quinta-feira, 15 de julho de 2010

CIRAC - Encerramento do Festival de Música de Verão

Enviado por e-mail:
No passado dia 10 de Julho, o Festival de Música de Verão organizado pelo Cirac, encerrou da melhor maneira com o Coro da casa. A sala estava repleta com um público visivelmente agradado e maravilhado com espectáculo apresentado. É muito bom ver que a cultura Brandoense continua viva.
De realçar a interpretação de temas dos imortais Beatles e Queen. Ou ainda o “I got the rythem” do musical Crazy for you; e também “In the Mood” de Glenn Miller; Gospel. Para finalizar, o conhecido tema “Happy Day”.
Como convidado especial esteve o contrabaixista Pedro Quesado, que já nos tinha maravilhado com a sua música, no dia 19 de Junho na Casa da Portela, com o Combo de Jazz.

Sara

Adrian Pierce Rogers (I)

Num artigo publicado no Engenho, sob o título de “O FRACASSO DO SOCIALISMO”, foi transcrita uma carta de Adrian Rogers, supostamente escrita em 1931. Tal facto mereceu a minha curiosidade, primeiro em saber quem era e de quem se tratava, o autor da referida Carta, segundo da situação em que se encontravam os Estados Unidos da América, naquela data.
A explicação que vão encontrar, talvez ajude o leitor do Engenho, a ter uma melhor percepção e interpretação da referida Carta e não se venha a cair em comentários, que em nada nos ajude a ter o conhecimento real de uma situação política e social, como aquela que começou na América em 1924 e se prolongou até 1934, e que se alastrou por outros Continentes, com especial relevância pelo Europeu. Situação essa, que é um pouco semelhante com aquela em que estamos a viver, no presente momento.
André de Mourois, na introdução à sua «História dos Estados Unidos», diz-nos:
«A história de um país não pode caminhar, com um movimento contínuo, para um equilíbrio imutável e perfeito. Todos os povos atravessam tempos difíceis. Todos têm os seus acessos de febre, as suas melhoras, as suas recaídas. Os Estados Unidos, quando o século XIX chegou ao seu termo, padeciam de uma doença de crescimento. Tinham-se desenvolvido demasiado depressa. A sua população, as suas indústrias, as suas técnicas, aumentaram tão rapidamente que as suas instituições já não eram para a sua medida e oprimiam-nos. O país tinha necessidade de remédios eficazes, isto é: de profundas reformas. Os Americanos sabiam-no. Muito deles tinham vindo da Europa para viver, numa terra virgem, uma Idade de Ouro; mas só encontraram uma Idade Dourada. No entanto, mantinham uma certeza firme de que tudo lhes iria, um dia, pelo melhor no melhor dos continentes. Encurralados em bairros sórdidos ou acumulados em arranha-céus, os novos cidadãos esperavam, com uma fé tenaz, a melhoria da sua sorte ou, pelo menos, da dos seus filhos. «It’s a great country». (É um grande país), diziam com orgulho. Os anos que precederam 1914 foram, a despeito de crises e injustiças, anos de esperança. Soavam as trombetas da reforma. De que se tratava? De regressar à verdadeira democracia, de impor ordem na economia, de repartir mais justamente os lucros, combater a miséria, de se opor à formação de artificiais fortunas gigantescas, criadas com uma penada, mas sem desencorajar os empreendimentos audaciosos nem prejudicar as liberdades. Longa e pesada tarefa. Haveria vitórias, reveses, duas guerras mundiais. «À sétima vez, as muralhas caíram.» Antes de contar, porém, as peripécias dessa luta, convém lembrar o que a tornou necessária

Agora o leitor, depois de ler esta nota introdutória, irá saber quem foi o possível autor da «Carta» em questão e, embora com um breve resumo, da situação em que se encontrava a América no período de 1924 a 1934, tentará então, perceber da veracidade e autenticidade de tal manifesto.

PCP - Pergunta ao Governo sobre a "Segurança rodoviária em Santa Maria da Feira"

Enviado por e-mail:
Assunto: Segurança rodoviária em Santa Maria da Feira
Destinatário: Ministério da Administração Interna
Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República
Chegou ao conhecimento deste Grupo Parlamentar a denúncia de uma situação que levanta algumas questões de segurança rodoviária, nomeadamente em Santa Maria da Feira, junto do Hospital S. Sebastião.
Em frente a este Hospital, mesmo à entrada, desde a sua entrada de funcionamento, esteve um parque de estacionamento não pago onde se encontravam taxistas, há 11 anos, num local que assegurava um acesso fácil dos doentes que não dispõem de viatura própria. Aliás, este é um Hospital que serve um concelho altamente deficitário em termos de transportes públicos, além do que passou a servir muitos outros em igual situação por força do encerramento de urgências, SAP’s e hospitais, sendo que os utentes muitas vezes apenas dispõem deste meio de transporte.
Ora, a Câmara Municipal da Feira, após aprovação por maioria do novo regulamento que estabelece o parqueamento pago, pretende utilizar esses lugares para esse mesmo efeito, tendo disponibilizado lugares para os táxis, do outro lado da estrada, separado por uma construção que, não estando classificada como rotunda, de acordo com informações dessa Câmara Municipal e da PSP, é, objectivamente um espaço rotundo, com pouca visibilidade nos locais agora disponibilizados para os táxis (e mesmo em situação de mero estacionamento), levantando as mais sérias dúvidas sobre a segurança desta solução.
Segurança não só para os utentes do hospital que se deslocam para os táxis, muitos deles idosos ou com mobilidade reduzida, mas também para os próprios taxistas que se encontram ali estacionados ou quaisquer outras viaturas dada a localização geográfica e os obstáculos urbanos existentes, conforme comprovam as fotografias em anexo, além de ser um local com grande intensidade de tráfego.
Sucede, aliás, que os próprios taxistas sugeriram uma nova localização, com garantias de segurança para automobilistas e peões, solução essa recusada pela Câmara Municipal.
Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do 229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Administração Interna o seguinte:
1. Entende esse Ministério que o local em questão não é uma rotunda?
2. Entende esse Ministério estarem reunidas as condições de segurança permitindo o estacionamento de veículos no local indicado pela Câmara Municipal?

Palácio de São Bento, 7 de Julho de 2010

O Deputado:
(Jorge Machado)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Era uma vez um Carvalho

Há muitos anos atrás, por aí uns 30, numa linda povoação cujo nome se inspira num cavaleiro, que afinal tem uma história muito mal contada, mas que todos acreditam dar nome a Paços de Brandão, uma pequena bolota é lançada à terra, caída de uma laranjeira! Aos poucos lançou raízes e começou a germinar aos pés deste laranjal. A pequena árvore foi crescendo, resistindo a cravos e revoluções, dando origem a um Carvalhinho, e mais tarde a um Carvalho! Conforme ia crescendo ia dando frutos, umas vezes mais outras menos, conforme os anos eram de fartura ou nem por isso. Nos anos "nem por isso", talvez nos últimos 8, ficamos todos a saber coisas tanto interessantes, como intrigantes sobre o Carvalho. Este pode até nem ser grande amigo das árvores, mesmo não sendo parasita! E choupos que se ponham a pau! Pois quando cortados pelo meio, já sabemos que acabam secos, e nem mesmo lhes vale deitarem água da fonte dos sonhos. A água foi, aliás, a maior obsessão deste Carvalho nos últimos anos, de tal modo que até ele mesmo meteu água por todos os lados!
Mas adiante, aquilo que hoje o Engenho pretende chamar a atenção, é sobre a história de um verdadeiro Carvalho!
Plantado quase na frente da entrada da Quinta do Engenho Novo, existe um espécime de "Quercus faginea" ou Lusitano, o qual já devia ter merecido a atenção dos nossos "paisagistas da Quinta". Por estar mesmo em cima de um local sem visibilidade, o mesmo representa um perigo sério a qualquer condutor, que em caso de apanhar alguém mais fora de mão na curva, vai bater-lhe mesmo em cheio! E para fazer de alvo, já só faltam os círculos vermelhos sobre o fundo branco que já existe!
Assim, e porque o Engenho escuta e faz eco do que são as opiniões dos Brandoenses, têm sido alguns os que nos últimos tempos nos vão alertando para este problema. Como tal, decidimos aqui apresentar algumas propostas:

Sendo que foi sugerido pela Junta numa Assembleia que se iriam proceder ao transplante de árvores de grande porte, sugerimos que esta seja uma das visadas prioritariamente!

Tendo sobrevivido ao desbaste de Março, assim como a tangentes de inúmeros veículos, poderá não ter a mesma sorte se algum filho da terra vier a ser vítima de uma tragédia naquele local!

terça-feira, 13 de julho de 2010

Avenida Monte de Cima

Na última Assembleia da Junta de Freguesia e numa das intervenções do público fez-se referência à Avenida Monte de Cima. Aí se referiu as dificuldades de circulação causadas ao movimento e à falta dele: o estacionamento. Vai daí que alguém pediu ao Sr. Presidente para pôr ordem nisso e o Sr. Presidente respondeu que já tinha recebido um pedido em sentido contrário, ou seja, mais tolerância por parte da GNR.

Agora o que se vê é que o estacionamento está mais condicionado por força da multa, pois os carros só podem ser estacionados paralelamente ao passeio.
Ora, ficar à espera que essa rua passe a ser em sentido único vai demorar a ponto de, se calhar, alguns dos negócios sucumbirem pela perseguição ao estacionamento aos seus clientes, bancos, ginásios, padarias e os odiados bares.
Se não há destreza para por já a avenida em sentido único, ainda que sem alcatrão, haja destreza e inteligência política e económica para colocar umas placas, marcas no chão e regular o estacionamento de forma a que se aumente e organize o maior número possivel de viaturas a estacionar frente aos estabelecimentos.
Estando nós perante a coluna dorsal da vila, perante uma Avenida com letra grande, haja coragem como houve na Quinta e passe-se a sentido único e aumente-se a segurança, estacionamento e tudo o mais. Só ficariamos a ganhar. Isto para já, porque era um sério teste antes de gastar uns milhares em passeios e alcatrão e porque o comércio e moradores certamente iriam agradecer. Percebe-se que não é facil. Fica a ideia de que um simples tubarão que não gostasse do sentido de rua iria protestar e nesta terra talvez esse interesse se sobrepusesse ao coletivo, como aliás vem acontecendo em tantas outras, mas adiante. Marque-se o chão, plantem-se umas placas e toca a organizar a nossa vida na rua.

Site da Junta de Paços de Brandão está cheio de gralhas!!

Pois é, com aquela euforia toda que despertou no Engenho a colocação "on-line" do site da Junta, eis que um esmiuçar mais atento revelou uma série de gralhas!
Após aquela humilhação do regulamento de cemitério sem pés e cuja cabeça estava degolada, não se esperava que o cenário se repetisse! Porém, depois da experiência solitária da última assembleia de freguesia, o nosso muito estimado Mino terá talvez decidido, que apenas ele e só ele, é o que merece ter a cara no seu site (e mais nada!).
Pelo que ainda não entendemos bem a razão porque não existem fotografias de qualquer outro dos eleitos em Outubro passado. A menos que a ideia dos panfletos da festa dos arcos, fizesse com que o Presidente se entusiasmasse e, com isso queira continuar o culto da sua imagem! Agora com a Internet, era capaz de ser engraçado, mas também ridículo! Não faz mal, em Paços já esperamos de tudo!
Por outro lado, e conforme mostra o conteúdo do site (de que as imagens que ilustram este post são prova), Paços de Brandão, que era a terra das mil e uma associações, agora ficou reduzida a meia dúzia delas, sendo que algumas como o "CIRAC", o Grupo "Como Elas Cantam e Dançam em Paços de Brandão", o Futsal do "ISPAB" ou mesmo a Associação do "Carnaval", entre outras, devem ter deixado de existir. A não ser assim, não se compreende a sua exclusão no site, a par de outras iguais.
Assim, e depois do nosso entusiasmo inicial, os nossos leitores mereciam este nosso melhor esclarecimento sobre o site, e afinal temos de dizer que o estimado Mino não está de parabéns! Nem mesmo o tal membro da irmandade que fala nas assembleias sem pedir licença: ao que consta foi o obreiro desta mudança e, novamente, fez disparate!
O Ratinho foi mandado embora por menos, esse assumia-se como ébrio... este agora, e apesar de não parecer, já mostrou cada trapalhada que só faz lembrar o tasco do Belinha em hora de fecho!

Centro Social de Paços de Brandão em Festa

A tarde do passado sábado, dia 10 de Julho, foi de festa rija lá para os lados do Centro Social de Paços de Brandão, mais precisamente nas instalações do ATL.
Tal como já vem sendo hábito ao longo dos anos, esta foi a data escolhida para festejar mais um final de ano lectivo, tendo participado, nas várias actividades, utentes de todas as valências deste Centro: desde infantário, passando pelo ATL e até o próprio Centro de Dia. E que bem ensaiadinhos que todos eles estavam! Uma verdadeira delícia!
A alegrar o ambiente, estiveram também as "tasquinhas", assim como a quermesse, cujas receitas obtidas reverteriam a favor do próprio Centro Social (só não passavam recibos!).
"Portugal ontem, hoje e amanhã" foi o grande tema deste ano e por onde gravitaram as mais variadas actuações que ali se fizerem notar.
O Observatório do Engenho aponta, como pontos altos do dia, a homenagem feita por parte de Carlos Neves - director do Centro, a três funcionárias que comemoram 25 anos de casa (Fátima Andrade, Fátima Sousa e São Mota), homenagem essa que fez derramar umas quantas lágrimas no público, pela emoção do momento.
"A solidariedade social faz-se sem dinheiro; o que conta é o tempo dado à causa pública" - palavras proferidas por Carlos Neves, a propósito da grandeza que é a dedicação dos colaboradores deste Centro Social à comunidade local.
De destacar a presença de ilustres figuras que se fizeram evidenciar, nomeadamente representantes do Governo Civil, da Câmara Municipal e, claro está, o nosso estimado Presidente Mino, entre outras. Era um consolo só, ver o quão contentes e amigos todos eles estavam. Nem parecia nada que o Neves, ainda no outro dia, havia passado uma bela de uma ensaboadela lá no Palatiolo!
Mas como festa é festa, e a política fica para depois, nada melhor que esta sábia frase: "o amanhã nada será sem o dia de hoje". Um grande bem-haja a toda a organização e colaboradores por este magnífico evento. Parabéns!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Site da Junta de freguesia renovado

Após um longo período de espera, qual travessia do deserto alaranjado! Eis que por fim se fez luz, isto é... apareceu água! Quer dizer... a criança nasceu!
Já temos um site novo na Junta. Embora seja mais uma operação de cosmética, já é possível aceder a documentos e actas, bem como (esperamos nós); esperemos que se possa ter também acesso a informações das datas das assembleias!
O Engenho quer apresentar aqui os parabéns ao Sr. Presidente Mino por este feito, pois era uma reivindicação já velha de muitos Brandoenses!
Para os descrentes, e nós até o éramos, cá está: já temos site novo!!

C.D.Paços de Brandão Escolas B - Campeão em Espanha

Foi no passado dia 4 de Julho, em Espanha, no 11º Torneio de Culleredo de Escolinhas e Benjamins, que a equipa C.D. Paços de Brandão "Escolinhas B" venceu na final a Equipa do Alba por 2-1. O Paços acabou por ter uma excelente prestação tendo ficado na segunda posição na categoria de "Benjamins".
O Engenho envia, desde já, os seus parabéns aos pupilos de Marco Rocha por este grande êxito!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

É pá porque não se lembraram da bola de cortiça antes??

Por vezes lemos notícias que nos deixam verdadeiramente com os olhos "em bico"!
Conforme se pode ler nesta notícia on-line do TVI 24h, uma manifestação pacífica no palco do Mundial de Futebol da África do Sul, da organização de defesa dos animais (PETA), despiu-se de preconceitos e agradeceu desta forma que as imagens demonstram, o facto de a bola usada neste campeonato não ter sido produzida em couro animal. De certeza não conhecem a "nossa" bola de cortiça! Talvez se esta ideia da empresa Brandoense "Sedacor" (do grupo "Jpscorkgroup") tivesse aparecido um pouco mais cedo, tivéssemos por cá além dos protectores dos animais e naturistas, também os ecologistas! Ali mesmo no nosso arraial a agradecerem tal e qual vieram ao mundo, a existência de uma bola de futebol, que para além de não usar couro dos animais, incorpora materiais ecológicos como é a cortiça! Isto além de ser um agradecimento merecido ao grupo corticeiro, era bem capaz de ser um excelente cartão de visita para a freguesia! No Engenho só duvidamos se o Padre Julião Valente iria gostar da ideia!

In Tvi24h :

"A organização Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais) promoveu esta quinta-feira, em Joanesburgo, um evento com corpos nus pintados com as bandeiras das selecções do Mundial, para agradecer o facto de a bola do campeonato do mundo ter sido produzida sem utilizar couro de origem animal.
A iniciativa teve uma grande resposta mediática. 32 modelos exibiram os corpos nus pintados com as cores dos vários países participantes na competição. As jovens modelos exibiam ainda um cartaz a invocar os direitos animais escrito na língua materna.
A Peta também agradeceu ainda a alguns fornecedores de material desportivo por produzirem chuteiras que também não são feitas com material de origem animal. A entidade também informou ser fã de nove jogadores do Mundial que calçam chuteiras de material sintético: Robinho, Cristiano Ronaldo, Deco, Steven Gerrard, Cesc Fabregas, Javier Mascherano, Mesut Özil e Andreas Iniesta.
«Nós damos os parabéns à FIFA pela decisão de banir as bolas de couro bovino dos relvados», disse o director da Peta, Jason Baker."

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eco-pontos em Paços de Brandão: Desolação!

Enviado por e-mail:

É bastante lamentável e desagradável que tenha de usar o blog "Engenho no Papel", uma vez mais, para chamar à atenção sobre os mesmos temas. O modo como os “dignos” Brandoenses tratam o seu lixo é realmente “exemplar”! Tenho notado que muitos eco-pontos estão sempre com lixo que não é suposto estar lá. E o que lá devia estar, muitas pessoas nem sequer se dão ao trabalho de o pôr dentro dos mesmos.
Queria, por isso, chamar a atenção para ecopontos existentes na Portela, nas Ameixoeiras, na Rua dos Eucaliptos, entre tantos outros, onde todos os dias são despejados resíduos de todos os tipos, de modo grosseiro e inconsciente. Não adianta, por isso, reclamar e pedir à Junta para recolher estes resíduos, pois volta tudo ao mesmo, no mesmo dia ou no dia seguinte.
Para mim, as pessoas ainda não se aperceberam “realmente”das mudanças que acontecem todos os dias a nível ambiental, desde o buraco do ozono, cheias, secas, mudanças climáticas, etc. Tudo isto tem e terá um profundo impacto na nossa vida, na nossa saúde e nas futuras gerações, pelo que é importante criar hoje mesmo uma maior consciência ecológica!
Após este parêntesis, gostaria de voltar “á vaca fria”. Porque não mudar estes ecopontos para sítios mais centrais onde possam ser vistos por todos? Certamente ninguém quer lixo á sua porta, não é? Porque é que a Junta de Freguesia não faz mais campanhas de sensibilização? Através de panfletos nos cafés, em estabelecimentos comerciais, com a divulgação de um e-mail, onde se pudesse colocar questões sobre o modo como tratar o lixo orgânico e não orgânico? Diria mesmo que, com isso, certamente muitos ecopontos não seriam vandalizados e virados tal como vejo frequentemente.
Já foi referido, anteriormente, sobre o assunto, que as pessoas não querem saber, isto é um facto! Contudo, é preciso informar e continuar interminavelmente a sensibilizar! Porque o ambiente é um assunto de todos. Por isso, insisto que deve haver uma maior fiscalização aos ecopontos, deviam ser colocados junto aos mesmos cartazes de aviso e informação onde se divulgaria o e-mail, contactos de lugares onde se poderia deixar esses lixos. Faz-se muito pouco e tudo continua na mesma.
Já tive a oportunidade estar noutras zonas do país, onde não havia sequer recolha do lixo e as ruas estavam bastante limpas.
Os educadores têm a obrigação de orientar e sensibilizar os seus educandos para este problema tão grave. De contrário, o nosso futuro será muito, muito negro. Cidadãos e instituições têm o dever de melhorar e contribuir para um melhor ambiente, um dever de todos nós.

Sara

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espaço público da Rua da Circunvalação ocupado por privados?

Convidamos os nossos estimados leitores a fazerem um exercício de imaginação, e a conjecturar o seguinte cenário: na Rua do Arraial, em frente da nossa Junta, alguém se lembrava de lá colocar um sinal de trânsito proibido e informava que mais ninguém lá passava, pois aquele espaço de rua pública era seu! Possivelmente tocavam os sinos a rebate e todos os Brandoenses certamente se insurgiriam contra tamanho disparate e ousadia!
Pois bem, este cenário hipotético parece que afinal já está a acontecer aqui em Paços de Brandão!
De acordo com uma informação a que o Engenho teve acesso, na Rua da Circunvalação, para os que não conhecessem fica no fim da Portela quem segue para Rio Meão, conforme se mostra na imagem ao lado do "Sapo mapas", alguém já passou da imaginação à concretização do dito disparate.
Para quem olhar para a sua direita ao descer a Portela, encontra facilmente uma rua em terra, com uma sinalética curiosa: "STOP" e trânsito proibido, onde se indica que aquilo é "propriedade privada". Porém, encontra-se exactamente naquilo que é rua inacabada da Circunvalação! Pelo que se sabe este seria também o caminho antigo de acesso à fonte de Infesta. Tudo isto leva a crer que existe aqui efectivamente um caso de usurpação de terrenos públicos. Ainda de acordo com informação que nos chegou, não será apenas aqui neste troço (identificados na foto de satélite): mais à frente existe pelo menos um pavilhão da zona Industrial que está a ocupar parcialmente terrenos pertencentes ao domínio público.
Tratando-se de um caso de polícia, não deixa de ser curioso que as edilidades competentes locais, nomeadamente a Junta de Freguesia (este e anterior executivo) conhecedoras da situação, pouco ou nada tenham feito sendo que, ao que tudo indica, apenas a Câmara pareça ter começado a fazer alguma coisa!
Senhores da Junta Brandoense, vocês foram eleitos para defenderem os interesses do povo desta terra, pelo que se exige mais do que aquilo que está a ser feito neste caso! Esta rua é estratégica no possível, e desejável: alargamento da Zona Industrial para o lado de Paços, uma vez que existem ali terrenos que poderiam servir a esse fim. Porém, se o desleixo dos últimos anos se mantiver, não tarda nada temos aqui uma usurpação legitimada pelo uso, e talvez a rua mude o nome de "Circunvalação" para "Usucapião"!!!

terça-feira, 6 de julho de 2010

O fracasso do Socialismo

Enviado por e-mail:

Por estes dias caiu na minha caixa de correio electrónico, um e-mail que me deixou a pensar, e que decidi partilhar com os estimados leitores do Engenho. Talvez ajude a desmistificar alguns preconceitos instalados: deixemos as ideologias de parte e simplesmente passemos ao altruismo puro entre humanos!

Uma experiência.....
Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca chumbou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, chumbado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo'.
O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência .... nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas em provas."
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores... Logo que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam 14. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos-eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam da média das notas. Portanto, agindo contra as suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Em resultado, a segunda média dos testes foi 10.
Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da turma.
Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.
O professor explicou que a experiência ...tinha falhado porque ela fora baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado. "Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."
O pensamento abaixo foi escrito em 1931.
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar a alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

domingo, 4 de julho de 2010

Para não meter água

Por cá a “obra” vai seguindo a ritmo de cruzeiro e, talvez por isso mesmo, se tenha chegado à conclusão que eram horas de se fazer algo mais pelas infra-estruturas onde esse mesmo “cruzeiro” (turístico?!) possa continuar a navegar.
Segundo rumores, tudo indica que o próximo investimento autárquico será mesmo o da aquisição de uma considerável porção de mar. Há ainda quem aponte para a importação de um dos maiores canais de Veneza. Mas, enquanto isso não acontece, navegar em Paços de Brandão até ao momento só mesmo neste nosso espaço cibernético que, modéstia à parte, tem posto muitos dos nossos comandantes de cabeça em água. Daí que haja uma necessidade latente do nosso executivo em inverter este estado de coisas.
Em pleno Verão e com as elevadas temperaturas que se fazem sentir, continuar a insistir na operação “erva daninha”, já deu o que tinha a dar… agora há que aguardar que tudo “cresça e floresça” para justificar novo ataque (a fotografia sai-se bem melhor!!!). Tapar buracos nas ruas ou apanhar paralelos soltos dá imenso trabalho e, como os funcionários da Junta até nem gostam nada de usar “protecção”, sujeitam-se a levar com um valente escaldão e a factura de médicos e farmácias sairia bem cara ao orçamento da freguesia. Por isso, é melhor não! Algo mais light e refrescante, seria o ideal!!!
Garantir que toda a tripulação continue segura a bordo, isso sim é que é prioritário!!! E depois há também a questão da “interligação entre mandatos”: que fazer ao árduo trabalho do nosso saudoso Engº Lino, que andou cerca de 8 anos “em busca do furo perdido”? Nada como dar uso à água que ele meteu, sabe-se lá bem onde!
Por estas e por outras, chegou-se à conclusão que havia que se reunir à mesa (independentemente do número de membros que comparecessem) para se estabelecerem prioridades. Tortas, direitas ou cegas, o que interessa é que se tomem decisões, no sentido de se salvaguardar a preservação da espécie (laranja)!
Desta feita, e perspectivando o futuro e projecção mundial da vila (tendo em consideração o projecto megalómano a que nos referíamos acima), a autarquia resolveu apostar já de imediato no “campo de treinos”, uma espécie de Oceano Pacífico em ponto pequeno, mas que se traduz num impulso à formação de novos “profissionais cítricos” que, tal como o TANG, quando misturados com água resultarão sempre em muitas mais doses.
Ao Observatório do Engenho cabe parabenizar o nosso executivo por tamanha iniciativa - prioridade por excelência (esta da remodelação do chafariz) - sem a qual Paços de Brandão jamais seria o que é!

"Os Pratos da Bela" - Blog com receitas culinárias de Paços de Brandão


Navegando nos mares imensos que são os da "blogosfera", eis que encontramos mais um local de Paços de Brandão. Desta feita, trata-se de um blog pessoal de Anabela Assunção, que nos presenteia com as mais variadas ideias gastronómicas que ela mesma vai executando no seu meio familiar.
Usando uma linguagem intimista, onde a nostalgia muitas vezes predomina, traz sempre uma sugestão culinária para o dia a dia, o que pode ser útil para quando a indecisão na cozinha assombrar os nossos pensamentos!
O Engenho saúda, por isso, mais este "vizinho", e convida aqui os seus ilustres leitores a darem uma vista de olhos aos pratos que a Bela vais sugerindo!

Localização: http://pratosdabela.blogspot.com/

sábado, 3 de julho de 2010

Festival Social Kids - Vamos ser solidários por uma causa nobre!

Ontem começou em Pedroso - Vila Nova de Gaia, um concerto de solidariedade para com duas crianças com doenças graves, que necessitam de receber tratamentos no estrangeiro. Trata-se, por isso, de uma causa Nobre, e com a qual o Engenho se identifica, procurando assim dar o seu contributo através desta divulgação.
Este tema não seria objecto de mais palavras da nossa parte, não fosse a vergonhosa situação que decorreu da organização deste evento, cuja localização inicial era para ser em Lourosa, no nosso concelho de Santa Maria da Feira. Como muitos de nós puderam verificar, e pelas ruas de Paços de Brandão existem bastantes cartazes a anunciar o evento, o mesmo estaria previsto para o estádio do Lusitânia de Lourosa, facto este que há já largas semanas estava confirmado pelo clube desportivo. Porém, a escassos 4 dias do evento, o clube de Lourosa "roeu a corda", obrigando a organização - Social Kids, a alterar o local em cima da hora e, com isso, quase comprometeu a realização da iniciativa. É lamentável que a solidariedade acabe sempre por chocar nos interesses materialistas mais obscuros de algumas pessoas!!
Posto isto, e porque a causa é boa, nós demos ontem o nosso contributo, numa visita ao evento, onde infelizmente a afluência não foi grande coisa. Por isso, e fazendo eco do apelo dado pela organização e artistas envolvidos  no dia de ontem, vimos nós também incentivar a todos os nossos estimados visitantes que hoje e amanhã sejam solidários com estas duas crianças, e que vão a este evento, cujo preço são 6€ que revertem a favor da iniciativa que levará as mesmas ao estrangeiro para fazerem tratamentos médicos.
Vamos lá, afinal não são mais que 15 min. de carro de Paços a Pedroso!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Assembleia de Freguesia dia 25 de Junho - Resumo

Numa sessão que prometia maior assistência, afinal primou mesmo pela ausência e, com isso, por pouco o PSD perdia a maioria! Os ilustres Tono Mangas e Capela não estavam lá e até a Bina, uma figura muito estimada aqui no Engenho mas algo controversa, se esqueceu de vir! Quanto ao nosso Tesoureiro, pelo que sabemos, esteve a vender sandes num bar do C.D.Paços de Brandão, dando assim o seu apoio determinante ao torneio que decorria! Coisa, aliás, bastante mais interessante que as assembleias de freguesia!
Mas a sessão não seria marcada pelas ausências, longe disso. Esta terá sido mesmo uma das mais participadas pelos eleitos a que alguma vez se assistiu, onde até os membros do PSD mostraram toda a sua indignação a propostas do executivo com 7 palmos de terra e pouca cabeça!
Mas voltando ao que efectivamente se passou por lá, começamos pelo período do antes da ordem dia: o nosso estimado líder da oposição, Carlinhos das Neves, quis mostrar trabalho de casa e colocou algumas perguntas que trazia na algibeira ao nosso presidente Mino, nomeadamente sobre o estado calamitoso das nossas estradas, com desníveis e paralelos soltos por todo lado. Quis também saber qual o ponto de situação das passagens de nível e da iluminação pública. Por fim, manifestou a sua preocupação quanto a um cavalinho do parque infantil, que estava sem certificado de conformidade (no Engenho já tínhamos dado nota disso). As respostas foram breves e semelhantes: "Vou ver", "Não sabia disso", "Vamos ver" e "Não sabemos" - Obrigado Sr. Presidente pela sua eloquência!
Passando ao que era a agenda da ordem do dia, começou-se por ler a acta da assembleia anterior, para ser submetida a votação, tendo tido aprovação unânime e sem reparos! (parabéns ao redactor).
De registar que de acordo com o que é dito na acta, a intervenção na Quinta do Engenho Novo, "Foi um acto de coragem para implementar o projecto previsto". Pois bem, como esta Junta nunca se dignou informar o comum Brandoense de que projecto se trata, esperamos que seja este, com toda a sua megalomania e ambição. Insistimos, por isso, na sua implementação com celeridade, enquanto há dinheiro na Câmara, e antes que o mato e as silvas regressem, pois já é o que se começa a notar com a paragem verificada dos trabalhos.
Passando de novo à ordem do dia, o 2º ponto da agenda era o regulamento do cemitério, e foi aqui neste assunto, aparentemente pacífico e inoculo para votação, que o nosso Carlinhos das Neves tirou um coelho da cartola, e infringiu aquela que foi maior humilhação política desferida ao PSD, de que há memória numa Assembleia de Freguesia! Revelou, desde logo, um exaustivo trabalho de casa, onde demonstrou claramente que leu atentamente o regulamento proposto e sabia bem do que falava (talvez o único que o leu). Começou por questionar sobre a autoria da proposta, ao que lhe foi dito partir do seio da Junta, com base numa proposta que existia que nunca foi submetida a votação, e que continha as linhas gerais desta versão. Feito o esclarecimento, Carlinhos das Neves, questionou a legalidade do documento apresentado, uma vez que do seu trabalho de pesquisa, verificou que era baseado numa lei que, entretanto, teria sido revogada por outra mais recente, e com isso encontrou inúmeras incongruências, para além de outros tantos pontos cujo entendimento era pouco claro, tais como: "Proibição de retirar adereços das campas sem autorização da Junta" e ainda "Proibição de permanência de menores de 10 anos sem estarem acompanhados pelos pais", os quais considerou quase absurdos! Mas haviam mais nesta trapalhada. Porém, nem os vamos referir. Para completar a cereja no topo do bolo, existiam inúmeros erros de escrita, que leva a deduzir que o corrector automático estava avariado!
Por causa desta avaliação do nosso líder da oposição Neves, e desmascarada toda esta trapalhada da proposta do Executivo da Junta e, com isso, foi lançado o debate com inúmeras intervenções, de onde se destaca a da nossa laranjinha de estimação Ritinha Marques, que concordou com quase tudo o que disse a oposição. Referindo mesmo que ela própria já teria detectado muitas das irregularidades que foram levantadas pela oposição. Isto deu origem a uma verdadeira "avalanche" de questões pelos vários eleitos, e até mesmo não eleitos, de que é caso disso o Mano Brito, que muitas vezes sem lhe darem a palavra a usou como se de um eleito se tratasse, e ainda por cima com a conivência do Mano JB.! Curioso foi verificar que que ele mesmo, enquanto presidente da mesa, tenha demonstrado tão claramente a vontade de calar o secretário quando o a coisa estava já a atingir o mais que ridículo para o executivo e hostes PSD. Este episódio deu origem a um "quid pro quo" interessante, ao qual a Ritinha, num acto de coragem democrática não cedeu, insistindo e bem, com a sua dissertação até ao fim! Quem não estava nada contente, mostrando-se mesmo atónito, foi o Presidente Mino que nem a boca abriu, talvez a pensar quem seria o responsável por tamanha trapalhada! Com isto tudo, a proposta do executivo foi retirada de votação, e prometida uma versão revista com a colaboração de entendidos em leis!
Outro assunto que veio a cena, foi o inventário dos bens da Junta, que é uma imposição legal. Daqui nada de importante surgiu, sendo apenas de referir que tinha sido proposto que as molduras com pinturas pertencentes à autarquia tinham valor igual a "0 - zero", ao que uma vez mais o Carlinhos das Neves, numa noite inspirada, discordou com isso, propondo que fosse solicitado na freguesia a pessoas entendidas na matéria, que dessem um parecer e com isso se pudesse atribuir um valor qualquer, mas nunca de "0 - zero", ao que o executivo concordou aceder. Ficamos ainda a saber que, finalmente, o novo site da Junta vai entrar em funcionamento em breve!
Posto isto, e como a noite já ia longa, deu-se a palavra ao público, onde o cidadão Júlio Silva, assumido de direita, colocou algumas questões e sugestões ao executivo das quais destacamos as seguintes: Sugeriu que fosse implementado de imediato o horário de abertura e fecho da Quinta, ao que o Presidente respondeu que iria ver com o proprietário do restaurante da Quinta dessa possibilidade, mas que nesta fase das obras não via ele próprio grande necessidade nisso. Solicitou a intervenção do executivo junto das autoridades policiais no sentido de que estas fizessem maior controlo dos estacionamentos, nomeadamente na Rua do Monte de Cima, ao que o Mino respondeu, encolhendo ombros, que já lhe haviam solicitado precisamente o inverso, ficando o homem aqui claramente dividido! Por fim, colocou duas sugestões relativamente ao novo site: Que fossem lá colocadas as actas, e também os nomes e datas de nascimento dos originários de Paços de Brandão. Á primeira pergunta, a resposta foi positiva e repetida já em sessões anteriores, pois já por várias vezes outras pessoas do público abordaram este problema e colocaram essa proposta. Indo mesmo mais longe, onde não só se sugeria as actas, mas também a publicitação das datas das assembleias! O que ainda não se entendeu foi a segunda sugestão: para que raio se quer ver publicitado isso? O nosso estimado Neves foi mais longe, pedindo a palavra, e referindo essa sugestão como algo xenófoba, pois iria criar clivagens futuras entre pessoas. Sobre isto apetece citar o astrofísico Hubert Reeves, que escrevia assim: "Antes de sermos homens ou mulheres, brancos ou negros, Portugueses ou Espanhóis, Europeus ou Americanos. Somos Terrestres, Solares, Vialacteanos... Somos filhos e filhas do Universo..." . Aqui apraz referir que antes de sermos Brandoenses de gema, somos homens e mulheres com vontade de construir um mundo melhor, e as nossas origens são indiferentes para este propósito!
Ainda antes de ser dada por encerrada a sessão, teve a palavra pelo público, Avelino Almeida, ex-candidato do CDS, que questionou o executivo sobre as prioridades das obras na freguesia, onde em jeito de sugestão referiu que agora que foi feita a intervenção da Quinta, deveriam deixar crescer as árvores, e voltarem-se mais para outros problemas de que padece a freguesia, que disso era exemplo o mau estado das estradas, que precisam de intervenção urgente. A isto o nosso Mino disse que não se podia deixar nem uma coisa nem outra paradas, pelo que os trabalhos da Quinta iam continuar, sob pena do mato voltar a ganhar terreno ( e é verdade já está a crescer), e que as estradas iam também ser vistas, concordando com a existência do problema.
Posto isto deu-se por encerrada a sessão, e cada um rumou a sua casa, ou seja o Povo foi ao Belinha e o PSD ao CIRAC!

EB1 da Igreja - Festa de finalistas

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No passado dia 18 de Junho na EB1 da Igreja realizou-se mais uma festa de finalistas.
Do programa constou a apresentação de peças de teatro a cargo das crianças de cada ano lectivo e respectivos professores, uma dança colectiva de todos os alunos da escola, creio que frequentadores das AEC’s, e uma peça apresentada pelos pais dos finalistas, algo para rir e rir muito.
No momento em que decorria a apresentação do 2º ano, muitos pais trocaram a atenção a prestar ao trabalho dos professores e alegria dos seus educandos por comida.
Tão simplesmente, os organizadores não tiveram oportunidade de “pôr a mesa” pois mal se acondicionavam as ementas pela mesa logo desapareciam numa sequência que só visto… Resolvido o problema por se ter “fechado a torneira” deu-se a invasão da cantina onde os voluntários preparavam as existências para exposição.
Invasão de alguns pais que, a pretexto de levarem comida para os seus filhinhos, alguns deles ainda em palco, levaram sem passar pela mesa colectiva, comida e mais comida para o espaço exterior onde decorriam as apresentações com que comecei este email. Perturbação geral, barulho que incomodava q.b. os meninos que entretanto estavam em palco. Uma vergonha.
Dava a sensação de que, paralelamente à festa que decorria em palco, havia pessoas a lutar por comida num instinto de sobrevivência dos filhinhos que se riam da “abundância”.
Uma expressão de futilidade que pode também ser coisa séria se a razão for imanada de restrições que se criam silenciosamente no interior de determinados lares.
Fome ou falta de educação? Falta de educação a rodos, sim. Fome nesta noite, não. Ao que vos posso dizer o porco no espeto, foi à descrição, a cerveja também, os sumos e os interesses das criancinhas, sempre salvos por quem realmente esteve lá para uma verdadeira festa de finalistas. E felizmente estes estavam em maioria. E que grande festa fizeram.
Mas, como quase em todas as festas, há sempre aqueles que só lá estão para comer e beber, melhor ainda quando não se paga, e perdendo a vergonha comem e bebem até lhe “cair a máscara”. Enfim.
Deixando as coisas tristes: Está de parabéns a Associação de Pais pela capacidade evidenciada na realização deste evento, mas mais ainda porque, e ao que sei, deixa a escola equipada de forma que merece ser feito um inventário dos equipamentos adquiridos à sua conta e eventos realizados e oferecidos a todos, educando ao longo do ano.
Não posso acabar sem destacar a maneira simples, honesta e ao mesmo tempo grandiosa como agradeceram e homenagearam todos os envolvidos na actividade escolar ao longo do ano. Uma vez chamados ao palco, um a um, foram reconhecidos e gratificados de forma muito emotiva. Quanto aos finalistas só se pode dizer que foi um show. Todos estão de parabéns qual festa académica de sonhos e virtudes nos rostos das crianças.
Tentei, mas em vão, que alguém da Associação proferisse algumas palavras a título de entrevista sobre este evento. Foi-me dito que a Associação em exercício prima em manter tudo como até aqui, sem reflexos de opinião e entrevista no exterior por respeito a todos que exigem passar discretos. Os comentários, as opiniões ficam assim a cargo dos encarregados de educação. Como encarregado de educação fico grato a essa Associação de Pais pelo trabalho feito nestes anos em prol desta escola, de todas as crianças e corpo docente.
Bem Hajam.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PCP - Homenagem a Dr. Ferreira Soares

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CONVITE

Domingo, 4 de Julho pelas 11:00 h

ROMAGEM À CAMPA DE Dr. FERREIRA SOARES

Cemitério de Nogueira da Regedoura - 68º Aniversário do seu Assassinato


Homenagem do Partido Comunista Português ao Médico do povo, lutador antifascista e militante Comunista, Ferreira Soares, assassinado pela PIDE em 1942.

Partido Comunista Português
Comissão Concelhia de Stª Mª da Feira CONTAMOS CONTIGO!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A SOPA DOS POBRES

Esta foto de 1922 reporta a uma das muitas "kermesses" que se realizavam e que denominavam de “SOPA DOS POBRES“, numa salutar acção de solidariedade para com os mais necessitados.
Em artigos de 1898, do Correio da Feira, assinala-se que mensalmente se realizavam estas "kermesses", sempre com as damas e senhoras da classe alta como Beneméritas, onde não havia altruísmo da sociedade e a diferença entre classes eram colmatadas com estas actividades.
Esta foto refuta a 1922, algum tempo após a morte do Pe. Celestino. A Junta de Freguesia de Paços de Brandão então liderada pelo Joaquim Macedo, Agostinho Alves Carvalho, o escriturário da Junta e seu pai José Alves Carvalho, numa iniciativa conjunta com mais alguns Brandoenses de bom coração, resolveram deliciar os mais pobres e desfavorecidos da nossa terra com uma semanal sopa para os pobres. Embora sendo de ideias diferentes, estes homens uniam-se na ajuda aos mais carenciados, oferecendo todas as quintas-feiras uma sopa bem forte, regada com vinho, água com limonada para as crianças e um pouco de pão. Era servido na eira junto à cozinha existente na antiga Junta e era cozinhada por algumas senhoras que se ofereciam para ajudar e proporcionar alguns momentos de felicidade aos nossos pobres.
Naquele tempo, as freguesias podiam ter um Juiz de Paz, nomeando um grupo de homens sérios, honestos e cultos, que eram chefiados pelo seu presidente (juiz) e o Oficial de diligências, que na altura era o responsável Francisco da Ferreira. A rivalidade entre os Monárquicos e Republicanos era grande, mas pelo menos para dar de comer ao povo todos se uniam, numa altura que os empregos eram poucos e a fome era muita. Neste acto solidário a figura de Carlos Vieira Pinto foi fundamental, como sócio da fábrica de massas alimentícias. A "Camponesa" oferecia sempre nestas alturas o macarrão. Esta iniciativa juntava a freguesia e a foto assim o confirma: a beleza da fotografia com todas estas crianças, mulheres, homens compostos e idosos, eiva-se sempre o louvor, um gesto nobre e humano de pessoas que se preocupavam em fazer o bem e ajudar o próximo.
Será que actos como estes seriam possíveis neste tempo onde o egoísmo e a vergonha imperam?

Bardo da Lira

terça-feira, 29 de junho de 2010

Atenção: Fraude na Via Verde

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Dolmens

Antes de me dedicar à descrição destes monumentos megalíticos, chamo a atenção para a dificuldade que os historiadores têm encontrado, quando escrevem sobre pré-história, o que levou Alexandre Herculano a escrever o seguinte: «Quem lê desprevenidamente os escritores antigos e os modernos que aproveitaram as sua afirmações, frequentemente disparatadas e algumas vezes opostas, para sobre elas edificarem os sistemas mais contraditórios acerca da divisão dos povos da «Hespanha», só pode tirar uma conclusão sincera: é que em tal matéria pouquíssimos factos têm o grau necessário de certeza para serem considerados como históricos
Vem isto a propósito de estar a ser confrontado com teorias, de tal maneira abstractas e com uma falta de conhecimento histórico, referentes a assuntos da nossa Pré-História, não se fazendo a devida localização de factos tão importantes, como das raças humanas que passaram ou se instalaram neste cantinho, a que os antigos chamaram Lusitânia e aos monumentos que essas mesmas raças por cá deixaram; sinto-me pois na obrigação de explicar o que eram estes monumentos megalíticos, chamados DOLMENS, e isto para não me alongar muito e falar nos povos originários da península bem como daqueles que por cá passaram, como por exemplo, OS CELTAS, assuntos que vou deixar isto para uma próxima oportunidade.
Consultando a “HISTÓRIA DE PORTUGAL”, direcção de Prof. Dr. Damião Peres, em “A Lusitânia Pré-Romana”, por Prof. Dr. A. A. Mendes Correia, 1º volume, pág.120 a 123, encontramos o seguinte:
«As construções megalíticas (assim chamadas por serem feitas com grandes pedras) não são apanágio duma época, dum povo ou duma civilização. Para alguns autores, definiriam uma mesma fase do desenvolvimento do espírito humano, a qual seria atingida por vários povos em épocas e logares diferentes, sem unidade de origem. De facto, parece que não há um «povo ou raça dos dolmens» como se supôs, mas a cultura dolménica marca uma fase larga e nítida da pré-história, e, conquanto essa cultura tenha tido ampla difusão no tempo e no espaço, influenciando decerto povos diversos, ela apresenta entretanto certas relações mútuas em pontos muito afastados e parece hoje a muitos ter tido no território português um centro importante de origem, desenvolvimento e dispersão.
Pertencem ao número das construções megalíticas ou menhires (simples monólitos erguidos verticalmente), os alinhamentos (séries de menhires dispostos em linhas rectas ou sinuosas), os cromleches (vários monólitos dispostos em círculo) e os dolmens. Segundo a autorizada opinião de Loth, as expressões cromlech e dólmen não são justificáveis e deveriam desaparecer da terminologia pré-histórica, pois a primeira significa antes «pedra chata e curva» e dólmen deveria ser substituído por tolven (tol mesa; ven pedra – e não men porque é precedido duma palavra feminina). Mas o uso consagrou de há muito aqueles nomes.
Os dolmens são monumentos sepulcrais constituídos por grandes esteios dispostos mais ou menos verticalmente (em número de 6 a 9, muitas vezes de 7) e delimitando um espaço de contorno poligonal ou circular (câmara), fechado superiormente por uma grande lage (tampa, mesa ou chapéu) e dotado lateralmente duma entrada à qual com frequência dá acesso um corredor (ou galeria) mais ou menos longo, formado por duas fiadas de pedras ao alto e coberto por lages assentes horizontalmente sobre aquelas. Os dolmens são designados, entre nós, pelo povo com os nomes de ontas, orcas ou arcas, sendo menos frequente a designação de palas. A inclusão dalguns deles num montículo de terra (tumulus) de forma mamilar, levou o vulgo a designar estas elevações, e às vezes os próprios dolmens, pelos nomes de mamôas, mâmoas, mamunhas, mamoínhas, mamoélas, etc. Antinha significa talvez pequeno dólmen e antela corresponde ao que adiante chamaremos cista. A origem da expressão mamaltar, dada pelo vulgo a algumas construções dolménicas beirãs, derivará da associação das expressões correspondentes ao tumultus e à errónea suposição de que os dolmens eram altares formidáveis para sacrifícios e culto. Também o povo imagina que alguns dolmens eram fornos de mouros, o que, como as designações antes citadas, se reflecte na toponímia, rica nessas expressões. A legenda popular atribui, em geral, os dolmens aos Mouros, relacionando-os frequentemente com episódios de mouras encantadas. Também não é rara a crença de que eles contêm tesouros, o que sugere lamentáveis actos de vandalismo na sua pesquisa, às vezes repetidos em diferentes gerações.
Os menhires são raros em Portugal, mas os dolmens são numerosíssimos, se bem que poucas dessas construções se apresentem ainda hoje íntegras. As mais das vezes não é possível reconhecê-los senão pela conjugação das indicações toponímicas com a existência de pequenas elevações sub-circulares de terra, deprimidas em geral no centro, na parte correspondente à câmara, e às vezes ainda com um sulco radial correspondente ao corredor. Notam-se ainda, muitas vezes, alguns esteios, os seus fragmentos, erguidos ou já derrubados».
Julgo assim, ter contribuído para uma melhor compreensão do que é um dólmen e do que era uma mamôa. Agora o caro leitor veja se descobre nesta terra de Paços de Brandão, qualquer elevação de terreno em forma de mamilo, e no qual esteja qualquer aglomerado de rochas que pudessem ter feito parte de um dólmen.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Rio Meão - Mulher com funeral marcado afinal estava viva

in: JN

"Os sinos da capela tocaram a rebate, as flores foram compradas e até o agente funerário afixou por toda a freguesia de Rio Meão, Santa Maria da Feira, os avisos da morte de Adélia Reis, 82 anos. Afinal, a mulher está viva e internada no Hospital S. Sebastião.
Os familiares largaram repentinamente os empregos, vestiram-se de negro e choraram a morte do ente querido. Mas, cerca de quatro horas depois, um telefonema do hospital interrompeu o momento de pesar. Afinal, Adélia Reis estava viva. Houve um tremendo equívoco, cujos contornos ainda estão por esclarecer.
A confusão começou na manhã de anteontem, quando um filho (que não falou ao JN) foi visitar a idosa. Deslocou-se à cama onde deveria estar a sua mãe e sentiu que o corpo que ali se encontrava estava gelado. Nessa altura, foi informado por uma enfermeira que a mãe tinha morrido. Consternado, deixou de imediato o hospital e informou os restantes familiares. E foi dado início ao processo para o funeral. Segundo o hospital, a pessoa no quarto não era Adélia, como afirma a família.
“A família contactou-me para fazer o funeral e tratei de tudo. Andei a distribuir os papéis com a hora e dia do funeral pela freguesia, foi pedido para tocar os sinos da capela e mandei os meus colaboradores para o hospital para trazerem o corpo. Mas a certidão nunca mais chegava e acabámos por aperceber-nos que a senhora estava viva” contou ao JN o responsável pela funerária Henriques. Informação que, entretanto, também já tinha sido comunicada à família.
O engano causou revolta. Os netos de Adélia foram ao hospital, mas dizem não ter ficado agradados com as explicações. Os responsáveis do hospital pediram desculpas, mas recusaram passar uma declaração assumindo o erro, lembrou Rui Lemos.
“Serviria para entregarmos aos patrões e justificarmos as faltas nos empregos. Mas queriam apenas passar um atestado em como estivemos no hospital”, acrescentou. Os familiares colocaram o seu protesto no livro de reclamações.
A indignação é ainda maior pelo facto de terem recebido um telefonema de alguém que lamentava a falta dos familiares no horário da visita. “Ligaram-nos de um telemóvel a dizer que era do hospital e a perguntar por que é que ninguém ia visitar a minha tia. Os responsáveis do hospital dizem ser estranho, mas nós temos registado o número de quem ligou”, sublinhou um familiar.
“Foi uma falha grave, principalmente por demorarem tanto tempo a darem pelo erro”, acrescentou outro neto, Laurentino Gomes
Hospital admite que pode ter havido um erro de ambas as partes
“Não houve um caso de troca de cadáveres”. A ressalva, imediata, é do presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (tutela o Hospital de S. Sebastião, na Feira), Fernando Silva.
Contactado pelo JN, o responsável referiu que foi o filho quem “não identificou correctamente a mãe”. Ou seja, de acordo com a versão de Fernando Silva, a pessoa que terá sido indicada ao homem como sendo a sua mãe, não era Adélia Reis. Terá sido essa, então, a origem do problema.
A tese é contrariada por familiares da idosa, que afirmam não ter havido qualquer engano na identificação.
Em declarações ao JN, Fernando Silva admitiu , contudo, que poderá “ter havido erros dos dois lados [hospital e familiar] ”, recusando assumir por enquanto uma posição definitiva.
“Enquanto não tiver as conclusões do inquérito de averiguações que irá decorrer esta semana não posso adiantar mais nada”, afirmou. “Não deixamos no entanto de lamentar esta situação, que compreendemos ser muito desagradável”, concluiu."

Nota do autor: De facto insólito! Contudo, ainda há coisas que nos parecem mais insólitas, como a morte pode ser mais importante que a vida para algumas pessoas! Pode parecer estranho, mas na sociedade em que nos inserimos, existe um verdadeiro culto da morte, vivemos tão preocupados com ela, e do que a ela diz respeito, que nos esquecemos de viver! Afinal, é mais importante estar vivo ou morto?
Infelizmente o lapso que relata esta história, será sempre de lamentar. Contudo, é um erro feliz, e sinceramente não nos parece ser merecedor de tanto reboliço e azedume dos visados.
Devíamos meditar um pouco sobre este assunto: parece claro que nos dias de hoje valorizamos mais as pessoas depois de defuntas que em vida. Quantos crápulas em vivos já viraram "santos" depois de falecidos? Estas pessoas a quem este erro bateu à porta, deveriam estar a festejar pelo seu familiar estar vivo e não perder tempo a reclamar! Mas enfim, é neste contexto sócio-cultural que vivemos e ironia das ironias vai ser nele que morreremos!
Citando as ideias de um escritor, Augusto Cury e o seu "Vendedor de Sonhos", era muito bom que este triste estigma socio-religioso ligado à morte, fosse substituído pelo sorriso da alegria simples de viver!

domingo, 27 de junho de 2010

O PCP – Tribunal de Opinião Pública

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O PCP – Partido Comunista Português - promoveu a constituição de um Tribunal de Opinião Pública, em Santa Maria da Feira, para averiguar e avaliar as razões da grave situação económica, que se tem traduzido no aumento incontrolável do desemprego, na precariedade, na destruição do tecido produtivo no país, no distrito e no Concelho, a acção dos seus principais actores responsáveis, bem como apontar medidas adequadas e necessárias para lhes pôr termo.

Este tribunal foi constituído por um colectivo e um acusador público, e ninguém quis assumir a defesa dos arguidos indicados, que foram: o Governo Português, os partidos que apoiam as suas políticas (PS, PSD e CDS), os “novos senhores feudais” do capitalismo, nomeadamente representados no concelho de Santa Maria da Feira, pelo Grupo Amorim, as multinacionais, em especial da área do calçado, como os Grupos Rodhe e Ecco, O Executivo Camarário, A Comissão Europeia.

Formulada a acusação, foram ouvidas várias testemunhas, entre as quais, o deputado do Grupo Parlamentar do PCP, Jorge Machado. Da análise dos factos, foi possível extrair o seguinte:
• Santa Maria da Feira destaca-se no Distrito de Aveiro, com o mais elevado número de desempregados registados, 9.986 em Maio de 2010, (mais 539 do que no mês de Abril) ou seja, cerca de 25% do total dos desempregados do distrito.
• Em muitas empresas têm ocorrido várias vagas de despedimentos, encerramentos, processos recorrentes e fraudulentos de lay-off, ataques aos mais elementares direitos dos trabalhadores;
• A precariedade aumenta, são acelerados os ritmos de trabalho, as horas extraordinárias são pagas como trabalho normal, ou compensadas com “bancos de horas”, aumenta o trabalho clandestino, mantêm-se situações de salários com atraso, de indemnizações por pagar.
• Mantêm-se em muitos casos as discriminações, dentro da mesma categoria, entre o salário dos homens e das mulheres, desde operárias a escriturárias de 1ª, no sector da cortiça, apesar do acordo estabelecido entre o Sindicato e o patronato de eliminação total das discriminações salariais em função do sexo, pelo menos até 2015.
• Aumentam os processos de insolvência com o objectivo de limpar passivos e o encerramento de empresas, por vezes com tentativas de alienação de maquinaria;
• O condicionamento e repressão das actividades sindicais, dentro das empresas;
• O controle monopolista de grandes grupos económicos que têm condicionado o sector da cortiça, levando à falência médias, pequenas e microempresas do sector
• A deslocalização da produção para outros países por parte de multinacionais do calçado (primeiro a ECCO e ultimamente a ROHDE);
• A autoria do governo de uma política de favorecimento do capital financeiro e dos grandes grupos económicos que repercute em mais exploração, injustiça social, diminuição das prestações sociais, liquidação dos direitos dos trabalhadores, comprometimento da autonomia e da soberania nacional;
• O desinteresse e abstenção do Governo em intervir para encontrar soluções que impedissem a destruição do tecido produtivo do Concelho, ao não prevenir nem controlar situações de dumping da economia nacional e local;
• O domínio político e económico das grandes potências em relação a Portugal, quer a nível mundial, quer da EU, o que compromete claramente a sua autonomia, com a implementação de normativos que estiolam a nossa economia;
• O comportamento cúmplice do Executivo PSD da Câmara Municipal, em relação às decisões políticas do Governo e o seu demissionismo em intervir para encontrar soluções que impedissem a difícil situação de desemprego e destruição do tecido produtivo do Concelho.

Perante os factos descritos, o Tribunal condenou os arguidos perante a opinião pública, exigindo a reversão das políticas que têm sido seguidas pelo Governo do PS, com a colaboração do PSD e CDS, a punição dos comportamentos que exploram e discriminam trabalhadores e trabalhadoras, o fim dos despedimentos, pagamento das dívidas aos trabalhadores, fiscalização das irregularidades, apoio à produção nacional, fomento ao investimento público, alteração da distribuição da riqueza, no sentido da justiça social.

O Tribunal de Opinião Pública exortou os trabalhadores(as) e a população em geral a lutar para que se ponha fim às políticas que têm conduzido ao aumento do desemprego e à destruição do tecido produtivo, exercendo os seus direitos, nomeadamente à indignação, à resistência, à manifestação, à participação directa na vida política e na direcção dos assuntos públicos do país, conforme consagra a Constituição da República Portuguesa, a fim de que se produza uma verdadeira ruptura com as políticas de direita e se construa uma alternativa patriótica de esquerda.


Maria da Feira, 25 de Junho de 2010

A Comissão Concelhia de Santa Maria da Feira do PCP

Serviço Público vs Assembleia de Freguesia

Na assembleia de sexta-feira deu para notar que era considerada, por alguns elementos da Junta, uma assembleia de baixa importância.

O que aconteceu com um dos elementos desta Junta foi que à hora de começo da assembleia estava a prestar serviço público, ou seja, a tratar de cobrança no bar do campo de futebol nos comes e bebes aí instalados. Perfeitamente compreensível até porque regulamento de cemitério é coisa pouco interessante, pode esperar. As oportunidades não são muitas e há que aproveitar para “ajudar” na realização dos eventos.

Estão, portanto, bem representados, aqueles que neles votaram pois dispensam a monotonia, pelo menos a previsível, das assembleias e preferem andar no meio do povo a “trabalhar”.
Esteve assim sozinho o Sr. Presidente de Junta e também o número um da oposição, este noutro sentido porque de facto quem o acompanha continua silencioso com ar de quem desconhece a matéria. Sempre presentes e bem representados, aliás desde sempre, aqueles que já são habituais e que continuamos a conotar como sendo do BE. Esses, desta vez, não intervieram e saíram com ar triunfante assim como que se o líder da oposição tivesse falado por eles tudo o que havia a falar.
Sobre as intervenções do público voltarei mais tarde, desta feita para perceber melhor o porquê de alguém ter sugerido a publicação de uma lista dos naturais de Paços de Brandão no site da Junta. Quando tiver mais dados voltarei ao tema.

sábado, 26 de junho de 2010

O Regulamento do Cemitério


Quem esteve na última assembleia de Junta de Freguesia (de ontem)percebeu que essa continua a ser frequentada praticamente pelas mesmas pessoas. Embora se note que um grupinho laranja já aparece mais, bajula nas intervenções e sorri para dentro de si próprio equilibrando um certo peso à esquerda que sempre se fez sentir neste mandato.
Percebeu também que algo está mudado no seu funcionamento. Ou não?
No momento pode ver-se que existe da bancada da oposição uma postura de oposição com letra grande. Na figura de Carlos Neves apresenta-se uma análise sempre cuidada e instruída sobre os assuntos a debate. No caso, o debate sobre o regulamento do cemitério cá da vila parecia, à partida, algo para assinar de cruz, passo o termo, mas a verdade é que não foi assim.
Afinal algo tão importante ia passar numa assembleia morna para acabar às 23 horas?
Ora essa. Felizmente alguém fez o trabalho de casa e fez rever os 78 artigos de tal regulamento. A mesa da assembleia acedeu in loco à revisão e correcção de muita coisa que por ali estava mal.
Notória a mão firme do presidente Brito que, por vezes, passou a “chapada temporal” na expressão de “vamos deixar isso para casa” em oposição à vontade do Primeiro Secretário que se dispôs e muito bem a dialogar, acertar e a procurar harmonia.
Foi bom de ver esta tomada de posição séria e profissional no diálogo com a oposição e a ceder democraticamente à razão naquilo que havia a ceder ainda que sempre sobre a pressão do Sr. Presidente de Assembleia sempre a esticar por aqui e por acolá para mediar o “conflito”. É verdade que com muita mestria e segurança, mas terá mesmo que rever a sua postura nas assembleias não devendo querer substituir este e aquele nas horas de intervenção, mais ainda quando se toca em legislação específica para o assunto em debate.
Com as orelhas a fumegar devia estar quem tal regulamento elaborou pois foi notório o copiar por copiar sem conhecimento de substância e por fim pôr a Assembleia a braços com tal aberração. Não se pode culpar a quem foi apresentado este trabalho para expor à Assembleia, que lá o foi defendendo da melhor maneira, mas na próxima haja um pouco mais de brio na redacção das coisas e não se parta do princípio que, por se ter maioria, se pode fazer tudo em cima de joelho.
Relembro que o tema deste artigo é O Regulamento do Cemitério, naturalmente indisponível ainda para os cidadãos, pois tal foi a trapalhada na sua redacção que vai para revisão para ser sujeito a votação novamente.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Em 2009 a despesa dos partidos para as autárquicas dispara 45%

in: Diário Económico

"Em plena crise económica e financeira, a despesa dos maiores partidos na campanha para as eleições autárquicas de 2009 aumentou 45% face à de 2005. O ano passado, PS, PSD, CDS, PCP/PEV e BE gastaram 49,5 milhões de euros, contra os 34 milhões gastos em 2005. Deste bolo, a maior fatia cabe aos socialistas, com despesas a atingir o valor de 24 milhões de euros, que corresponde a um aumento de 48,5%, quando comparado com os 16,2 milhões de 2005. Mas é ao PSD que corresponde o maior salto, com um crescimento de 83,2%, passando de 9,5 milhões para 17,6 milhões de euros em 2009. A CDU também cresce 15%, enquanto CDS e BE descem 33% e 13%, respectivamente."

Agora já se entendem as sacas que tinham luvas e esferográficas iluminadas, as sedes em dose dupla, os porcos no espeto, as cartas anónimas abaixo e acima, cartazes por todo lado e até o povo no cimo de um camião!
Cá temos, então, o exemplo de poupar que nos dão os partidos políticos sobretudo o PSD e PS. As eleições ganham-se assim mesmo: com o dinheiro! Capaz de quase comprar o voto com a esferográfica, mais depressa que com as ideias, essas passam praticamente ao lado da maioria dos votantes!
Assim foi também por cá, assediando com a esferográfica, a rosa ou o que demais fosse capaz de "convencer" o eleitor. Nas próximas eleições, com os cortes que prometem todos querer fazer aos dinheiros dos partidos, no Engenho estamos curiosos para ver o que se vai passar!
Não devemos é esquecer que este dinheiro, muito ou pouco, vem sobretudo do Orçamento de Estado, isto é: do nosso bolso!!!

A MAMOA OU TALUDE DO BARROSO

“Onde a água corre nos vales do teu leito, apetece-me aconchegar-te no meu peito. No fundo da tua terra existe, esse ribeiro jocoso, que o povo sábio lhe deu, o nome de Barroso.”

Nas calendas da história, os termos toponímicos de Barroso, provêm da palavra latina Barrissem, terra alamada ou de barro, derivado da presença de diversos riachos ou nascentes de água; com o derivado uso a palavra latinou-se para a actual, Barroso, por influência dos vales verdejantes, óptimas para agricultura e gado. Era terreno alagadiço, muito procurado para a pastorícia, sendo entremeado com as culturas e o pastoreio, consoante as estações do ano. Era neste lugar de Paços de Brandão que corria o enigmático ribeiro da Abelheira, onde pontificou uma importante indústria papeleira, que terminava no lugar da Azenha, também ele pejada de fábricas papeleiras, hoje infelizmente todas elas desactivadas, que conheceram um progresso com a chegada da electricidade; mas que pouco resistiram ao progresso e fizeram esquecer a importância dos séculos XVIII e XIX, onde a força motriz era essencialmente hidráulica. Das ditas fábricas somente a da Azenha se encontra em bom estado. Quanto às outras, caíram e são só recordação.
Mas voltando ao Barroso, existe bem no fundo deste lugar, um enorme pedregulho, donde do seu interior jorram diversas correntes de água pura e fresca, e imponente se mantém, indiferente ao passar dos séculos. Esta enorme pedra granítica, deve fazer parte das antigas Mamoas, que existiram no lugar da Mó, Zabumba e Monte de Baixo, que fisicamente eram parecidas e que foram destruídas com a expansão e crescimento habitacional da nossa terra. O que deveria ter sido preservado foi destruído, não restando vestígios das mesmas, restando quase por milagre esta Mamoa, mesmo assim defendida pelo seu proprietário que impediu que a mesma fosse destruída para a construção duma estrada… ainda bem que assim o fez, porque ela ainda existe e poderá ser revista pelas pessoais locais e não só. Mas atenção, que o local é pertença dum privado, e pedir faz parte da boa educação!
Das memórias populares da localidade, em que a nossa terra rural que era tem muitas histórias, cantorias, e do pouco que restou, é salutar encontrar certas cantilenas populares.
Antigamente quando os filhos dos lavradores iam apascentar o gado para o fundo do Barroso ou para o Monte, combinavam todos por meio de cantares, acordarem na manhã seguinte os companheiros, o lugar que seria escolhido nesse mesmo dia, sendo que o primeiro que passasse dava o sinal aos outros em voz alta, com a seguinte cantiga:

1º- Ó lai – Lina, deita para a rua, os teus bois, ó Delfina, que os meus já lá vão, ó lá lai ,ó lá ó lão.
2º- Ó lai – lele, deita os teus bois fora ó Manele, que os meus já lá vão, ó lá ó lá, ó lá o lão.
3º- Ó lai – loza, deita os teus bois fora, ó Rosa deita para a Lavoura, que os meus já lá vão, ó lá lai, ó lá o lão.
4º- Ó lá – lia, deita os teus bois fora para a quintinha, ó Maria, que os meus já lá vão, ó lá lai, ó lá o lão.

Fotos: em cima- Barroso antigamente; em baixo Barroso na actualidade

Bardo da Lira

C. D. de Paços de Brandão - Torneio em Espanha

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

O Projecto para a Quinta do Engenho Novo

Megalomania ou muita ambição! Estas podem ser as duas maneiras de analisar e interpretar o projecto que está previsto implementar na Quinta do Engenho Novo, e ao qual o Engenho teve acesso recentemente.
Apesar da gravidez já durar faz 5 anos, o trabalho de parto só recentemente começou a verificar-se. Porém, a "criança", em Março passado, já se mostrou! E pelos vistos da pior maneira possível, tendo suscitado logo à nascença, inúmeras criticas ao abate desenfreado de árvores. Era de bom senso, que este tipo de intervenção que foi realizada na nossa Quinta, devesse apenas ter sido concretizada, após uma sessão pública para consulta de opinião, discussão e esclarecimento ao povo Brandoense. Evitavam-se, com isso, interpretações dúbias do que está a ser feito e, ao mesmo tempo, perdeu-se a oportunidade para haver uma troca de ideias saudável, que iria contribuir sem dúvida para que todo este projecto ficasse melhor!
Efectivamente, a julgar pelo que se mostra no livro "Feira2020 - Um olhar para o futuro", podemos perceber que aquilo que se pretende fazer é realmente uma coisa em "grande"! Neste projecto, incluem-se várias estruturas, de entre as quais destacamos: livraria, centro de actividades físicas, centro de actividades radicais, zonas de lazer, zonas lúdicas para brincadeiras, centro comunitário, lago, estacionamento e até, pasme-se, hortas comunitárias!
Inequivocamente, ambicioso... ou megalómano como queiram interpretar, e conforme foi escrito logo no inicio deste texto! A concretizar-se todo o projecto, algo que todos nós desejamos sem qualquer dúvida, os responsáveis autárquicos estariam de parabéns, mesmo que o projecto seja de há 5 anos quando nenhum deles pensava estar no executivo (ou será que já pensavam?)! Porém, e apesar dos projectos e do inicio de obras, ficam ainda algumas dúvidas:
Porque é que um projecto tão aliciante e interessante para o povo Brandoense, não foi alvo de uma nova apresentação a quando do inicio das obras? Até porque 5 anos passados, poucos já se lembravam dele, e os que nem sequer o conheciam, eram mais que muitos!
Será que este projecto é mesmo para implementar até ao fim? Ou por outro lado, ninguém se quer comprometer a cumprir aquilo que está previsto no mesmo, e assim evitar ser confrontado mais tarde com isso?
Nós aqui no Engenho, depois de sermos sufocados com tal grandiosidade proposta naquilo que dizem ser a requalificação da Quinta, apenas podemos ter esta posição: Meus senhores, implementem o projecto o quanto antes! É que nós também gostávamos de ter uma horta na nossa Quinta!