couto e teve foral, concedido por D. Afonso, por carta de 3 de Agosto de 1128. A influência do Mosteiro, estendia-se por vasta área (37 freguesias), desde Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, termo de Aveiro, Vouga, concelho de Lafões, Santa Eulália de Vila Maior, (Concelho de Pereira Jusã). Possuía ainda direito de representação em 11 Igrejas. Em 1547, o mosteiro tinha um terço do padroado da Igreja de Milheiros de Poiares, no termo de Vila da Feira.
Desde os princípios do séc. XV até 1560, foi governado por abades comendatários, sendo o último o Cardeal D. Henrique, que anexou as rendas ao Colégio de Jesus de Coimbra. A comunidade beneditina manteve-se até à morte do último monge, ocorrida em vida de Frei Leão de São Tomás, segundo testemunho do próprio.
Are 1773, o Colégio de Jesus de Coimbra manteve religiosos no mosteiro encarregados da administração das rendas e do serviço paroquial até à sua extinção nesse ano. Os bens foram entregues à Fazenda da Universidade de Coimbra.
O Mosteiro de São Pedro de Pedroso, teve a honra, de ter acolhido no seu seio, Frei Pedro Julião (Pedro Hispano) que veio a ser o PAPA JOÃO XXI. Pedro Julião (1210 ?–1277), Papa João XXI (1276-1277), também conhecido por Pedro Hispano; dominava o latim, em que escrevia com correcção e elegância, possuía sólidos e vasto conhecimento da língua grega. Estudou Medicina e Filosofia, sobre que nos deixou, o «Thesaurus Pauperum» (Tesouro dos Pobres) e «Cânones Medicinaes», obras que tratam de Medicina, no que diz respeito à Filosofia, compôs “Problemas à maneira de Aristóteles” e “Summulas da Lógica”, obras que foram utilizadas no ensino de Filosofia, durante muitos anos. Foi contemporâneo do Rei de Portugal Afonso III, e é considerado o único pontífice português.
Pedroso era um Mosteiro que adoptou (1115–1120) a Regra de S. Bento, estabelecida no século VI por Bento de Núrsia, italiano fundador da Ordem dos Beneditinos, canonizado, mais tarde com a designação de S. Bento. Era uma ordem muito rigorosa, em que procurava para os monges uma vida de pobreza, castidade e obediência, sob a orientação monástica de um abade, cuja palavra era lei.
Na Idade Média, os conventos, para além dos serviços religiosos, para a divulgação e expansão do Cristianismo, eles albergaram no seu seio, grandes homens, alguns dos quais, ainda hoje projectam, sobre a sociedade, o respeito e a admiração, pois as suas actividades, não só estimaram e favoreceram as letras antigas, mas também as subtraíram a um aniquilamento. Nos conventos, foram salvos os principais códices, que os monges, com paciência, iam copiando, nas suas horas de lazer. Neste aspecto a Ordem de S. Bento, ficou justamente célebre. Os monges do Monte Cassino (Itália), de que S. Bento foi o primeiro abade, ficou conhecido e célebre por tais actos.

Espelho destruido na passagem de nível da Sobreira

Enviado por e-mail:


Este meu texto versa sobre o desrespeito sobre a forma como os “Digníssimos Brandoenses" “zelam" pela sinalização que serve para informar/orientar, ou seja, os espelhos que estão junto às vias em locais menor visibilidade, sobretudo os do caminho-de-ferro, ainda sem guarda.
Tenho reparado que o espelho que está junto da passagem de nível entre as ruas da Sobreira e do Paço Novo, normalmente, ou está rachado ou está destruído! Sendo uma passagem muito movimentada, pois liga as artérias principais da freguesia, e por isso quase inevitável de cruzar. Seria de bom-tom que este se conservasse em boas condições para oferecer aos condutores uma melhor visibilidade e segurança ao atravessar a via-férrea.
Até porque apesar da Refer já lá ter colocado semáforos e as cancelas automáticas desde Outubro passado, ainda não se completou todo o trabalho. Por isso, o espelho é uma óptima ajuda para os automobilistas. Lamentavelmente, a sua vandalização atesta de certa forma, a falta de civismo que os naturais de Paços de Brandão mostram!

Viva o civismo……………..

Sara

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Centro Social Paços de Brandão - Criança picada por seringa em praia de Esmoriz

in TSF:

Um menino de oito anos vai ficar sob vigilância médica durante um ano depois de na quinta-feira ter pisado a agulha de uma seringa no areal de uma zona concessionada da Praia de Esmoriz, em Ovar, afirmou o presidente do Centro Social de Paços de Brandão.
A criança integrava o grupo de cerca de 75 crianças dos 3 aos 12 anos que diariamente frequentam 10 toldos de praia que essa instituição do concelho da Feira aluga para o efeito à empresa Pé N'Areia, concessionária da zona balnear em causa.
Carlos Neves, presidente do Centro Social de Paços de Brandão, na Feira, declarou à agência Lusa que «a criança vai ficar sob vigilância médica durante um ano» e considera que «é inadmissível que uma situação destas possa acontecer numa praia regulamentada e com Bandeira Azul, onde se paga para usufruir do espaço e, afinal, não há quem garanta a salubridade do serviço».
«Aquelas barracas devem estar a ser usadas por gente que vai para lá à noite injectar-se e não há quem evite isso nem quem verifique o estado do local de manhã, antes de as pessoas chegarem à praia», observa esse responsável.
«Há tantos cuidados com a fiscalização dos autocarros e das cadeirinhas, e afinal nas praias não há segurança nenhuma, nem quem se responsabilize por ela», acrescenta Carlos Neves, adiantando que, às 09:30 de quinta-feira, nessa zona vigiada «também não havia ainda nenhum nadador-salvador de serviço».
O acidente com a seringa deu-se por essa altura e foram as funcionárias do Centro Social a prestar os primeiros socorros à criança. Essa foi depois encaminhada pelos bombeiros locais para o Hospital de S. Sebastião, na Feira, onde lhe trataram do ferimento no calcanhar e foi sujeita a exames ao sangue.
Os primeiros resultados das análises não indicaram qualquer anomalia, mas dado que certas doenças podem demorar meses a manifestar-se, o menino permanecerá sob vigilância médica durante um ano, até que possa considerar-se livre de perigo.
«Os pais da criança vão andar com o coração nas mãos durante um ano», realça Carlos Neves. «É preciso sensibilizar as autoridades competentes para este problema, porque situações desta gravidade não podem repetir-se».
Nelson Gomes, gerente da empresa Pé N'Areia, disse lamentar o sucedido, mas defende que «uma coisa destas pode acontecer a qualquer um».
«Nós limpamos a praia todas as manhãs e uma vez por semana a Câmara faz outra limpeza, com os tractores», adianta. «Durante a noite também temos vigilância, para ninguém vandalizar as barracas, mas não se consegue controlar tudo, porque é uma área muito grande, com 100 metros [de extensão]».
Nelson Gomes acrescenta que na Praia de Esmoriz «nunca houve um problema destes em 30 anos» e considera que cada utente deve usufruir do areal na consciência de que «basta um prego ou um pedaço de vidro para alguém se ferir».
«O próprio mar está sempre a lançar coisas para a areia», observa, «e nunca se sabe o que é que ele traz».

Criação da comissão social de Paços de Brandão

Enviado por e-mail:

Á quarta foi de vez. Realizou-se na passada quarta-feira uma reunião para a criação de uma Comissão Social de freguesia.
Posto aos presentes, se queriam ou não, que Paços de Brandão tivesse a sua Comissão Social de Freguesia, foi por unanimidade o sim.
A Presidência da Comissão Social de Freguesia, será o próprio Presidente da Junta, ou alguém mandatado pelo Presidente.
Fazem parte mais seis instituições, todas com cariz Social.
Cumprimentos
Avelino Almeida

Adrian Pierce Rogers (II)



Adrian Pierce Rogers, um bem sucedido pastor evangelista norte-americano, nasceu em Wets Palm Beach, Florida em 12 de Setembro de 1931, e, faleceu na cidade de Memphis em 15 de Novembro de 2005. Era um pastor da Igreja Batista, que actuou de 1972 a 2005 na igreja de Bellevue em Memphis e, durante esse período, os fiéis subiram de 7.000 para 30.000. Em 1989, instalou-se num conjunto de prédios avaliados em mais de 80 milhões de dólares, só um dos auditórios comporta sete mil fiéis.
Adrian Rogers era descrito como um excelente orador, e era um dos principais representantes do conservadorismo religioso de direita nos Estados Unidos da América. A ele se atribuem diversos documentos ou boicotes, como por exemplo à Walt Disney, apenas por esta empresa conceder benefícios a companheiros(as) de empregados gays.
A Carta que lhe é atribuída, referente ao «experimento socialista», não carece de fundamento, uma vez que aquele Pastor, nasceu no ano de 1931, data em que lhe é atribuída a escrita de tal manifesto. Também não era economista e jamais lecionou na universidade de Texas Tech. Portanto só resta considerá-la um engodo que de tempos a tempos nos aparece, nas nossas caixa de correio ou nas nossas caixa de correio electrónico.
Por curiosidade, na época em Adrian Rogers nasceu, 1931, os Estados Unidos da América, passavam por uma das piores crises económicas, que começou cerca de 1927 e se prolongou pela primeira parte da década de 30, alastrando-se ao Mundo inteiro, sendo talvez a Europa aquela parte que tenha sofrido mais com tal.
A “DEPRESSÃO”, tinha aos poucos se instalado na América. Em finais de 1929 a situação complicou-se, com as cotações em bolsa a baixarem e com o Banco de Inglaterra a elevar a taxa de desconto, para estancar a sangria de ouro para Nova Iorque. Um importante grupo financeiro inglês, o grupo Hatry, abrira falência. Em 23 de Outubro 1929, quarta-feira, Wall Street tornou-se um «inferno» com as catadupas de títulos a caírem subitamente na bolsa. No dia seguinte, 24 de Outubro de 1929, ia ficar na história do Stock Exchange, como o Black Thursday (a Quinta-Feira Negra). Treze milhões de títulos mudaram de mão. Era o pânico total. Era o salve-se quem puder. Nem um fundo de 240 milhões de dólares, criado para estancar a crise, se conseguiu aguentar, apenas durou três dias.
O presidente Republicano, Hoover , bem dizia: «O único negócio fundamental do país, isto é, a produção e distribuição de mercadorias, assenta numa base sã e próspera». A mensagem não passou, ninguém o acreditava. A Wall Street convergiam multidões em pânico, desvairadas, cheias de histerismo, eram pequenos portadores de título, estupefactos por perderem, em um dia, o que julgavam ser uma fortuna estável. O Stock Exchange assemelhava-se a uma casa de doidos ou a uma jaula de feras em chamas.
A derrocada financeira continuou em Novembro, a banca entrou em crise, a prosperidade, que os peritos julgavam ser eterna, desvanecera-se. Para Hoover e seu governo, a catástrofe não era menor do que a financeira. Professava uma filosofia que não era feita para tranquilizar o País. Os seus princípios rígidos impunham-lhe intervir o menos possível. Pensava que uma acção directa do Governo na economia desencorajava o espírito de iniciativa que fizera a América. Cabia a cada comunidade desenvilhar-se: «Um acto voluntário é infinitamente mais valioso para o nosso ideal nacional do que mil intervenções da Tesouraria
O pânico bolsista transformou-se rapidamente numa depressão mundial. De 1929 a 1932, por toda a parte faliram bancos, as moedas desvalorizaram-se, as fábricas fecharam e instalou-se o desemprego. O Canadá queimava o trigo que não podiam vender, o Brasil, o café. Na Alemanha, uma vaga de miséria ia levar ao poder Hitler e as suas loucuras.
Aos poucos a miséria espalhou-se, não só na América, mas por todo o lado. Os desempregados, erravam pelos campos à procura de um trabalho qualquer, nos arrabaldes das grandes cidades. Construíam «bairros de latas», a que por troça, os Americanos chamavam: «Hooverville». Por todo o lado se formavam bichas diante dos locais onde instituições caritativas distribuíam géneros; chamavam-lhes bread-lines (linhas de pão). Banqueiros, corretores, especuladores arruinados, atiravam-se pela janela de um vigésimo andar para se suicidarem.
O mal era tanto mais grave quanto a Administração não queria admitir a sua existência. Hoover era o presidente da Prosperidade. Como poderia o seu Governo Republicano ser o do Desemprego? Milhões de pessoas passavam fome, mas a tese oficial mantinha-se: «Sobretudo, nada de intervenção do Estado. Não caiamos no erro do dole inglês. Se há misérias a minorar, a caridade privada que se encarregue disso.» Foi o período dos remédios pueris e inadequados, em que não conduziam a parte nenhuma.
Só em 1932, o Serviço Federal de Desemprego, estimulava que a América tinha cerca de 4 milhões de famílias sem recursos, ou seja 15 a 20 milhões de bocas a alimentar. Hoover continuava a dizer que o país estava são e que a prosperidade nos esperava na próxima esquina. Actuava o menos possível, julgava mais prudente ajudar os bancos e as indústrias do que os desempregados. Quando alguém protestava, e, organizava qualquer marcha sobre Washington para reclamar dos seus direitos, o presidente considerava essas ameaças de motim intolerável. Eram recebidos com carros de combate e metralhadoras, sucedeu aos veteranos de 1ª grande guerra, que se viram confrontados com esta situação, ao pretenderem reclamar o direito à pensão que lhes tinha sido cortada. O País ficou chocado, aos veteranos foi-lhes negado o estandarte de revolta, mas mereceram a simpatia de todos.
No entanto o Presidente, continuava com um certo individualismo doentio. A seus olhos a heresia abominável era o Welfare State, a ideia de um Estado que garantisse o bem estar dos cidadãos. Em sua opinião, um único passo nesse sentido conduzia ao socialismo e à preguiça. Antes dele tinham sido começadas grandes obras para criar barragens e produzir energia; Hoover opôs-se a esse programa. Tais empreendimentos não eram, segundo dizia, função do Estado. Como a situação se tornasse cada vez mais grave, finalmente o Presidente resolveu impor medidas oficiais: a expansão de grandes obras públicas; construção civil, caminhos de ferro, companhias de seguros, bancos, etc., no entanto, embora estas concessão fosse bastante útil, continuava a opor-se a que se socorressem directamente os desempregados. Este esforço do Presidente revelava-se simplesmente insuficiente. Paravam novas fábricas e o número de desempregados crescia.
Enquanto na América a situação era mais do desagradável, na Europa, a crise grassava. O Kredit Anstalt, de Viena, uma das maiores instituições financeiras do mundo, tivera de suspender os seus pagamentos. A Inglaterra e a França, viam-se a braços com uma grave crise económica e financeira, as suas moedas tinham perdido bastante do seu valor; a Alemanha, o antigo marco estava a zero absoluto. Na América já havia quem pensasse em que seria melhor desvalorizar o dólar.
O novo Presidente, Franklim D. Roosevelt, por curiosidade também ele eleito pelo Partido Republicano, quando em 3 de Março de 1933, se apeou do comboio, em Washington, sob um dilúvio de neve derretida, só encontrou lá confusão e pavor.
O país ouvira, pela rádio, o discurso da posse e gostara dele. Todos diziam que Roosevelt lhes tinha devolvido a esperança. «People are looking to you almost as they look to God.» (As pessoas voltam-se para si, quase como se voltam para Deus.)
A longa presidência de Franklim D. Roosevelt é sem dúvida o período mais importante da história da América no século XX. Podia duvidar-se, quando começou, se o regime político e económico da América não ia desmoronar-se. Era uma época em que, em numerosos países, os governos autoritários tinham sido aceites pelos povos que já não se sentiam capazes de se governar por si próprios. A complexidade da vida moderna, a necessidade de dirigir a economia, se não se queria andar de crise em crise, eram compatíveis com a lentidão e as hesitações da democracia? Muitos duvidavam. Só a experiência poderia responder. (História dos Estados Unidos – André Maurois , Ed.Europa-América – 1967)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

CIRAC - Encerramento do Festival de Música de Verão

Enviado por e-mail:
No passado dia 10 de Julho, o Festival de Música de Verão organizado pelo Cirac, encerrou da melhor maneira com o Coro da casa. A sala estava repleta com um público visivelmente agradado e maravilhado com espectáculo apresentado. É muito bom ver que a cultura Brandoense continua viva.
De realçar a interpretação de temas dos imortais Beatles e Queen. Ou ainda o “I got the rythem” do musical Crazy for you; e também “In the Mood” de Glenn Miller; Gospel. Para finalizar, o conhecido tema “Happy Day”.
Como convidado especial esteve o contrabaixista Pedro Quesado, que já nos tinha maravilhado com a sua música, no dia 19 de Junho na Casa da Portela, com o Combo de Jazz.

Sara

Adrian Pierce Rogers (I)

Num artigo publicado no Engenho, sob o título de “O FRACASSO DO SOCIALISMO”, foi transcrita uma carta de Adrian Rogers, supostamente escrita em 1931. Tal facto mereceu a minha curiosidade, primeiro em saber quem era e de quem se tratava, o autor da referida Carta, segundo da situação em que se encontravam os Estados Unidos da América, naquela data.
A explicação que vão encontrar, talvez ajude o leitor do Engenho, a ter uma melhor percepção e interpretação da referida Carta e não se venha a cair em comentários, que em nada nos ajude a ter o conhecimento real de uma situação política e social, como aquela que começou na América em 1924 e se prolongou até 1934, e que se alastrou por outros Continentes, com especial relevância pelo Europeu. Situação essa, que é um pouco semelhante com aquela em que estamos a viver, no presente momento.
André de Mourois, na introdução à sua «História dos Estados Unidos», diz-nos:
«A história de um país não pode caminhar, com um movimento contínuo, para um equilíbrio imutável e perfeito. Todos os povos atravessam tempos difíceis. Todos têm os seus acessos de febre, as suas melhoras, as suas recaídas. Os Estados Unidos, quando o século XIX chegou ao seu termo, padeciam de uma doença de crescimento. Tinham-se desenvolvido demasiado depressa. A sua população, as suas indústrias, as suas técnicas, aumentaram tão rapidamente que as suas instituições já não eram para a sua medida e oprimiam-nos. O país tinha necessidade de remédios eficazes, isto é: de profundas reformas. Os Americanos sabiam-no. Muito deles tinham vindo da Europa para viver, numa terra virgem, uma Idade de Ouro; mas só encontraram uma Idade Dourada. No entanto, mantinham uma certeza firme de que tudo lhes iria, um dia, pelo melhor no melhor dos continentes. Encurralados em bairros sórdidos ou acumulados em arranha-céus, os novos cidadãos esperavam, com uma fé tenaz, a melhoria da sua sorte ou, pelo menos, da dos seus filhos. «It’s a great country». (É um grande país), diziam com orgulho. Os anos que precederam 1914 foram, a despeito de crises e injustiças, anos de esperança. Soavam as trombetas da reforma. De que se tratava? De regressar à verdadeira democracia, de impor ordem na economia, de repartir mais justamente os lucros, combater a miséria, de se opor à formação de artificiais fortunas gigantescas, criadas com uma penada, mas sem desencorajar os empreendimentos audaciosos nem prejudicar as liberdades. Longa e pesada tarefa. Haveria vitórias, reveses, duas guerras mundiais. «À sétima vez, as muralhas caíram.» Antes de contar, porém, as peripécias dessa luta, convém lembrar o que a tornou necessária

Agora o leitor, depois de ler esta nota introdutória, irá saber quem foi o possível autor da «Carta» em questão e, embora com um breve resumo, da situação em que se encontrava a América no período de 1924 a 1934, tentará então, perceber da veracidade e autenticidade de tal manifesto.

PCP - Pergunta ao Governo sobre a "Segurança rodoviária em Santa Maria da Feira"

Enviado por e-mail:
Assunto: Segurança rodoviária em Santa Maria da Feira
Destinatário: Ministério da Administração Interna
Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República
Chegou ao conhecimento deste Grupo Parlamentar a denúncia de uma situação que levanta algumas questões de segurança rodoviária, nomeadamente em Santa Maria da Feira, junto do Hospital S. Sebastião.
Em frente a este Hospital, mesmo à entrada, desde a sua entrada de funcionamento, esteve um parque de estacionamento não pago onde se encontravam taxistas, há 11 anos, num local que assegurava um acesso fácil dos doentes que não dispõem de viatura própria. Aliás, este é um Hospital que serve um concelho altamente deficitário em termos de transportes públicos, além do que passou a servir muitos outros em igual situação por força do encerramento de urgências, SAP’s e hospitais, sendo que os utentes muitas vezes apenas dispõem deste meio de transporte.
Ora, a Câmara Municipal da Feira, após aprovação por maioria do novo regulamento que estabelece o parqueamento pago, pretende utilizar esses lugares para esse mesmo efeito, tendo disponibilizado lugares para os táxis, do outro lado da estrada, separado por uma construção que, não estando classificada como rotunda, de acordo com informações dessa Câmara Municipal e da PSP, é, objectivamente um espaço rotundo, com pouca visibilidade nos locais agora disponibilizados para os táxis (e mesmo em situação de mero estacionamento), levantando as mais sérias dúvidas sobre a segurança desta solução.
Segurança não só para os utentes do hospital que se deslocam para os táxis, muitos deles idosos ou com mobilidade reduzida, mas também para os próprios taxistas que se encontram ali estacionados ou quaisquer outras viaturas dada a localização geográfica e os obstáculos urbanos existentes, conforme comprovam as fotografias em anexo, além de ser um local com grande intensidade de tráfego.
Sucede, aliás, que os próprios taxistas sugeriram uma nova localização, com garantias de segurança para automobilistas e peões, solução essa recusada pela Câmara Municipal.
Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Administração Interna o seguinte:
1. Entende esse Ministério que o local em questão não é uma rotunda?
2. Entende esse Ministério estarem reunidas as condições de segurança permitindo o estacionamento de veículos no local indicado pela Câmara Municipal?

Palácio de São Bento, 7 de Julho de 2010

O Deputado:
(Jorge Machado)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Era uma vez um Carvalho

Há muitos anos atrás, por aí uns 30, numa linda povoação cujo nome se inspira num cavaleiro, que afinal tem uma história muito mal contada, mas que todos acreditam dar nome a Paços de Brandão, uma pequena bolota é lançada à terra, caída de uma laranjeira! Aos poucos lançou raízes e começou a germinar aos pés deste laranjal. A pequena árvore foi crescendo, resistindo a cravos e revoluções, dando origem a um Carvalhinho, e mais tarde a um Carvalho! Conforme ia crescendo ia dando frutos, umas vezes mais outras menos, conforme os anos eram de fartura ou nem por isso. Nos anos "nem por isso", talvez nos últimos 8, ficamos todos a saber coisas tanto interessantes, como intrigantes sobre o Carvalho. Este pode até nem ser grande amigo das árvores, mesmo não sendo parasita! E choupos que se ponham a pau! Pois quando cortados pelo meio, já sabemos que acabam secos, e nem mesmo lhes vale deitarem água da fonte dos sonhos. A água foi, aliás, a maior obsessão deste Carvalho nos últimos anos, de tal modo que até ele mesmo meteu água por todos os lados!
Mas adiante, aquilo que hoje o Engenho pretende chamar a atenção, é sobre a história de um verdadeiro Carvalho!
Plantado quase na frente da entrada da Quinta do Engenho Novo, existe um espécime de "Quercus faginea" ou Lusitano, o qual já devia ter merecido a atenção dos nossos "paisagistas da Quinta". Por estar mesmo em cima de um local sem visibilidade, o mesmo representa um perigo sério a qualquer condutor, que em caso de apanhar alguém mais fora de mão na curva, vai bater-lhe mesmo em cheio! E para fazer de alvo, já só faltam os círculos vermelhos sobre o fundo branco que já existe!
Assim, e porque o Engenho escuta e faz eco do que são as opiniões dos Brandoenses, têm sido alguns os que nos últimos tempos nos vão alertando para este problema. Como tal, decidimos aqui apresentar algumas propostas:

Sendo que foi sugerido pela Junta numa Assembleia que se iriam proceder ao transplante de árvores de grande porte, sugerimos que esta seja uma das visadas prioritariamente!

Tendo sobrevivido ao desbaste de Março, assim como a tangentes de inúmeros veículos, poderá não ter a mesma sorte se algum filho da terra vier a ser vítima de uma tragédia naquele local!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Avenida Monte de Cima

Na última Assembleia da Junta de Freguesia e numa das intervenções do público fez-se referência à Avenida Monte de Cima. Aí se referiu as dificuldades de circulação causadas ao movimento e à falta dele: o estacionamento. Vai daí que alguém pediu ao Sr. Presidente para pôr ordem nisso e o Sr. Presidente respondeu que já tinha recebido um pedido em sentido contrário, ou seja, mais tolerância por parte da GNR.

Agora o que se vê é que o estacionamento está mais condicionado por força da multa, pois os carros só podem ser estacionados paralelamente ao passeio.
Ora, ficar à espera que essa rua passe a ser em sentido único vai demorar a ponto de, se calhar, alguns dos negócios sucumbirem pela perseguição ao estacionamento aos seus clientes, bancos, ginásios, padarias e os odiados bares.
Se não há destreza para por já a avenida em sentido único, ainda que sem alcatrão, haja destreza e inteligência política e económica para colocar umas placas, marcas no chão e regular o estacionamento de forma a que se aumente e organize o maior número possivel de viaturas a estacionar frente aos estabelecimentos.
Estando nós perante a coluna dorsal da vila, perante uma Avenida com letra grande, haja coragem como houve na Quinta e passe-se a sentido único e aumente-se a segurança, estacionamento e tudo o mais. Só ficariamos a ganhar. Isto para já, porque era um sério teste antes de gastar uns milhares em passeios e alcatrão e porque o comércio e moradores certamente iriam agradecer. Percebe-se que não é facil. Fica a ideia de que um simples tubarão que não gostasse do sentido de rua iria protestar e nesta terra talvez esse interesse se sobrepusesse ao coletivo, como aliás vem acontecendo em tantas outras, mas adiante. Marque-se o chão, plantem-se umas placas e toca a organizar a nossa vida na rua.

Site da Junta de Paços de Brandão está cheio de gralhas!!

Pois é, com aquela euforia toda que despertou no Engenho a colocação "on-line" do site da Junta, eis que um esmiuçar mais atento revelou uma série de gralhas!
Após aquela humilhação do regulamento de cemitério sem pés e cuja cabeça estava degolada, não se esperava que o cenário se repetisse! Porém, depois da experiência solitária da última assembleia de freguesia, o nosso muito estimado Mino terá talvez decidido, que apenas ele e só ele, é o que merece ter a cara no seu site (e mais nada!).
Pelo que ainda não entendemos bem a razão porque não existem fotografias de qualquer outro dos eleitos em Outubro passado. A menos que a ideia dos panfletos da festa dos arcos, fizesse com que o Presidente se entusiasmasse e, com isso queira continuar o culto da sua imagem! Agora com a Internet, era capaz de ser engraçado, mas também ridículo! Não faz mal, em Paços já esperamos de tudo!
Por outro lado, e conforme mostra o conteúdo do site (de que as imagens que ilustram este post são prova), Paços de Brandão, que era a terra das mil e uma associações, agora ficou reduzida a meia dúzia delas, sendo que algumas como o "CIRAC", o Grupo "Como Elas Cantam e Dançam em Paços de Brandão", o Futsal do "ISPAB" ou mesmo a Associação do "Carnaval", entre outras, devem ter deixado de existir. A não ser assim, não se compreende a sua exclusão no site, a par de outras iguais.
Assim, e depois do nosso entusiasmo inicial, os nossos leitores mereciam este nosso melhor esclarecimento sobre o site, e afinal temos de dizer que o estimado Mino não está de parabéns! Nem mesmo o tal membro da irmandade que fala nas assembleias sem pedir licença: ao que consta foi o obreiro desta mudança e, novamente, fez disparate!
O Ratinho foi mandado embora por menos, esse assumia-se como ébrio... este agora, e apesar de não parecer, já mostrou cada trapalhada que só faz lembrar o tasco do Belinha em hora de fecho!

Centro Social de Paços de Brandão em Festa

A tarde do passado sábado, dia 10 de Julho, foi de festa rija lá para os lados do Centro Social de Paços de Brandão, mais precisamente nas instalações do ATL.
Tal como já vem sendo hábito ao longo dos anos, esta foi a data escolhida para festejar mais um final de ano lectivo, tendo participado, nas várias actividades, utentes de todas as valências deste Centro: desde infantário, passando pelo ATL e até o próprio Centro de Dia. E que bem ensaiadinhos que todos eles estavam! Uma verdadeira delícia!
A alegrar o ambiente, estiveram também as "tasquinhas", assim como a quermesse, cujas receitas obtidas reverteriam a favor do próprio Centro Social (só não passavam recibos!).
"Portugal ontem, hoje e amanhã" foi o grande tema deste ano e por onde gravitaram as mais variadas actuações que ali se fizerem notar.
O Observatório do Engenho aponta, como pontos altos do dia, a homenagem feita por parte de Carlos Neves - director do Centro, a três funcionárias que comemoram 25 anos de casa (Fátima Andrade, Fátima Sousa e São Mota), homenagem essa que fez derramar umas quantas lágrimas no público, pela emoção do momento.
"A solidariedade social faz-se sem dinheiro; o que conta é o tempo dado à causa pública" - palavras proferidas por Carlos Neves, a propósito da grandeza que é a dedicação dos colaboradores deste Centro Social à comunidade local.
De destacar a presença de ilustres figuras que se fizeram evidenciar, nomeadamente representantes do Governo Civil, da Câmara Municipal e, claro está, o nosso estimado Presidente Mino, entre outras. Era um consolo só, ver o quão contentes e amigos todos eles estavam. Nem parecia nada que o Neves, ainda no outro dia, havia passado uma bela de uma ensaboadela lá no Palatiolo!
Mas como festa é festa, e a política fica para depois, nada melhor que esta sábia frase: "o amanhã nada será sem o dia de hoje". Um grande bem-haja a toda a organização e colaboradores por este magnífico evento. Parabéns!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Site da Junta de freguesia renovado

Após um longo período de espera, qual travessia do deserto alaranjado! Eis que por fim se fez luz, isto é... apareceu água! Quer dizer... a criança nasceu!
Já temos um site novo na Junta. Embora seja mais uma operação de cosmética, já é possível aceder a documentos e actas, bem como (esperamos nós); esperemos que se possa ter também acesso a informações das datas das assembleias!
O Engenho quer apresentar aqui os parabéns ao Sr. Presidente Mino por este feito, pois era uma reivindicação já velha de muitos Brandoenses!
Para os descrentes, e nós até o éramos, cá está: já temos site novo!!

C.D.Paços de Brandão Escolas B - Campeão em Espanha

Foi no passado dia 4 de Julho, em Espanha, no 11º Torneio de Culleredo de Escolinhas e Benjamins, que a equipa C.D. Paços de Brandão "Escolinhas B" venceu na final a Equipa do Alba por 2-1. O Paços acabou por ter uma excelente prestação tendo ficado na segunda posição na categoria de "Benjamins".
O Engenho envia, desde já, os seus parabéns aos pupilos de Marco Rocha por este grande êxito!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

É pá porque não se lembraram da bola de cortiça antes??

Por vezes lemos notícias que nos deixam verdadeiramente com os olhos "em bico"!
Conforme se pode ler nesta notícia on-line do TVI 24h, uma manifestação pacífica no palco do Mundial de Futebol da África do Sul, da organização de defesa dos animais (PETA), despiu-se de preconceitos e agradeceu desta forma que as imagens demonstram, o facto de a bola usada neste campeonato não ter sido produzida em couro animal. De certeza não conhecem a "nossa" bola de cortiça! Talvez se esta ideia da empresa Brandoense "Sedacor" (do grupo "Jpscorkgroup") tivesse aparecido um pouco mais cedo, tivéssemos por cá além dos protectores dos animais e naturistas, também os ecologistas! Ali mesmo no nosso arraial a agradecerem tal e qual vieram ao mundo, a existência de uma bola de futebol, que para além de não usar couro dos animais, incorpora materiais ecológicos como é a cortiça! Isto além de ser um agradecimento merecido ao grupo corticeiro, era bem capaz de ser um excelente cartão de visita para a freguesia! No Engenho só duvidamos se o Padre Julião Valente iria gostar da ideia!

In Tvi24h :

"A organização Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) promoveu esta quinta-feira, em Joanesburgo, um evento com corpos nus pintados com as bandeiras das selecções do Mundial, para agradecer o facto de a bola do campeonato do mundo ter sido produzida sem utilizar couro de origem animal.
A iniciativa teve uma grande resposta mediática. 32 modelos exibiram os corpos nus pintados com as cores dos vários países participantes na competição. As jovens modelos exibiam ainda um cartaz a invocar os direitos animais escrito na língua materna.
A Peta também agradeceu ainda a alguns fornecedores de material desportivo por produzirem chuteiras que também não são feitas com material de origem animal. A entidade também informou ser fã de nove jogadores do Mundial que calçam chuteiras de material sintético: Robinho, Cristiano Ronaldo, Deco, Steven Gerrard, Cesc Fabregas, Javier Mascherano, Mesut Özil e Andreas Iniesta.
«Nós damos os parabéns à FIFA pela decisão de banir as bolas de couro bovino dos relvados», disse o director da Peta, Jason Baker."

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eco-pontos em Paços de Brandão: Desolação!

Enviado por e-mail:

É bastante lamentável e desagradável que tenha de usar o blog "Engenho no Papel", uma vez mais, para chamar à atenção sobre os mesmos temas. O modo como os “dignos” Brandoenses tratam o seu lixo é realmente “exemplar”! Tenho notado que muitos eco-pontos estão sempre com lixo que não é suposto estar lá. E o que lá devia estar, muitas pessoas nem sequer se dão ao trabalho de o pôr dentro dos mesmos.
Queria, por isso, chamar a atenção para ecopontos existentes na Portela, nas Ameixoeiras, na Rua dos Eucaliptos, entre tantos outros, onde todos os dias são despejados resíduos de todos os tipos, de modo grosseiro e inconsciente. Não adianta, por isso, reclamar e pedir à Junta para recolher estes resíduos, pois volta tudo ao mesmo, no mesmo dia ou no dia seguinte.
Para mim, as pessoas ainda não se aperceberam “realmente”das mudanças que acontecem todos os dias a nível ambiental, desde o buraco do ozono, cheias, secas, mudanças climáticas, etc. Tudo isto tem e terá um profundo impacto na nossa vida, na nossa saúde e nas futuras gerações, pelo que é importante criar hoje mesmo uma maior consciência ecológica!
Após este parêntesis, gostaria de voltar “á vaca fria”. Porque não mudar estes ecopontos para sítios mais centrais onde possam ser vistos por todos? Certamente ninguém quer lixo á sua porta, não é? Porque é que a Junta de Freguesia não faz mais campanhas de sensibilização? Através de panfletos nos cafés, em estabelecimentos comerciais, com a divulgação de um e-mail, onde se pudesse colocar questões sobre o modo como tratar o lixo orgânico e não orgânico? Diria mesmo que, com isso, certamente muitos ecopontos não seriam vandalizados e virados tal como vejo frequentemente.
Já foi referido, anteriormente, sobre o assunto, que as pessoas não querem saber, isto é um facto! Contudo, é preciso informar e continuar interminavelmente a sensibilizar! Porque o ambiente é um assunto de todos. Por isso, insisto que deve haver uma maior fiscalização aos ecopontos, deviam ser colocados junto aos mesmos cartazes de aviso e informação onde se divulgaria o e-mail, contactos de lugares onde se poderia deixar esses lixos. Faz-se muito pouco e tudo continua na mesma.
Já tive a oportunidade estar noutras zonas do país, onde não havia sequer recolha do lixo e as ruas estavam bastante limpas.
Os educadores têm a obrigação de orientar e sensibilizar os seus educandos para este problema tão grave. De contrário, o nosso futuro será muito, muito negro. Cidadãos e instituições têm o dever de melhorar e contribuir para um melhor ambiente, um dever de todos nós.

Sara

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espaço público da Rua da Circunvalação ocupado por privados?

Convidamos os nossos estimados leitores a fazerem um exercício de imaginação, e a conjecturar o seguinte cenário: na Rua do Arraial, em frente da nossa Junta, alguém se lembrava de lá colocar um sinal de trânsito proibido e informava que mais ninguém lá passava, pois aquele espaço de rua pública era seu! Possivelmente tocavam os sinos a rebate e todos os Brandoenses certamente se insurgiriam contra tamanho disparate e ousadia!
Pois bem, este cenário hipotético parece que afinal já está a acontecer aqui em Paços de Brandão!
De acordo com uma informação a que o Engenho teve acesso, na Rua da Circunvalação, para os que não conhecessem fica no fim da Portela quem segue para Rio Meão, conforme se mostra na imagem ao lado do "Sapo mapas", alguém já passou da imaginação à concretização do dito disparate.
Para quem olhar para a sua direita ao descer a Portela, encontra facilmente uma rua em terra, com uma sinalética curiosa: "STOP" e trânsito proibido, onde se indica que aquilo é "propriedade privada". Porém, encontra-se exactamente naquilo que é rua inacabada da Circunvalação! Pelo que se sabe este seria também o caminho antigo de acesso à fonte de Infesta. Tudo isto leva a crer que existe aqui efectivamente um caso de usurpação de terrenos públicos. Ainda de acordo com informação que nos chegou, não será apenas aqui neste troço (identificados na foto de satélite): mais à frente existe pelo menos um pavilhão da zona Industrial que está a ocupar parcialmente terrenos pertencentes ao domínio público.
Tratando-se de um caso de polícia, não deixa de ser curioso que as edilidades competentes locais, nomeadamente a Junta de Freguesia (este e anterior executivo) conhecedoras da situação, pouco ou nada tenham feito sendo que, ao que tudo indica, apenas a Câmara pareça ter começado a fazer alguma coisa!
Senhores da Junta Brandoense, vocês foram eleitos para defenderem os interesses do povo desta terra, pelo que se exige mais do que aquilo que está a ser feito neste caso! Esta rua é estratégica no possível, e desejável: alargamento da Zona Industrial para o lado de Paços, uma vez que existem ali terrenos que poderiam servir a esse fim. Porém, se o desleixo dos últimos anos se mantiver, não tarda nada temos aqui uma usurpação legitimada pelo uso, e talvez a rua mude o nome de "Circunvalação" para "Usucapião"!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

O fracasso do Socialismo

Enviado por e-mail:

Por estes dias caiu na minha caixa de correio electrónico, um e-mail que me deixou a pensar, e que decidi partilhar com os estimados leitores do Engenho. Talvez ajude a desmistificar alguns preconceitos instalados: deixemos as ideologias de parte e simplesmente passemos ao altruismo puro entre humanos!

Uma experiência.....
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca chumbou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, chumbado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência .... nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas em provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores... Logo que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam 14. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos-eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam da média das notas. Portanto, agindo contra as suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Em resultado, a segunda média dos testes foi 10.
Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da turma.
Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência ...tinha falhado porque ela fora baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. "Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
O pensamento abaixo foi escrito em 1931.
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

domingo, 4 de julho de 2010

Para não meter água

Por cá a “obra” vai seguindo a ritmo de cruzeiro e, talvez por isso mesmo, se tenha chegado à conclusão que eram horas de se fazer algo mais pelas infra-estruturas onde esse mesmo “cruzeiro” (turístico?!) possa continuar a navegar.
Segundo rumores, tudo indica que o próximo investimento autárquico será mesmo o da aquisição de uma considerável porção de mar. Há ainda quem aponte para a importação de um dos maiores canais de Veneza. Mas, enquanto isso não acontece, navegar em Paços de Brandão até ao momento só mesmo neste nosso espaço cibernético que, modéstia à parte, tem posto muitos dos nossos comandantes de cabeça em água. Daí que haja uma necessidade latente do nosso executivo em inverter este estado de coisas.
Em pleno Verão e com as elevadas temperaturas que se fazem sentir, continuar a insistir na operação “erva daninha”, já deu o que tinha a dar… agora há que aguardar que tudo “cresça e floresça” para justificar novo ataque (a fotografia sai-se bem melhor!!!). Tapar buracos nas ruas ou apanhar paralelos soltos dá imenso trabalho e, como os funcionários da Junta até nem gostam nada de usar “protecção”, sujeitam-se a levar com um valente escaldão e a factura de médicos e farmácias sairia bem cara ao orçamento da freguesia. Por isso, é melhor não! Algo mais light e refrescante, seria o ideal!!!
Garantir que toda a tripulação continue segura a bordo, isso sim é que é prioritário!!! E depois há também a questão da “interligação entre mandatos”: que fazer ao árduo trabalho do nosso saudoso Engº Lino, que andou cerca de 8 anos “em busca do furo perdido”? Nada como dar uso à água que ele meteu, sabe-se lá bem onde!
Por estas e por outras, chegou-se à conclusão que havia que se reunir à mesa (independentemente do número de membros que comparecessem) para se estabelecerem prioridades. Tortas, direitas ou cegas, o que interessa é que se tomem decisões, no sentido de se salvaguardar a preservação da espécie (laranja)!
Desta feita, e perspectivando o futuro e projecção mundial da vila (tendo em consideração o projecto megalómano a que nos referíamos acima), a autarquia resolveu apostar já de imediato no “campo de treinos”, uma espécie de Oceano Pacífico em ponto pequeno, mas que se traduz num impulso à formação de novos “profissionais cítricos” que, tal como o TANG, quando misturados com água resultarão sempre em muitas mais doses.
Ao Observatório do Engenho cabe parabenizar o nosso executivo por tamanha iniciativa - prioridade por excelência (esta da remodelação do chafariz) - sem a qual Paços de Brandão jamais seria o que é!

"Os Pratos da Bela" - Blog com receitas culinárias de Paços de Brandão


Navegando nos mares imensos que são os da "blogosfera", eis que encontramos mais um local de Paços de Brandão. Desta feita, trata-se de um blog pessoal de Anabela Assunção, que nos presenteia com as mais variadas ideias gastronómicas que ela mesma vai executando no seu meio familiar.
Usando uma linguagem intimista, onde a nostalgia muitas vezes predomina, traz sempre uma sugestão culinária para o dia a dia, o que pode ser útil para quando a indecisão na cozinha assombrar os nossos pensamentos!
O Engenho saúda, por isso, mais este "vizinho", e convida aqui os seus ilustres leitores a darem uma vista de olhos aos pratos que a Bela vais sugerindo!

Localização: http://pratosdabela.blogspot.com/

sábado, 3 de julho de 2010

Festival Social Kids - Vamos ser solidários por uma causa nobre!

Ontem começou em Pedroso - Vila Nova de Gaia, um concerto de solidariedade para com duas crianças com doenças graves, que necessitam de receber tratamentos no estrangeiro. Trata-se, por isso, de uma causa Nobre, e com a qual o Engenho se identifica, procurando assim dar o seu contributo através desta divulgação.
Este tema não seria objecto de mais palavras da nossa parte, não fosse a vergonhosa situação que decorreu da organização deste evento, cuja localização inicial era para ser em Lourosa, no nosso concelho de Santa Maria da Feira. Como muitos de nós puderam verificar, e pelas ruas de Paços de Brandão existem bastantes cartazes a anunciar o evento, o mesmo estaria previsto para o estádio do Lusitânia de Lourosa, facto este que há já largas semanas estava confirmado pelo clube desportivo. Porém, a escassos 4 dias do evento, o clube de Lourosa "roeu a corda", obrigando a organização - Social Kids, a alterar o local em cima da hora e, com isso, quase comprometeu a realização da iniciativa. É lamentável que a solidariedade acabe sempre por chocar nos interesses materialistas mais obscuros de algumas pessoas!!
Posto isto, e porque a causa é boa, nós demos ontem o nosso contributo, numa visita ao evento, onde infelizmente a afluência não foi grande coisa. Por isso, e fazendo eco do apelo dado pela organização e artistas envolvidos  no dia de ontem, vimos nós também incentivar a todos os nossos estimados visitantes que hoje e amanhã sejam solidários com estas duas crianças, e que vão a este evento, cujo preço são 6€ que revertem a favor da iniciativa que levará as mesmas ao estrangeiro para fazerem tratamentos médicos.
Vamos lá, afinal não são mais que 15 min. de carro de Paços a Pedroso!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Assembleia de Freguesia dia 25 de Junho - Resumo

Numa sessão que prometia maior assistência, afinal primou mesmo pela ausência e, com isso, por pouco o PSD perdia a maioria! Os ilustres Tono Mangas e Capela não estavam lá e até a Bina, uma figura muito estimada aqui no Engenho mas algo controversa, se esqueceu de vir! Quanto ao nosso Tesoureiro, pelo que sabemos, esteve a vender sandes num bar do C.D.Paços de Brandão, dando assim o seu apoio determinante ao torneio que decorria! Coisa, aliás, bastante mais interessante que as assembleias de freguesia!
Mas a sessão não seria marcada pelas ausências, longe disso. Esta terá sido mesmo uma das mais participadas pelos eleitos a que alguma vez se assistiu, onde até os membros do PSD mostraram toda a sua indignação a propostas do executivo com 7 palmos de terra e pouca cabeça!
Mas voltando ao que efectivamente se passou por lá, começamos pelo período do antes da ordem dia: o nosso estimado líder da oposição, Carlinhos das Neves, quis mostrar trabalho de casa e colocou algumas perguntas que trazia na algibeira ao nosso presidente Mino, nomeadamente sobre o estado calamitoso das nossas estradas, com desníveis e paralelos soltos por todo lado. Quis também saber qual o ponto de situação das passagens de nível e da iluminação pública. Por fim, manifestou a sua preocupação quanto a um cavalinho do parque infantil, que estava sem certificado de conformidade (no Engenho já tínhamos dado nota disso). As respostas foram breves e semelhantes: "Vou ver", "Não sabia disso", "Vamos ver" e "Não sabemos" - Obrigado Sr. Presidente pela sua eloquência!
Passando ao que era a agenda da ordem do dia, começou-se por ler a acta da assembleia anterior, para ser submetida a votação, tendo tido aprovação unânime e sem reparos! (parabéns ao redactor).
De registar que de acordo com o que é dito na acta, a intervenção na Quinta do Engenho Novo, "Foi um acto de coragem para implementar o projecto previsto". Pois bem, como esta Junta nunca se dignou informar o comum Brandoense de que projecto se trata, esperamos que seja este, com toda a sua megalomania e ambição. Insistimos, por isso, na sua implementação com celeridade, enquanto há dinheiro na Câmara, e antes que o mato e as silvas regressem, pois já é o que se começa a notar com a paragem verificada dos trabalhos.
Passando de novo à ordem do dia, o 2º ponto da agenda era o regulamento do cemitério, e foi aqui neste assunto, aparentemente pacífico e inoculo para votação, que o nosso Carlinhos das Neves tirou um coelho da cartola, e infringiu aquela que foi maior humilhação política desferida ao PSD, de que há memória numa Assembleia de Freguesia! Revelou, desde logo, um exaustivo trabalho de casa, onde demonstrou claramente que leu atentamente o regulamento proposto e sabia bem do que falava (talvez o único que o leu). Começou por questionar sobre a autoria da proposta, ao que lhe foi dito partir do seio da Junta, com base numa proposta que existia que nunca foi submetida a votação, e que continha as linhas gerais desta versão. Feito o esclarecimento, Carlinhos das Neves, questionou a legalidade do documento apresentado, uma vez que do seu trabalho de pesquisa, verificou que era baseado numa lei que, entretanto, teria sido revogada por outra mais recente, e com isso encontrou inúmeras incongruências, para além de outros tantos pontos cujo entendimento era pouco claro, tais como: "Proibição de retirar adereços das campas sem autorização da Junta" e ainda "Proibição de permanência de menores de 10 anos sem estarem acompanhados pelos pais", os quais considerou quase absurdos! Mas haviam mais nesta trapalhada. Porém, nem os vamos referir. Para completar a cereja no topo do bolo, existiam inúmeros erros de escrita, que leva a deduzir que o corrector automático estava avariado!
Por causa desta avaliação do nosso líder da oposição Neves, e desmascarada toda esta trapalhada da proposta do Executivo da Junta e, com isso, foi lançado o debate com inúmeras intervenções, de onde se destaca a da nossa laranjinha de estimação Ritinha Marques, que concordou com quase tudo o que disse a oposição. Referindo mesmo que ela própria já teria detectado muitas das irregularidades que foram levantadas pela oposição. Isto deu origem a uma verdadeira "avalanche" de questões pelos vários eleitos, e até mesmo não eleitos, de que é caso disso o Mano Brito, que muitas vezes sem lhe darem a palavra a usou como se de um eleito se tratasse, e ainda por cima com a conivência do Mano JB.! Curioso foi verificar que que ele mesmo, enquanto presidente da mesa, tenha demonstrado tão claramente a vontade de calar o secretário quando o a coisa estava já a atingir o mais que ridículo para o executivo e hostes PSD. Este episódio deu origem a um "quid pro quo" interessante, ao qual a Ritinha, num acto de coragem democrática não cedeu, insistindo e bem, com a sua dissertação até ao fim! Quem não estava nada contente, mostrando-se mesmo atónito, foi o Presidente Mino que nem a boca abriu, talvez a pensar quem seria o responsável por tamanha trapalhada! Com isto tudo, a proposta do executivo foi retirada de votação, e prometida uma versão revista com a colaboração de entendidos em leis!
Outro assunto que veio a cena, foi o inventário dos bens da Junta, que é uma imposição legal. Daqui nada de importante surgiu, sendo apenas de referir que tinha sido proposto que as molduras com pinturas pertencentes à autarquia tinham valor igual a "0 - zero", ao que uma vez mais o Carlinhos das Neves, numa noite inspirada, discordou com isso, propondo que fosse solicitado na freguesia a pessoas entendidas na matéria, que dessem um parecer e com isso se pudesse atribuir um valor qualquer, mas nunca de "0 - zero", ao que o executivo concordou aceder. Ficamos ainda a saber que, finalmente, o novo site da Junta vai entrar em funcionamento em breve!
Posto isto, e como a noite já ia longa, deu-se a palavra ao público, onde o cidadão Júlio Silva, assumido de direita, colocou algumas questões e sugestões ao executivo das quais destacamos as seguintes: Sugeriu que fosse implementado de imediato o horário de abertura e fecho da Quinta, ao que o Presidente respondeu que iria ver com o proprietário do restaurante da Quinta dessa possibilidade, mas que nesta fase das obras não via ele próprio grande necessidade nisso. Solicitou a intervenção do executivo junto das autoridades policiais no sentido de que estas fizessem maior controlo dos estacionamentos, nomeadamente na Rua do Monte de Cima, ao que o Mino respondeu, encolhendo ombros, que já lhe haviam solicitado precisamente o inverso, ficando o homem aqui claramente dividido! Por fim, colocou duas sugestões relativamente ao novo site: Que fossem lá colocadas as actas, e também os nomes e datas de nascimento dos originários de Paços de Brandão. Á primeira pergunta, a resposta foi positiva e repetida já em sessões anteriores, pois já por várias vezes outras pessoas do público abordaram este problema e colocaram essa proposta. Indo mesmo mais longe, onde não só se sugeria as actas, mas também a publicitação das datas das assembleias! O que ainda não se entendeu foi a segunda sugestão: para que raio se quer ver publicitado isso? O nosso estimado Neves foi mais longe, pedindo a palavra, e referindo essa sugestão como algo xenófoba, pois iria criar clivagens futuras entre pessoas. Sobre isto apetece citar o astrofísico Hubert Reeves, que escrevia assim: "Antes de sermos homens ou mulheres, brancos ou negros, Portugueses ou Espanhóis, Europeus ou Americanos. Somos Terrestres, Solares, Vialacteanos... Somos filhos e filhas do Universo..." . Aqui apraz referir que antes de sermos Brandoenses de gema, somos homens e mulheres com vontade de construir um mundo melhor, e as nossas origens são indiferentes para este propósito!
Ainda antes de ser dada por encerrada a sessão, teve a palavra pelo público, Avelino Almeida, ex-candidato do CDS, que questionou o executivo sobre as prioridades das obras na freguesia, onde em jeito de sugestão referiu que agora que foi feita a intervenção da Quinta, deveriam deixar crescer as árvores, e voltarem-se mais para outros problemas de que padece a freguesia, que disso era exemplo o mau estado das estradas, que precisam de intervenção urgente. A isto o nosso Mino disse que não se podia deixar nem uma coisa nem outra paradas, pelo que os trabalhos da Quinta iam continuar, sob pena do mato voltar a ganhar terreno ( e é verdade já está a crescer), e que as estradas iam também ser vistas, concordando com a existência do problema.
Posto isto deu-se por encerrada a sessão, e cada um rumou a sua casa, ou seja o Povo foi ao Belinha e o PSD ao CIRAC!

EB1 da Igreja - Festa de finalistas

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No passado dia 18 de Junho na EB1 da Igreja realizou-se mais uma festa de finalistas.
Do programa constou a apresentação de peças de teatro a cargo das crianças de cada ano lectivo e respectivos professores, uma dança colectiva de todos os alunos da escola, creio que frequentadores das AEC’s, e uma peça apresentada pelos pais dos finalistas, algo para rir e rir muito.
No momento em que decorria a apresentação do 2º ano, muitos pais trocaram a atenção a prestar ao trabalho dos professores e alegria dos seus educandos por comida.
Tão simplesmente, os organizadores não tiveram oportunidade de “pôr a mesa” pois mal se acondicionavam as ementas pela mesa logo desapareciam numa sequência que só visto… Resolvido o problema por se ter “fechado a torneira” deu-se a invasão da cantina onde os voluntários preparavam as existências para exposição.
Invasão de alguns pais que, a pretexto de levarem comida para os seus filhinhos, alguns deles ainda em palco, levaram sem passar pela mesa colectiva, comida e mais comida para o espaço exterior onde decorriam as apresentações com que comecei este email. Perturbação geral, barulho que incomodava q.b. os meninos que entretanto estavam em palco. Uma vergonha.
Dava a sensação de que, paralelamente à festa que decorria em palco, havia pessoas a lutar por comida num instinto de sobrevivência dos filhinhos que se riam da “abundância”.
Uma expressão de futilidade que pode também ser coisa séria se a razão for imanada de restrições que se criam silenciosamente no interior de determinados lares.
Fome ou falta de educação? Falta de educação a rodos, sim. Fome nesta noite, não. Ao que vos posso dizer o porco no espeto, foi à descrição, a cerveja também, os sumos e os interesses das criancinhas, sempre salvos por quem realmente esteve lá para uma verdadeira festa de finalistas. E felizmente estes estavam em maioria. E que grande festa fizeram.
Mas, como quase em todas as festas, há sempre aqueles que só lá estão para comer e beber, melhor ainda quando não se paga, e perdendo a vergonha comem e bebem até lhe “cair a máscara”. Enfim.
Deixando as coisas tristes: Está de parabéns a Associação de Pais pela capacidade evidenciada na realização deste evento, mas mais ainda porque, e ao que sei, deixa a escola equipada de forma que merece ser feito um inventário dos equipamentos adquiridos à sua conta e eventos realizados e oferecidos a todos, educando ao longo do ano.
Não posso acabar sem destacar a maneira simples, honesta e ao mesmo tempo grandiosa como agradeceram e homenagearam todos os envolvidos na actividade escolar ao longo do ano. Uma vez chamados ao palco, um a um, foram reconhecidos e gratificados de forma muito emotiva. Quanto aos finalistas só se pode dizer que foi um show. Todos estão de parabéns qual festa académica de sonhos e virtudes nos rostos das crianças.
Tentei, mas em vão, que alguém da Associação proferisse algumas palavras a título de entrevista sobre este evento. Foi-me dito que a Associação em exercício prima em manter tudo como até aqui, sem reflexos de opinião e entrevista no exterior por respeito a todos que exigem passar discretos. Os comentários, as opiniões ficam assim a cargo dos encarregados de educação. Como encarregado de educação fico grato a essa Associação de Pais pelo trabalho feito nestes anos em prol desta escola, de todas as crianças e corpo docente.
Bem Hajam.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PCP - Homenagem a Dr. Ferreira Soares

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CONVITE

Domingo, 4 de Julho pelas 11:00 h

ROMAGEM À CAMPA DE Dr. FERREIRA SOARES

Cemitério de Nogueira da Regedoura - 68º Aniversário do seu Assassinato


Homenagem do Partido Comunista Português ao Médico do povo, lutador antifascista e militante Comunista, Ferreira Soares, assassinado pela PIDE em 1942.

Partido Comunista Português
Comissão Concelhia de Stª Mª da Feira CONTAMOS CONTIGO!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A SOPA DOS POBRES

Esta foto de 1922 reporta a uma das muitas "kermesses" que se realizavam e que denominavam de “SOPA DOS POBRES“, numa salutar acção de solidariedade para com os mais necessitados.
Em artigos de 1898, do Correio da Feira, assinala-se que mensalmente se realizavam estas "kermesses", sempre com as damas e senhoras da classe alta como Beneméritas, onde não havia altruísmo da sociedade e a diferença entre classes eram colmatadas com estas actividades.
Esta foto refuta a 1922, algum tempo após a morte do Pe. Celestino. A Junta de Freguesia de Paços de Brandão então liderada pelo Joaquim Macedo, Agostinho Alves Carvalho, o escriturário da Junta e seu pai José Alves Carvalho, numa iniciativa conjunta com mais alguns Brandoenses de bom coração, resolveram deliciar os mais pobres e desfavorecidos da nossa terra com uma semanal sopa para os pobres. Embora sendo de ideias diferentes, estes homens uniam-se na ajuda aos mais carenciados, oferecendo todas as quintas-feiras uma sopa bem forte, regada com vinho, água com limonada para as crianças e um pouco de pão. Era servido na eira junto à cozinha existente na antiga Junta e era cozinhada por algumas senhoras que se ofereciam para ajudar e proporcionar alguns momentos de felicidade aos nossos pobres.
Naquele tempo, as freguesias podiam ter um Juiz de Paz, nomeando um grupo de homens sérios, honestos e cultos, que eram chefiados pelo seu presidente (juiz) e o Oficial de diligências, que na altura era o responsável Francisco da Ferreira. A rivalidade entre os Monárquicos e Republicanos era grande, mas pelo menos para dar de comer ao povo todos se uniam, numa altura que os empregos eram poucos e a fome era muita. Neste acto solidário a figura de Carlos Vieira Pinto foi fundamental, como sócio da fábrica de massas alimentícias. A "Camponesa" oferecia sempre nestas alturas o macarrão. Esta iniciativa juntava a freguesia e a foto assim o confirma: a beleza da fotografia com todas estas crianças, mulheres, homens compostos e idosos, eiva-se sempre o louvor, um gesto nobre e humano de pessoas que se preocupavam em fazer o bem e ajudar o próximo.
Será que actos como estes seriam possíveis neste tempo onde o egoísmo e a vergonha imperam?

Bardo da Lira