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terça-feira, 26 de julho de 2011

Santa Maria da Feira em nova viagem medieval

In: Público


«Cavaleiros e donzelas, reis e rainhas, pedintes e mulheres do povo, regateadores e mercadores, artesãos e artífices. Juntos, tomam conta do centro histórico de Santa Maria da Feira à boa maneira medieval, a partir da próxima quinta-feira, dia 28, e até 7 de Agosto.
A XV edição da Viagem Medieval em Terra de Santa Maria, considerada como o maior evento de recriação histórica do país, aposta durante onze dias, numa espécie de viagem no tempo, recriando a Idade Média “através de espaços e de momentos de um quotidiano medieval”, que revelam “mentalidades e culturas” da época.
Em destaque, este ano, os acontecimentos e personalidades que mais contribuíram para a afirmação do poder régio e soberano de D. Afonso Henriques e para a independência de Portugal — reclamada pelo monarca em 1139, mas apenas reconhecida por Leão e Castela em 1143 (o Vaticano decretaria Portugal como país independente apenas em 1179, por bula papal de Alexandre III).
Nesta edição, volta a ser possível passar a noite no coração medieval do evento, com a criação do Campo de Tendilhas, na Quinta do Castelo, onde se poderá montar acampamento por €1,50 por pessoa e €3 pelo espaço para a tenda (quem não tiver abrigo, pode alugar uma tenda na sede do Agrupamento 640 do Corpo Nacional de Escutas por €7,50/noite).
A entrada, ao contrário do que aconteceu em edições anteriores, é paga: €2 dá acesso a uma pulseira e à entrada em dez dias do evento (o primeiro dia é de entrada gratuita). Crianças com menos de 1,30m não pagam.»
 
Por Carla B. Ribeiro
22.07.2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Santa Maria de Lamas - S. João 26 anos depois

O Bairro de S. João em Santa Maria de Lamas, reviveu este ano uma das tradições mais antigas daquela freguesia. Esta festa popular havia já 26 anos que não se realizava, mas com a ajuda da Junta local, bem como a entreajuda dos moradores, permitiu que este ano voltasse esta tradição! O Engenho saúda com entusiasmo esta iniciativa populares, e lamenta que por cá, não se conheçam outras iguais a esta. Sejam das próprias pessoas, seja mesmo da Junta de Freguesia Brandoense.
Possivelmente este desinteresse do executivo autárquico local se deva ao facto de a construção da cascata Sanjoanina, não implicar o abate de árvores de grande porte, sendo apenas necessários alguns ramos verdes...

In: Correio da Feira:

Moradores do bairro de S. João e junta de freguesia uniram-se nas Marchas de S. João.



«"Foi incrível a união dos moradores e desejo que agarrem as marchas, para que não parem mais. Foram todos solidários, até a pessoa mais sénior, que não tinha filhos em casa, contribuiu". O sorriso no rosto de José Paulo Coelho é bem demonstrativo do "êxito que foi o regresso das marchas de S. João em Santa Maria de Lamas, na última quinta-feira. Os arcos principais, a simbolizarem a entrada e a saída do Bairro de S. João e os "24 barrotes, para além de toda a imaginação que foi utilizada a enfeitar a zona envolvente do auditório", realça.
A marcha teve 75 arcos a integrá-la e conseguiu a colocação do Santo (S. João) na sua Cascata na Rua Bairro S. João. Que "seja o reeditar de uma tradição que já foi muito forte na freguesia, mas que acabou por esmorecer com a dimensão das Festas em honra a Santa Maria, padroeira da nossa vila. Quando, no ano passado, falei a uma moradora, em jeito de brincadeira, que poderíamos retomar as marchas, ela disse-me: força que dou-te todo o apoio. Faltava, apenas, o motor de arranque, porque a mobilização das pessoas, em tempo recorde, deixou-me parvo. Foi mesmo muito bom!" exclama.
Os moradores não esquecem uma palavra de agradecimento à Junta de Freguesia Lamacense, presidida por Francisco Camilo. "Deram-nos toda a força e sempre com a intenção das coisas serem feitas para ontem. Quando assim é, remamos todos para o mesmo lado", enfatiza José Paulo»

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Santa Maria de Lamas - Esfaqueado pelo pai após pedir dinheiro

In: Correio da Manhã

Um corticeiro de Santa Maria de Lamas, em Santa Maria da Feira, esfaqueou, anteontem à noite, o filho no pescoço após aquele ter pedido mais uma vez que lhe emprestasse dinheiro. Roberto, de 34 anos, recebeu tratamento hospitalar e teve alta horas depois. Já o pai, António Vilar, de 56 anos, foi entregar-se à GNR. A Polícia Judiciária foi chamada ao local e deteve de imediato o agressor que ontem foi presente ao Tribunal de Stª Maria da Feira. São desconhecidas as medidas de coacção aplicadas.

"Ele tentou dar-me mais duas facadas, mas eu defendi-me com os lençóis que tinha ali perto e corri para a rua a pedir ajuda", contou Roberto ao CM.
Os desentendimentos entre António e o filho agudizaram-se nos últimos meses. Roberto estava desempregado há muito tempo e pedia constantemente dinheiro ao pai. Devido às frequentes discussões, a vítima mudou-se para a casa da avó, situada ao lado da dos pais, que têm ainda um filho de 30 anos com problemas psiquiátricos. Apesar da mudança, continuou a pedir dinheiro à família. Furioso, pelas 20h00 de anteontem, António entrou num quarto onde o filho estava a arrumar roupa e deu-lhe uma facada no pescoço.
"O meu filho está desempregado e só nos pede dinheiro. O meu marido quis resolver as coisas de uma vez. Vivo angustiada", disse Fátima Martins, mãe da vítima.
Roberto confirma a versão dos pais, mas diz que apenas lhes pede dinheiro para não "morrer à fome". A vítima acusa ainda o pai de maltratar a família.
Os vizinhos e amigos da família confessam que as cenas de pancadaria entre António e o filho já não os surpreendem, mas estavam longe de imaginar que terminassem à facada. "Já acalmei várias vezes as coisas entre eles, mas nunca pensei que um dia isto pudesse acontecer", confessou António Rodrigues, um familiar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Assalto no E.Leclerc de S. M. da Feira



Em menos de dois minutos três homens assaltaram, durante esta madrugada, a ourivesaria Dúlia Jóias, no interior do supermercado E.Leclerc, em Santa Maria de Feira. 

Os assaltantes utilizaram dois automóveis - um Mercedes e um Nissan Micra - para passarem os pilares de seguranças, partir os vidros da montra e fugirem.

O roubo rendeu cerca de 100 mil euros aos ladrões. A Polícia Judiciária tomou conta do caso.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Mozelos - Assalto a bombas de Lamosel

In: Correio da Manhã

Dois homens encapuzados e armados assaltaram dia 12, pelas 20h45, as bombas de combustíveis Lamosel, na rua do Murado em Mozelos, Santa Maria da Feira. Os ladrões ameaçaram os funcionários e levaram todo o dinheiro que havia na caixa registadora. Fugiram num automóvel a alta velocidade sem deixar rasto.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Militar corrupto expulso da GNR de Lamas

in: Correio da manhã

«José Carlos da Silva, de 45 anos, foi expulso da GNR cinco anos depois de ter sido apanhado pela PJ a aceitar o suborno de um condutor para perdoar uma multa de trânsito. 
O militar prestava serviço no posto de Santa Maria de Lamas, Feira, quando foi detido em flagrante no dia 5 de Janeiro de 2006. Acabou transferido para serviços de secretaria e, um ano mais tarde, viria a ser condenado a três anos de pena suspensa e afastamento do serviço, por igual período. Recorreu para as instâncias superiores, mas de nada lhe valeu.
A suspensão terminou há cerca de dois meses e a GNR foi obrigada a reintegrá-lo, já que o processo disciplinar esteve parado à espera de decisão judicial e só foi concluído em Abril deste ano.
Depois de cumprida a pena imposta pelo tribunal, apresentou-se no Destacamento Territorial da GNR de Santa Maria da Feira onde, durante estes últimos meses, desempenhou apenas trabalhos de secretaria, sem ter acesso a arma de serviço, nem contacto com o público. A sua presença nunca foi bem vista pelos colegas.
Agora, o Ministério da Administração Interna confirmou, no Diário da República de anteontem, a sua expulsão. O despacho data de 6 de Abril.
José Carlos Cabral da Silva foi detido no âmbito de uma cilada montada pela Judiciária: o guarda foi surpreendido pelos inspectores, a escassos metros do quartel, quando recebia 100 euros de um condutor – quantia para pagar o favor de esquecer uma contra-ordenação grave do Código da Estrada.
A detenção teve por base uma denúncia anónima feita para a Polícia Judiciária.» 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Mozelos - II SEMANA CULTURAL DE 18 A 22 DE MAIO 2011

Enviado por e-mail:

Caros amigos vai decorrer entre 18 e 22 de Maio de 2011 a II semana cultural de Mozelos que entre outras actividades  vai contemplar de 18 e 20 de Maio na junta de freguesia de Mozelos a Mostra de Esculturas e Trabalhos de Cortiça com as peças de "Miroma" (Rui Rodrigues). Desde já convido todos os amigos e apreciadores a visitarem este espaço de divulgação de arte em cortiça.

Ver ainda http://arteecork.webnode.pt/

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Sta. Maria de Lamas - Ataques à bomba a predador sexual

in: Correio da Manhã

«A casa de Américo "Nicha", o predador sexual de Santa Maria de Lamas, na Feira, de 68 anos, que em Novembro do ano passado foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão (mas que se manteve em prisão domiciliária a aguardar recurso), foi alvo de três atentados à bomba. 
Os engenhos de baixa potência causaram poucos danos materiais, mas os vizinhos dizem que foram avisos de alguém que não gostou da sentença proferida pelo Tribunal da Feira. "Não nos admiramos se um dia destes for a sério, porque ele fez muito mal às meninas e já andaram à procura dele, armados com pistola", disse ao CM a vizinha Maria Lúcia.
Em tribunal ficaram provados os abusos e a importunação sexual de quatro crianças e três jovens. Muitos crimes prescreveram por falta de queixa.
"Isto é um bicho, e as pessoas andam revoltadas, por isso o que lhe fizerem não é nada que ele não mereça", afirma Valdemar Silva.
Os primeiros rebentamentos ocorreram ao início da noite de terça e quarta-feira da semana passada. "Aquilo ecoou na noite e ficámos bastante assustados", diz Maria Lúcia. Anteontem à noite, cerca das 23h00, houve um novo rebentamento. "O incrível é que isto é uma rua de pouco movimento, mas não conseguimos ver ninguém suspeito por perto", diz Maria Lúcia. "Alguém quer deixar o aviso", acrescenta Valdemar Silva.
A GNR entregou as investigações à Polícia Judiciária do Porto que já esteve no local a tentar recolher vestígios.

PRESO HÁ UM ANO PELA PJ FICOU EM CASA

Américo "Nicha" foi detido em Março de 2010 pela PJ do Porto depois de se masturbar à frente de uma mulher e das duas filhas de sete e doze anos. O primeiro caso em Santa Maria da Feira remonta a 11 de Setembro de 2009, altura em que "Nicha" surpreendeu três irmãs de cinco, nove e quinze anos, em Fiães. O predador sexual chamou as meninas e obrigou-as a vê--lo masturbar-se. As autoridades acreditam que desde 2006 terá feito dezenas de vítimas, mas muitos dos crimes prescreveram por falta de queixa. Houve situações em que ‘Nicha’ terá obrigado as crianças a aproximar-se da carrinha onde se encontrava.»

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mozelos - Ourives em coma após assalto violento

Bem perto da nossa terra...

in: JN

«Dois indivíduos assaltaram, esta quinta-feira de manhã, uma ourivesaria em Santa Maria da Feira e atacaram o dono do estabelecimento com um bastão eléctrico.
O proprietário da Ourivesaria MCR, em Mozelos,Santa Maria da Feira, foi agredido violentamente pelos assaltantes com um bastão eléctrico e não com uma arma "taser", conforme se julgava.
Francisco Alves da Silva, 66 anos, foi transportado pelos bombeiros de Lourosa para o Hospital de Santo António, Porto, em coma induzido pela equipa da VMER da Feira, em estado grave, com múltiplos ferimentos na cabeça e um corte nas costas.»

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Professor Pinto da Costa no Colégio Liceal de S. Mª. de Lamas

A Associação de Pais e Encarregados de Educação, com o apoio da Direcção do Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas, vai promover no próximo dia 26 de Fevereiro, pelas 21 horas, no Grande Auditório, uma palestra sobre a "Adolescência", tendo como orador o ilustre Professor Doutor Pinto da Costa. 

Este encontro estará aberto à participação de toda a comunidade. 
A não perder. 

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Senhora de Paços de Brandão morre na linha do vouga em Oleiros

Segundo adianta o "Jornal de Notícias", ontem cerca das 8:30 horas uma mulher com cerca de 80 anos, foi colhida mortalmente enquanto circulava a pé na via férrea pelo comboio da linha do Vouga. Tudo isto ocorreu muito perto da passagem de nível do Candal, em S. Paio de Oleiros.
Ao que se sabe, a vítima residia em Paços de Brandão muito perto do lugar do Candal, onde esta tragédia aconteceu. A senhora chamava-se Ana Gomes, e tudo indica que a este acidente se ficou a dever ao facto desta ter alguns  problemas de orientação motivados pela idade, uma vez que  pretendia dirigir-se ao centro Paços de Brandão para assistir a um funeral que se iria realizar pelas 11 horas.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Natal Ecológico 2010 - Rio Meão

Enviado por e-mail:

Está patente desde o dia 08 Dezembro 2010 e até dia 07.01.2011 a 2ª Edição do Natal Ecológico em Rio Meão! Depois do sucesso no ano pioneiro do Evento (2009), segue-se o ano 2010 em que se denota claramente uma grande evolução na maturidade do projecto.
A Organização agradece o empenho de todos os participantes: Associações, Escolas, Catequese, Empresas e Privados e um especial agradecimento à solicita Junta de Freguesia!
Somente para acutilar a curiosidade:









Vale a pena visitar o Largo de Santo António e o Largo da Igreja em Rio Meão!

A Organização
Natal Ecológico

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Natal Ecológico 2010 - Rio Meão

Enviado por e-mail:




Nota do Administrador: Eis uma iniciativa interessante, cujo objectivo pedagógico que visa a protecção ambiental poderia, e deveria, servir de exemplo a seguir em outras freguesias deste concelho! O Engenho apresenta desde já os parabéns aos promotores desta ideia e manifesta ainda o seu total apoio à mesma,  por isso esta nota no blog.

sábado, 30 de outubro de 2010

Procurar emprego em Santa Maria da Feira está mais fácil

Enviado por e-mail:

“Emprego em Santa Maria da Feira” já está online!

«Considerando a Internet uma poderosa ferramenta na Pesquisa de Emprego e, numa altura em que a CRISE e o DESEMPREGO são palavras de ordem, um cidadão residente em Santa Maria da Feira decidiu procurar e divulgar as Ofertas de Emprego da região disponíveis na Internet. Um projecto pessoal, a qual deu o nome de “Emprego em Santa Maria da Feira”.
O “Emprego em Santa Maria da Feira” foi criado no dia 29 de Outubro de 2010 e está disponível no endereço http://empregoemsantamariadafeira.blogspot.com.
Para marcar o lançamento do projecto “Emprego em Santa Maria da Feira”, já estão disponíveis online  70 Ofertas de Emprego cujo local de trabalho é o concelho de Santa Maria da Feira.
As empresas podem registar as Ofertas de Emprego GRATUITAMENTE, bastando para tal, preencher um pequeno formulário disponível no site.

TODOS os serviços disponibilizados no site “Emprego em Santa Maria da Feira” são completamente GRATUITOS.»

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Mozelos - A origem da fortuna de Américo Amorim

in: Site BE

Amorim: origens da maior fortuna do país

"Segundo a Exame, continua a liderar a tabela nacional. Em 2009, cresceu mais de 9%. De onde vem a fortuna de Américo Amorim?
 
As origens da Corticeira, raiz do grupo Amorim, estão na associação, ainda nos anos 70 do século XIX, entre as famílias Amorim e Belchior, fabricantes de rolhas para vinho do Porto estabelecidas em Vila Nova de Gaia. Em 1890, a sociedade com os Belchior desfaz-se, depois de um processo judicial instalado por Amorim contra o sócio, cujo advogado era Afonso Costa, então jovem parlamentar do Partido Republicano com um futuro auspicioso. Durante quase um século, os principais clientes dos Amorim são os ingleses que dominam aquela produção vinícola e a produção resume-se a rolhas.

A empresa viveu altos e baixos, desde o grande incêndio em 1944, quando contava já mais de trezentos operários, até aos anos 1950-51, durante a guerra da Coreia, quando os stocks de cortiça armazenados pelos Amorim têm o seu preço quadruplicado.

Em 1963, surge a Corticeira. Verticaliza-se a produção, aproveitando as sobras de cortiça para o fabrico de granulados e aglomerados, e reúnem-se em sociedade os irmãos Américo, José, António e Joaquim e ainda o tio Henrique. A empresa instala-se em Mozelos, quinta comprada à família Van Zeller com o apoio dos bancos Pinto e Sotto Mayor e Pinto de Magalhães. É sem grandes complicações que, durante dez anos, a empresa produz aglomerados sem alvará do governo. Henrique Amorim, o tio de Américo que não deixou descendentes, cultiva o amparo da ditadura e a proximidade a dois importantes caciques da região estabelecidos em Lisboa: Veiga de Macedo, também natural da Vila da Feira e ministro das Corporações e da Previdência (1955-1961), e Albino dos Reis, o “dono” de Oliveira de Azeméis (deputado durante quatro décadas à Assembleia Nacional, a que preside entre 1945 e 1961, além de presidente do Supremo Tribunal Administrativo durante vinte anos).

Um jovem austríaco partilha o quotidiano dos Amorim: Gerhard Schiesser é trazido para Portugal pela Caritas em 1948, criança refugiada da miséria do pós-guerra, e é acolhido pela família até meados dos anos 50, ficando depois em Mozelos até 1967. Américo Amorim, que já dirige a internacionalização da empresa, devolve então o jovem Gerhard a Viena, onde abre um escritório sob o nome do empregado. Não é para menos: a cortiça vendida neste entreposto não pode surgir identificada com o rótulo “made in Portugal”. O Banco de Portugal fecha os olhos à exportação para países banidos - Egipto, Índia, China e todo o bloco de Leste. Com a benevolência do governo e o discreto funcionário austríaco, Amorim estende a sua ponte para o outro lado da guerra-fria.

O "grande salto" de Amorim

Em 1975, Américo Amorim passa pelos apuros de muitos outros proprietários rurais e é expropriado em três mil hectares de montado. Mas a posição especial da cortiça na produção do campo alentejano e o diferente impacto do processo revolucionário no Norte do país permitem-lhe encarar a nova situação pelo lado das oportunidades para enriquecer mais. Explica Américo Amorim: “Mesmo quando tive as herdades ocupadas, mantive sempre boas relações com as UCP. Emprestava-lhes os meus tractores e tudo. Ia lá falar com eles. Sempre os visitei, sempre os convidei a vir cá acima ver as minhas fábricas” (Mónica, 1990: 82). Há quem vá mais longe e recorde a vigência da lei dos frutos pendentes no sector da cortiça, que atribuía aos proprietários expropriados os direitos sobre a cortiça que estava nos sobreiros antes da expropriação. Em finais de 1988, um ex-governante da época do PREC assegurava que, para Amorim, “o negócio da cortiça só se manteve devido a ‘arranjos’ que incluíam o transporte da matéria-prima, durante a noite, para escapar aos fiscais do Estado, em conivência com as UCP e o PCP local” (Expresso, 31.12.1988). Pelo seu lado, Amorim não renega a sua política dos anos quentes da reforma agrária: “Ao longo do tempo, mantive-me sempre em contacto com os alentejanos e com as UCP. Não tenho qualquer problema em falar e jantar com os comunistas. Podemos mesmo ir a boîtes juntos, não me faz qualquer impressão” (entrevista a Maria Filomena Mónica, em "Os grandes patrões da indústria portuguesa", D. Quixote, 1990).

Passado o 25 de Novembro, Amorim regressa à compra de herdades e faz negócios chorudos com grandes proprietários que, com o processo da reforma agrária ainda em curso, estão dispostos a vender barato. Amorim não esconde que, contra o ciclo vivido na época pelo capitalismo português, o seu grupo deu “um grande salto, muito significativo mesmo, de 1976 para 1980”.

Ao longo de todo este tempo, os países do leste europeu e a URSS nunca deixaram de constituir um mercado estratégico para Américo Amorim. O empresário afirma mesmo que, depois do 25 de Abril, apoiou a instalação dos primeiros diplomatas do Bloco de Leste a chegar a Portugal. A Hungria é onde a cooperação vai mais longe, com a abertura, em 1984, da Hungarocork, joint-venture com duas empresas estatais. Uma opção que Américo Amorim explica pela necessidade de assegurar “uma participação mais activa nos planos quinquenais, de modo a influenciar a manutenção dos consumos de cortiça” (citado por Filipe Fernandes no livro "Fortunas & Negócios", Oficina do Livro, 2003).

Em 1991, Amorim faz um novo negócio milionário. Associado ao BES, à Efacec e à Centrel, compra a licença para uma operadora de redes móveis, a Telecel, por 15 milhões. Seis anos depois, vende-a à Vodafone por mais de cem milhões.

Da Cortiça para Angola

Já no ano 2000, Amorim chega a sentar-se no banco dos réus, com dois gestores de seis empresas do seu grupo. É acusado de falsificação de documentos, fraude e desvio de dinheiro do Fundo Social Europeu. A União Europeia exige uma indemnização de 77 mil contos e juros a contar de 1987, com base na utilização fraudulenta de meio milhão de contos para formação profissional entre 1985 e 1988. Entre as irregularidades detectadas estava o facto de as verbas se destinarem a jovens entre os 18 e os 25 anos sem qualificação profissional e muitos dos inscritos nesses cursos serem alegadamente trabalhadoras no activo em empresas do grupo Amorim. Mas as últimas manobras processuais dos seus advogados – liderados por Daniel Proença de Carvalho – acabam por resultar: onze anos passados sobre o início do processo e nove desde a primeira acusação do Ministério Público, o Tribunal da Relação do Porto considera os crimes prescritos. A notícia do Público fala por si: “o processo acaba por ser o espelho fiel do emaranhado de trâmites e decisões em que se enredam os nossos tribunais, que tem criado a sensação que os ricos e poderosos passam ao lado do escrutínio da justiça” (Público, 30.09.2000).

De Américo Amorim dizia sibilinamente Elísio Soares dos Santos, então presidente da Jerónimo Martins: “As informações que tenho não são as melhores, mas reconheço que os empresários têm de surgir de qualquer forma. as raízes podem não ser brilhantes, mas é assim que as coisas se fazem” (citado também no referido livro de M.F. Mónica). De facto, de uma forma ou de outra, Amorim é o dono da única multinacional portuguesa que domina o mercado mundial no seu sector: tem 35% da cortiça mundial e trinta fábricas, estando presente em 103 países. Nada pode ser feito sem o seu beneplácito. É ainda, dizem os analistas, um dos maiores senhorios de Lisboa (Exame, 2005) e, certamente, dos mais poderosos investidores em imobiliário e grandes superfícies comerciais. Tem dezenas de hotéis em Portugal, Cuba ou Moçambique. Aliou-se à Sonae no empreendimento imobiliário e turístico de Tróia. Juntou-se a Horácio Roque, do Banif, para formar a Finpro (grandes investimentos em infraestruturas, comunicações, transportes, águas). Tem um casino e interesses noutros, com uma parte da Estoril-Sol, a empresa de Stanley Ho.

Amorim é ainda, com vantagens que ficaram à vista ainda esta semana, o parceiro português da Sonangol e da filha do presidente de Angola, Isabel dos Santos, na Amorim Energia. Esta empresa tem um terço da Galp, parte que valerá mais de 1200 milhões e da qual os angolanos detêm 45% (através de uma empresa, a Esperanza, registada na Holanda para efeitos fiscais). Isabel dos Santos comprou também 25% do Banco BIC (Amorim tem outro tanto), dirigido por Mira Amaral, ex-ministro dos governos de Cavaco Silva."

sábado, 31 de julho de 2010

CDU - Tecto do Lavadouro de Soutelo (Fiães) em risco de ruptura

Enviado por e-mail:



Em diversas situações o PCP e a CDU têm chamado a atenção para a incúria e o desleixo em que se encontram muitos dos equipamentos e espaços públicos no nosso concelho. Vimos desta feita chamar a atenção para o estado de degradação e de risco iminente de queda do tecto do lavadouro público do lugar de Soutelo em Fiães.

Caso que se torna ainda mais grave por se encontrar neste estado lastimável, como as fotografias documentam, há mais de três anos e meio apesar dos alertas sucessivos dos utentes e da população daquele lugar junto dos membros da Junta de Freguesia.

O referido lavadouro serve a população dos lugares de Soutelo, Ferradal e Monte Grande.

O PCP de Stª. Maria da Feira ao denunciar publicamente a situação precária em que este equipamento público se encontra, vem desta forma exigir a intervenção urgente da Câmara Municipal e Junta de Freguesia no sentido da sua resolução para acautelar as condições de fruição e de segurança do Lavadouro de Soutelo.

Stª. Mª da Feira 30 de Julho de 2010
Comissão Concelhia de Stª Mª da Feira do PCP

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Começou a Viagem Medieval


Viagem Medieval

29 de Julho a 8 de Agosto 2010



A Viagem Medieval em Terra de Santa Maria é o maior evento de recriação medieval do País. Realiza-se anualmente atraindo diariamente cerca de 50 mil visitantes, que vêm à procura de um tempo recuado de magia, recriado através de espaços e de momentos de um quotidiano medieval, repletos de encantos de uma época de outras mentalidades e culturas e de eternas conquistas.
Com características únicas, este projecto diferencia-se pelo rigor histórico e dimensão (espacial e temporal).

Centrada na recriação de episódios e acontecimentos que marcaram a história local e nacional da Idade Média, a Viagem Medieval começou por realizar-se no Castelo, mas rapidamente se expandiu para todo o centro histórico e zona envolvente, ocupando actualmente uma área de 33 hectares.
Nesta edição, a Viagem Medieval em Terra de Santa Maria vai reviver os anos de lutas de poder pela afirmação política e de autonomia, travados pela rainha D. Teresa e seu filho Afonso Henriques, ainda Infante e Príncipe, no território que outrora se denominou Condado Portucalense (séculos XI e XII).


O Engenho fará ainda o acompanhamento deste evento com algumas crónicas, sobre as intervenções dos Brandoenses pela viagem.


Saiba mais

terça-feira, 27 de julho de 2010

Chuva de cinzas em Paços de Brandão

O Incêndio de grandes dimensões que lavrou durante todo o dia na passada segunda-feira, para os lados de Arouca, provocou uma coluna de fumo visível a dezenas de quilómetros do fogo. A meio da tarde, a intensidade do fumo era tal, que chegou mesmo a encobrir o sol por completo. Paços de Brandão, tal como outras freguesias afectadas na zona de Santa Maria de Feira, Espinho e Ovar, foram presenteadas com uma verdadeira chuva de cinzas. Da observação feitas "in-loco" (nas varandas), a noite e madrugada de terça-feira, prometem um amanhecer semelhante ao que se viveu na Islândia em meados de Abril!!
No Engenho desejamos que este fogo seja controlado rapidamente pelos bombeiros, até porque as festas de "São Firmino" estão à porta e com as limpezas apressadas de ocasião, lá se vai ter de limpar tudo outra vez, e com alguma pouca sorte, ainda se vai estragar algum arco!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Rio Meão - Mulher com funeral marcado afinal estava viva

in: JN

"Os sinos da capela tocaram a rebate, as flores foram compradas e até o agente funerário afixou por toda a freguesia de Rio Meão, Santa Maria da Feira, os avisos da morte de Adélia Reis, 82 anos. Afinal, a mulher está viva e internada no Hospital S. Sebastião.
Os familiares largaram repentinamente os empregos, vestiram-se de negro e choraram a morte do ente querido. Mas, cerca de quatro horas depois, um telefonema do hospital interrompeu o momento de pesar. Afinal, Adélia Reis estava viva. Houve um tremendo equívoco, cujos contornos ainda estão por esclarecer.
A confusão começou na manhã de anteontem, quando um filho (que não falou ao JN) foi visitar a idosa. Deslocou-se à cama onde deveria estar a sua mãe e sentiu que o corpo que ali se encontrava estava gelado. Nessa altura, foi informado por uma enfermeira que a mãe tinha morrido. Consternado, deixou de imediato o hospital e informou os restantes familiares. E foi dado início ao processo para o funeral. Segundo o hospital, a pessoa no quarto não era Adélia, como afirma a família.
“A família contactou-me para fazer o funeral e tratei de tudo. Andei a distribuir os papéis com a hora e dia do funeral pela freguesia, foi pedido para tocar os sinos da capela e mandei os meus colaboradores para o hospital para trazerem o corpo. Mas a certidão nunca mais chegava e acabámos por aperceber-nos que a senhora estava viva” contou ao JN o responsável pela funerária Henriques. Informação que, entretanto, também já tinha sido comunicada à família.
O engano causou revolta. Os netos de Adélia foram ao hospital, mas dizem não ter ficado agradados com as explicações. Os responsáveis do hospital pediram desculpas, mas recusaram passar uma declaração assumindo o erro, lembrou Rui Lemos.
“Serviria para entregarmos aos patrões e justificarmos as faltas nos empregos. Mas queriam apenas passar um atestado em como estivemos no hospital”, acrescentou. Os familiares colocaram o seu protesto no livro de reclamações.
A indignação é ainda maior pelo facto de terem recebido um telefonema de alguém que lamentava a falta dos familiares no horário da visita. “Ligaram-nos de um telemóvel a dizer que era do hospital e a perguntar por que é que ninguém ia visitar a minha tia. Os responsáveis do hospital dizem ser estranho, mas nós temos registado o número de quem ligou”, sublinhou um familiar.
“Foi uma falha grave, principalmente por demorarem tanto tempo a darem pelo erro”, acrescentou outro neto, Laurentino Gomes
Hospital admite que pode ter havido um erro de ambas as partes
“Não houve um caso de troca de cadáveres”. A ressalva, imediata, é do presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (tutela o Hospital de S. Sebastião, na Feira), Fernando Silva.
Contactado pelo JN, o responsável referiu que foi o filho quem “não identificou correctamente a mãe”. Ou seja, de acordo com a versão de Fernando Silva, a pessoa que terá sido indicada ao homem como sendo a sua mãe, não era Adélia Reis. Terá sido essa, então, a origem do problema.
A tese é contrariada por familiares da idosa, que afirmam não ter havido qualquer engano na identificação.
Em declarações ao JN, Fernando Silva admitiu , contudo, que poderá “ter havido erros dos dois lados [hospital e familiar] ”, recusando assumir por enquanto uma posição definitiva.
“Enquanto não tiver as conclusões do inquérito de averiguações que irá decorrer esta semana não posso adiantar mais nada”, afirmou. “Não deixamos no entanto de lamentar esta situação, que compreendemos ser muito desagradável”, concluiu."

Nota do autor: De facto insólito! Contudo, ainda há coisas que nos parecem mais insólitas, como a morte pode ser mais importante que a vida para algumas pessoas! Pode parecer estranho, mas na sociedade em que nos inserimos, existe um verdadeiro culto da morte, vivemos tão preocupados com ela, e do que a ela diz respeito, que nos esquecemos de viver! Afinal, é mais importante estar vivo ou morto?
Infelizmente o lapso que relata esta história, será sempre de lamentar. Contudo, é um erro feliz, e sinceramente não nos parece ser merecedor de tanto reboliço e azedume dos visados.
Devíamos meditar um pouco sobre este assunto: parece claro que nos dias de hoje valorizamos mais as pessoas depois de defuntas que em vida. Quantos crápulas em vivos já viraram "santos" depois de falecidos? Estas pessoas a quem este erro bateu à porta, deveriam estar a festejar pelo seu familiar estar vivo e não perder tempo a reclamar! Mas enfim, é neste contexto sócio-cultural que vivemos e ironia das ironias vai ser nele que morreremos!
Citando as ideias de um escritor, Augusto Cury e o seu "Vendedor de Sonhos", era muito bom que este triste estigma socio-religioso ligado à morte, fosse substituído pelo sorriso da alegria simples de viver!