quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Cavaco Silva sexta-feira em S. P. Oleiros

Na sexta-feira, o chefe de Estado, estará às 12:00, na empresa «Cork Supply», em S. P. de Oleiros.

Pode consultar os detalhes da visita aqui.
De manhã, Cavaco Silva irá visitar a Academia de Música de Espinho. Para a tarde está agendada uma visita ao Centro de Formação Profissional da Indústria de Calçado (CFPIC), em S. João da Madeira, às 17h30.
Durante todo o fim-de-semana Cavaco Silva visita o distrito de Aveiro, ao abrigo do Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras. Pode consultar a agenda aqui.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Era uma vez um rei...também em Paços de Brandão

A causa monárquica nunca esteve tão na moda como nos tempos que correm. Não me causa qualquer prurido que cada um defenda a sua ideia, embora não seja a favor, sou defensor da democracia, e em democracia existe a igualdade de direitos entre todos, e por isso sinto-me em coerência com as minhas convicções ao aceitar que existam monárquicos.

Contudo somos uma República, temos um governo republicano, um Presidente da República e o nosso nome oficial é “República Portuguesa”, e não reino, ducado, principado ou mesmo emirado! Posto isto, vamos então a uma pergunta muito simples: ”Porque carga de água, ainda existem títulos nobiliárquicos no nosso país?”.

Temos um tal Duarte que diz ser Duque de Bragança, e Herdeiro do Trono, ora... eu tinha ficado com a ideia que numa república não há trono nenhum, a menos que algum dia voltemos a ser uma monarquia. Então faz sentido que algumas mentes mais iluminadas se lembrem, quem vai ser afinal o filho da mãe absolutista, que se vai sentar na cadeira, digo trono...

Mas o mais curioso nisto tudo, nem é o homem dizer que é o pretendente ao trono. O mais bizarro, é que ele até é ilegítimo. Após uma pesquisa, descobri aqui que, afinal, é um tal de Rosário Poidimani, casado e natural de Itália, o verdadeiro herdeiro ao trono... confesso que se fosse monárquico me sentia baralhado!

Afinal, anda o homem que diz ser o verdadeiro rei de Portugal, a defender valores éticos e morais, chegando mesmo ao desplante de colocar em causa as instituições e organismos democráticos da república. Declarando à Lusa que casos políticos como o das “escutas” não sucedem nas monarquias, com isso evitando a “instabilidade e falta de confiança” nas instituições que existem actualmente em Portugal.

Ora se bem entendi da explicação dada em http://www.reifazdeconta.com/ estamos perante um senhor que se diz um paladino da verdade e afinal em quem não se pode depositar qualquer confiança um verdadeiro embuste!

Mas isto tudo veio a propósito de algo absolutamente extraordinário, e digno de trazer aqui ao Engenho! Afinal temos pelo menos dois Brandoenses que são monárquicos ferrenhos, não sei se são condes ou duques, mas deixaram-me um sorriso nos lábios, pela enorme minoria que representam.

Para os que não sabem, e eu não sabia!, por estas bandas do nosso distrito existe "A Real Associação da Beira Litoral" que se auto proclama defensora da causa real, em Aveiro. Pois bem, a grande causa desta gente, é ao que parece, todas as primeiras sextas-feiras do mês, se juntar ali para os lados de Vera Cruz também em Aveiro, num restaurante, e à conta disso proclamar a Real tainada. Foi precisamente em plena taina que descobri os nossos ilustres conterrâneos da causa mui nobre, como se mostram AQUI. Conhecem?.....


terça-feira, 17 de novembro de 2009

Atleta do Clube de Ténis de Paços de Brandão vence em Israel



No passado sábado, Rodolfo Pereira, atleta do Clube de Ténis de Paços de Brandão, e Ricardo Jorge, venceram a final de pares de sub-16 do torneio júnior de Amos Mansdorf, na cidade israelita de Ashkelon.

O encontro tinha sido interrompido na sexta-feira devido à chuva, contudo os portugueses impuseram-se aos israelitas Aviv Ben Shabat e Avid Darmon, pelos parciais de 7-6(2) e 6-4.

Na altura da suspensão do confronto, Rodolfo Pereira e Ricardo Jorge tinham vantagem de 4-3.

Nas meias-finais, a dupla tinha batido o par formado pelo grego Markos Kalovelonis e esloveno Urh Krajcn-Domiti, pelos parciais de 6-2 e 7-6(4).

O Atleta do clube Brandoense, tinha sido afastado na segunda ronda da competição, na vertente singulares, em confronto com Oran Reznik de Israel, pelos parciais de 6-1 e 6-4.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Conclusão da rede de saneamento e tratamento das águas residuais

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Nota do Administrador:
Este requerimento revela-se importante também para Paços de Brandão, pois o esclarecimento é um direito que assiste a todas as populações, das quais nós não somos excepção. As pessoas precisam saber se o esgoto que corre livremente a céu aberto pela freguesia, vai desaparecer ou não. Importa saber se finalmente os ribeiros vão ser despoluídos ou não, esta trata-se de uma das bandeiras eleitorais mais antigas do executivo autárquico PSD. No Engenho prometemos estar atentos e aqui trazer todos os desenvolvimentos sobre esta matéria.

domingo, 15 de novembro de 2009

Santa Maria de Lamas - Abate de árvores junto da USF

Muito fortes devem ter sido os motivos para o abate de árvores que aconteceu ontem (sábado), junto ao posto de turismo em Santa Maria de Lamas, mesmo em frente da Unidade de Saúde Familiar.

Não tenho muito bem presente a idade daqueles espécimes ciprestes , mas seguramente que já teriam umas longas dezenas de anos.


Aguardam-se explicações convincentes do recém empossado executivo Lamacense.

Queda de tecto no auditório da academia de música



Na passada sexta feira, durante a cerimónia de entrega dos diplomas dos cursos levadas a cabo pela Escola Profissional de Paços de Brandão no ano transacto, o inesperado aconteceu... a luz foi-se e com ela uma parte do tecto do auditório, tal foi o efeito da tempestade.

Ao que o Engenho conseguiu saber, a chuva foi tanta que o tecto meteu água mesmo! E, com ele, lá se foi a festa também ela por água a baixo. Apesar de tanta coisa meter água, felizmente não ocorreram danos pessoais, apenas materiais, pelo que a cerimónia teve mesmo de ser adiada.

Apesar do Engenho não ter sido convidado, situação que lamentamos profundamente, até porque nós gostamos de ir a estas coisas, soubemos por fonte altamente credível e segura que os croquetes e rissóis estavam mesmo bons!

A grande questão agora é: quem vai pagar a reparação daquilo?


Mozelos - Onde param estes "engenheiros" ?!!!

Venho por este meio prestar um reconhecido e sentido tributo, aos doutos mestres, sapientes das coisas da engenharia, que arquitectaram e planificaram, com régua, esquadro e fio-de-prumo a requalificação da via fluvial que liga o parque do Murado às bombas de gasolina Lamosel.

Obrigado pela grande me**a que fizeram, grande ca**da!... e diziam alguns dos consortes da mesma imbecilidade, que aquele seria um dos lugares mais belos de Mozelos.

Até poderá vir a ser se lá colocarem uns peixinhos... em dias de chuva, porque não dizê-lo em dias de maré alta, o meio de transporte mais aconselhado para circular na via principal que liga Lamas a Mozelos é o hovercraft ou o zebro. Esta particularidade de Mozelos não se confina a este local, por outras ruas e por outros lugares o cenário é o mesmo, as ruas ficam completamente alagadas.

Tudo foi planeado ao mais ínfimo pormenor, a destreza foi de tal monta que nem sequer se preocuparam em criar condições que permitissem o rápido escoamento das águas. Há pessoas que literalmentre ficam bloqueadas em suas casas, com 40 cm de altura de água a barrar-lhes a saída.

Esta espécie rara de engenheiros de sarjeta que prolifera por terras de Santa Maria e que esteve muito activa na primeira quinzena de Outubro, em que jardim zoológico se refugiou?

Festa do BTT Brandoense

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GRIB - Inauguração do Pavilhão e 35º Aniversário.

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sábado, 14 de novembro de 2009

Brincar com a brincadeira

Há muito muito tempo, havia uma terra muito linda chamada Paços de Brandão, de origens nobres, e onde todos os seus habitantes eram muito felizes.

A vida corria-lhes com perfeita serenidade, envolta numa harmonia sem igual, tal e qual um verdadeiro conto de fadas.

E assim passaram vários anos, até que um certo dia, apareceu um Lobo, muito apresentável, de fraque alaranjado. Um verdadeiro galã!! Presenteava aqueles que com ele se cruzavam e todos o admiravam pelo seu dom da palavra.

Levados pela conversa e na sua santa inocência, os habitantes foram-no acolhendo e acabaram por acatar tudo o que ele lhes dizia. Até que o Lobo se tornou rei e senhor deste povo. Ele falava, falava, falava... levando-os a ficar sempre na expectativa de, um dia, sair algum "coelho da cartola". Mas não: só mesmo paleio de charlatão! E como seria de esperar, pouco a pouco, foi perdendo a credibilidade junto de seus admiradores.

Espertalhão como era, o Lobo foi-se apercebendo que havia algo que deveria ser feito para não deitar tudo a perder. Tinha casa, comida e roupa lavada. Isto sim!!! Isto é que era vida!!! Mas para não perder estas regalias havia que colocar a cabecinha a pensar... E éis que se fez luz!

"Um parque infantil" - pensou ele. Conquistando a simpatia dos mais pequenos, certamente acabaria por chegar mais facilmente ao seu público-alvo: os homens e as mulheres da vila (maiores de 18 anos!!!) Agora é que a brincadeira iria realmente começar!!!

A obra, pese embora bem idealizada, demorou a sair, já que esta seria uma das primeiras experiências do lobito, em termos reais de concretização das suas promessas. Mas, efectivamente, as coisas não estavam nada bem para o seu lado e, desta vez, não poderia mesmo facilitar.


Ao fim de uns tempos, o parque, efectivamente surgiu, mas foi obra só para enganar! O que o lobito quis foi só mesmo fazer folclore, porque as brincadeiras dos mais pequenitos não era o que lhe interessava, muito menos as condições em que elas eram realizadas. Alguns dos seus subservientes ainda o alertaram para as ilegalidades em que o dito parque se encontrava, mas as suas grandes orelhas ficavam moucas sempre que o assunto vinha à baila.
E os belos dias que tanto caracterizavam esta linda vila, alimentados pelo sonho de um "Parque Infantil", começaram a ficar muito tristes aos olhos dos mais pequenos. É que agora só lhes restava um sonho muito cinzento, muito esburacado, muito farpado, muito desmantelado, muito mal-tratado e completamente fora da lei.



A DAO está a celebrar o seu 25º aniversário

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A DAO está a celebrar o seu 25º aniversário e informa todos os Associados, participantes, demais interessados e entidades, que continua a apostar nas Artes Marciais, Danças e no Cárdio Fitness. Está também a organizar uma Semana Cultural Vietnamita, que terá lugar na Terra de Santa Maria, no início de Dezembro e, que incluirá Dança, Cinema, Gastronomia, Trajes tradicionais, Artes Marciais, Música e Fotografia.
Desta forma, vimos divulgar a existência de novas classes, uma de Dança na nossa Associação, outras duas de Artes Marciais na Tuna Musical de Mozelos e em Anta (Espinho) na Nave. Sendo uma associação sem fins lucrativos todos os preços são verdadeiramente baixos, com descontos para famílias, para desempregados, etc…
Na Associação temos o apoio da HAVANA PALM CLUB, uma escola de dança que nos traz vários estilos: danças de salão e ritmos latino-africanos, na Tuna de Mozelos apostamos na criação de mais uma classe de artes marciais e nada melhor do que começar aulas gratuitas, onde poderá conhecer o espaço, os professores e a própria modalidade, mais que desporto é formação e cultura.
Contacte-nos, via e-mail ou telefone.
Apareça! Venha experimentar algo diferente. Verá que irá gostar…

Contactos:
Telf: 227449439
E-mail: dao@sapo.pt


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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Hora da FOFOCA (II)


Cabe ao Observatório do Engenho apelar a uma reflexão dos brandoenses para o que, ao longo destes últimos anos, tem vindo a acontecer no nosso arraial, mais precisamente com a exploração do "Bar do Arraial".

Bem, não se assustem!!! Não será propriamente caso de polícia, mas que dá que pensar, lá isso dá!

Qualquer freguesia se orgulharia de poder contar com uma infra-estrutura desta natureza (convenhamos que excepção seja feita à qualidade dos WC's!!!), no sentido de promover a animação desta área de lazer central e consequentemente elevação do nome da terra. Ele era "beberetes", "comeretes", karaoke, festas temáticas ("venham de lá as últimas castanhas", "olha o balão de S. João", "as crianças são o melhor do mundo", "querida mãe, querido pai então que tal...", ...). Tudo uma questão de vontade e de alguma imaginação. Único senão: dá trabalho!!!

E depois é a velha questão: assim que as "mamãs mandam os meninos para a cama, não há mas nem meio mas". Fecha-se a porta e pronto! É vê-los sentadinhos, coitaditos, nos muros à volta do arraial (talvez na expectativa que elas se arrependam e ainda lhes vendam um chupa-chupa de última hora, uma vez que a época do "olha o gelado" já era!).

É que nem vale a pena fazer birra!!! Tomar um café mais alongado (!!!) depois do jantar no Bar do Arraial, seja Verão seja Inverno, é praticamente utópico. Se querem continuar à conversa ou fazer sala, é favor dirigir-se ao tasco mais próximo (e eles agradecem!).

O bar, tanto quanto julgamos saber, era suposto existir para servir os interesses da freguesia e não proprimente os de quem o explora. É que "faz-se o favor à freguesia" de estar ali de portas abertas. E o que mais espécie nos provoca é que nem os próprios interesses económicos das "exploradoras" parecem valer à causa! É só o mínimo indispensável... desde que dê para o caldo!!!

Seria interessante que o conteúdo do contrato de cedência e exploração do Bar do Arraial, assim como as matrizes de avaliação dos processos de candidatura ao mesmo, fossem um nadinha mais transparentes aos olhos dos brandoenses. Prometemos fazer notícia na rubrica "Mãos à Obra", assim que percepcionarmos actividade neste domínio. Combinado?

Ó gente cá do poder, vamos lá a dinamizar mais a coisa! Experiência nestas andanças já todos sabem que não vos falta. O que o povo quer é mesmo festa e, preferencialmente, durante todo o ano. Aproveitem que este até seria um excelente centro de estágios para preparar malta nova para a Festa de Agosto, já que o "homem forte" durante os próximos tempos irá andar ocupado com outros afazeres...

Plenário concelhio da CDU

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Petição "Vinho com Informação é Opção" - Subscreva!‏

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Assine a petição em: http://www.peticao.ecologicalcork.com/page1/page1.php

www.ecologicalcork.com

Existem diversas razões que nos devem levar a optar por escolher vinhos com rolha de cortiça. Graças às diversas campanhas institucionais, aos artigos e documentários independentes os consumidores começam a estar cada vez mais sensibilizados para elas.

· Os montados de cortiça são a base do ecossistema da bacia mediterrânica e por isso os responsáveis pela preservação de centenas de espécies vegetais e animais.

· A rolha de cortiça é o vedante com a menor pegada de carbono (CO2) na sua produção e utilização. Se a isso juntarmos as toneladas de CO2 retidas pelos sobreiros então estamos perante um enorme elemento de “descarbonização” do nosso consumo.

· A indústria da cortiça é responsável em Portugal por cerca de 12.000 postos de trabalho directos. Além disso, é dos poucos sectores em que somos lideres mundiais, com mais de 50% da produção de cortiça e das exportações do seu principal produto (rolhas).

· Por muito que queiram dizer o contrário, a rolha de cortiça é o melhor amigo do vinho. Logo à partida do ponto de vista técnico/desempenho, pois permite que o vinho mesmo depois de engarrafado continue a evoluir através de uma micro-oxigenação controlada de forma natural. Mas também do ponto de vista de imagem para o vinho, pois os estudos de opinião apresentam a rolha de cortiça como vedante de eleição dos consumidores.


Infelizmente, o poder de optar e escolher ainda não foi dado aos consumidores. Até aqui ninguém se tem preocupado em informar qual o tipo de vedante utilizado nas garrafas. Está nas nossas mãos exigir:

· aos engarrafadores/produtores de vinho

· aos retalhistas e comerciantes de vinho

· aos governantes nacionais


OS CONSUMIDORES QUEREM TER O PODER DE ESCOLHER.

Queremos ter acesso à informação do tipo de vedante utilizado nas garrafas antes de as abrirmos, só assim podemos fazer compras de forma consciente. Só assim poderemos fazer escolhas que defendam o interesse de todos nós através da preservação do meio ambiente.

Assine a petição em: http://www.peticao.ecologicalcork.com/page1/page1.php

Participe! Passe a palavra!

Nota do administrador: Por ser um assunto que afecta também muitos Brandoenses que fazem da cortiça o seu sustento, o Engenho no Papel decidiu associar-se a esta iniciativa, pese embora não esteja directamente relacionada com a freguesia.


"Paços de Brandão" a história de um navio

O lugre " Paços de Brandão " - 1922 - 1934 - 1951


O lugre Paços de Brandão acabado de amarrar no lugar do Bicalho, Rio Douro em 08/1950, após mais uma campanha aos Bancos da Terra Nova - Imagem da noticia do diário O Jornal de Noticias

Para muitos pode parecer uma surpresa. No entanto, ainda há quem se lembre aqui pela freguesia que, em tempos, existiu um navio bacalhoeiro de nome "Paços de Brandão". Diz quem sabe, que o armador do navio terá casado com uma senhora da família dos donos da Casa da Aldeia, e que em sua homenagem baptizou o lugre (barco à vela) com o nome da terra da sua esposa, ou seja, Paços de Brandão.










O "Paços de Brandão" no rio Douro



O "PAÇOS DE BRANDÃO" navio de 3 mastros e 39m/187,34tb, foi construído pelo estaleiro de John Forsey, Marystown, Terra Nova e Labrador, para o armador local Samuel & George Harris, como navio de carga, tendo sido registado como GENERAL RAWLINSON. Este lugre escalava os portos Portugueses com bastante regularidade, e foi numa dessas escalas, que em 18/01/1922, quando abrigado no porto de Leixões, foi de garra devido ao mau tempo, e acabou por encalhar sobre uma pedras, sofrendo danos graves no seu casco, como tal foi considerado perda total construtiva. Trazido para estaleiros de V. N. de Gaia, foi posto à venda, como salvado pela seguradora, representada na praça do Porto pela firma Rawes & Cª., tendo entretanto sido adquirido pelo armador Portuense Silva Rios, Lda., (Cap. José Silva Rios), que o reconstruir e adaptou a lugre bacalhoeiro, partindo nesse mesmo ano para a sua primeira campanha aos Grandes Bancos.

O armador Veloso Pinheiro & Ca., Lda, do Porto, adquiri-o em 1934, continuando na pesca do bacalhau. Em 16/02/1941 sofre novo desaire, quando no rio Douro, Massarelos, juntamente com outros navios, afunda-se devido a um ciclone aliado à grande cheia do rio. Naufragou sob violento ciclone no Virgin Rocks, Terra Nova, durante a pesca, no dia 6 de Maio de 1951, tendo toda a tripulação, incluindo o Adriano, um rapazito de 14 anos de idade residente em Massarelos, que embarcara clandestinamente em Maio, quando da largada do rio Douro, tendo sido descoberto já muito ao largo da costa, escondido numa das carvoeiras, sujo e muito enjoado, sido resgatada pelos lugres ANA MARIA e JÚLIA 1º, que os conduziram à pátria.

Alguns dados sobre a embarcação:

Armador (1) : José da Silva Rios, Porto (1922)
Nº Oficial : B-178 > Iic.: H.P.A.B. > Registo : Porto
Construtor : J. Forsey, Marystown, Terra Nova, 1920
ex "General Rawlinson", reg. St. John, Terra Nova, 1920-1922
Tonelagens : Tab 187,34 to > Tal 134,71 to
Comprimentos : Pp 33,01 mt > Boca 8,20 mt > Pontal 3,36 mt
Máquina : Não tinha motor auxiliar

Armador (2) : Veloso, Pinheiro & Cª., Lda., Porto (1934)
Nº Oficial : B-178 > Iic.: C.S.L.L. > Registo : Porto
Tnlgs.: Tab 187,34 to > Tal 134,71 to > Cpc.: 3.000 quintais
Cpmts.: Ff 38,66 mt > Pp 33,01 mt > Bc 8,20 mt > Ptl 3,36 mt
Equipagem : (28) 6 tripulantes e 22 pescadores
Máquina : em 1942 continuava a navegar sem motor auxiliar





Estes foram alguns dos homens que noutros tempos navegaram no "Paços de Brandão"












terça-feira, 10 de novembro de 2009

16º Encontro de Teatro - "RAPARIGA(s)!"

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Vimos, por este meio convidar-vos para mais um espectáculo do 16º Encontro de Teatro de Paços de Brandão. Desta vez o palco escolhido é o do Cine-Teatro António Lamoso em Santa Maria da Feira, no próximo Sábado, dia 14/11/2009, pelas 21h45, que receberá uma comédia, intitulada "RAPARIGA(s)!". Este espectáculo conta com a encenação de Almeno Gonçalves. No seu elenco, 5 jovens actores, de renome nacional do Teatro e da Televisão, conhecidos de todos nós: André Nunes, Helena Laureano, Jéssica Athayde, Marta Melro e Núria Madruga. Cinco actores de grande gabarito que, por certo, nos trarão uma grande noite de teatro a Santa Maria da Feira.

A tua presença seria para nós um motivo de orgulho, por isso....
.... contamos com a tua presença.

O Custo de entrada para esta peça é:
Não Socios - 10,00 €
(Descontos aplicáveis a sócios e activistas da associação).
Aproveitamos para vos pedir que enviem espalhem esta mensagem pelos vossos contactos.

O Presidente da Direcção
Paulo Joaquim Rodrigues

A Luta Saiu às Ruas de Paços de Brandão

"A luta saiu à rua numa noite assim"


Foi ao som de "luta camarada contra a reacção" que a dupla humorística Neto e Falâncio deram início ao seu espectáculo no auditório da Academia de Música de Paços de Brandão, no sábado passado.

Para os que não sabem, a reacção refere-se às forças políticas de direita e, por sua vez, a revolução, às forças de esquerda.

Pois bem, sem querer ou por querer, foi possível encontrar alguns dos representantes destas forças neste espectáculo. Do lado da reacção estava Miguel Ângelo, secretário da mesa da assembleia de freguesia pelo PSD. Do outro lado, estavam os camaradas: manos Oliveira e António Silva deputado municipal (em representação do BE). O jogo parecia desequilibrado, mesmo sem CDU nem CDS. Porém, colocando o vereador do PS, Sérgio Cirino, e Avelino do PS local, no lado da reacção (pois parecem estar mais habituados a esse papel) a coisa ficou mais equilibrada!

A luta foi dura mas pacífica, e não faltaram palmas e gargalhadas de lado a lado, durante cerca de 2 horas onde eram descritos episódios do nosso passado revolucionário, misturados com outros que nos são bem mais presentes como é a crise financeira. Penso que a grande mensagem de que não se deve baixar os braços ficou clara no slogan "O povo calado será sempre roubado". E os homens da luta não deixaram por menos, mesmo que seja a brincar.

Para o final do espectáculo estava reservado o momento mais marcante da noite, quando os actores decidem trazer a luta realmente para as ruas de Paços de Brandão e convidar a assistência a segui-los. Embora não tenham ido mais além que o fim da rua para o lado da Portela, foi interessante ver o entusiasmo que contagiou todos os que os seguiram. Toda a gente aos gritos de punho cerrado: " A luta continua!".

Para uma terra conservadora e reaccionária, houve quem alvorasse que a revolução estava a chegar a Paços de Brandão... a ver vamos.


(para visualizar o vídeo clique na imagem)

domingo, 8 de novembro de 2009

Paços de Brandão vence derby contra U.Lamas

2 - 1

E ao Domingo o povo vai à bola...

O derby dos derbys não defraudou as expectativas, emoção a rodos, muita intensidade dentro e fora de campo, com centenas de pessoas a encherem as bancadas.

Que saudades de um dia assim, terão pensado muitos dos que deslocaram ao estádio D. Zulmira Sá e Silva.

Quanto ao jogo:

Na 1ª parte foi um jogo muito equilibrado, sem que se notasse um claro ascendente de uma equipa sobre a outra. Marcou primeiro o Paços, praticamente na primeira jogada de grande perigo junto da baliza do Lamas, um cruzamento do lado esquerdo e uma grande falha da defesa unionista a permitir que um jogador brandoense cabeceasse a bola para dentro das redes.

Reage o U. Lamas e poucos minutos depois do golo do Paços irá chegar à igualdade através de uma grande penalidade, muito discutida pelos adeptos do Paços, mas que a mim me pareceu indiscutível, sem bem que era escusada.

Até ao intervalo pouco mais de relevante a assinalar, diga-se que os jogadores se entregaram muito ao jogo mas nem sempre da melhor maneira, pelo menos em qualidade futebolística. Na 2ª parte o U. Lamas acomodou-se mais no seu meio campo e foi o Paços de Brandão quem mais fez por chegar ao golo, as oportunidades foram-se sucedendo, tendo inclusive visto um golo invalidado por um suposto fora de jogo que não me pareceu existir.

Ainda na 2ª parte destaque para a expulsão do treinador do Paços, com uma situação anedótica; o treinador do Paços foi expulso do terreno de jogo, mas deslocou-se apenas um metro para fora do recinto tendo ficado a orientar a equipa da parte de fora do banco dos suplentes. Não sei o que dizem os regulamentos, mas pareceu-me mais uma das anedóticas incongruências do futebol português.

Mais estranha foi a intervenção de um agente da GNR que tentou colocar o treinador brandoense na bancada à força, o que gerou um grande sururu na bancada, com a dignidade da mãe do agente de segurança a ser sistematicamente posta em causa. Enfim, nada que não seja habitual num campo de futebol em Portugal... bom senso foi o que ali faltou.

voltando ao jogo...

O Paços continuou à procura do 2º golo, que veio a conseguir já perto do fim do jogo. Uma excelente jogada pelo lado esquerdo, com uma troca rápida de bola entre os jogadores brandoenses e com uma finalização magnifica.

Grande festa nas bancadas dos adeptos da casa, com a emoção a transportar-nos a memória para tempos idos.

A partir do 2º golo brandoense reagem os lamacenses que até então tinham estado muito acomodados no seu meio campo, não sei se o fizeram por estratégia do seu treinador se foi por falta de capacidade técnica. A verdade é que conseguiram encostar o Paços às cordas e viriam mesmo a marcar o golo da igualdade, mas que estranhamente o fiscal de linha não considerou válido por alegado fora de jogo do avançado do Lamas.

Deu-se o caso do jogo (todos os jogos têm um caso e este não fugiu à regra). Estalou o verniz nas hostes lamacences e por momentos cheguei a pensar que tinha regressado aos anos 80. Parece-me que os lamacenses tiveram razão nos protestos, mas dou o benefício da dúvida, já que o árbitro auxiliar estava bem colocado no terreno e deve ter visto alguma coisa que me escapou.

E, chega o apito final, grande festa dos brandoenses, um derby é sempre um derby e a imortal Joaninha lá voltou a cantar a " Tirana".

Em síntese, num jogo cheio de emoções, nem por isso bem jogado, pareceu-me que o resultado foi justo, pelo que fez o Paços na 2ª parte. Foi sempre a equipa que mais procurou a vitória, e acabou por ver premiado o seu esforço. O empate também não destoaria, mas a derrota foi um castigo para a passividade futebolística do Lamas na 2ª parte. Muito fairplay nas bancadas e no sintético. Mesmo no final do jogo pareceu-me que os unionistas acabaram por aceitar a derrota, com a capacidade de encaixe que é intrínseca e possível nestas situações, à forma como cada um gere as suas paixões.

Com este resultado o Paços quebra uma larga série de jejum em termos de vitórias. Pelo contrário, o Lamas também acabou por quebrar uma série de resultados positivos que havia conseguido nos últimos jogos.

Duma coisa tenho a certeza, os adeptos que ainda se lembravam do último derby oficial Paços-Lamas há perto de 30 anos sentiram-se transportados no tempo.

É por isto também que o futebol alimenta tanta emoção e paixão.

Lá para Março teremos o jogo de retribuição, desta vez no Comendador Henrique Amorim. Até lá, felicidades aos dois clubes.



Contra tempos


Apresentam-se como sendo um grupo de Pais e Encarregados de Educação de Paços de Brandão, que quer estar a par das realidades dos novos Tempos, ajudando os jovens com as dúvidas que se lhes deparam no dia-a-dia.


Já que falamos de jovens veja também





O Engenho, atento ao que se passa em seu redor traz ao seu conhecimento.....

A minha vila dava um filme...


O Observatório do Engenho, encarando a Quinta do Engenho Novo enquanto "ex-líbris" da nossa querida vila brandoense, não podería deixar passar despercebidas as recentes intervenções do último executivo neste belo local.

É de senso comum o facto do anterior presidente, Engº Lino de Carvalho, ter ocupado praticamente os seus 8 anos de mandato, de forma exaustiva e imbuído de um espírito de entrega pelo bem do povo, "em busca do furo perdido" (aliás, tema em que se inspirou Steven Spielberg na rodagem do seu próximo filme (!!!)).

Tal como em qualquer obra cinematográfica que se preze, tratou-se de uma longa jornada, sendo certo que, quando se anda por gosto, o tempo é sempre curto. Não obstante, a verdade é que a algumas horas do "bye bye Lininho" (banda sonora do supracitado filme, já considerada um dos maiores sucessos internacionais), o nosso parque municipal foi invadido por uma equipa de "corta o mato". Actores e figurantes surgiram dos quatro cantos do planeta (mesmo este sendo redondo!!!). Era só massa muscular em toda a sua força!

Agora, espectacular espectacular só mesmo a capa do filme: a majestosa porta de acesso a Paços de Brandão foi "arborizada com árvores" (e jovens!!!), tema central dos discursos e respectivo manifesto da campanha do actual executivo e ao qual o ex-presidente se conseguiu antecipar (mesmo por uma nesga!). Isto é só acção... e da boa!!!

A obra é digna de se ver, pelo que lançamos, desde já, o convite a todos os curiosos a participar na antestreia deste filme que, segundo a vontade popular, terá a duração de pelo menos... 4 anos!

Notícias de Paços de Brandão



É com agrado que recebo quinzenalmente o Notícias de Paços de Brandão na minha caixa de correio. Sou assinante...

Nesta edição merece destaque o ex-presidente de Junta de Freguesia, Engº. Lino de Carvalho que faz um sumário dos seus 8 (OITO) anos de mandato. Destaque para o facto de ter acabado o mesmo com água a correr no fontanário da escola.... O destaque não é do Engenho: é do próprio que descreve o feito como algo que lhe deu gozo (???).

Para que melhor se possam conhecer as perspectivas de quem governou esta terra e o balanço dessas, passadas em entrevista, nada melhor do que consultar as páginas centrais do jornal da nossa terra, comprando-o, numa livraria perto de si. Por respeito ao trabalho aí apresentado o Engenho não faz plágio nem citações.

Mas há outras notícias, algumas já apresentadas aqui no Engenho pelos seus colaboradores. Se falamos na primeira página e nas centrais, o Engenho não podia deixar de falar da última: Actualidade nº 12 - Tema: Centro Social de Paços de Brandão. Se leu no Jornal de Noticias, na página de Polícia sobre este caso, o Engenho sugere a recolha de mais alguns dados para este episódio, nesta página, que talvez, digo eu, tenha causado alguma mossa na campanha de determinadas facções políticas...

A bem do esclarecimento público (será), há situações que merecem páginas completas.

Está cumprido o direito de resposta. Não há mais espaço. Esse foi o último direito de resposta nesse estimado jornal. Para fecho restará apenas esperar pelo resultado da inspecção, auditoria... das entidades competentes, que esperamos venha a ser publicada, também.

Aqui no Engenho há espaço para o direito à resposta. Temos a página aberta. Fica o convite. Os melhores cumprimentos para a imprensa local.

sábado, 7 de novembro de 2009

Onde está o meco?



Foi ainda antes do Verão deste ano, que ficamos a saber que Paços de Brandão tinha "conquistado" uns metros mais a Rio Meão. Isto tudo, por acção da reconstrução de uma rotunda ali para os lados da Zona Industrial das Brévias, na rua que liga a empresa Dragão Abrasivos à Rua Cruz de Malta, em Rio Meão, onde existia um marco que dividia as freguesias. A mesma obra foi feita para servir os interesses de acesso de uma nova empresa que ali abriria portas em Setembro.


Pois bem, já vamos quase no Natal, e o raio do "meco" não há maneira de regressar ao local de origem (ou pelo menos uns metros mais ao lado).

Na verdade, o que preocupa aqui ao Engenho, não é propriamente a falta do marco, mas antes a falta de sinalização e iluminação na referida rotunda. Assim sendo, não é aceitável prejudicar a segurança rodoviária das pessoas que utilizam aquela via. Por isso, lanço daqui o alerta ao Mário Jorge de Rio Meão (terra na qual são especialistas em sinalizar rotundas) para que fale ao Firmino de Paços de Brandão (especialista em fazer rotundas) no sentido de se entenderem e concluirem as obras rapidamente.

Isto é mesmo caso para gritar "Venha daí o meco!"

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O clássico dos clássicos no próximo Domingo




No próximo Domingo há jogo grande no D. Zulmira Sá e Silva. O jogo é a contar para o campeonato distrital de futebol da A.F. Aveiro, 9ª jornada.

Poucos terão ainda na lembrança a última vez que Paços de Brandão e União de Lamas se defrontaram numa prova do calendário oficial.

Se não me falha a memória desde o inicio dos anos 80, algures em 1982 ou 1983. O jogo foi em Santa Maria de Lamas, ainda o estádio do U. Lamas era em terra batida e o Paços de Brandão venceu por 1-0 e contou para o campeonato nacional da 3ª divisão.

No jogo da primeira volta o Paços de Brandão e o U. Lamas empataram 1-1, no velhinho parque de jogos D. Zulmira Sá e Silva.

Salvo erro, nesse ano o Paços de Brandão acabou por descer aos distritais de Aveiro e, de então para cá, estas duas equipas vizinhas nunca mais se voltaram a defrontar em jogos oficiais.

Para as gentes de Paços de Brandão e para a sua "briosa" os confrontos com o U. Lamas sempre foram tidos como o derby dos derbys. Já para os lamacenses, o clássico dos clássicos estava um pouquinho mais virado para leste - o arqui-rival Lusitânia de Lourosa.

Os tempos hoje são por certo outros, mas este jogo não deixará de despertar alguma curiosidade, emoção e saudade, principalmente entre os mais ferrenhos e idosos adeptos do Paços de Brandão.

Quem não se lembra das romarias de pessoas a um e outro estádio em dia de jogo?

A época não tem corrido de feição aos Brandoenses que ocupam já os lugares da cauda da tabela da 1ª divisão de futebol da A.F. Aveiro, depois de 3 derrotas consecutivas, duas delas no seu reduto.

Quanto ao U. Lamas, depois de um início desastroso, tem vindo paulatinamente a sustentar o seu jogo e ocupa, neste momento, um dos lugares intermédios da classificação.

Apesar das dificuldades financeiras que sobrevivem nos dois clubes, espera-se que seja um bom jogo, que haja muito fair-play, muita emoção e que vença naturalmente a "briosa". Se assim não for, pelo menos que o desporto saia dignificado.

Semana do caloiro do ISPAB


O Engenho informa que começou, na passada terça-feira (03-11-2009), a Semana do Caloiro do ISPAB - Instituto Superior de Paços de Brandão, continuando na quarta-feira com o "Jantar mais o Fungágá". A "Praxe Monumental" é sempre um momento marcante e teve lugar ontem, quinta-feira, no Pavilhão de Paços de Brandão (a casa do Grupo Recreativo Independente Brandoense - GRIB).


Para hoje, está previsto o "Baptismo", que ocorrerá pelas 19 horas, próximo da Junta de Freguesia de Paços de Brandão.


O encerramento será sábado, com o Rally das Tascas, tendo como ponto de partida o ISPAB, estando previsto percorrer-se os cafés e bares da freguesia.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Desafio do Engenho a Paços de Brandão

Aceitam-se sugestões para o novo regimento da Assembleia de Freguesia Brandoense!


Numa iniciativa que se pode considerar "engenhosa", vamos dar a conhecer aquele que é o regimento do funcionamento da Junta de Freguesia em vigor. Ora sendo a alteração a este, um dos pontos principais na ordem do dia da próxima Assembleia de Freguesia, o Engenho vem aqui apresentar um desafio.

Além de darmos a conhecer o texto do supracitado regimento, estamos a promover um debate e aceitar também propostas de melhorias que os nossos leitores aqui queiram apresentar.

Posteriormente, iremos fazer chegar essas mesmas propostas/sugestões, a título informal (forma de o povo fazer valer a sua posição!), ao Presidente da Assembleia de Freguesia, João Brito, no sentido de as mesmas poderem, eventualmente, ser consideradas para fazer parte do texto final a apresentar à assembleia.

Porque a opinião de todos conta, e porque a freguesia é de todos os Brandoenses fica aqui lançado o repto. Contamos com a vossa participação e adesão a esta iniciativa do Engenho. Os contributos podem-nos ser remetidos quer através do nosso e-mail (engenhonopapel@gmail.com) como directamente nos comentários.

Pode consultar aqui o texto:

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Hora da FOFOCA (I)


Cumpre ao Observatório do Engenho informar todos os interessados que, a meio da manhã de hoje, o nosso Presidente Firmino, o seu camarada Fernando Capela e um outro indivíduo (não identificado!) foram vistos a circular pelas ruas do lugar do Cerrado, em Paços de Brandão, de medidor em riste (tipo aquelas rodinhas que as crianças pedem aos papás para comprar nas festas populares!!!).

Numa azáfama desenfreada, aparentemente mediam a via pública. Provavelmente para proceder ao alargamento da mesma, tendo em vista já a próxima campanha: em vez de camiões, talvez uma caçamba de maiores dimensões, para levar mais apoiantes (talvez a freguesia em peso!!!). Ou será que é mesmo para a empresa do Firmino apresentar orçamento na Câmara para a reparação/alcatroamento da mesma? (cuidado com o jogo de influências: a moda pode pegar!) E começam logo por uma zona que é praticamente dormitório?

Solicita-se a quem saiba algo mais sobre o assunto, nos esclareça, assim como ao leitores do Engenho. Teremos todo o gosto em ajudar a divulgar toda e qualquer iniciativa do novo executivo.

Caros brandoenses: perspectiva-se um caso sério de "Mãos à Obra"!!!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Coisas que nunca devemos esquecer em Paços de Brandão

"A autoridade concelhia foi, desde logo, posta ao corrente dos acontecimentos pelo reverendo vigário do concelho, que solicitou a necessária intervenção policial."


Não esquecer o que foi o fascismo, os seus métodos, os seus crimes e os seus rostos, é dever de todos os que não querem que volte a haver em Portugal e no mundo sombras negras como as que esta visão política lançou na História do Século XX.

A propósito disto, foi publicado no Jornal "Público" de 16 de Outubro de 2009, um extenso artigo cujo titulo "Portugal - Um crime do Estado Novo esquecido há 45 anos", que relata detalhadamente um crime ocorrido no tempo do fascismo em Lourosa, no qual o pároco Brandoense, Julião Pires Valente, teve um papel de relevo.

O extracto do texto que aqui vai ser apresentado, revela que foi Julião Pires Valente quem solicitou a intervenção das autoridades, que acabaram por provocar dois mortos inocentes.

"O povo vai-se borrar"

"...Há também versões diferentes sobre a posição assumida pelo próprio padre Damião. Uns dizem que o padre tentou convencer a população a deixá-lo partir, garantindo que procuraria persuadir os seus superiores a permitir-lhe que voltasse. Mas, segundo Alice Cosme, Damião terá indirectamente contribuído para o movimento que se formou, ao, alegadamente, ter dito na missa que, "se as mulheres de Lourosa quisessem, ele não iria embora". Damião, actualmente pároco em Agrela, ainda é vivo e o seu testemunho poderia ser muito esclarecedor, mas o P2 não conseguiu contactá-lo e, ao que parece, terá dito a algumas pessoas de Lourosa com as quais ainda mantém contacto que não quer falar sobre o caso.

Hoje com idade muito avançada, está também vivo aquele que era, na época, o seu superior directo, o padre Julião Pires Valente, vigário de Paços de Brandão, que, nos dias imediatamente anteriores à tragédia, tentou falar com Damião na casa onde este se encontrava. Numa breve declaração a Rosa Silva, confirma a tentativa, mas diz que não chegou a sair do carro, porque se sentiu ameaçado - as mulheres batiam-lhe com os guarda-chuvas no tejadilho -, e que se limitou a informar da situação o bispo do Porto.

Enquanto durou a vigília, os habitantes de Lourosa foram várias vezes avisados de que estavam a pisar o risco e que poderiam sofrer consequências desagradáveis. Veiga de Macedo, que fora ministro das Corporações de Salazar e era natural da região, dava-se com vários industriais de Lourosa e, segundo Américo Teixeira, terá dito a alguns deles: "Olhai o que fazeis, que isto já cheira mal, já estais assinalados a vermelho como uma aldeia problemática." E, segundo conta Alice Cosme, uma embaixada de lourosenses que, na véspera da tragédia, fora recebida pelo vigário de Paços Brandão, regressara à terra com uma mensagem tão breve quanto inquietante. O padre Julião ter-se-ia limitado a assegurar: "Amanhã, o povo de Lourosa vai-se borrar pelas pernas abaixo."

Fora já este mesmo padre Julião que, mal se formara o movimento contra a transferência de Damião, requerera a intervenção das autoridades, segundo se depreende de uma nota que o Governo Civil de Aveiro fez publicar n"O Comércio do Porto, a 17 de Outubro: "A autoridade concelhia foi desde logo posta ao corrente dos acontecimentos pelo reverendo vigário do concelho, que solicitou a necessária intervenção policial."

A nota adianta que, "depois do último convite à boa razão, a GNR procedeu à libertação do reverendo padre", e lamenta que, para responder "aos diversos ataques e às pedradas da população enfurecida", tenha tido de disparar "alguns tiros para o ar" e que, "na luta", tenham "aparecido duas mulheres gravemente feridas que, lamentavelmente, vieram a falecer...".

Por Luís Miguel Queirós (texto) e Paulo Pimenta (foto) - Público – 16 Outubro 2009

Talvez por estas e por outras, faça agora algum sentido alguns comportamentos autoritários a que o pároco nos foi habituando ao longo destes anos todos, e talvez esses mesmos comportamentos tenham influenciado muito do modo de pensar dos Brandoenses. Fica aqui o dever de informar cumprido por parte do Engenho. Quanto às opiniões, cada um que formule a sua.


Pode consultar aqui o texto completo


"Alquimista Cibernético" artesão de Paços de Brandão


Depois de uma pesquisa pela Blogosfera, descobri este Blog bastante curioso de um artesão de Paços de Brandão. Trata-se de um blog de opinião pessoal, com algumas mostras de pinturas algo "naif" e também fotografia.

O nome é Visão de Liberdade

O Engenho recomenda uma visita!

Tomada de posse do executivo da Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Stª. Mª. da Feira

“Juro pela minha honra que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas”

Foi no passado sábado, pelas 10:30 h., na biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira, que decorreu a tomada de posse do novo elenco municipal Feirense. A sala estava cheia, lembrando aquela vez que as gentes de Canedo vieram em peso colocar algumas questões pertinentes sobre a mãe de Alfredo Henriques e António Cardoso que, para quem não sabe (e são muitos de certeza), são respectivamente o Presidente da Câmara e Presidente da Assembleia Municipal.

Foi ao som da frase “Juro que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas”, com intervalos de palmas (ainda não sei bem porque razão) que, durante cerca de 30 minutos, estivemos a ver desfilar junto da tribuna todos os eleitos da Assembleia Municipal, entre eles o nosso Firmino, que neste dia deixou os momentos anedóticos a outros protagonistas.

Esses momentos anedóticos, coisa que começa a ser vulgar em tomadas de posse, foram todos eles protagonizados por alguns ilustres eleitos deputados que, no acto de LEREM o seu juramento, tinham visões e lapsos de memória de curto prazo, conseguindo ler aquilo que não estava escrito na cábula (em letras garrafais) colocada em cima da mesa onde assinavam. Uns não sabiam conjugar o verbo cumprir no futuro, outros ainda nem sabiam se tomavam posse (Mosteirô no seu melhor!) e havia aqueles que, mais treinados, repetiam de cor o texto da cábula incluindo também na sua honra o cumprimento do dever. Resta saber, afinal, se sabem quais são as funções que lhe são confiadas, sendo que dormir nas assembleias não é de certeza! Quanto ao nosso Firmino desta vez não gaguejou.

Passada esta fase da cerimónia, eis que vieram os discursos. Em primeiro lugar, tivemos Cardoso da Costa que começou por dizer que iria cumprir o seu papel de Presidente da Assembleia de forma justa e equilibrada; prometeu também não adormecer quando as reuniões durarem até às 4 da manhã! Depois distribuiu elogios e agradecimentos a todos, os ex-deputados, ex-vereadores, antigos presidentes, novos presidentes, Jornalistas, novos deputados, os funcionários, os ex-deputados que são agora deputados em Lisboa, o cão, a galinha o periquito e até ao gato do Joaquim Dias do BE!

Por falar nos Bloquistas, nem Joaquim Dias, nem Pedro Soares estavam presentes na cerimónia, contrariamente aos líderes de todas as outras forças políticas locais com representação na assembleia municipal que marcaram presença: Alferes pelo CDS-PP, Antero pela CDU, e naturalmente os lideres do PS e PSD que estavam na tribuna.

Alfredo Henriques discursou a seguir, começando por lembrar que era a 7ª vez que fazia aquilo. Deu para perceber facilmente pois nunca gaguejou e quase de rajada começa a atacar o Governo PS, devido à falta de pagamento da verba que deveria ser transferida para as autarquias derivado do IRS. De seguida, lembrou aqueles que prometeram lutar contra o desemprego, que deveriam agora cumprir as suas promessas, mesmo na oposição. Uma vez mais, voltou a falar no saneamento, quase afirmando "Agora é que é desta!". Referiu-se, ainda, à promessa rápida de reconstrução da Escola EB2 de Paços de Brandão, assim como da despoluição das linhas de água, limpeza das margens e seu aproveitamento para fruição das populações (esta quase fez lembrar o programa eleitoral dos Bloquistas Brandoenses!).

Terminados os discursos, esperava-se o início propriamente dito da Assembleia Municipal, mas eis que, surpresa das surpresas, Cardoso da Costa anuncia uma interrupção dos trabalhos a fim de se proceder a uma sessão de cumprimentos aos novos vereadores eleitos (uma espécie de beija mão aos Padrinhos), sendo servido ao mesmo tempo um Porto d'Honra.

Bom, nós depois de uma desilusão na noite anterior onde nem um croquete tivemos com o Firmino, víamos a nossa sorte mudar! Sendo que já eram quase 12:30h, uma bucha até que já sabia bem!

O Engenho pode afirmar em primeira mão, que o repasto era excelente, apesar da crise de dinheiro anunciada no discurso... é tudo uma questão de prioridades!

Infelizmente, e como o pessoal do engenho tinha afazeres não foi possível acompanhar a Assembleia Municipal inaugural, mas o nosso colega fez isso por nós aqui .

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Tomada de posse no salão da Junta de Paços de Brandão

A cerimónia de tomada de posse do novo executivo autárquico Brandoense decorreu na sexta-feira à noite, dia 30 de Outubro, no salão nobre da junta de freguesia. A sala, pouco habituada a enchentes para estas matérias politicas, estava repleta. Entre os presentes destacamos toda a família PSD do Firmino (sim, vieram as mulheres, os filhos, as noras, os gatos, cães, peixes, periquitos, ex-membros da assembleia e até Lino Carvalho!!!!). O PS veio mais desfalcado, também pudera! Afinal, foram os grandes derrotados. Daí que o Neves se tenha feito acompanhar apenas por elementos afectos à sua candidatura. No caso do PS é de realçar a ausência de todos os ex-membros da assembleia de freguesia que, segundo informação que o engenho conseguiu obter, junto de fontes altamente credíveis, estariam em casa a ver o jogo do FCP e com azia!


Marcaram ainda presença, Avelino Almeida do CDS-PP, os primos Oliveira do BE e Hugo Moutinho com o seu pastor Germano, por parte da CDU.


A cerimónia decorreu sem grandes sobressaltos, nem surpresas, excepto existirem agora 3 mesas para que o executivo fique voltado para o público (O BE sempre conseguiu levar a sua avante!). Firmino demonstrou alguma insegurança quando foi chamado pelo (ex ou actual, não se sabia bem na altura) Presidente da Assembleia - João Brito - a prosseguir com a reunião conforme manda a lei. Pareceu claramente que ele não tinha estudado a lição e teve de se valer de uns auxiliares de memória em papel, que mesmo assim fizeram soltar muito gaguejo e proporcionaram um cenário um pouco anedótico.

Posto isto, decorreu a votação das listas propostas para a Presidência da Junta e da Assembleia, as quais decorreram também sem surpresas, ou seja António Oliveira e Fernando Capela acompanham Firmino no executivo, assim como Rita Marques e Miguel Silva acompanham Brito na mesa da assembleia, ambos eleitos por unanimidade.

Por fim, apesar de todos esperarem uns comes e bebes para celebrar, houve apenas um discurso do novo presidente, com mais alguns gaguejos. Salientou ser agora o presidente de todos os Brandoenses e que esperava que não existissem cores partidárias divergentes, mas sim um único partido que era Paços de Brandão, não obstante Silvina Tavares ter referido, posteriormente, que a oposição era saudável (onde andam as reuniões preparatórias do PSD?)! Pelo meio proporcionou-se o segundo momento anedótico da noite, quando houve referência à equipa renovada e jovem, tal como nos mostra a foto ao lado!

Por seu lado, Neves, também proferiu algumas palavras, referindo estar ali para ajudar a encontrar soluções e não para criar problemas. Interveio ainda Sílvia Tavares, que fez saber da sua satisfação de ter a casa cheia (mesmo com jogo da bola na tv) e desejou que esta situação se verificasse em todas as assembleia futuras.

Nós, no Engenho (como prometido) iremos estar sempre presentes, e tudo faremos para que os Brandoenses também estejam, haja ou não comes e bebes! E uma vez que a Junta não faz a divulgação eficiente das assembleias, nós daremos uma ajuda, publicando aqui as datas das mesmas.

Depois de concluída a cerimónia, e uma vez mais constatando que não tínhamos direito a comes e bebes, decidimos rumar ao Belinha...

domingo, 1 de novembro de 2009

Qual é a ideia pá?


Estas últimas horas foram de grande corropio, ao qual os estimados brandoenses também não se alhearam.

O asseio pelo local onde jazem entes queridos é notório um pouco por toda a parte. Para olhares mais atentos, verifica-se uma vaidade (saudável ou não) fora do vulgar, na forma como os enfeites se apresentam, quando comparado com freguesias vizinhas. Não tardará a que, para além da habitual "passerelle" dos modelitos para a estação que se avizinha, este dia passe a ser sinónimo de concurso de floricultura. Mas vá lá, para tristeza de muitos (as), o dia nem se prestou lá muito a essas futilidades: a benção da chuva. Oração foi quanto baste!

Agora a noite passada, essa sim: vandalismo à séria! Para os mais desatentos, é só dar a voltinha à nossa Igreja Matriz, e facilmente se perceberá o que se passou.

Informações chegadas ao Observatório do Engenho, dizem que também o Museu do Papel, assim como outras propriedades de carácter privado, foram objecto de igual tratamento.

Mais grave, a meu ver, foi o facto da GNR ter sido chamada ao "local do crime" e nem sequer se ter dignado aparecer.

Os "Sem Medo" (SM) que façam pleno exame de consciência, no sentido em que percebam que os seus actos erróneos só contribuirão para a diminuição da terra que (melhor ou pior) os acolhe e lhes oferece uma qualidade de vida minimamente digna (à qual parece não haver correspondência por parte dos mesmos).

Se por um lado, há tanto esmero pelos mortos, será que não interessa zelar pelo património usufruído pelos vivos? Anda tudo doido ou quê? Afinal, qual é a ideia pá?