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segunda-feira, 30 de abril de 2012

O F.C. Porto é outra vez campeão!

Como vai sendo hábito nestes últimos 30 anos, o F.C. Porto voltou a ser campeão nacional de futebol. Apesar dos muitos tropeções desta época, acabou por ser indiscutivelmente a equipa a fazer o melhor sprint na recta final do campeonato e por isso um justo vencedor. Parabéns aos Portistas!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Alameda do Engenho Novo concluída, mas muda de nome!

Após longos meses de um árduo trabalho, cuja laboriosidade ultrapassou o entendimento do comum mortal. Eis que em Paços de Brandão se finaliza a primeira obra da era "Mino o construtor" - Cognome carinhosamente adoptado pelo Engenho, em homenagem ao nosso estimado Presidente de Junta.
A obra é a Alameda junto ao parque Municipal da Quinta do Engenho Novo, que após avanços e recuos, incêndios e queimadas, lixo e lixeiras, onde o homem sonha, a obra  faz-se! Mudando-se apenas ligeiramente o seu nome!
A obra que ninguém sabia para o que servia, e que dava pomposamente de nome: "Alameda do Engenho Novo", transformou-se agora, numa espécie de depósito de lixos controlado, e passou a chamar-se a "ALAMEDA DO CERCO"!
Para os mais cépticos, e sabemos que são muitos, eis quando uma imagem vale mais que mil palavras!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

25 de Abril....Que futuro?

Nunca o 25 de Abril, a revolução dos cravos que nos deu a liberdade há 38 anos, foi tão falado como neste ano. Uns dirão que está tudo mal, e temos de voltar a pegar em armas e literalmente "partir" isto tudo! Outros, "carneiristas" (no sentido de seguir o pastor, e não de seguirem as pisadas de um grande político de outros tempos) acham que está tudo bem, e estamos no bom caminho! 
Sinceramente, nem parece que esteja tudo mal, nem que esteja tudo bem. No entanto, algo há que está muito mal, aliás, e isso somos apenas nós próprios. Fomos  aqueles que elegeram ao longo de 38 anos os que nos conduziram a isto. Quantos de nós  no fundo não assobiam para o lado quando os problemas na nossa sociedade surgem? Na realidade poucos se importaram como eram resolvidos, por quem e a que preços, continuamos a crer que as coisas eram fáceis e que se alguma adversidade surgisse, alguém nos havia de safar desta. Mas esse alguém, ou "alguéns" andaram nestes anos todos em que o povo estava adormecido pelas Expo´s 98, os Euro´s 2004 e os créditos fáceis  a torto e a direito, pura e simplesmente deslapidaram este país ao desbarato. E por isso estamos hoje onde estamos apenas por culpa nossa, e apenas nós mesmos seremos capazes de inverter o rumo dos acontecimentos. Se cada um de nós procurar dar o seu melhor, em vez de reclamar, de aldrabar e roubar o que é de todos, o nosso país. Talvez haja uma esperança, talvez este povo Lusitano que um dia foi grande, volte a ser grande novamente, mesmo que o não seja em riquezas, pelo menos em dignidade.
Os que trabalham e os que empregam, os que servem e os que são servidos devem unir esforços e puxarem todos para o mesmo lado, pois afinal Portugal somos apenas nós....

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Linha do Vale do Vouga - Que futuro?

In: Notícias de Paços de Brandão:

Para os céticos, eis o excerto do trabalho levado a cabo pelo jornalista Nelson Pais para o Notícias de Paços de Brandão sobre a linha do Vouga. E onde estão reproduzidas as afirmações do nosso estimado Mino, e das suas ideias sobre este assunto.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Novo acordo ortográfico - Curiosidades "curiosas"!

Encontrado aqui....

Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, considera que utilizar a Língua Portuguesa, segundo as normas do novo Acordo Ortográfico, "é inconstitucional" e apresentou queixa na Provedoria de Justiça.

Professor assistente de Direito, Ivo Miguel Barroso apresentou queixa na Provedoria por considerar que o “novo Português” fere a Constituição da República, e afirma que “a língua não se muda por decreto”.

Defende Ivo Miguel Barroso que a actual Constituição da República Portuguesa, aprovada em 1976, está escrita em Português anterior a 1990 - data do Acordo Ortográfico - logo, do ponto de vista técnico, uma actualização ortográfica não pode ser feita, sem que haja uma revisão constitucional, segundo as normas do Acordo Ortográfico.

Todavia, ainda assim, uma tal revisão não poderia ter efeito retroactivo, "convalidando os diplomas anteriores à data dessa revisão, que continuariam a ser inconstitucionais", afirmou à Lusa.

Na opinião de Ivo Miguel Barroso, que contesta o Acordo Ortográfico, essa hipotética revisão constitucional não se afigura possível, pois atentaria contra limites materiais de revisão, nomeadamente “o princípio da identidade nacional e cultural e o núcleo essencial de vários direitos, liberdade e garantias”.

Segundo Ivo Miguel Barroso é necessária uma “revisão constitucional” para que seja revista a ortografia e logo se aceite o Acordo Ortográfico. A outra possibilidade é a “republicação da Constituição segundo a nova grafia, aprovada que seja pela Assembleia da República uma lei de revisão”.

“Assinalo, porém, que a Constituição já foi aprovada. As alterações, em sede de revisão, são feitas artigo a artigo. Por isso, só alterando todos os artigos que estão em desconformidade com o Acordo Ortográfico”, adverte o docente.

Por outro lado, salientou, “a língua é regulada predominantemente pelo costume”. “Uma língua não se muda por decreto tem de ter em conta a vontade do povo português e os pareceres técnico-científicos, que são, na sua esmagadora maioria, contrários ao Acordo Ortográfico”, afirmou.

Questionado pela Lusa quanto às anteriores actualizações ortográficas do Português, Ivo Miguel Barroso afirmou que em 1911 “houve uma reforma ortográfica, não propriamente um acordo, um tratado internacional, pois o Brasil não aderiu a ele”.

Por outro lado, citando o relatório da comissão que elaborou essa reforma "para fixar as bases da ortografia que deve ser adotada", "várias das regras que constavam estavam a ser praticadas por livros e alguns jornais periódicos".

Para o docente "o que a reforma ortográfica de 1911 fez, foi codificar e sistematizar essas regras, que eram consensuais; diversamente do que sucede com o Acordo Ortográfico de 1990".

O Brasil com esta reforma não se aproximou da grafia europeia porque não ratificou qualquer tratado e, sendo assim, "a reforma de 1911 só serviu para afastar mais a ortografia portuguesa da brasileira, que continuou a ser a do século XIX, embora a intenção não tivesse sido essa".

Ivo Miguel Barroso recordou que "houve um Acordo Ortográfico, em 1945, que o Brasil ratificou, mas que não aplicou, e, posteriormente, uma mini reforma ortográfica em 1973". "Esta foi a única em que houve convergência", sublinhou.

Na opinião do docente de Direito "quer a reforma ortográfica de 1911 quer o Acordo Ortográfico de 1945 foram bem feitos, com linguistas de várias especialidades e tendo em conta que a língua é dinâmica, mas tendo a história da língua portuguesa de ser respeitada".

Segundo Barroso, o actual Acordo Ortográfico é "essencialmente uma imposição, não uma codificação de normas costumeiras, que extravasa o contrato social que a Constituição é, daí defender que, não só é inconstitucional, mas também que a ortografia da Constituição não pode ser revista segundo o Acordo", sentenciou.

Ivo Miguel Barroso aponta baterias ao catedrático Malaca Casteleiro, que considera o grande responsável do acordo linguístico assinado em S. Tomé e Príncipe.

"O Acordo foi elaborado por um especialista de uma única vertente - a dos estudos brasileiros - Malaca Casteleiro", afirmou Barroso que acrescentou: "Por outro lado, o Acordo Ortográfico encontra-se mal redigido, com contradições várias, designadamente, tanto escreve 'respectivo' como 'respetivo', que é uma facultatividade - pode escrever-se das duas formas, segundo o Acordo -, mas deveria ter ficado assinalado com uma barra e escrita da mesma palavra sem a consoante muda".

O docente apresentou ainda os diferentes exemplos de palavras que podem ter dupla grafia como "facto/fato", enquanto "o conversor Lince e os corretores ortográficos 'legislaram' em vez do legislador, fazendo uma interpretação autêntica, não deixando o utilizador da língua escolher entre as várias formas". "Isso configura uma violação do próprio Acordo Ortográfico", atesta Ivo Miguel Barroso.

Para o docente "há várias regras manifestamente improcedentes, como a de os meses e estações do ano passarem a ter ser escritos, obrigatoriamente, com minúscula inicial".

Recordar Zeca Afonso 25 anos depois

Em 23 de Fevereiro de 1987, e após uma luta de vários anos contra a doença, que já o impedia de poder cantar, José Afonso, ou Zeca Afonso como era mais conhecido, não resistiu, e com apenas 57 anos perdeu a sua última luta e deixou-nos.
Apesar da morte do artista, ficou, fica e ficará para sempre, uma vasta e ímpar obra musical, pautada em grande medida pela nova forma de abordar o fado de Coimbra, assim como a recuperação de muitas músicas tradicionais Portuguesas. Ficou também a poesia que escreveu, e os poetas que cantou, como Camões e Pessoa.
Zeca afirmava que se inspirava no nosso povo para as suas canções, e era a partir daí que dava forma musical ao que via, ouvia e sentia.
Foi assim durante a ditadura Salazarista, ao usar a canção como "arma" para denunciar vários crimes cometidos, como foram os assassinatos de Catarina Eufémia, em 1954 (“Cantar  Alentejano”) e de José Dias Coelho, em 1961 (“A Morte Saiu à Rua”).
A antiga PIDE/DGS era visada inúmeras vezes nos seus temas, como são exemplo os “Vampiros” e “Era de Noite e Levaram”, ou ainda o “Cavaleiro e o Anjo”. 
A guerra colonial e as ex-colónias serviram de mote para alguns temas como são disso exemplo, “Menina dos Olhos Tristes”;  “Menino do Bairro Negro” ou o “Tecto do Mendigo”. 
Valores que sempre defendeu, como a solidariedade, mereceram a sua atenção, e como tal dedicou-lhes  “Traz Outro Amigo Também” e “O Meu Menino é D’oiro”.  Já a revolta que sentia, essa gritou-a bem alto em “ Redondo Vocábulo” ou a “Epigrafe Para Arte de furtar".
A ditadura fascista tentou silencia-lo mas sem sucesso. Foi preso por várias vezes e impedido de exercer a sua profissão de professor, mas esta repressão, aproximou-o ainda mais do povo simples, tendo  encontrando em trabalhadores e nas suas lutas, nas colectividades e nos sectores mais esclarecidos a sua própria luta. Como tal,   Zeca Afonso retribuía com as suas canções de esperança, que tantas vezes eram necessárias para manter a chama da luta acesa, e disso foi exemplo  “Grândola Vila Morena”  que nos deu a liberdade na madrugada de Abril.
Mesmo depois da ditadura, Zeca Afonso não parou de compor, de escrever, e de estar atento à vida dos mais oprimidos, continuando a inspirar-se e a inspirar lutas, em temas como os “Índios da meia praia” ou “Alípio de Freitas”.
Apesar de nem todos concordarem com as suas opções, certo é, que estas foram sempre defendidas com a sinceridade e a convicção de serem as melhores para  povo, sem qualquer interesse em fama ou  glória. É por isso com naturalidade que sentimos, que o exemplo cívico das suas músicas, a sua generosidade, a sua modéstia, e também as suas histórias fazem falta!
Nestes 25 anos após a sua morte, o Engenho quer aqui honrar a memória de Zeca Afonso, e com isso defender também a nossa identidade cultural, a nossa língua e a nossa música. É sentirmos que ainda podemos continuar a cantar as suas canções, as quais denunciem a destruição do nosso povo e do nosso país, como o que estão a fazer este actualmente o governo e a troika.
Mas é acima de tudo, podermos ainda dizer que o Zeca Afonso e o legado que nos deixou continua vivo e a inspirar-nos 25 anos depois!

Viva o Zeca!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A TRAPEIRA DO JOB

Caiu no E-mail:

Isto que eu vou dizer vai parecer ridículo a muita gente.

Mas houve um tempo em que as pessoas se lembravam ainda, da época da infância, da primeira caneta de tinta permanente, da primeira bicicleta, da idade adulta, das vezes em que se comia fora, do primeiro frigorífico e do primeiro televisor, do primeiro rádio, de quando tinham ido ao estrangeiro.

Houve um tempo em que, nos lares, se aproveitava para a refeição seguinte o sobejante da refeição anterior, em que, com ovos mexidos e a carne ou peixe restante se fazia "roupa velha". Tempos em que as camisas iam a mudar o colarinho e os punhos do avesso, assim como os casacos, e se tingia a roupa usada, tempos em que se punham meias solas com protectores. Tempos em que ao mudar-se de sala se apagava a luz, tempos em que se guardava o "fatinho de ver a Deus e à suaJoana".

E não era só no Portugal da mesquinhez salazarista. Na Inglaterra dos Lordes, na França dos Luíses, a regra era esta. Em 1945 passava-se fome na Europa, a guerra matara milhões e arrasara tudo quanto a selvajaria humana pode arrasar.

Houve tempos em que se produzia o que se comia e se exportava. Em que o País tinha uma frota de marinha mercante, fábricas, vinhas, searas.

Veio depois o admirável mundo novo do crédito. Os novos pais tinham como filhos uns pivetes tiranos, exigindo malcriadamente o último modelo de mil e um gadgets e seus consumíveis, porque os filhos dos outros também tinham. Pais que se enforcavam por carrões de brutal cilindrada para os encravarem no lodo do trânsito e mostrarem que tinham aquela extensão motorizada da sua potência genital. Passou a ser tempo de gente em que era questão de pedigree viver no condomínio fechado e sobretudo dizê-lo, em que luxuosas revistas instigavam em couché os feios a serem bonitos, à conta de spas e de marcas, assim se visse a etiqueta, em que a beautiful people era o símbolo de status como a língua nos cães para a sua raça.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Considerações sobre a História de Paços de Brandão

Quando em 2010 o Engenho tomou conhecimento dos "Apontamentos sobre a história de Paços de Brandão" do Sr. Carlos Varela, imediatamente se tornou óbvio que este era um assunto que deveria ser alvo de um debate e reflexão mais abrangentes. 
Como tal, esta matéria mereceu desde logo a nossa maior atenção, tendo sido amplamente abordada   pelo  blog, através de inúmeros artigos onde eram explanadas algumas reflexões sobre as nossas origens.
O intuito do Engenho foi sempre o de se criar uma plataforma de discussão sobre o tema, que pudesse originar uma explicação mais esclarecedora e fidedigna entre os estudiosos e doutos da matéria.
Agora que vai ser editado um livro "APONTAMENTOS HISTÓRIA DE PORTUGAL E LOCAL Paços de Brandão (IDADE MÉDIA)", estamos em crer que é chegada a altura desse debate. Assim sendo o Engenho uma vez mais toma a iniciativa e lança o repto:
Porque não o nosso o Notícias de Paços de Brandão  organizar uma tertúlia ou debate  com o tema: "História de Paços de Brandão"?
O local poderia mesmo ser a sede do CiRAC, e juntaria á mesma mesa todos os estudiosos e amantes da temática sobre as origens Brandoenses, servindo o seu Jornal de mediador. Esta iniciativa, além de procurar ser um serviço de esclarecimento prestado à comunidade, seria também uma óptima forma de revitalizar e promover o nosso tablóide.
No que a este blog possa eventualmente dizer respeito, desde já estamos disponíveis para colaborar na organização e divulgação do evento, caso assim nos solicitem.
Independentemente do que possa vir a acontecer, o Engenho continuará a acompanhar este assunto, que promete gerar muita controvérsia e paixão!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Para pensar: "Um Dia Isto Tinha Que Acontecer!"

Existe mais do que uma! Certamente!
Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida.

Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.


A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.


Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor.


Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1.º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.


Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.


Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.


Foi então que os pais ficaram à rasca.


Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.


Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais.


São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Memórias da nossa terra - Paços de Brandão




“Tudo é efémero” – Ficam, as imagens, os sons, os cheiros e as memórias e nem sempre as conseguimos salvaguardar da melhor forma. Quer-se com isto dizer, que se não preservarmos o que temos de melhor, e que no fundo é a essência daquilo que são as gentes de uma terra, não haverá lugar para as memórias colectivas das gerações futuras.

Paços de Brandão, há já muito tempo que tem vindo a perder a sua "personalidade". Sejam pessoas, sejam iniciativas, ou sejam mesmo ideias, que consigam passar a diferença das suas gentes, e brilhem neste, cada vez mais obscuro e sombrio momento histórico, em que vivemos. A nossa freguesia, desde sempre foi capaz de marcar a diferença no meio sócio-cultural em que se inseria nas mais diversas áreas de actividade de uma sociedade. Fosse através da música, desporto, pintura, teatro, canto, indústria, folclore, enfim um sem número de actividades e que se desvaneceram com o passar dos tempos..

Uma das facetas mais ilustrativas desta ideia que acima transmitimos, foi o folclore. Há algo de sinistro em todo este silêncio que se perpétua ao longo destes último anos, no que diz respeito à actividade deste grupo. Mas afinal onde param? O que é feito daqueles anos dourados em que o conhecido “Grupo da Joaninha” era uma referência e um orgulho das nossas gentes a nível Mundial? Morreu? Onde estão as pessoas que lhe davam alma? Foi este o legado que nos deixou a “Joaninha de Paços de Brandão”?

Um grupo cuja sonoridade assentava nos inconvencionais instrumentos de corda fazia a diferença entre os seus pares, de onde sobressaía sempre o toque “especial” do violino do saudoso Sr. Aires. Com os seus trajes se evidenciavam pela sua imponência e rara beleza,  a voz e presença inconfundível da Dª. Joaninha. Como pode desaparecer assim um legado e património cultural com mais de 60 anos?

Mas afinal que se passa com as gentes Brandoenses? Que feito da iniciativa local?

A Festa de Agosto, a cada ano que passa, salvo raras excepções que surgem sobretudo nos arcos, perdeu há já muito o seu encanto e fulgor. Temos um arraial que foi requalificado há quase 20 anos, e hoje é um sombra de si mesmo, tendo deixado de ser feita qualquer actividade de animação frequente, e até o pouco que existia está inexplicavelmente “ás moscas”, como disso é exemplo o Bar do Arraial!
A Quinta do Engenho, um dos maiores patrimónios florestais do concelho, que inclusive foi reivindicado em tempos pelo concelho de Gaia, hoje é um lugar vazio, triste e sem perspectivas de algum dia resgatar o legado que tinha.

Os caminhos que percorrem esta terra, que tristemente a identificam, continuam a reivindicar todos os anos, dezenas de milhar de euros em reparações em oficinas mecânicas automóveis, porque houve um dia alguém que achou que a nossa terra ficaria mais sui generis com estradas de paralelos!
Só nos resta mesmo o museu do papel, que apesar de estar em terras Brandoenses teimam em dizer que é de terras de Santa Maria!
E o Carnaval? Será que também é para acabar?
O Futebol este ano esteve a um passo disso mesmo, salvaram-no alguns “heróis” de circunstância em cima da hora!  

Parece que com esta atitude, vamos mesmo desaparecer, não por imposição de um qualquer livro “verde” escrito em letras “laranjas e azuis” que o determine, mas sim por nossa própria falta de capacidade de inverter o rumo dos acontecimentos!

Só falta saber se um dia vai restar alguém para contar a nossa história, ou então, acabaremos como no final o livro de “Cem Anos de Solidão” em que não resta ninguém para a contar….

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Américo Amorim «Um trabalhador em apuros»

In: Jornal de Notícias:

Deixa-me sempre pesaroso (embora só agora tenha assistido a tal coisa) ver o Fisco exigir 750 mil euros de impostos a um pobre trabalhador, mesmo que esse trabalhador seja o homem mais rico de Portugal e um dos 200 mais ricos do Mundo. Ainda por cima, o Fisco assaca a Américo Amorim coisas feias como ter feito, sem licença, obras de engenharia criativa na contabilidade das suas empresas.
A má vontade da Justiça contra Américo Amorim não é de hoje. Já em 1991, o MP o acusara de abuso de confiança e desvios em subsídios de 2,5 milhões de euros do Fundo Social Europeu; felizmente Deus e a morosidade dos tribunais escrevem direito por linhas tortas e o processo acabou por prescrever. Depois foi a "Operação Furacão" e uma investigação por fraude fiscal e branqueamento de capitais, mas tudo acabou de novo em bem e sem julgamento.
Agora as Finanças não compreendem os contratempos hormonais das empresas de Américo Amorim e recusam aceitar como despesas os seus gastos em tampões higiénicos e outras exigências da feminilidade como roupas, cabeleireiros ou massagens. Até as contas da mercearia e festas e viagens dos netos o Fisco acha impróprias de um grupo de empresa só pelo facto de os grupos de empresas não costumarem ter netos.
Um trabalhador consegue juntar um pequeno pé-de-meia de 3,6 mil milhões e o Estado quer reduzir-lho a pouco mais de 3,599 mil milhões. Muito ingrato é ser trabalhador em Portugal!

Manuel António Pina

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Paços de Brandão deve unir-se a São Paio de Oleiros ou não?

Face aos critérios que estão expressos no «Documento Verde da Reforma da Administração Local» Paços de Brandão irá desaparecer enquanto autarquia autónoma, isto é, vai deixar de existir como freguesia. Tendo por isto, de se juntar necessariamente a outras que estejam na mesma situação. Face a esta inevitabilidade que o Governo PSD/CDS nos impôs, e sabendo de ante-mão que os nossos vizinhos de Rio-Meão conseguem facilmente descalçar esta "bota" dos 5000 habitantes, visto lhes faltar a volta de 50 habitantes. Temos de equacionar seriamente a possibilidade de as autarquias Brandoenses e Oleirenses terem de se juntar numa só. Assim sendo, o Engenho pretende levar a cabo uma sondagem para aferir da opinião dos nossos estimados leitores sobre esta matéria. Pelo que  poderão encontrar no lado superior direito da página deste Blog, uma caixa de votação sobre este tema. Ficamos a aguardar a opinião



FREGUESIAS QUE NÃO REÚNEM OS CRITÉRIOS DE ORGANIZAÇÃO TERRITORIAL


01 09 04 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 ESCAPÃES APU 2,304 3310
01 09 05 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 ESPARGO AMU 2,852 1550
01 09 06 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 FEIRA APU 0,000 12496
01 09 08 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 FORNOS APU 1,140 3405
01 09 09 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 GIÃO APU 9,923 1839
01 09 10 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 GUISANDE AMU 7,351 1239
01 09 12 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 LOUREDO AMU 9,244 1321
01 09 14 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 MILHEIRÓS DE POIARES AMU 6,044 3830
01 09 15 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 MOSTEIRÓ APU 2,816 2036
01 09 18 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 SÃO PAIO DE OLEIROS APU 8,601 4062
01 09 19 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 PAÇOS DE BRANDÃO APU 6,867 4865
01 09 20 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 PIGEIROS AMU 5,556 1187
01 09 21 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 RIO MEÃO APU 5,458 4948
01 09 22 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 ROMARIZ AMU 7,309 3024
01 09 23 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 SANFINS APU 1,425 1883
01 09 24 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 SANGUEDO APU 9,721 3631
01 09 27 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 CALDAS DE SÃO JORGE APU 5,740 2690
01 09 28 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 SOUTO APU 3,923 4697
01 09 29 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 TRAVANCA APU 2,916 2231
01 09 30 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 VALE AMU 10,579 1922
01 09 31 SANTA MARIA DA FEIRA Nível 1 VILA MAIOR AMU 10,569 1510

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Euro 2012 - Custou mas foi!

Portugal venceu esta noite a Bósnia e Herzegovina por 6-2, e garantiu com isso a passagem à fase final de grupos do Europeu de 2012 que se irá realizar na Polónia e Ucrânia no próximo mês de Junho de 2012. Como é do conhecimento de todos, esta foi uma campanha de apuramento que quase colocou Portugal fora ao fim dos dois primeiros jogos, levou ao afastamento do Treinador Carlos Queiroz e a uma contratação surpresa de Paulo Bento, enfim com tantos altos e baixos só nos resta dizer isto mesmo : Custou mas foi! Parabéns PORTUGAL!

Acabemos com esta farsa de demoracia !




Para reflectir...





domingo, 6 de novembro de 2011

Eis a dura realidade: os credores precisam dos devedores

In: Sapo económico 


Bem-aventurados os credores, porque possuirão a terra. Não se trata do Sermão da Montanha, muito embora os credores acreditem nele: se fôssemos todos credores não teríamos dívidas por pagar nem crises financeiras.
No entender dos credores, é assim que nos devemos comportar. Pois bem, estão errados. Como o mundo não pode negociar com Marte, os credores são inseparáveis dos devedores. Aqueles têm de acumular activos sobre estes, ou seja, acabam por tornar-se vítimas da sua própria armadilha.
Três das quatro maiores economias do mundo - China, Alemanha e Japão - são credores, gerem excedentes da balança corrente em tempos de bonança e de crise, e julgam-se no direito de repreender os devedores acerca das suas loucuras. A China, superpotência ascendente, adora admoestar os EUA pela sua imprudência. O Japão, aliado dos EUA, é mais discreto. No caso da Alemanha, as suas ambições estão mais perto de casa, uma vez que deseja transformar os seus parceiros da zona euro em bons alemães.
Os credores são vulneráveis. A sua economia tem capacidade para fornecer bens e serviços que agradam mais a quem pede emprestado e que, assim sendo, compram mais do que os residentes alguma vez comprariam. As economias deficitárias são imagens invertidas: a capacidade para fornecer esses bens e serviços fica aquém da procura. Estes excedentes e défices estão incorporados nos dois tipos de economia.
Entre os países credores, os produtores de bens e serviços transaccionáveis constituem um lóbi poderoso para o fornecimento de crédito aos devedores. Mas o financiamento privado vai acabar assim que os financeiros se aperceberem do quão mau tem sido o seu crédito. Os governantes ficarão, assim, entre a espada e a parede: ou deitam dinheiro à rua investindo novamente num mau negócio ou toleram um ajustamento brutal, na medida em que os seus mercados vão desaparecer. Ao castigar os devedores perdulários estão, também, a lesar os seus cidadãos.
Esta história está no cerne do que se passa actualmente no mundo. Tal como esteve no cerne da agenda da cimeira europeia realizada na semana passada e do encontro do G20, ontem e hoje em Cannes. Mas não só. Como referiu recentemente Mervyn King, governador do Banco de Inglaterra, está no cerne de todas as crises desde 2007: "Excedentes comerciais persistentes nalguns países e défices noutros não reflectem um fluxo de capital para países com oportunidades de investimento lucrativas, mas sim para países que se endividaram para financiar o consumo ou que perderam competitividade. Daí resultaram níveis de consumo elevados insustentáveis (quer público quer privado) nos EUA, no Reino Unido e num conjunto de outras economias desenvolvidas, e níveis de consumo baixos insustentáveis na China e noutras economias asiáticas, bem como em algumas economias desenvolvidas com excedentes comerciais persistentes, como a Alemanha e o Japão." Resumindo, todos ajudaram à festa (leia-se confusão) e agora todos têm de desempenhar o seu papel na busca de uma solução.
Já dizia o poeta britânico A.E. Housman que pensar que dois e dois são quatro, e não cinco ou três, tornou há muito o coração do homem pesaroso, o qual permanecerá assim por muito mais tempo. Ora bem, não é possível manter excedentes e recusar financiar défices alheios. No entanto, é isso que a Alemanha está a tentar fazer. É Berlim quem, de facto, controla o Banco Central Europeu. Além disso, tem o ‘rating' de crédito mais forte. Ou seja, pode decidir como os mecanismos de resgate vão funcionar. Infelizmente, mal, como escreveu o economista-chefe do Citigroup, Willem Buiter, no Financial Times. Porém, nem a França pode fazer mais do que resmungar sobre o resultado de tudo isto.
O país com crédito dita as regras. Os devedores têm de implorar, especialmente num contexto de moeda fixa, sempre que é preciso financiamento para atenuar um ajustamento imposto pela via da deflação. Os credores também podem insistir na sua interpretação das causas da crise. A Alemanha diz que a culpa é das más políticas orçamentais, pelo que é necessário corrigi-las e impor uma política orçamental para todo o sempre. Bem-aventurados os virtuosos, porque possuirão a terra.
Esta perspectiva do mundo tem três inconvenientes: está errada, é contraproducente e desestabilizadora. Está errada porque nem todos os países atingidos pela crise tinham políticas orçamentais irresponsáveis. Em certos casos, sofreram mais com o endividamento e o crédito privado irresponsáveis. É contraproducente porque se todos os Estados membros tentarem restringir a política orçamental ao mesmo tempo vão ficar mais pobres, incluindo os credores. Esta perspectiva é igualmente desestabilizadora porque, para sair desta armadilha, a zona euro terá de mudar para uma situação de excedente externo. Não é boa ideia solucionar os desequilíbrios internos agravando os globais.
A Alemanha quer reduzir o financiamento e, simultaneamente, manter excedentes externos elevados. Isto não vai funcionar. Haverá quem diga que a Alemanha se ajustou ao excedente na década de 2000. O que impede os seus parceiros de fazer o mesmo? A Alemanha entrou em excedente com países dispostos a gerir défices, mas Berlim não quer gerir défices. Perante isto, os seus parceiros não poderão gerir excedentes, a não ser que o façam com o mundo. Tal só seria possível se o euro fosse alvo de uma depreciação acentuada ou se os países fracos mergulhassem numa recessão, o que implicaria vagas de incumprimento soberano e bancário, que culminariam na desintegração da zona euro. Um ajustamento unilateral como este está condenado ao fracasso.
Entretanto, a zona euro parece ter concluído que precisa da ajuda da China. Não se percebe como chegaram a essa conclusão. Há dinheiro disponível na zona euro. O que falta é muito simplesmente vontade de assumir riscos por perdas. Em todo o caso, e como escreveu o economista chinês Yu Yongding no Financial Times, a China não vai assumir esse risco. É loucura pensar o contrário, ou não fossem os custos económicos ou políticos proibitivos.
No fim de contas, a China já tem de gerir o risco por perdas massivas nas suas reservas - avaliadas actualmente em 3,2 biliões de dólares. Essa saída de capitais públicos destinava-se a apoiar os seus excedentes comerciais, no entanto, ao tentar gerir a relação cambial com os EUA, acabaram por ser esses excedentes a controlar o banco central. A China pode bufar de raiva, mas só lhe restam duas hipóteses: continuar a comprar o dinheiro emitido pelos EUA para manter a competitividade, ou deixar de comprar. Se comprar, está a deitar dinheiro à rua investindo novamente num mau negócio. Se deixar de comprar impõe um choque a si própria.
Serão os credores que governam o mundo? Não propriamente. A curto prazo podem ameaçar fechar a torneira do crédito, mas os seus excedentes dependem da vontade e habilidade de outros gerirem défices. Seria mais sensato admitir que os perdulários pediram demasiado dinheiro emprestado porque os supostamente prudentes estavam dispostos a emprestar em demasia. A partir do momento em que aceitarmos que ambos estão implicados, ambos terão de se ajustar. Impor ajustamentos unilaterais a antigos devedores não vai dar resultado. Como a pequena Grécia está prestes a provar, os devedores podem infligir grandes danos a toda a gente, como os EUA descobriram durante a Grande Depressão. É urgente redescobrir esses interesses recíprocos. Os credores não vendem ao planeta Marte. Vivemos todos no mesmo planeta, por isso, façam o favor de chegar a um acordo para pôr a casa em ordem - e já.

Martin Wolf, Colunista do Financial Times

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O QUE PAGAMOS NA FACTURA DA ELECTRICIDADE....

Caiu no e-mail:

Vejam, neste exemplo duma factura de cerca de 66,50 €.

O que se paga:

- 3,8 €, correspondentes a 6% do IVA (vamos passar a pagar 23%);

- 4,5 €, correspondente a 7% de Taxa para a RDP e RTP (para que Malatos, Jorge Gabrieis, Catarinas Furtados e outras que tais possam receber 17.000 e mais €/mês;

- 35,6 €, para subsídios vários, que correspondem a 53% do total da factura (em 2011 estes subsídios vários já atingiram 2.500 M€. Para não se perderem são dois mil milhões de Euros)

- 22,6 € correspondente realmente ao EFECTIVO consumo efectuado, ou seja 34% do total da factura. Desta forma, apenas consumimos 22,6 € de electricidade, mas pagamos no total 66,50 €.

Mas agora vamos ver o que são os subsídios vários, ou seja, os 53% do total da factura que pagamos, e que este ano já vão em 2.500 M€.

Permaneçam sentados para não caírem:

- 3% são a harmonização tarifaria para os Açores e Madeira, ou seja, e um esforço que o país (TODOS NÓS) fazemos pela insularidade, dos madeirenses e açorianos, para que estes tenham electricidade mais barata. Isto é, NÓS já pagamos durante 2011, 75 M€ para aqueles ilhéus terem a electricidade mais barata!!!!!!!!!!!!!!!

- 10% para rendas aos Municípios e Autarquias. Mas que m... vem a ser esta renda? Eu explico: a EDP (TODOS NÓS) pagamos aos Municípios e Autarquias uma renda sobre os terrenos, por onde passam os cabos de alta tensão. Isto é, TODOS NÓS, já pagamos durante 2011, 250 M€ aos Municípios e Autarquias por aquela renda.

- 30% para compensação aos operadores. Ou seja, TODOS NÓS, já pagamos em 2011, 750 M€ para a EDP, Tejo Energia e Turbo Gás.

- 50% para o investimento nas energias renováveis. Aqueles incentivos que o Sócrates deu para o investimento nas energias renováveis e que depois era descontado no IRS, também o pagamos. Ou seja, mais uns 1.250 M€.

- 7% de outros custos incluídos na tarifa, ou sejam 175 M€. Que custos são estes? São Custos de funcionamento da Autoridade da Concorrência, custos de funcionamento da ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Eléctricos), planos de promoção do Desempenho Ambiental da responsabilidade da ESE e planos de promoção e eficiência no consumo, também da responsabilidade da ERSE.

Estão esclarecidos? Isto é uma vergonha. NÓS TODOS pagamos tudo!


Pagamos para os açorianos e madeirenses terem electricidade mais barata, pagamos aos Municípios e Autarquias, para além de IMI's, IRS's, IVA's em tudo que compramos e outras taxas... somos sugados, chupados, dissecados...




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Toda a verdade sobre a Crise no mundo

Caiu no e-mail:

Este vídeo reporta-se à realidade Americana, no entanto é evidente, que seja lá ou cá, como em toda a parte, o "cancro" está devidamente diagnosticado, falta é a coragem de todos os governantes do mundo deixarem de ser comprados pelo dinheiro...Vejam por favor: