quinta-feira, 20 de maio de 2010

Sede PSD Paços de Brandão - O despudor democrático!

Após a revolução de Abril, assistimos sempre nesta terra a uma monopolização do poder por parte dos Sociais Democratas (PPD-PSD). Alguns deles assimilaram entusiasticamente os novos ares que se viviam e respiraram um sentimento realmente democrata. Contudo, rapidamente se sufocaram ao serem afastados! Outros, porém, limitaram-se a vestir-lhe a máscara, escondendo aquilo que eram, pelo tempo suficiente para, tranquilamente, ocuparem os seus lugares de sempre, e com isso dirigirem os destinos da nação, diga-se: Paços de Brandão!
Haverá por cá uma tão grande falta de memória, um vácuo crítico, que aceite sempre tudo o que lhes servem neste prato que apenas cheira a Democrático, ou estaremos cada vez mais distantes do legado florido que Abril nos prometeu no cano de uma G3 e, com isso, a cada dia que passa, mais longe de um conjunto de valores que nos deviam ser naturais, como a dignidade, a equidade e respeito democráticos?
Recentemente foi abordado por alguém na assembleia de freguesia, uma situação que confirma que o PSD local teria o direito de usufruto praticamente perpétuo, legitimado pela sua antiguidade como inquilino, de um espaço público pertencente à Junta de Freguesia. Situado no centro da vila, em local privilegiado onde possa ver e ser visto para os dias de voto, claro está! Com um custo despudorado de 25,42€/mês, claramente abaixo do valor real (este montante inscrito nas contas públicas da Junta). Avalizado, ainda por cima, pelo direito legal, mas também, pelo poder instituído (que é da mesma cor) como algo adquirido e intocável!
Nesta história reverencial dos afectos, não deixa de pasmar como no regime republicano e democrático português, onde Paços de Brandão devia estar inserido, situações como esta possam existir! Alguns partidos não se incomodam por desfrutar das vantagens implícitas que lhes conferem este uso da coisa pública. E nem mesmo se importam que esse pudesse estar ao serviço de colectividades não partidárias, ou mesmo a render dividendos mais justos para a Freguesia se outro inquilino lá estivesse! E quem sabe evitar o descarte dos recursos-humanos disponíveis. Será que vamos continuar a aceitar que um partido é alguém entronizado na terra como um filho do Deus Sol? Esperamos que não!
E o que é que os da Junta disseram? O mesmo de sempre, sem nada acrescentarem, limitando-se coniventemente a legitimar o absurdo! Em democracia não há vacas sagradas, se um partido político pode esquivar-se destes factos com esta frequência estranha, ou ignorar o que as demais pessoas já sabem. É bom lembrar que o 25 de Abril se fez para correr com os abusadores e o abuso da coisa pública, como coisa deles. Que fez a Junta? Nada! Limitou-se a encolher os ombros, mansa e naturalmente!
Isso leva a uma outra interrogação: Porque não disponibilizaram um espaço idêntico com o mesmo preço aos outros partidos? O espaço até existe e seria algo justo e naturalmente democrático, mas será que não estão habituados a isso?
Por outro lado, sabendo o PSD, e bem que o devia saber, que a coisa pública deve ficar apenas e só na esfera do Estado (isto em nome da transparência que em democracia se exige!), porquê continua a usar este espaço, e não o entrega à Junta?
Talvez porque alguns partidos se sentem entronizados mal acaba a contagem dos votos, falando por todo um povo, mesmo quando mil e tal pessoas evitou a cruz no papel! Este povo do futebol e das homilias, reverencia o espantalho escolhido pelo aparelho para segurar as rédeas por mais quatro anos, apesar das mulas há muito não serem mudadas e o caminho continuar vergonhosamente a ser trilhado com habilidades como esta que no Engenho hoje levantamos!
Há um espectro de paródia medieval em tudo isto que vos relatamos. Este amontoado de disfunções na democracia na nossa coesão local, pode ter contornos ainda mais caricatos para um país civilizado! Infelizmente por aqui, enxotam os autores e os cúmplices para o nevoeiro sistemático que nos envolve e, com isso, ocultam as realidades.
Para os mais entendidos na matéria, deixamos uma outra questão em aberto, ou seja, aquilo que diz a Lei 19/2003 de 20 de Junho, relativamente ao financiamento dos partidos:


Artigo 8.º
Financiamentos proibidos


1 - Os partidos políticos não podem receber donativos anónimos nem receber donativos ou empréstimos de natureza pecuniária ou em espécie de pessoas colectivas nacionais ou estrangeiras, com excepção do disposto no número seguinte.

2 - Os partidos políticos podem contrair empréstimos junto de instituições de crédito e sociedades financeiras nas condições previstas na alínea f) do n.º 1 do artigo 3.º

3 - É designadamente vedado aos partidos políticos:

a) Adquirir bens ou serviços a preços inferiores aos praticados no mercado;
b) Receber pagamentos de bens ou serviços por si prestados por preços manifestamente superiores ao respectivo valor de mercado;
c) Receber ou aceitar quaisquer contribuições ou donativos indirectos que se traduzam no pagamento por terceiros de despesas que àqueles aproveitem.

Ficamos agora com a impressão que existe aqui matéria suficiente para o Tribunal Constitucional analisar! Contudo, a imagem real que fica, é de uma sociedade fúnebre, triste e enfadonha parada no tempo, que aceita tudo! De onde quase apetece fugir para reencontrar a dignidade que nos una, a ética por que se vive, a alegria e o objectivo que nos façam erguer e confiar (e eles a dizerem que andam a fazer o seu melhor há trinta e seis (36) anos! E nunca mais apreendem que a democracia não é a liberdade de repetir o erro sem responsabilidades). Ao invés, andamos de remendo em remendo, a fingir que somos livres e iguais na hora de dar o voto!

50 anos do CDPB (1960-2010) - AS COMPETIÇÕES (II)

Enviado por e-mail:

CAMADAS JOVENS


JUNIORES
1971-72 – campeão de Aveiro -1ª divisão.
1995-1996, 2005-2006 – campeão de Aveiro da 2ª divisão.

JUVENIS
1976-1977 – Campeão de Aveiro da 2ª divisão.

Participação nos Nacionais

JUNIORES:
1971-1972 – NACIONAL SERIE B (Porto, Sanjoanense);
1973-1974 – SERIE B (Boavista, Sanjoanense, Molelos, Moimenta da Beira e Gafanha) ;
1974-1975 – ZONA NORTE (Sanjoanense, Porto, Boavista, Braga, Varzim, U. Coimbra, Guimarães, Anadia, Sousense, Guarda);

JUVENIS:
1978-1979 – ZONA B – (Castro Daire, Avintes)


Bardo da Lira

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Parabéns Dona Benvinda Sá Alves!

No passado dia 14 de Maio, a Dona Benvinda Sá Alves completou a bonita idade de 103 anos, sendo a pessoa mais velha da freguesia! O Engenho não quis passar ao lado da efeméride e, como tal, quer deixar aqui nota dos seus votos de Parabéns a esta nossa Brandoense centenária!

Considerações sobre a história local - Paços de Brandão (III)

IDADE MÉDIA – ATÉ AO SÉC. XIV – XV

São talvez do séc. X – XI, os primeiros documentos com referência a esta localidade, não com designação actual, mas sim como: «Palácios – Paço – Villa Palatiolo – Pallacio Blãdo – Passos Brandam – Passos Brandão ». Em documentos, referentes ao Mosteiro de Leça do Balio, encontram-se referências, ao uso, por alguns nobres, do apelido de «BRANDON».

 Relação de Documentos Sobre Paços de Brandão:


DIPLOMATA ET CHARTAE

- Doc. I (773 ?) – denominação de Palaciolo;
- Doc. XXV (922) – Palatiolo ; Doc. CCLVII (1025) – Palaciolo;
- Doc. DCVII (1082) – Ecclesiola: CARTULAIRE GÉNÉRAL DE L’ ORDRE DU TEMPLE
- Doc. CCCCIII (1146 – Agosto) – denominação de Palatiolo.

CARTULÁRIO BAIO – FERRADO (Mosteiro de São Salvador de Grijó)

- Doc. 206 (1134, 27 Junho) – Palatiolo; Idem Doc. 207 (1137, 12 de Fevereiro): Idem 
-Doc. 209 (1135, 14 de Junho) – villa Palatiolo ; Idem Doc.210 (1141, Junho) – villa Palatiolo; 
- Doc. 211 (1159 ?, Dezembro) – K(arta) de Palaciolo.

LIVRO DAS CAMPAINHAS (códice da segunda metade do século XIV) – Mosteiro de São Salvador de Grijó

- É feita referência ao mandamento de Saa e de Paaçoo; «eigreja de Paaçoo»; «aldeiia de Paaçoo d’a par de a Feira»; «Aldeiia de Paaços»; «…regueengo de Paaçoo de Brandom».

HISTÓRIA DA ORDEM DO HOSPITAL, HOJE DE MALTA (por: José Anastácio de Figueiredo Ribeiro) – Página 272 a 276 – CLII e CLIII

- Comenda de Rio – Meão - (Actas do ano de 1220) - «frigisia d’ Palacioo blãdo»

DISSERTAÇÕES CHRONOLOGÍCAS E CRÍTICAS SOBRE A HISTÓRIA – JURISPRIDÊNCIA ECCLESIÀSTICA E CIVIL DE PORTUGAL

-Doc. Pág. 49 e 50 – Dissertação XIX – Er. 1270. II. K. Januarii (união da igreja de Paços de Brandão à de Rio Meão)

(continua)

terça-feira, 18 de maio de 2010

50 anos CDPB - Empresa Brandoense lança bola comemorativa

Integrado no âmbito da comemoração dos 50 anos do Clube Desportivo de Paços de Brandão, uma empresa Brandoense do ramo da cortiça, vai lançar uma bola especial comemorativa aludindo à ocasião. De acordo com a informação recebida, a apresentação deverá ocorrer por ocasião da visita do escalão sub 19 do Futebol Clube do Porto, no próximo dia 29 de Maio.
O Engenho promete para breve mais detalhes!

EB 2,3 de Paços de Brandão - Palestra do Prof. Doutor Pinto da Costa

Foi no passado dia 8 de Maio no auditório do ISPAB, e numa tarde bastante chuvosa, que o Engenho decidiu assistir a uma palestra promovida pela EB 2,3 de Paços de Brandão. Esta iniciativa foi integrada no âmbito do projecto "Educação para a Saúde", tema que por si só era de interesse. Contudo, o assunto escolhido pelo orador fez o interesse inicial aumentar mais ainda! - " A violência na adolescência".
Tratou-se de uma oportunidade rara de desfrutar da presença e dos conhecimentos nesta matéria do ilustre Professor Doutor Pinto da Costa o que, por si só, gerou motivação mais que suficiente e no fim (como esperado) não nos desapontou!
Figura de uma capacidade de oratória e argumentação acima da média, tanto mais versando um tema ao qual não é alheia a sua longa experiência académica e profissional ligada à Medicina Legal. Usando sempre uma linguagem de simples assimilação, ora técnica ora sarcástica, o nosso orador foi explanando a sua ideia sobre o assunto por quase 2 horas! No fim e apesar da duração, ficamos com a sensação que passou num instante e que o tempo parecera até curto demais!
O Engenho saúda este tipo de iniciativas, tanto mais aberta à população, pois são assuntos de real importância para ajudar a uma melhor vivência em sociedade das populações juvenis. Apesar da divulgação e das qualidades do orador, a plateia não foi muito mais além dos docentes da escola, que estavam em maioria, e alguns pais mais atentos que decidiriam, e muito bem, marcar presença. Infelizmente, nem mesmo o facto do professor Pinto da Costa ser irmão de um conhecido presidente de um clube de futebol trouxe mais pessoas a este evento.
Enfim...prioridades no íntimo de cada um...

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Observando o Parque Infantil

Num olhar mais atento ao nosso Parque Infantil, o Observatório do Engenho encarou com algo de estranho neste “Equus caballus” que é como quem diz, neste “cavalinho” (de faz de conta). Efectivamente há algo que não bate certo, principalmente quando comparado com os restantes equipamentos que lá foram instalados recentemente (baloiço, escorrega e cadeira pendular). Não se sabe se para poupar alguns trocos aos cerca de vinte e tal mil euros investidos, se por pura negligência, ou até mesmo para colocar à prova a curiosidade dos mais incautos e potenciais candidatos a um “pequeno incidente”.
O certo é que já foi por cá indiciado o alerta para um potencial perigo neste local de lazer, mas o “faz de conta” lá continua a balançar-se impávido e sereno (coisa que nem deveríamos sequer estranhar por estas bandas!), com a “mola pronta a morder”.
Apesar de “herdado da anterior dinastia”, não se julgue que pelo facto de ele estar em tão “bom estado de conservação”, isso seja motivo para que se pense que “seria um desperdício deitá-lo borda fora” (coitado do animal que nem sequer o curso de natação deve ter!).
Paços de Brandão carece ser encarado, de uma vez por todas, pelas questões sobre as quais importa reflectir e tomar uma atitude. Chega a ser preocupante o modo como às vezes se quer mostrar à viva força a “obra feita”. Vale tudo e o que importa é apenas o aparato… é o “encher o olho ao povo”. Para quando uma política de carácter social?
Olhar estritamente para o que “ditam as leis dos partidos” não faz sentido, quanto mais não seja porque o tempo da campanha eleitoral já lá vai (e até às próximas eleições ainda muita água correrá debaixo da ponte). Agora as leis são outras. Assim, e a propósito disto, recomendamos ao nosso executivo uma leitura mais atenta ao que dizem os Diários da República. Vá lá… mais uma ajudinha aqui do amigo Observatório: se com este conjunto de imagens e de mensagens subjacentes não se entende o nosso objectivo, podemos ir ainda um pouco mais longe (claro que nada de abusos porque trabalhar por carolice tem o seu desgaste!).
Peguemos, então e por exemplo, no Decreto-Lei n.º 119/2009, de 19 de Maio, que veio alterar o Decreto -Lei n.º 379/97, de 27 de Dezembro (prevê a aprovação do Regulamento que estabelece as condições de segurança a observar na localização, implantação, concepção e organização funcional dos espaços de jogo e recreio, respectivo equipamento e superfícies de impacte), em função da experiência entretanto adquirida e da verificação da existência de lacunas, por forma a adequá-lo à realidade actual de modo a melhor cumprir os seus objectivos. Já estão situados?
Pois bem: de acordo com o nº 1 do artº 16 desse mesmo DL, “a conformidade com os requisitos de segurança deve ser atestada pelo fabricante ou seu mandatário ou pelo importador estabelecido na União Europeia, mediante a aposição sobre os equipamentos e respectiva embalagem, de forma visível, legível e indelével, da menção «Conforme com os requisitos de segurança»”. O nº 2 desse mesmo artº refere ainda que: “o fabricante ou seu mandatário ou o importador estabelecido na União Europeia de equipamentos destinados a espaços de jogo e recreio devem apor, ainda, de forma visível, legível e indelével, sobre: a) O equipamento e respectiva embalagem: i) O seu nome, denominação social ou marca, o endereço, a identificação do modelo e o ano de fabrico; ii) A idade mínima e máxima dos utilizadores a quem se destina; iii) O número e data da norma técnica aplicável; iv) O número máximo de utentes em simultâneo; v) A altura mínima e máxima dos utilizadores; b) O equipamento e os avisos necessários à prevenção dos riscos inerentes à sua utilização.” E pergunta o Observatório: a não ser que as lentes nos enganem, onde é que toda esta informação existe, relativamente ao equipamento aqui em causa? Ou estará mesmo lá e somos nós quem precisa mudar as objectivas de longo alcance e livrar-nos de tamanha miopia?
Por outro lado, já no seu artº 19, alínea c), o DL refere que “as junções e as partes móveis não tenham aberturas que permitam prender partes do vestuário ou provocar entalões de partes do corpo.” A quem nos demonstrar que este requisito está garantido, desafiamos a que seja tornado público documento da entidade certificadora e fiscalizadora (bem, se formos a contar com os meios tecnológicos da freguesia e pelo andamento com que a actualização do site da Junta está a ser feita, parece que só no próximo parque infantil é que teremos acesso a tal informação!).
De qualquer modo o Observatório deixa aqui a sua sugestão aos homens do Palatiolo que, de tão simples que é, até parece brincadeira de crianças: porque não proteger a dita “mola” lá do amigo equídeo com uma manga (sem qualquer tipo de ironia, claro está!) de borracha?
O assunto é sério, por isso ficamos a aguardar o desenrolar da história que aqui encetamos…

Museu do Papel "Turno da Noite"

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Sábado dia 15 de Maio, realizou-se mais um ”Turno da Noite” no Museu do Papel em Paços de Brandão.
Convidei alguns familiares para fazerem uma visita ao Museu, para verem como os Avós trabalhavam na indústria do papel, por altura dos Anos Sessenta. Eu sinto muita empatia com o Museu e toda a área envolvente. Foi por lá que passei parte da minha infância.
Relativamente a Sábado no “Turno da Noite”achei que realmente nos surpreendeu. Os movimentos foram outros, os sons foram diferentes mas, na minha modesta opinião, faltou o movimento das máquinas que dão e são a essência do Museu do Papel.
Constatei que houve muita aderência, muita juventude nas primeiras horas, o que justifica o empenho de toda a direcção. Parabéns para a organização do “Turno da Noite”. No entanto, permitam-me que deixe aqui um pedido: para o ano ponham as máquinas a produzir papel. O movimento da galga, a pasta correndo no circuito até à maquina final e o cheiro húmido do papel. Creio que assim será mais real.
Uma palavra também para o Rio Maior, que estava alegre, com um bom caudal de água límpida. A todos os envolventes do “Turno da Noite”: Parabéns.

AA

Nota do Administrador: O Engenho também quis marcar presença neste evento, onde pode observar com interesse esta iniciativa pouco comum em museus. Ainda de acordo com as informações que nos foram facultados pela organização, este evento superou a expectativa inicial de público, tendo contado com a presença de cerca de 1000 visitantes.

Notícias de Paços de Brandão Nº743

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Considerações sobre a história local - Paços de Brandão (II)



Das Origens à Época Romana



Esta parte da Península Ibérica, em que se encontra Paços de Brandão, era habitada, antes dos Romanos, por povos primitivos, que levavam uma vida errante e que mais tarde se agruparam em tribos, passando a viver em casas dispersas, em redor de um núcleo, uma espécie de praça forte (oppidum) que lhes servia de defesa e abrigo.

Os Romanos chamavam a esses agrupamentos populacionais «civitas» ou «populi». Desses povos, sabe-se que entre o Douro e o Vouga, habitavam os Túrdelos e os Pésures. Dos vestígios destes agrupamentos existem ruínas, conhecidas por cividades, citânias, castros ou crastos, que na maior parte dos casos acabaram na época romana. Os castros eram utilizados como refúgio em ocasiões de perigo, mas existiam aqueles que eram povoações propriamente ditas.

Nesta região da beira-mar, principalmente na que era dominada por montes que representavam melhores meios de defesa e com maior proximidade da água, existiam uma série de castros, que encontramos mencionados em diversos documentos medievais e lembrados pela toponímia, como os de Cacia, Branca, Ul, Oliveira de Azeméis, Recarei, Santa Maria da Feira, Romariz, Auil ou Ovil (Paramos-Espinho), Fiães e Pedroso. Na proximidade destes castros, os Romanos construíram a via militar que unia Lisboa- Coimbra – Braga (Itinerário Antonino Pio).

Desta época até ao séc. X não se encontram referências, em Paços de Brandão, a quaisquer vestígios, quer castrenses ou outros. Contudo, não é de excluir que tivessem existido uma vez que, bem perto, encontramos o castro de Ovil e a Lagoa de Paramos, que são referidos em documentos, muito anteriores à fundação do Condado Portucalense (1095) e que em redor do castro e da lagoa, existiam então vilas rústicas, Paramos, Lagoa, Silvalde, Esmoriz, Cortegaça, Oleiros.

Se o castro de Ovil fica a cerca de 4 a 5 Km de Paços de Brandão, também quase à mesma distância, encontramos para Este, o castro de Fiães, uma estação luso-romana. Quem se quiser interessar por saber sobre a localização e dos trabalhos realizados nesta estação arqueológica, podem consultar os trabalhos publicados pelo Dr.Carlos Alberto F. de Almeida (O Castro de Fiães) e pelo Dr. A. A. Mendes Corrêa (Estação Luso-Romana de Fiães).

Em “Rio Meão – A Terra e o Povo na História”, página 11 do 1º. Volume, do Sr. Dr. David Simões Rodrigues, encontramos referência à existência de vestígios da cultura pré-histórica, nomeadamente de «mamoas», na freguesia de Rio Meão, bem como nas freguesias limítrofes. Na Mata, «Petras Penas», as Petras Petraes; nos limites de Paços-Rio Meão-Lamas, a «Mamoa Cavaleira».


(continua)



50 anos do CDPB ( 1960-2010) - AS COMPETIÇÕES (I)

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AS COMPETIÇÕES - (parte I)
PRESENÇAS EM PROVAS OFICIAIS :
Taça de Aveiro (vencedor): 1988-1989, 2003-2004

2ª- DIVISÃO NACIONAL (1977-78)
3ª- DIVISÃO NACIONAL (1963-64, 1972-73, 1973-74, 1974-75, 1975-76, 1976-77, 1978-79, 1979-80, 1980-81, 1981-82, 1982-83,1994-95, 1998-99, 2000-01, 2003-04, 2006-07)- 16 presenças
1ª- DIVISÃO AVEIRO: 1962-63, 1963-64, 1964-65, 1965-66, 1966-67, 1967-68 , 1968-69, 1969-70, 1970-71, 1971-72, 1983-84, 1984-85, 1985-86, 1988-89, 1989-90, 1990-91, 1991-92, 1992-93, 1993-94, 1995-96, 1996-97 , 1997-98, 1999-00,2001-02, 2002-03, 2004-05, 2005-06, 2007-08, 2008-09 e 2009-10)- 30 presenças
2ª- DIVISÃO AVEIRO – 1961-62, 1986-87 - 2 presenças

TAÇA DE PORTUGAL - PARTICIPAÇÃO
1972-1973
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-1 Clube de Futebol Os Marialvas
1973-1974
Clube Desportivo Lousanense 2-2 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 Clube Desportivo Lousanense
Futebol Clube Paços de Brandão 3-2 Grupo Desportivo de Mangualde
Grupo Desportivo Peniche 1-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 Grupo Desportivo Peniche
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-2 Clube de Futebol Os Belenenses
1974-1975
Clube Desportivo Paços de Brandão 3-2 Futebol Clube de Avintes
Associação Naval Primeiro de Maio 5-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
1975-1976
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-1 Sport Clube Freamunde
Sport Clube Freamunde 1-3 Clube Desportivo Paços de Brandão
Sport Clube Vianense 1-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-1 Sport Clube Vianense
1976-1977
Associação Desportiva de Fafe 2-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
Sport Clube Penalva do Castelo 2-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
1977-1978
Sport Clube Mirandela 2-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
Mondinense Futebol Clube 2-3 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Atlético Valdevez 1-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
1978-1979
Futebol Clube de Avintes 3-3 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 3-0 Futebol Clube de Avintes
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 Sporting Clube de Alba
Clube Desportivo Paços de Brandão 6-1 Recreio Desportivo de Águeda
Sporting Clube de Espinho 3-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
1979-1980
Clube Futebol União de Lamas 3-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 4-1 Clube Desportivo das Aves
Grupo Desportivo de Bragança 4-3 Clube Desportivo Paços de Brandão
1980-1981
Clube Desportivo Atlético Valdevez 0-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Paços de Brandão 2-1 Clube Desportivo Atlético Valdevez
Clube de Futebol Os Belenenses 4-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
1981-1982
Futebol Clube Mogadourense 3-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
1982-1983
Clube Desportivo Paços de Brandão 3-2 Sport Clube Vianense
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-2 Gil Vicente Futebol Clube
1990-1991
Atlético Clube Marinhense 1-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
1994-1995
Sport Clube Maria da Fonte 2-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
1998-1999
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-2 Amarante Futebol Clube
2000-2001
Clube Desportivo Paços de Brandão3-3 Vila-verdense Futebol
Vila-verdense Futebol Clube 1-0 Clube Desportivo Paços de Brandão
2003-2004
Clube Desportivo Paços de Brandão 2-2 Fiães Sport Clube (4-2 em grandes penalidades)
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 *Clube Desportivo os Águias de Alpiarça
Clube Desportivo Paços de Brandão 1-0 Futebol Clube Amares
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-6 Sporting Clube de Braga
2005-2006
Clube Desportivo Paços de Brandão 0-3 Grupo Desportivo Coruchense
2006-2007
*Associação Desportiva Fazendense 0-1 Clube Desportivo Paços de Brandão
Passagem directa à eliminatória seguinte: Clube Desportivo Paços de Brandão
Clube Desportivo Pinhalnovense 4-1 Clube Desportivo Paços de Brandão

Paços de Brandão - 43 jogos, 16v, 6e, 21 derrotas

(continua)
Bardo da Lira

domingo, 16 de maio de 2010

Tuna de Oleiros 100 anos- actividade mês de Maio

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O Grupo Musical de S. Paio de Oleiros, TUNA, continuando o programa das comemorações do seu Centenário, que se iniciaram em Março, proporcinará no próximo dia 21, sexta-feira, mais um concerto musical desta vez com a actuação da Banda Musical S.Tiago de Silvalde (Espinho). O concerto está agendado para as 21.30 horas no Parque Nª.Sª. da Saúde, em S.Paio de Oleiros.

Taça de Portugal - F.C. Porto vencedor 2009/2010

O Futebol Clube do Porto, venceu este domingo mais uma taça de Portugal, ao bater na final o Desportivo de Chaves, de um escalão inferior, pelo resultado de 2-1.
Engenho presta por isso a sua homenagem aos vencedores da Taça de Portugal desta época, e apresenta os parabéns a todos os adeptos do Futebol Clube do Porto Brandoenses! 

S. Paio de Oleiros - 50 anos da Escola EB1

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A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola EB1 da Igreja de S. Paio de Oleiros informa que continuam abertas as inscrições para o jantar comemorativo do Cinquentenário da Inauguração desta escola, as inscrições podem ser efectuadas na Junta de Freguesia até ao próximo dia 20 de Maio e são limitadas aos lugares disponiveis, o jantar terá lugar no dia 29 de Maio a partir das 20;30 horas, no restaurante do Centro Luso-Venezuelano em Nogueira da Regedoura.
O jantar terá o custo de 12 Euros para adultos e 6 Euros para crianças dos 4 aos 10 anos.

sábado, 15 de maio de 2010

O seu comentário deu um post (VI)

Comentário deste Post:

estou a responder a estes comentarios porque não se sente não é boa gente, estou a ficar cansado do que aqui se escreve lanço o desafio a todos os "ANONIMOS" para que se quizerem ser esclarecidos de alguma coisa venham falar comigo,não se escondam por tras de um computador a lançar "bocas foleiras" pois acho que muitos de voces só dizem baboseiras, ou por não saberem o que se passa ou por mero desconhecimento de causa.
O assunto da Junta está enterrado de uma vez por todas se acham que a instituição esta satisfeita com o que aconteceu claro que não mas devemos respeitar as decisões de outras instituições e para que estar sempre a bater no ceguinho os actos são avaliados por que de direito, quanto ao que saiu no TF trata-se de dar conhecimento e mostrat desagrado por tere subsidios por receber desde 2007 e nos dizerem que não há dinheiro logo.....
eu estou a frente do CiRAC porque gosto muito da instituição, mas não tenho que penhorar a minha vida pela mesma e nesta altura de crise é mais facil criticar do que resolver problemas, mas eu não sou assim e se falei é porque não concordo logo posso e devo opinar porque vivemos num pais livre e acima de tudo não me escondo de ninguem, não é minha postura.
Paulo Rodrigues

So Mais uma coisa ao ANONIMO das 23.19 penso que se tem algo a dizer(historia do CiRAc) gostaria de falar consigo......
Paulo Rodrigues

Eco-pontos - Vergonha em Paços de Brandão!

Enviado por e-mail:

Enquanto brandoense estou muito desanimada porque os constantes apelos que têm sido feitos no sentido de melhorar a nossa atitude perante o ambiente não têm tido surtido resultados positivos. Apesar de alguns (poucos) esforços da Junta de Freguesia, e a contínua falta de civismo da população, o lixo orgânico continua a ser depositado junto dos ecopontos.
É triste e desanimador que uma localidade com uma história tão rica, anterior à fundação de Portugal, tenha decaído tanto para níveis tão baixos. Interessa o dinheiro, as casas bonitas e grandes, os belos carrões, a aparência, o bem-estar pessoal. As Pessoas e as Entidades competentes olham só o seu umbigo. É só vaidade. As localidades circundantes evoluíram, mas nós não: simplesmente paramos no tempo. Pouco se fez em prol do desenvolvimento.
Porque é que as entidades responsáveis por esta área, não têm mais iniciativas? Tem-se feito alguma coisa, mas muito pouco. Através de panfletos afixados nos cafés, noutros locais públicos, campanhas de sensibilização, através do correio, etc. Penso no que Paços de Brandão se tornará dentro de 10, 20 anos! Um monte de lixo… Não se está a criar uma nova mentalidade. Se não presta, deita-se fora e o resto não interessa.
Já tive a oportunidade de estar noutros locais do país onde não havia a recolha do lixo e tudo estava limpo. Nem um papel no chão. É isto que queremos para nós? Não creio! Quando daqui a uns anos o ar se tornar irrespirável, as doenças respiratórias aumentarem devido às mudanças climáticas (entre tantos outros factores), aí pensaremos no que andámos a fazer. Não se pensa no amanhã.
Vamos acordar enquanto temos tempo, porque depois não há mais nada a salvar. Prevejo um futuro negro para todos nós.

Sara

sexta-feira, 14 de maio de 2010

O seu comentário deu um post (V)

Comentário deste post:


Em resposta a um Anónimo tenho somente a dizer que está confuso: o PBFC é que tinha a sede na Aldeia e a SUD era na Estação e a sua sede no Antigo Café Carioca; mas o facto de ter referido o salão de Ferreira Alves e de ter mencionado ter existido um porteiro, gostaria de tirar uns considerandos com o mesmo, pois pode possuir a chave da solução de uma história sobre o futebol na localidade que infelizmente está inexistente por falta de documentos e fotos; se estiver interessado em ajudar este historiador amador envie para o 967122846 e poderemos conversar e quiçá trocar de ideias ... o facto de criticar não considero que seja censura (ninguém é dono de toda a sabedoria e nem ninguém é DEUS em todas as matérias ...)
bardo da fina

Nota: O Engenho disponibiliza também o seu endereço de e-mail e agradece, desde já, a todos os que possam e queiram ajudar o nosso estimado Bardo da Lira na sua demanda em busca da história do nosso futebol!
E-mail do Engenho: engenhonopapel@gmail.com

CIRAC - Quando a cara não combina com a careta!

As faltas de apoio ao CIRAC continuam nas bocas do mundo! Uma vez mais, o seu presidente, nosso muito estimado Paulo Jakim, veio dar conta ao Jornal dos lados do Castelo, que lhe andam a "meter a mão no bolso", que é como quem diz não andam a mandar o dinheiro que lhes é devido. Inicialmente, suspeitou-se ser uma vez mais a Junta, e pensamos que estava o "caldo entornado" outra vez! Porém, lembramos as palavras elucidativas do nosso querido Mino na assembleia de freguesia, onde referia que iam apoiar o CIRAC com uns trocos, para ver se calavam os rapazes, coisa de 1.500 euritos, assim para os palcos e tal.
Contudo, e com o decorrer da leitura, verificamos que o Jakim estava mesmo chateado com os tipos da Câmara, que lhe devem 70.000 euros, e isso sim é uma pipa de massa, pois é como o ovo na galinha que se espera para fritar que, neste caso, é para proceder a obras na cobertura que refere serem urgentes! Se aquela massa todo viesse chegava e sobrava!
Não quereremos aqui no Engenho sequer questionar este desabafo escrito do presidente do CIRAC, que é legítimo e que se impõe num responsável de uma instituição em zelo dos interesses da mesma. Contudo, isto soa a "deja vu"! Já vimos este filme passar nos cinemas de Paços de Brandão antes do Carnaval, onde a instituição fez questão de com a cara destapada mostrar a careta que as pessoas da Junta lhes fizeram, mas que depois veio praticamente dar o dito pelo não dito, e não disse mesmo nada quando lhe era exigido, pelo que agora ficamos até na dúvida: foi mesmo o CIRAC a ser pressionado?! Apesar de tudo ainda queremos entender que sim...
Pois é de fácil compreensão o desequilibro de forças, e as pessoas podem ser pressionadas de várias formas, e o poder laranja tem pontas em muitos lados influentes, e todos nós temos de viver, temos o trabalho, os amigos a família, que está sujeita a pressões, não é? Por outro lado, pode ter outra explicação, sendo que a do medo não está excluída! Até porque, como todos sabem, isso acontece em todo lado: em Paços, em Mozelos, em Lamas, e citando aquele bravo ex-Ministro de Guterres e titular de um alto cargo de "tacho" numa empresa de nome "Mota": "Quem se mete connosco leva!"
Por essas razões mencionadas, ou por outra razão qualquer, o CIRAC começa a suscitar algum descrédito junto de muita gente, na forma como se posiciona publicamente em relação aos homens do poder, aliás depois de o Mino ter dito em Assembleia de freguesia que dava dinheiro, o Paulo Jakim, veio agora meter o pé na argola, dizendo no TF, que esta Junta afinal não vai apoiar o CIRAC, pois está envolvida em muitas obras e não dispõe de recursos financeiros para apoiar as associações da freguesia. Afinal no que ficamos? Há dinheiro depois não há? Há pressões depois não há? O povo (CIRAC) ia sair à rua e depois não sai?
Enfim...isto é mesmo caso para dizer que ao nosso estimado Paulo Jakim a "cara, já não combina nada com a careta!"

CDU - 3 Requerimentos no âmbito do Conselho Municipal de Segurança

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Onde está a passadeira pá?! - Rua dos Eucaliptos

Quem costuma subir a Rua da Calçada de Riomaior, e atravessa a passagem de nível, ao entrar na Rua dos Eucaliptos, depara-se com uma sinalética vertical, que indica a aproximação de uma passagem para peões. Até aqui nada a registar, pois pretende-se com isto informar aos condutores que devem estar atentos aos peões. Contudo, para encontrar a passagem de peões é que a coisa começa a ficar complicada! Se seguirmos a rua desde a sinalética da passagem até esta surgir efectivamente, temos de andar até a escola da Póvoa, já é andar uns valentes metros de carro, imaginem para peão!!
O que aqui pretendemos alertar no Engenho, é para algo simples: uma situação destas roça no anedótico, podendo passar a ridículo se nada for feito! Alguém se esqueceu de fazer a passadeira, ou então colocou o sinal longe demais! Por acaso, ou não, junto à escola curiosamente, não existe sinal sequer de passadeira! Assim, e como o nosso querido Mino anda com a mão na massa, que é como quem diz "mão na obra", podia aproveitar a verificar esta situação, já que os Brandoenses, sobretudo os que andam a pé, agradecem!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A propósito do aumento de impostos...

Porque apesar de vivermos numa terra farta em obras (mas que não é farta em dinheiros!), nós cá por Paços de Brandão também nos sentimos como povo integrante deste belo país que é Portugal. Agora, o certo é que este pacote de medidas de austeridade é uma espécie de assalto à nossa carteira avalizado pelo Estado, em nome de uma crise da qual todos aqueles que trabalham, como a maioria de nós, não é responsável! Contudo, e como serei um dos muitos que a vai ajudar a pagar, não poderia de deixar partilhar com os leitores do Engenho, algumas considerações que me chegaram hoje via e-mail:

Sem mais comentários, cá vai:

Não divulgar é cumplicidade!

O que é pior é que, mesmo os que criticam estas e outras situações inaceitáveis, quando a elas acedem, já acham que está tudo bem...

É preciso que se saiba que:
"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro,

mas os nossos gestores recebem, em média:

- mais 32% do que os americanos;

- mais 22,5% do que os franceses;

- mais 55 % do que os finlandeses;

- mais 56,5% do que os suecos"

(dados de Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)

E são estas "inteligências" (?) que chamam a nossa atenção: "os portugueses gastam acima das suas possibilidades".

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PCP - 7ª Assembleia Concelhia de Stª Mª da Feira

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No passado dia 8 de Maio o PCP realizou, com a participação de largas dezenas de militantes (mais de 40) a sua 7ª Assembleia de Organização Concelhia de Santa Maria da Feira,
Sob o lema “ mais força e intervenção do PCP, por um concelho melhor!” e com base no projecto de resolução que foi aprovado, depois de ligeiras alterações, por unanimidade, a Assembleia debateu longa e aprofundadamente a grave situação social e política.
Num momento de agudização da crise social e económica nacional, com a tomada de medidas por parte do Governo PS (com a negociação e apoio do PSD) que vêm agravar, ainda mais, a vida da maioria dos portugueses, o PCP analisou a situação social feirense e a necessidade de reforço da sua estrutura concelhia e da ligação às populações para melhor defesa dos seus interesses junto das instituições.
Num quadro em que Santa Maria da Feira conta hoje com 9 401 desempregados registados, 56,7% dos quais são mulheres, representando um aumento de 22,5% em relação a Março de 2009, este número, com o encerramento fraudulento da Rohde, que conta com a conivência do Governo e a acção condenável do sindicato que não defendeu a manutenção dos postos de trabalho, elevará o número real dos desempregados para cerca de 12 000.
Os problemas ambientais no concelho agravam-se e a situação social será ainda pior com a introdução de portagens nas SCUT, perante o recuo do executivo que já defende portagens em nome da “crise” se elas forem em todo o país, sem olhar às dificuldades que os feirenses hoje atravessam, e com as medidas previstas no PEC de corte no subsídio de desemprego, no rendimento social de inserção, de aumento dos impostos.
A Assembleia contou com a participação de Carlos Gonçalves, membro da Comissão Política do PCP que analisou a situação nacional, sublinhando o reforço da concelhia de Santa Maria da Feira, eleita por unanimidade, que conta com 23 militantes, 11 dos quais integram a comissão concelhia pela primeira vez, traduzindo o rejuvenescimento e o trabalho intenso da organização.
Com 6 novos inscritos desde a última Assembleia de Organização, também a JCP reforçou a sua acção e intervenção junto da juventude feirense, tendo o seu Congresso marcado para 22 e 23 de Maio, em Lisboa.
Também a situação das mulheres feirenses foi analisada, apelando-se à participação de todas no 8º Congresso do Movimento Democrático de Mulheres, a realizar-se a 15 e 16 de Maio, também em Lisboa.
Apesar das medidas gravosas do Governo PS, agora respaldado pelo PSD em toda esta ofensiva, a contestação social tem sido grande – no buzinão contra as portagens, na participação massiva no 25 de Abril e no 1º de Maio, na luta dos corticeiros, entre tantas outras lutas – sendo este o momento crucial para apelar a todos e a todas que participem, no próximo dia 29 de Maio, em Lisboa, na manifestação nacional convocada pela CGTP-IN, contra o PEC e as políticas de direita.
A nova comissão concelhia sai reforçada, confiante na luta e no trabalho contra as medidas que têm sido tomadas contra os trabalhadores feirenses, contra os desempregados, os reformados, as pessoas com deficiência, os jovens, as mulheres e reafirma o seu compromisso com a população de ser sempre a voz dos seus interesses e aspirações.
No encerramento da 7ª Assembleia Concelhia foi servido um porto de honra.
Stª Mª da Feira, 12 de Maio de 2010

Comissão Concelhia de Stª Mª da Feira do PCP

Considerações sobre a história local - Paços de Brandão (I)

Introdução:

Quando se pretende escrever ou simplesmente falar sobre a história de uma certa localidade, recorre-se, em primeiro lugar, a qualquer espécie de monografia que exista sobre esse localidade, tendo em atenção as regras que existem para tais factos e que são comuns, tanto para a história local, regional ou nacional.
Se os factos históricos que pretendemos narrar são anteriores ou se reportam à Idade Média, as dificuldades em encontrar documentos, que sirvam de suporte àquilo que vamos escrever, são enormes e por vezes de diversas e complicadas interpretações.
No que se refere às origens de Paços de Brandão, é evidente a falta de suporte documental, para muita coisa que se afirma, principalmente na única monografia que existe desta localidade, os “900 Anos de Paços de Brandão”, do Sr. Pde.Correia.
Por tal facto, tenho procurado recolher informações sobre documentos, livros, etc., que me levem a ter uma percepção mais histórica das origens de Paços de Brandão, sem preconceitos políticos ou religiosos. É este o trabalho que vou tornar público, procurando a compreensão de todos os brandoenses, aceitando as suas críticas construtivas bem como a colaboração e elucidação que me queiram prestar.
A parte que surge com mais probabilidade de ter dado origem à toponímia de PAÇOS DE BRANDÃO, surge-nos em fidalgos oriundos das Terras da Maia, pelo menos é aquela que surge com melhores suportes de documentos da Idade Média.
Em 1096, Afonso VI de Leão e Castela, constitui o Condado Portucalense, incorporando nele as terras a Sul do Minho, Condado de Portugale, e do extinto Condado de Coimbra, entregando o seu governo a seu genro o Conde D. Henrique , que tinha casado com a sua filha D. Teresa.
Se é certo que com o Conde D. Henrique vieram muitos fidalgos, guerreiros, ou simplesmente aventureiros, que o ajudaram na luta contra os mouros, não é menos certo que as Terras de Santa Maria, nas quais se inclui Paços de Brandão, já há muito tinham sido objecto de algumas presúrias, trocas, vendas, doações, testamentos, etc., entre pessoas que as possuíam e os Mosteiros, que por cá existiam, S. Salvador de Grijó, Pedroso, Arouca, etc. e de que muitos dos que originaram tais actos eram oriundos da Maia, Leça do Balio, que foi sede da Ordem do Hospital – Malta, e a quem metade dos bens da nossa igreja pertenciam (a outra era de S. Salvador de Grijó).
Verificamos que em datas muito anteriores a 1095, já esta parte das Terras de Santa Maria tinha possuidores que usavam nos seus nomes denominações como: BRANDON, BRANDILA (ANO DE 967); BLÂDO, BLÂTO (ANO DE 982); e que esta «vila» já em 1025 é chamada de «Palaciolo» e de que, em 1136, encontramos como patrono da «villa Palácios», Diogo Trutesendes (BLANDON), descendente dos referidos senhores da Maia.
É claro que FERNÃO BRANDOM, existiu no século XI, era filho de Trutesendo Venandiz (que aparece referenciado em documentos de Grijó, Malta, Livro Preto, Sta. Cruz de Coimbra, em 1075, 1080, 1084, 1092, 1099), não se sabe o nome da mãe, mas sabe-se que confirma documento do Mosteiro de Lorvão, no ano de 1131. Contudo, a sua origem é bem «portucalense», é «maiato», o que em nada tira o brilho, a fidalguia e a antiguidade à Terra de Paços de Brandão. Parece-me que o valor dos pergaminhos dos fidalgos, que foram proprietários desta terra de Paços, foram de valor muito elevado, não só quanto à sua antiguidade, mas também quanto à histórica família dos «BRANDÕES». Eles foram Patronos, Contadores e Poetas.
Se ao que ficou atrás escrito se juntar uma leitura, mais atenta, sobre HERÁLDICA, verifica-se que em 1095 seria uma data pouco previsível para que existisse o que em “900 Anos de Paços de Brandão” vem descrito na página 52: «…em 1095, aqui entrou para levantar o seu Palácio e iluminá-lo com os 5 Brandões da sua estirpe nobre.»
Quem quiser consultar o livro “Introdução ao Estudo da Heráldica”, do Marquês de Abrantes, fica a saber que a Heráldica Europeia tem a sua origem no decurso do século XII, e que só em meados dos séculos XII – XIII aparece no nosso País, referindo-se apenas a um número bastante reduzido de grandes linhagens (de Sousas, da Maia, de Bragança, de Baião e de Riba-Douro os Gascos).
Por outro lado, temos que das CARTAS DE ARMAS ou CARTAS DE BRASÃO, só se tem conhecimento de dois diplomas referentes ao reinado de D. Duarte e de que a mais antiga Carta de Armas, que chegou até aos nossos dias, é datada de 1492 pelo Rei D. João II. Fica-se com a dúvida se o que vem escrito em algumas passagens dos “900 Anos de Paços de Brandão” tem ou não rigor histórico, ou se apenas o que se encontra narrado, ou foi feito com o amor e carinho, de alguém que muito gosta da sua terra e ter considerado «lendas» como que de factos históricos se tratassem. É pena que tal tivesse acontecido, pois encontramos, naquela monografia, muito trabalho em pesquisas de documentos e a menção a muitos acontecimentos, que poderão ser muito úteis a quem se interessar pela história local de Paços de Brandão.

(continua)

PAÇOS PREMIUM

Atento como sempre sobre o que se passa em Paços de Brandão, e por sugestão de alguém que frequenta a Academia de Música da nossa terra, o Engenho traz ao vosso conhecimento:

Paços de Brandão - Curso de Aperfeiçoamento de Clarinete com Prof. Nuno Silva e Concurso "Paços Premium" para Clarinete.





Fonte: http://bandadacovilha.blogspot.com/2010/05/pacos-de-brandao-curso-de.html

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Alerta para os perigos do uso de herbicidas em Paços de Brandão

Uma notícia desta manhã de segunda-feira, dava conta de um alerta por parte da Quercus para os perigos que podem resultar para a saúde pública e para o ambiente, da aplicação descuidada de herbicidas dentro dos perímetros urbanos e em diversas estradas. Por se tratar de uma situação corrente em muitas autarquias, a que Paços de Brandão não é alheia, esta organização ambiental, alerta para o facto de inúmeras denúncias que lhes têm chegado, darem conta de envenenamento acidental de animais, de contaminação de linhas de água e de desrespeito pelas normas básicas de segurança na aplicação destes produtos químicos.
O Engenho teve conhecimento que, há alguns dias atrás, a nossa Junta procedeu a uma pulverização com herbicidas de algumas bermas de ruas na freguesia, nomeadamente na zona de Riomaior. Foi também do nosso conhecimento que acidentalmente foram afectadas plantas (batateiras e couves) em  algumas hortas, que estavam mais perto das zonas de pulverização. Não há, por agora, registo de outros problemas.
Porém, estas notícias  não deixam de ser preocupantes, a julgar pela forma displicente com que  o Executivo do nosso querido Mino lida com as  questões de Higiene e Segurança no Trabalho dos funcionários da Junta, as quais, aliás, ficaram bem  claras na última assembleia de freguesia! Pois, apesar de serem  usados herbicidas bio-degradáveis, segundo foi dito publicamente numa assembleia de Dezembro passado, não espanta que estes acidentes aconteçam e, possivelmente, os trabalhadores incumbidos desta missão pulverizadora não cumpram as regras básicas de segurança  e saúde exigíveis nestes trabalhos. Isto porque mesmo "amigos do ambiente", nestes herbicidas podem ser encontrados na sua composição alguns químicos que continuam a ser prejudiciais, como é exemplo deste:

Glifosato - Que é prejudicial para numerosos insectos benéficos, induz alterações na comunidade microbiológica do solo, podendo inibir a assimilação de fósforo pelas plantas e aumentar a vulnerabilidade da cultura a determinadas doenças. Nos humanos duplica o risco de aborto espontâneo, alterações neurológicas e de comportamento em crianças e suspeita-se que possa estar associado a alguns tipos de cancro.
Face a isto, e porque esta prática contraria os princípios de gestão ambiental sustentada, presente na  Agenda 21 Local, a qual se encontra em processo de implementação em diversas autarquias por todo o País, vimos  aqui no Engenho fazer eco a um apelo da Quercus,  que informa para a existência de alternativas aos herbicidas. São exemplo disso: meios mecânicos e queimadores a gás, os quais trazem vantagens ambientais significativas, como o seu uso em compostagem  e, além disso, não prejudica a saúde pública.
A autarquia deve dar o exemplo nestas questões da sustentabilidade ambiental, já que nem sempre isso acarreta custos elevados e o retorno supera muitas vezes os investimentos. Este executivo já teve a sua dose de erros em matéria ambiental e não pode continuar a ignorar estes problemas. Deve, por isso, ser exemplo e, como tal, promover  e desenvolver iniciativas, seja localmente seja em cooperação com o município, que levem  a  práticas sustentáveis de gestão ambiental, sob pena de serem os responsáveis morais no futuro  daquilo que irão herdar as gerações vindouras!
Face a isto, o futuro começa agora! Tenham uma actuação mais cuidada e sustentável! Não queiram ser recordados apenas como aqueles que um dia deitaram abaixo pinheiros saudáveis na Quinta do Engenho!

Uma promessa cumprida

Num passeio pelo arraial brilha aos nossos olhos a beleza do parque infantil. Um investimento na casa do 26.000 Euros, vale quanto custa porque a alegria das crianças não tem preço e também porque não é um investimento politicamente descuidado, pois ele faz parte de uma promessa pós-eleitoral cumprida. Naturalmente haveria lugar a discussão sobre prioridades, mas o que me trás cá com o parque é algo sem importância até acontecer aos outros porque se for aos nossos não vamos achar graça nenhuma.
A primeira observação vai para a placa identificativa, está incompleta. O que falta? Espero que algum leitor da Junta ligado a estas coisas dê conta disso e reponha o que lá falta, nos próximos 5 dias, caso contrário o Engenho à semelhança de outras situações voltará a dar uma ajudinha…

A segunda observação, e já vamos adiantando, trata-se do cavalinho, que já vem do parque anterior, e de um outro brinquedo novo. O que têm em comum? Uma mola de suporte que devia estar isolada com uma manga de borracha para evitar algo como a fotografia demonstra.

A terceira, relaciona-se com a falta de sinalética de entrada e saída bem observada por algumas crianças: “mamã onde é a entrada?..”
Porque queremos que o parque infantil continue a ser o brilho dos olhos das crianças, pelo menos daquelas que a ele vão tendo acesso, aguardamos uma intervenção rápida antes que seja tarde. Obrigado.

domingo, 9 de maio de 2010

Benfica é o novo campeão nacional 2009 - 2010

Foi tirado a ferros, mas sempre foi desta! Ao fim de 5 anos, o Sport Lisboa e Benfica sagra-se novo campeão nacional de futebol, época 2009 - 2010.


A todos os Brandoenses simpatizantes do clube da águia, o Engenho apresenta os seus parabéns!

Futebol em Paços de Brandão - RESPIGOS COM HISTÓRIA (VII)

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A FUNDAÇÃO DO CLUBE DESPORTIVO DE PAÇOS DE BRANDÃO: 10 MAIO 1960

Mas vamos ao início. Com o cessar das colectividades desportivas e porque ambos campos desportivos eram alugados, rapidamente foram utilizados de forma diferente, gorando-se de vez as ilusões da maioria dos atletas e outros candidatos, que pretendessem começar ou praticar futebol no clube da sua terra. Entretanto, a juventude local ávida de desporto começou a estrebuchar, exigindo da edilidade local dum campo que fosse pertença dum clube que seria único e representativo da localidade. Estava aberto o caminho para a formação duma única COLECTIVIDADE e não cruzou os braços até à sua concretização.
Entretanto, devido à inexistência dum recinto desportivo, os jovens treinavam no antigo Arraial ou Feira dos 7, organizando equipas para participação em torneios de futebol a nível de freguesias organizados pelos grupos da região: Lamas, Feirense, Espinho, onde eram evidentes as multidões que acompanhavam as nossas hostes. Esta acção da juventude não passou despercebida às chamadas forças vivas, pois nelas também faziam na vertente desportiva alguns dos membros da Junta. Por isso, ajudou pelo menos a não deixar cair a ideia da construção dum recinto desportivo.
Depois de varias tentativas falhadas, sempre apareceu alguém que tornou possível a concretização de tal objectivo e de certa forma eivou a criação do actual clube. Essa foi com a chegada do Padre José Rocha em 1957, cujo panorama iria mudar. Este era um adepto do futebol, era um bairrista empreendedor das coisas associativas, conseguiu unir as forças vivas da terra ansiosas pelo aparecimento do futebol, deitou mãos à obra e em dois anos foi a força aglutinadora da fundação do CDPB.
A ideia inicial foi sempre a da construção dum recinto desportivo que nunca deixasse de o ser e não a de fundar um clube, mas com a concretização do primeiro objectivo, o clube nasceu espontaneamente. Mas o caminho não foi tão pacifico como parece. Fizeram-se várias tentativas que iam falhando desconsoladamente, por vários motivos, uns por não concordarem com certos nomes na lista e outras por evidente protagonismo de certas pessoas, quase que fizeram morrer à nascença o desiderato sonho. Tais tentativas levaram a que várias Comissões se desinteressassem e muita confusão nasceu daí. Como tudo na vida, os entusiastas foram muitos. Mas em 1960, com o padre Rocha à cabeça, promoveu-se no velho Cinema várias reuniões e duma delas com o presidente da Junta, chegou-se finalmente ao consenso. Em ambiente de entusiasmo foi elaborada uma Comissão, assim constituída: Padre José Gomes da Rocha, Diamantino Sousa, Manuel Ferreira, Joaquim Marques Pinto, Fernando Sousa, Mário Coelho, Anésio Sousa, Fernando Gomes, Ramiro Rocha, entre outros, a que não tive a sua confirmação.
Com o passar do tempo o entusiasmo foi esfriando devido aos contrários pontos de vista entre elementos, levando à desistência de alguns, cujas feridas passados 50 anos ainda são visíveis, chegando ao ponto de alguns terem virado as costas ao clube local e outros continuam a não falarem entre si. Foram estes sentimentos bairristas, muitas destas coisas incompreendidas, que possibilitaram o nascimento deste clube que fará este ano (2010) 50 anos de vida, mas que já praticava futebol desde os anos 10 do século passado, por isso quase centenário se fosse respeitado o aparecimento do primeiro clube, União Desportiva Brandoense em 1917.
Mas a vontade das pessoas inclinou-se para a fundação dum novo clube, o que se apraz aplaudir. Este é o que ficou - CDPB e há que respeitar o verdadeiro, o nosso clube, a Briosa Verde e Branca, desta terra secular de nome "Paços de Brandão ."

Fig: fotos da comissão e direcção da fundação do CDPB

A dita Comissão reduzida a 6 elementos, os que na realidade fundaram este clube: Norberto Sousa, Fernando Sousa, (Joaquim Carvalho Jr) Joaquim Dias Carvalho, Diamantino Sousa, Anésio Sousa e Joaquim Pinto. Os fundadores do clube, que eram simultaneamente comissão de obras, dedicaram-se de corpo e coração à obra que se propuseram realizar. Entre este grupo há que lembrar duas pessoas que também fizeram parte desta plêiade, mas que por motivos a eles dizentes, foram esquecidos mas importantes: Manuel Chapa (que se afastou e nunca foi director ou sócio) e o Padre Rocha (que sairia da localidade em 1961 e nunca mais foi lembrado). Assim, construíram o campo, criaram a sede com sala de café, escolheram as cores do clube (verde e branco como os antigos) e o emblema obra do artista amador Dr. Ramiro Relvas.
Entretanto, também criados os Estatutos do Clube, embora poucos em prática, não estavam aprovados oficialmente. Só muitos anos depois, em 1969, os novos e actuais estatutos foram oficializados. Mas seria deselegante da minha parte não lembrar duas pessoas que foram essenciais nisto tudo: refiro-me a Joaquim Narciso e á sua esposa, que daria o nome ao estádio: Dona Zulmira de Sá e Silva. Estes desconhecidos da maioria dos simpatizantes e praticantes jovens, foram os que possibilitaram o estado das coisas acontecerem.

FIG: Dona Zulmira de Sá e Silva (nome do estádio) e Joaquim Narciso (beneméritos).

Depois de o sonho ter finalmente acontecido, começaram a aparecer praticantes e a formação de equipas; novos e velhos jogadores realizaram a prática do futebol e o CDPB uma REALIDADE.
O desejo dos brandoenses em 1960 foi entrar a competir mas devido ao facto de não ter ainda infra-estruturas (balneários, vedação, etc.), ficou decidido que o clube iria competir na época 1961–1962, no campeonato da Promoção. Enquanto não competiam oficialmente, os jovens jogaram contra as outras da região e duma dessas partidas constatou-se que já haviam atletas para competir e dentro desses haviam elementos com valor que, apesar de convidados a jogar oficialmente, recusaram esses convites, alegando que só jogariam pelo clube local. Era simplesmente um inusitado amor à camisola pouco visto nos tempos que correm.
Esta foto seria na verdade a primeira equipa de Paços de Brandão que seria a causadora da fundação do nosso grandioso clube: Clube Desportivo de Paços de Brandão: 1960, no Estádio Dona Zulmira, a primeira equipa do CDPB:




DE PÉ: Sr. Ribeiro, Guerra, Ângelo, Lopes, Rios, Sá Reis, Aires, Mário Belinha e Carlos Honório. AGACHADOS: Preguiça, Aurélio, Barroca, Rodrigues e Rodrigo.


Bardo da Lira

Uma questão de "guias"

É sabido que os comentadores de “maior peso” (e que mais se insurgem) neste espaço já aqui deram provas das suas enormes faculdades e competências no tocante às questões do rigor de sintaxe, significado e correcção da língua portuguesa.
Imbuído desse mesmo espírito (ou não fossemos nós tão “cuscos”), o Observatório do Engenho lá partiu para essa que é a enciclopédia livre universal dos dias de hoje (wikipédia) à procura do significado da palavra-chave que nos é sugerida pela imagem aqui partilhada: “guias”.
E, como não poderia deixar de ser, os nossos dois únicos neurónicos entraram desde logo em conflito. É que falar em “guias” por terras brandoenses tem muito que se lhe diga e relacioná-las com o significado que vem nos “livros” ainda mais. Ou seja: matéria mais que válida para estudo científico!
Assim, após longo período de pesquisa e meditação sobre o assunto (eis a razão para que, desde 17-04-2010, o Observatório não tenha dado ares da sua graça: puro retiro reflectivo!) apraz-nos aqui deixar registada a grande tese a que chegamos e que passamos a descrever:

O termo “guia” pode ser encarado enquanto individuo que nos orienta, mostrando o caminho; pode igualmente ser considerado como manual que nos dá instruções ou até mesmo dispositivo (régua, linha, esquadro,…) que serve para orientar/regular o movimento de uma ferramenta, máquina ou mão.
Posto isto, alcançamos o óbvio da “grande obra” a que temos vindo a assistir, desde há largas semanas, na Urbanização do Cerrado que, somente por coincidência, corresponde à área circundante do nosso “Palácio de Belém”, a mais prioritária das zonas de intervenção (segundo o manual de instruções, que guia os desígnios brandoenses!).
Só por isso se compreende, justifica e aceita todo o manancial de maquinaria e de recursos humanos que por lá andam à conta com as guias. É que nem mesmo a força dos temporais os demoveram desse local e/ou sobrepuseram às ordens (pretensões) do “guia” do Palatiolo. É tudo uma questão de se seguir à risca as “guias”.
As obras (de primeiríssima necessidade) prevê-se que sejam de tal grandeza e que se traduzam de tal forma numa melhoria considerável nos níveis e qualidade de vida de todos os brandoenses (não serão admitidas sequer excepções!) que, não tarda nada, “guiarão” as mãos dos eleitores à quadrícula mais “direitinha” do boletim de voto, dispensando-se até mesmo a régua e o esquadro, de tão bem instruídos que foram para esse acto!

sábado, 8 de maio de 2010

Futebol em Paços de Brandão - RESPIGOS COM HISTÓRIA (VI)

Enviado por e-mail:

UM CLUBE REGIONAL CHAMADO DE CLUBE DESPORTIVO DE PAÇOS DE BRANDÃO (6)
Sociedade União Desportiva (SUD)
Os anos de ouro da SUD de 1938 a 1940

A época de 1938–39 foi bastante benéfica para a SUD, onde terminou a 1ª fase em 2º lugar atrás do Espinho. A primeira divisão de honra era composta pela: Ovarense, Espinho, Oliveirense, Beira Mar, Sanjoanense e SUD; no fim da primeira volta a classificação era a seguinte:
1º- SUD, 4V, 1E e 1 D, 15 Pontos,
2º- Espinho e Ovarense, 3V, 1E e 1D, 13 pontos,
3º- Oliveirense, 3V e 3 D, 13 Pontos,
4º- Beira-mar, 2 V e 4D, 10 Pontos e
5º- e em último, Sanjoanense, 1V, 1E e 4D, 9 Pontos.
A SUD era líder incontestável ao fim da 1ª volta, com uma linha avançada muito forte, que apesar de ter uma linha defensiva inconstante, possuía uma linha média e avançada temíveis, onde possuía extremos muito rápidos (Tarene e Arlindo) e um avançado muito concretizador (Pereira). A primeira volta foi muito boa para o SUD, mas claudicou na 2ª volta terminando empatada com o Espinho, ficando em segundo por melhor goal-score da equipe dos Tigres e por conseguinte apurou-se pela primeira vez para a poule da 2ª divisão. Os resultados da SUD foram os seguintes: Espinho (1-1, 1-1), Ovarense (3-1, 3-3), Oliveirense (3-1, 3-0), Sanjoanense (2-1 , 3-2) e Beira-mar (1-3 e 1-1), com a classificação: 5V, 4E e 1D, 24 Pontos.
A SUD ficou incluída na II Divisão – Série Douro Litoral, onde estavam equipas da região do Porto e por conseguinte muito fortes ficando, desde logo, muito condicionada a possibilidade da nossa equipa subir de divisão; mas mesmo assim, apesar do último lugar, a equipa brandoense conseguiu 2 vitórias, 5-3 ao Leça, 2-1 ao Espinho e 1 empate 1-1 com o Espinho, sofrendo 7 derrotas: 5-3 e 5-1 com o Boavista, Salgueiros 7-1 e 5-0, Leixões, 4-0 e 5-0 e Leça 3-1. Apesar de alguns resultados desnivelados, a equipa brandoense realizou um campeonato interessante, pois esta era muito amadora. Os jogadores jogavam por amor à camisola e contra a força não havia resistência; a equipa tipo dessa altura era: Lino Carvalho, Veluda, António Malícia, Lino Relvas, Nelinho Malícia, Valada, António Oliveira, António da Fabiana, Pereira, Loureiro, Arlindo, Tarene, Rebola, Pais, Guedes.
Os jogos disputados no campo da Estação entre o Boavista, Leixões e Salgueiros, arrastaram multidões a visionar os jogos, onde o transporte do caminho de ferro não está alheio, pois era fácil vir do Porto via Espinho. O jogo disputado entre o SUD e o Boavista foi o melhor de sempre realizado na localidade, que nem mesmo o desfecho de 3-5 a favor da equipa nortenha, esmoreceu as gentes locais, pois o resultado só aconteceu devido à lesão do valoroso Lino Carvalho, quando o resultado era de 3-1 a favor dos locais.
A época de 1939–40, foi a mais brilhante do clube brandoense, tendo terminado o campeonato de honra de novo em 2º lugar atrás do Espinho, só não foi campeão porque foi espoliado pelas arbitragens, especialmente no jogo disputado em Espinho, onde foi inventado um penalty e expulsos 3 jogadores locais. O Campeonato de honra teve como equipas participantes: União de Lamas, Lourosa, Beira Mar, Sanjoanense, Ovarense, Espinho, Estrelas de Ovar e a SUD. Nesta época, foi o começo de jogos entre Paços e Lamas, começando desde então uma rivalidade entre as freguesias vizinhas, arrastando multidões e jogos intensos. Para melhor compreender o que digo, o clube local não ficou em 1º porque perdeu o jogo do titulo com Lamas na Estação, permitindo ao Espinho ser Campeão.
O Campeonato foi muito renhido, chegando a estarem 3 equipas empatadas a 3 jornadas do fim sendo, por isso, polémicas as mesmas, com arbitragens caseiras, roubos de igreja e muita confusão, envolvendo: SUD, Ovarense e Lourosa, obrigando inclusive a um terceiro jogo entre a SUD e a Ovarense, com a vitória a sorrir aos locais por 4-1. Não possuo a totalidade dos resultados, mas entre os que conheço: Lamas e o SUD 1-4, 3-1, SUD - Lourosa 4-3, 4-4, SUD – Espinho 1-2, 2-1, SUD – Beira-Mar 1-3, 2-1, SUD – Estrelas 6-3, 1-1, SUD – Ovarense 4-3, 1-4. Foi necessário um playoff entre SUD – Ovarense, sorrindo a vitória aos locais por 4-1, com 3 golos de Tarene. Durante o jogo entre o Ovarense e o SUD deu-se um caso que marcou este clube, pois conduziu ao abandono da prática do futebol do central Joaquim Loureiro que, segundo as suas palavras, “terminei para o futebol na ida a Ovar onde a escandalosa arbitragem dum tal Hilário que nos prejudicou em favor do Espinho, que disputava connosco o primeiro lugar, marcando um penalty inexistente, perdi a cabeça agredindo-o, abandonei o campo e o futebol para sempre. Soube que a baliza foi ocupada pelo Alfredo do Lino, que seria anos depois defesa do F. C. Porto, mas tinha jeito para qualquer posição. Pensei ser irradiado mas só levei dois anos mas o futebol acabara para mim. Nessa mesma época o grande Lino Carvalho acabou para o futebol. “
Por isso, de novo a SUD ficou apurada para a II Divisão – série Douro Litoral 1939–1940, competindo de novo com as equipas do Porto, onde se encontravam: Boavista, Leça e Salgueiros, e o campeão de Aveiro, Espinho. Ficou de novo evidente a fragilidade da nossa equipa em compita com as fortes equipas da série, mas conseguiu um resultado surpreendente quando venceu e Leça por 5-3, retirando a este último a possibilidade de subida; a equipa da SUD terminou em último lugar com apenas 2 pontos, com 1V, OE e 7 D, e o score de 13-35 golos: Boavista 2-6, 3 -5, Espinho 0-3, 2-3 , Leça 5-3, 0-3 e Salgueiros 1-6, 2-4 .
Pegando num artigo do grande Tarene, o mesmo recalcava: “bom, as nossas tácticas de jogo eram diferentes das de hoje. Eram tácticas para fazerem golos. O sistema de marcação era outro: guarda redes, 3 defesas, 2 médios e 5 avançados. Ora havia 5 avançados contra 3 defesas, o que facilitava a penetração. Mas tinha que ser um jogo cruzado e largo para que os avançados pudessem marcar. Hoje as tácticas são mais defensivas, por isso os avançados dão menos nas vistas. No meu tempo eram jogos de contra ataque, jogo ao primeiro toque, corrido, sem mastigar. Por outro lado, éramos todos valentes, bastando recordar os seus nomes: Alfredo Lino, Lino Relvas, Preguiça, António da Fabiana, Lino Carvalho, Alberto Oliveira, Arlindo, Avelino Sapateiro, Veluda, António da Laura, Zé Cocas, Ângelo da Guedes, Titi, Zeca da Elvira, Toneca das Fogaças, Jorge das Mobílias, Joaquim Loureiro e Américo, António e o Nelinho Malícia, Rei do Café Vouga, Olímpio, Zeca Ferreira, Rogério, Torto, entre outros, foram indivíduos fortes, possantes. Tínhamos uma defesa onde não passava ninguém e uns avançados de meter medo a qualquer defesa. As pessoas admiravam-se de eu ser tão pequeno e ter tanta força… O Jorge das Mobílias chegou a treinar para guarda redes, mas quando lhe aparecia pela frente fugia. Os jornais da altura teciam muitos elogios ao extremo esquerdo, afirmando que parecia impossível como arrancava com a bola para fazer golo, sem dar tempo de o adversário se aproximar.“

A melhor equipa de sempre da SUD em 1939 - DE PÉ: Arlindo, Zé Cocas, Loureiro, Alfredo Guedes, Avelino Ribeiro e Lino Carvalho. AGACHADOS: Rui Técnico, Ângelo Guedes, Lino Relvas, Tarene e TITI. Desta equipa fazia parte também: Alberto Oliveira e Pereira.

Bardo da Lira

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Compostagem doméstica avança na Feira, e para Paços de Brandão?

Finalmente uma boa notícia ambiental no nosso concelho!

A Câmara Municipal de Santa Maria da Feira vai avançar com um projecto-piloto de compostagem doméstica, que tem como principal objectivo reduzir a produção de resíduos orgânicos. Numa primeira fase, este projecto abrange cinco freguesias, mas o objectivo é alargá-lo a todo o Concelho.
Este projecto resulta de uma parceria entre as autarquias de Santa Maria da Feira e Vila Nova de Gaia, Suldouro e Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).
Nesta primeira fase, podem candidatar-se a este projecto e receber gratuitamente um compostor, os munícipes que tenham casa com jardim ou horta e tenham residência permanente nas freguesias de Santa Maria da Feira, Fiães, Lourosa, Sanguedo e Vila Maior.
Sendo os lixos uma questão que incomoda os Brandoenses e onde as práticas das pessoas são muito pouco recomendáveis nesta matéria, interessa mesmo muito saber, aqui em Paços de Brandão: isto é para quando? Talvez numa próxima Assembleia de Freguesia, algum elemento da Junta que não precisa de telefonar ao presidente faça esta pergunta, para ser anunciada com pompa e circunstância!
Já agora fica uma proposta do Engenho, e certamente subscrita por muitos Brandoenses, e que até pode ser muito interessante:
No cemitério e/ou também junto da Quinta do Engenho Novo, porque não adoptar um sistema destes em escala maior? Aproveitava-se o composto resultante para uso nos jardins da freguesia, podendo ainda ser vendido a hortos e jardineiros e, com isso, obter uma fonte de receita sem custos quase nenhuns!
Além disso, começar-se-ía a criar novos hábitos e boas práticas ambientais nas pessoas, onde a Junta seria porta estandarte tendo, por isso, um papel importante ao dar o exemplo!
Fica o repto... aguardamos para ver o que vai acontecer.

Compostagem
A compostagem é um processo biológico através do qual os microrganismos transformam a matéria orgânica (restos de comida e de jardim ou horta) num material semelhante ao solo, chamado composto, que poderá ser utilizado posteriormente como um adubo natural.

“Turno da Noite” no Museu do Papel em Paços de Brandão